Vida

Quinta foi a abertura do 6º Festival Nacional de Teatro de Itaúna. Ralo um bocado fazendo o material de divulgação, então, tenho xodó pelo evento, mesmo eu não sendo muito fã de teatro…

A peça da estreia foi “Na Comédia de Edgar, Alan Põe o Bico”, do Grupo P’Atuá. Tendo achado o título meio bobão e não gostando de teatro, estava com preguiça de ir, mas fui. Para você ver como são os preconceitos… A peça foi sensacional! Divertida e inteligente. Cláudio Márcio e Glicério do Rosário são engraçados na medida, sem forçar. Gostei tanto, que vou assistir a mais uma, amanhã: “180 Dias de Inverno”, da Companhia Afeta.

Quase nada, quase nunca, acontece em Itaúna e, quando acontece, galera não dá muito valor. Quem mora em interior assim, paradão, que nem um cineminha tem, tem mais é que apreciar bem as novidades, as maravilhosas quebras de rotina.

Depois da peça, teve coquetel – ser vegetariana é tenso nessas horas – e beberiquei um espumante enquanto aguardava ansiosa e faminta o momento de ir ao Sandoval.

Sandoval é o único estabelecimento comercial – um botecão – 24 horas da cidade. Clássico, frequentado por todo tipo de gente. Todo mesmo! Lá é servido um PF maravilhoso, temperado com esmero - estou salivando só de escrever…- Por mim, almoçava e jantava lá, todo santo dia!

No sábado, fui tomar caldo de abóbora na casa da Bianca. A mãe dela fez sem carne, para mim! Delícia! Noite divertida, família divertida! Tudo muito bom!

Domingo, fui a um rodízio de japa em Mateus Leme - cidade entre Itaúna e BH -. Eu não como japa, então, belisquei um tempura de vegