Meninos – II

Minha amiga quer que eu namore o João*, porque ele é “bonzinho” e “tem tudo a ver” comigo. E o quê ele tem a ver comigo? Não sei, ela não soube explicar. “Você curte as coisas que ele põe no Facebook, né?!”. É, curto, às vezes, assim como curto de uma porção de pessoas e páginas e nem por isso devo namorar essa porção. E, às vezes, me assusta as coisas que ele posta, me fazendo questionar a inteligência dele. Depois, relevo. Não me cabe julgar e nem o conheço.

Ponto para o João: ele tem MUITO cabelo e é bonito (ele e o cabelo dele). Contra? Ele é devagarzão. Acho que me daria preguiça, eu me irritaria e o chacoalharia. Mas são suposições. O importante é: ele nem sabe de mim, já que nunca respondeu aos meus comentários (nem os mais brilhantes!) e nunca curtiu minhas fotos de perfil (nem as bonitas)! 😀

Eu quero o Leandro*. Ele sabe que eu existo, me diverte e me olha nos olhos, lá dentro, como se estivesse procurando alguma coisa. Será que já achou?

E o Leandro tem o quê a ver comigo? Talvez, nada. Talvez, tudo. Realmente, não faço ideia. Nossas conversas, até agora, foram de uma superficialidade espantosa e não somos “amigos” no Facebook. Ainda bem. Mantenhamos assim. Não na superficialidade, mas longe do Facebook. Apesar de que converso melhor com ele por escrito. Ao vivo, eu ainda tremo na base, fico meio abobalhada e me perco. Ridículo, eu sei, mas é assim que é.

Mas ele gosta de mim, assim, como eu gosto dele? Tem horas que eu acho que sim. Tem horas que eu acho que é viagem minha. E tem horas que eu acho que minha vida já está bastante caótica para eu me dedicar a entendê-lo. Que, em vez de João ou Leandro, eu deveria estar é procurando trabalho e casa.

E, então, o João posta uma música lindíssima do Cole Porter que merece muito o meu “like” ou o Leandro me manda uma mensagem estranha, que me faz rir por dias, e eu esqueço que a vida não está ganha.

*****

Uma outra amiga, que não conhece João nem Leandro, disse que, antes de mais nada, tenho que saber:
1. Se o cara é livre e desimpedido;
2. Se é hetero (ou, pelo menos, bi);
3. Se ele quer me comer.

Outra amiga tem perguntas mais complexas a fazer:
• Gosta de rock?
• Paulo Coelho ou Machado de Assis?
• Já foi em balada no Galopeira (reduto sertanejo)?
• A última novela que assistiu foi “Vale Tudo”?
• Se for para a Flórida, vai à praia, às compras ou à Disney?
• Gosta de gato?

Talvez isso tudo seja importante demais, mas eu estou preocupada com outras coisas (também), tipo, vou gostar dos amigos dele e vice-versa? Ele se entenderia com meus amigos? Ele vai saber lidar com meu veganismo? Ele gosta de bichos em geral? Quanto? É cavalheiro? Se sim, está disposto a evoluir e deixar de sê-lo? O que ele gosta de fazer com o tempo livre? O que ele espera de mim?

*****

Enquanto isso, na sala de bate-papo (ou no chat do FB), Márcio* ressurge das cinzas para saber por que eu não quis saber dele. Vejamos:

• Porque ele é egocêntrico, mas tão egocêntrico que parece um buraco negro que irá me puxar pra dimensão Márcio. O cara passou um mês falando de si e mudando todo e qualquer assunto para si e teve a pachorra de me dizer que não queria conversar sobre nada que não fosse… Ele.

• Pode piorar? Pode. Márcio me chamou pra sair, mas deixou incrivelmente claro que eu não devia criar expectativas nem pensar em envolvimento, porque ele era livre e gostaria de se manter assim. Eu disse “ok” nas três primeiras vezes, porque, de fato, “whatever”, mas, na quarta, me cansei e disse que eu não queria nada com ele, que ele não precisava se preocupar em me alertar, que nada iria rolar nem se ele quisesse. E ele? Ficou PUTO!!! Quem sou eu pra não querer ele?! Quem?! Quem?!

Pois é, posso não saber quem sou, mas sei quem não sou: interessada nele.

Daí ele falou que eu não dei chance dele se mostrar (mais o que?!) e que fui injusta. Que dó. :-(

E eu só pensando: velhinho, eu quebrei a perna em 4 lugares 4 dias depois do último chat (antes desse retorno) e você em NENHUM momento me perguntou se eu estava bem. Faça-me um favor: vá pra casinha!

*****

Em resumo: continuo solteira de marré deci. 😉

* Nomes alterados, porque este é um blog de respeito e responsável! 😛

Veganos

Faz um tempo que peguei birra de blogueira. Elas mentem! Ok, nem todas, mas muitas delas, as mais famosinhas, maquiam as informações sem um pingo de vergonha. Outras são só afetadas, mesmo. Criticam e xingam com toda a propriedade das pessoas que não têm razão. Daí, que parei de confiar, de seguir, de me importar com a opinião delas.

Mas… Como não sou blogueira – sou designer! – vim dar minha opinião sobre coisinhas veganas que comprei e gostei ou não. Deixo claro, é somente minha opinião/experiência, sem validação científica, sem estatísticas confirmadas.

Comprei, no Vista-se, o desodorante Crystal stick. Ele parece uma pedra, que você umedece e passa nas axilas e/ou pés. Sem perfume, não mela, não mancha e segura a onda por várias horas. Tenho gostado muito. Para quem prefere spray ou rol-on, tem também.

Precisei de uma máscara para cílios. Eu uso a Elf incolor para as sobrancelhas e gosto bem, mas não gosto dela para os cílios, então, procurei outras marcas veganas para experimentar. O problema, na minha humilde e pão-dura opinião, é que é tudo bem caro. R$ 80,00 por uma máscara é além do que eu gostaria de pagar, mas fui. Duas vezes.

Primeiro, com a Alva: Máscara para Cílios Orgânica – Black. Orgânica, livre de parabenos, substâncias petroquímicas e fragrâncias sintéticas que causam alergia. As pessoas elogiam por aí. Nos sites de venda, então, só amor. Mas eu não curti. Primeiramente, porque a máscara parece que não seca nunca e ficar uns 10 minutos sem piscar não rola. Então, o jeito é passar, esperar e limpar em volta dos olhos, que estarão carimbados. Depois que, enfim, ela seca, começa a esfarelar. Eu uso lente e farelo no olho está fora de cogitação. Sem contar que suar, chorar e pegar chuva com ela não estão permitido! Então, abandonei-a.

Comprei um punhado de coisas na Granado – no site, mesmo depois de ter reclamado do atendimento deles. Sou só perdão! -, inclusive Máscara Duo Cílios Perfeitos. Estava na promoção.

Nos meus parcos cílios, mais de duas camadas dele já são o suficiente para empelotar. Ficamos nas duas, então – inclusive, a recomendação é usar uma camada de cada lado do duo. Seca e, depois de um tempo, esfarela um pouquinho. Nada demais. Mas tirar com água e sabão, no banho ou lavando o rosto, não rola. Aí, sim, ela esfarela com gosto! Como estou sem demaquilante, no momento, eu sofro. Então, não virei fã.

Os outros produtos Granado, de sabonetes a hidratantes, adorei tudo! A manteiga corporal é meu item favorito. O cheiro é mais forte do que eu gostaria, mas o resultado compensa. Minha pele está maciínha e lisinha!

Comprei, também, um batom Lime Crime da linha Velvetines, o Red Velvet. Eu adoro os Unicorn Lipstick e os Carousel Gloss que eu tenho, então, nem me importei com a alta do dólar quando surgiu a oportunidade de comprar o batom líquido que seca e fica super matte.

É fácil de aplicar, a cor é linda, quase não transfere e é difícil de sair… A não ser que você use sua boca. Porque ele sai até com água. Se desfaz igual tinta guaxe e fica só o contorno. E eu, que evito batom vermelho exatamente porque me deixa insegura, não vou usar esse. :-(

Pra fechar o carrinho: henna. Me enchi de pessoas falando: “mas você não é ruiva, mais?”. Sim, eu sou, mas tenho 41 anos, for crying out loud! Tenho amigas totalmente grisalhas ou caminhando a passos rápidos para isso. Deixa meu cabelo desbotar!! Mas, depois do chilique, eu resolvi passar Surya em pó vermelha, porque a cobre não existe mais :-( , e minha tia aplicou pra mim.

Tem cheiro de chá? Tem. Faz bagunça pra passar? Sozinha, definitivamente. Com a ajuda da tia, bem pouca. Lavar pra tirar é uma aventura? Sim e com certeza. Não sai fácil, mas meu cabelo é liso e pouco, então, foi relativamente tranquilo. Mas meleca o banheiro todo! Mancha toalhas e fronhas por uns dias? Sim. Está na bula do produto, inclusive. Desbota igual tonalizante ruivo? Não. Desbota com as lavagens, mas BEM menos. Meu cabelo é tingido e a raiz está virgem. Vai colorir igualmente? Não, não vai. Tem chumbo? Não! É tudo plantinha inofensiva.

Gostei muito, deu supercerto e volto a usar assim que precisar. Mas vou comprar henna purinha para experimentar, também.

frente-versoDe frente: máscara para sobrancelhas Elf, para cílios Granado, batom Red Velvet, da Lime Crime. Verso: cabelo precisando de corte, mas ruivo, novamente, graças à Surya.

 

 

Manifestações

Ainda não me manifestei sobre as manifestações, né?! Pois é… Preguiça. Gastei meu discurso político nas vésperas das eleições de 2010. Eu avisei. Agora, tudo o que eu tenho a dizer é: “eu te disse, eu te disse, eu te disse.”

Manifestar revolta, indignação com o que tem acontecido é normal, esperado, mas meio tarde demais. Em junho de 2013, a galera saiu às ruas, lindamente, mas, depois, se esqueceu a que foram… Preguiça.

Mas, enquanto eu lia o possível perfil de quem foi às ruas no domingo, eu tentava ver onde me encaixava. E já que o Itaú sabe até onde eu voto (longa história), por que não deixar que todos saibam como eu voto?

Seguindo a lista da matéria, eu:

• AINDA não possuo alguma conta ou prestação em atraso com mais de 30 dias – daqui há 30 dias, já não garanto;

• Concordo totalmente com a liberação do consumo da maconha;

• Não acho que cotas raciais são um erro, mas são somente um paliativo. Governos municipais e estaduais deveriam investir em educação de base de qualidade em vez de passar a bola pras faculdades;

• Não apoio a ideia de cidadãos honestos – ou não – portando armas. Eu bem que queria poder usar taser ou spray de pimenta, mas sou honesta o suficiente para saber que eu causaria muitos danos a inocentes;

• Sou a favor da legalização do aborto no país, mesmo sendo, a princípio, contra o aborto;

• Se a redução da maioridade penal resolvesse algum problema, eu seria a favor, mas não resolve. Mas… Eu acredito que, em certos casos e certos crimes, o menor deveria ser julgado como adulto;

• As pessoas pensarem diferentemente de mim, sendo nordestinas ou não, não faz com que tenham menos consciência política na hora de votar do que eu, ora bolas;

• Pena de morte? Jamais, em tempo algum;

• Há pessoas que precisam ser ajudadas por programas sociais, como o Bolsa Família. E é bem provável que haja pessoas que se acomodem com essa ajuda. Eu não tenho como julgar e não vou nem pensar em generalizar;

• Concordo com o Mais Médicos, não tenho absolutamente nada contra médicos cubanos. Só digo que não sei o suficiente (sobre Revalida, liberdade ou financiamento da ditadura cubana) para dar palpite;

• Concordo totalmente que os pobres são tão desinformados na tomada de suas decisões políticas quanto qualquer outro brasileiro;

• Deixem os militares fora disso.

• Concordo totalmente com a união civil entre pessoas do mesmo sexo, assim como bigamia, poligamia ou qualquer outra relação que não prejudique ninguém;

• Sou contra o Movimento dos Sem Terra;

• Sou contra muita coisa que envolve terras e produção agrícola;

• Cobrança de maior valor aos mais ricos pelo uso do SUS? Ricos lá usam SUS? Se os representantes do povo não usam SUS, que dirá os ricos que não representam nada além dos próprios rabos…;

• Sei nada sobre a regulamentação da terceirização;

• Sei nada sobre a ampliação da idade mínima para aposentadoria. Mas mantenham as contas certinhas, roubem menos, que o dinheiro dá pra tudo. O país paga imposto pra KCT e não se vê muito retorno desse dinheiro, né?!;

• Sou a favor do fim da reeleição para cargos políticos;

• Ainda não tenho opinião sobre da proibição das doações de empresas para campanhas políticas;

• Já votei no PT. Patrus Ananias para prefeito, em 1992, acho. Foi um prefeito muito bom, no meu ponto de vista daquela época. BH era uma cidade muito legal de se viver. Minha birra é e sempre foi com o Lula e seus filhotes;

• Votei em Aécio Neves no 2º turno na eleição da última eleição, em outubro de 2014;

• Votaria no Eduardo Jorge se as eleições para presidência do Brasil fossem hoje;

• Eu me digo com a cor de pele branca refletiva!!;

• Tenho estudo superior completo em faculdade pública;

• Meu rendimento é quase nada, hoje em dia.

Amor de amigo

A pessoa vive dizendo que te ama, que quer te ver, que adora sua companhia. Daí, você diz: “vamos nos encontrar, então!” e ela responde: “hoje não posso, estou cansado demais. E acordo cedo, amanhã.” Hmmm. Uma desculpa só já seria o suficiente. Reforçar desculpa é sintomático. Mas ok, uma complementa a outra, não seja chata.

Só que eu não sou cansativa e não estou propondo uma maratona, mas sentar num barzinho e papear. Os bares fecham cedasso, em BH. À meia-noite, a pessoa estará dormindo seu sono dos justos. E, depois, fim de semana está ali. Descanse no domingo, poxa!

“Não, domingo é dia de namorar, não de descansar!” Ok, então! Saiamos no domingo. É bom que me apresenta o namorado! “Não sei se ele vai querer…”

Então, num belo dia, essa pessoa que te ama tanto e quer te ver, mas não tem tempo para isso, decide se casar com o namorado que não quer te conhecer… E, claro, te exclui deste momento. Você entende, não há intimidade para você estar presente num momento de intimidade do casal. E, convenhamos, ninguém nunca deveria ser obrigado a nada, ainda mais em questões sociais.

Mas… Eu acredito que quando se ama sinceramente pessoas, quando você se sente à vontade com elas, você as quer por perto em situações sociais, também. Repito: ninguém é obrigado a nada, ainda mais porque, se for obrigado, já não é amor. No entanto, dizer que ama e não deixar a pessoa amada se aproximar, fazer parte da sua vida ou entrar na sua intimidade é não amar.

Chamar de “amor” gostar de falar bobagens, trocar ideias, pegar dicas e oferecer favores para determinadas pessoas é banalizar o amor. Não banalize o amor. E não se engane. Você pode gostar muito, até adorar, ser fã de algumas pessoas, mas amor pede aquela entrega que você se recusa a fazer. Então, goste dos seus amigos, curta as situações que vive com eles, queira a companhia deles por 20 minutos, exija atenção, mas só declare amor quando puder amá-los de verdade.

Meninos

O Sávio mandou me falarem que ele NUNCA, jamais, em tempo algum ficaria com uma ruiva. A gente tinha 14 anos e ainda não era modinha pegar ruivas. Quando a modinha começou, eu já tinha peitos. Sávio se arrependeu…

Não sei a opinião do Marco sobre ruivas, porque ele não me quis, aos 15, alegando que eu era muito “oferecida e sem vergonha”. Aos 40, ele esperava que eu ainda fosse assim. Eu talvez seja, mas não para ele.

Graças à censura do Marco, eu não me ofereci ao Diogo. Ele, jeca que só, jamais se ofereceria pra mim. A Fernanda, oferecida e sem vergonha, o pegou. Sobrei.

O Cadinho passava o dia me contando o quanto a mulher do irmão dele, ruiva, era linda. E o quanto eu me parecia com ela. É que, graças às reprises constantes de “A Garota de Rosa Chocking”, “Gatinhas e Gatões” e “Clube dos 5″, Molly Ringwald ficou bem famosa e as ruivas ficaram bem desejáveis!

O Alessandro, vindo do interior, não sabia disso e não me desejou. Mas contaram pra ele que ter uma ruiva no currículo era “demais” e ele, arrependido, veio pedir uma chance.

O outro Alessandro não ficava com virgens. Eu era virgem. Quando ele desconfiou que eu talvez, quem sabe, não fosse mais virgem – eu era, mas também era sem vergonha, de novo -, ele me quis.

O Messias ameaçou largar tudo (lê-se: noiva grávida no altar) se eu quisesse ficar com ele. O cara tinha obsessão por ruivas, mas teve que se casar com a noiva grávida e morena, porque eu era mais esperta que isso.

Eu queria perder minha virgindade com o Rudney. O Anderson não deixou. Não sei exatamente o quê ele fez, mas Rudney jamais foi “meu”. Lamentável.

O Romeu namorava minha amiga, mas babava na minha barriga branca. Quando eu ia de miniblusa pra aula, ele dizia “amém”!

O Oswaldinho e a língua dele me perseguiam em shows de heavy metal. Fez isso até morrer, de acidente…

E foi num show que o Steve Vai olhou pra mim o tempo todo. Me “senti”, mas fui embora sem passar pelo camarim. Acho que eu já tinha vergonha novamente, nessa época…

O primeiro Alexandre queria que meu cabelo crescesse para eu andar na garupa da Harley dele, depois que a gente se casasse. Eu não queria casar. Nem andar de moto.

O segundo Alexandre elogiava meu pescoço longo e me escrevia poesias em inglês. Ele era fofo e bem bonito. Achei que me queria e o convidei para ir a uma festa comigo. Ele foi e passou a noite falando. Só falando. Frustrante.

O terceiro Alexandre… Eu não sei o que ele achava de mim. Acredito que ele estava comigo pelo sexo fácil. E terminou comigo alegando que eu só estava com ele por causa de sexo. Nem era…

O Paulo gostava de ficar comigo porque eu era “adulta, alta e tinha cabelo comprido”. Sei disso, porque foi o que ele disse pra ex-namorada, quando nos apresentou.

Muitos geeks me quiseram por causa das heroínas/mocinhas de Stan Lee. Puro fetiche HQ.

O Corintho disse que me conhecer o salvou do suicídio, mas quando ele me viu com o Gustavo, se decepcionou comigo. Aliás, quem não se decepcionou comigo quando fiquei com o Gustavo levanta a mão!

O Gustavo, aliás, reclamava que eu não tinha mais sardas. Dezesseis anos depois, o Felipe reclamou que eu não tinha mais sardas. Entre eles, o André reclamou da mesma coisa, mas preferiu focar no fato de estar pegando uma ruiva peituda. E, meninos, as sardas estão todas aqui, como sempre.

O Cristiano, o Rei Lagarto, eu sempre amei. O Richard, gato, eu nunca entendi.

2015, seu lindo!

Primeiro, quebrei a cara – figurativamente. Depois, o tornozelo – literalmente e em 4 lugares. E o coração, em mil pedaços. Agora, o computador. E, mesmo assim, até agora, 2015 tem sido um ano melhor do que os últimos. Sou sofrida, viu?! 😳

Desapego

Se eu ajudo uma pessoa que, por exemplo, caiu na rua, eu não espero por um “obrigado(a)”. Eu espero é que a pessoa não tenha se machucado, mas se se machucou, que não seja grave, que esteja bem.

Se eu dou um presente, eu quero pouco: mostrar presença. Claro, quero que agrade. Mas só. Dei, tá dado. Não espero agradecimento eterno, uso, demonstração pública de que gostou. Não ameaço pegar de volta porque a pessoa não mostrou consideração que eu espero pelo meu gasto com ela.

Se eu faço um favor, eu espero que favoreça. Não quero que a pessoa me cobre pelo favor e, em contrapartida, não vou cobrar gratidão ou reconhecimento. Faço direito, faço no meu tempo, faço até obrigada, mas, depois de feito, foi-se.

Se eu dou uma ideia e a pessoa se sai brilhantemente com ela e cria algo lindo, bom e/ou útil a partir do ponto de partida que eu dei, eu não espero por crédito ou aplauso. Eu dei, não vendi, a ideia. Dei, não emprestei.

Se eu tenho um amigo que não vem me visitar num momento de infortúnio, que não está ao meu lado quando estou pra baixo, não me dá a mão quando eu mais preciso, ele não deixa de ser meu amigo. Ele só deixa de ser um amigo com o qual eu conto para esse tipo de coisa. E tudo bem. Nem todo mundo tem preparo para os maus momentos. Eu não tenho. Nunca sei o que dizer, quando abraçar, o que fazer. Vou cobrar que meus amigos sejam o que eu não sou?! E, mesmo que eu fosse, cobraria que eles sejam iguais a mim?!

O nome que eu dou a isso é “desapego”. Algumas pessoas diriam que é maturidade, mas eu sempre fui assim e nunca fui madura. Acredito que seja desapego, porque eu não me agarro aos meus feitos, presentes, ideias. Não fico na mesquinha expectativa de agradecimentos e paparicos. Ninguém fica em dívida ou em crédito comigo. Não espero que o mundo conspire a favor porque eu fiz o bem. Eu o faço sem esperar retorno pessoal.

E como parto do pressuposto de que as pessoas ajudam, dão coisas, fazem favor, são amigas porque querem e porque tudo isso é muito bom, não me sinto na OBRIGAÇÃO de retribuir. Mas retribuo, valorizo, reconheço, fico feliz e, algumas vezes, faço questão absoluta de deixar isso claro. Mas nunca, eu digo NUNCA, quando me cobram. Quem me exige reconhecimento/retribuição me perde.

ヾ(-_-;) (=^・ェ・^=)

Benjamin, Rubinho e Zacharia foram embora para seus novos lares, hoje. E eu, definitivamente, me sinto uma m*rda de pessoa. É como dar filhos para desconhecidos criarem. Posso tentar me convencer que fiz o melhor por eles, pelo bem deles, mas como eu vou ter certeza disso?

Eu peguei Cristo para tirá-lo do perigo. Eu fiz o meu melhor para protegê-lo e, mesmo assim, não foi o bastante. Se eu não tivesse me metido, talvez ele estivesse bem, vivo. Na verdade, eu não sei se ele está ou não, assim como nunca mais vou saber se Benjamin, Rubinho e Zacharia estarão bem ou não. Passaram a ser da conta de outras pessoas. Espero que boas pessoas.

Meu pai passou mal ao saber que os gatos foram embora. Ele já sabia que iriam, mas talvez tivesse esperança deu desistir. Eu tinha esperança de desistirem.

Eles se foram. Meu coração está apertado, meu nariz, entupido, meus olhos, inchados e meu estômago, revirado. Espero que, pra variar um pouco, eu tenha feito a coisa certa. E se eu tiver feito a coisa errada, que eu nunca fique sabendo…

Curtinhas

Desapegando.

Segunda-feira, depois de subir no telhado (num banco, desta vez) pra pegar um gato, não conseguir e acabar toda unhada e mordida, decidi doar meus netos. Não por causa de mordidas e unhadas, porque isso faz parte. Gatos são gatos. Mas pelo telhado. Não dou mais conta de viver com medo. Se não tenho solução pra minha vida, agora, preciso dar solução pras vidas deles, já que são minha responsabilidade.

Anunciei no Facebook. Inúmeras pessoas compartilharam. Pouquíssimas pessoas se interessaram. É a síndrome do gato adulto. Seis meses já é velho. Até o Zach, o gato mais lindo/doce/meigo/peludo de olhos azuis desta vida, não teve mais do que uma pretendente.

Gente, gato adulto é gato com personalidade definida. Você adota sabendo que não gosta de colo, que prefere água na pia, que não gosta de patê, que ama carinho na barriga. Mas, enfim, sábado entrego os adotados nas respectivas casas para adaptação. Coração mais humilhado do que uva passa.

Querido Doutor.

Meu relacionamento com Dr. Bonitão evoluiu de paciente/médico para cliente/designer. Tudo por conta da minha crítica ao receituário dele: coisa mais feia e sem sentido. Ele pediu umas sugestões (cliente típico) e eu falei que faria um novo. E assim como nas consultas, quando eu mostro o pé e a mão da pessoa chega fácil ao joelho, eu mostrei o receituário e ele já quis cartão! Não reclamo em nenhuma das duas situações. Primeiro, porque são boas mãos. Segundo, se fazer toda a papelaria dele me libertar da visão do receituário atual, tudo é vantagem.

Compras online fail.

Estou num relacionamento longo e ruim com uma loja online de vestidos vintage.

Eu queria um vestido “meio anos 50″ antes mesmo de quebrar a perna. Quebrei, fiquei de molho e meu primo, a pessoa mais “antiga” que eu conheço, me passou uns links de lojas retrô. Lá fui em busca do meu vestido sonhado. Entre duas, escolhi uma com mais opções lindas.

O prazo era de 8 dias para o envio, mais o tempo dos Correios. Isso, foi em abril. Chegou um mês e meio depois. E nem eram lindos. Um deles, o da minha tia, ficou enorme e pedi para trocar. Isso foi em maio. Até hoje, nada do vestido.

Tive problemas com uma loja de óculos retrô. Falta de educação do vendedor. E tive problemas com a Granado, porque meu CPF está cadastrado, lá, não sei como nem porquê, e só posso comprar por esse cadastro desconhecido. Faz duas semanas que espero não somente uma solução, mas um contato.

Acho que esse povinho vintage ainda não sabe utilizar internet. Mas poderia ter, pelo menos, o atendimento vintage. As pessoas eram atenciosas, antigamente.

Adote um Ronrom.

A Manu Cunhas desenha lindamente. Adoro o trabalho dela e fiquei felizona quando ela anunciou que estava tentando um projeto no Catarse. Todos os lindos desenhos da página Adote um Ronrom num livro lindo! Claro, apoiei! Ainda mais que 25% da arrecadação vai pra ONG.

O projeto já alcançou meta, mas ainda é possível apoiar até 26/07/2015, às 23h59m59s! Recomendo!

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:-)

Tenho andado ansiosa. Pode ser porque vou ser operada, de novo. Pode ser porque eu ainda não tenho casa. Pode ser porque a crise está aí. Pode ser por tudo isso junto e/ou por um monte de outras coisas. Só sei que faz tempo que não assisto a um filme sem pausar, pelo menos, umas 11 vezes. Isso, se chego ao fim.

Teve um tempo em que comprar me aliviava ansiedade. Era um tempo em que eu não tinha muita responsabilidade (tinha um gato só) e comprava sem dó. A natureza agradece minha mudança de rumos, o capitalismo lamenta e eu confesso que comprei, há uns dias, alguns supérfluos, só para matar saudades.

Almofada da linha Amo Bichos, da Gíria Presentes. Sim, eu não precisava dela, já que nem tenho onde colocar. Mas a Olívia ficou tão deslumbrante na almofada. Quem me culpa?!

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Tião, o neto favorito, quer uma, também! Já sua mãe, tímida que só, se escondeu dos flashes!

IMG_1055 IMG_1068Ainda na vibe “eu amo Olívia”, encomendei ela e Cristo em amigurumi (crochet/tricô) na Blackbird Amigurumi. Meodeosdoceu que coisa mais linda!! A Heloísa, com quem fiz contato, é uma doçura! Pediu foto dos homenageados e fez a Olívia sem o pé direito!! Amei! Aliás, teria como não amar?!

IMG_1085 IMG_1086Normalmente, quando se compra online só se tem contato com o vendedor em momento de estresse. Ou a compra não chega ou veio errado/com defeito. Nessas comprinhas, eu tive contato e foi bacana. Pessoas que atendem bem, com carinho e simpatia merecem meu (parco) dinheiro. Merecem sucesso.

Recomendo muitíssimo os presentes dessas duas lojas.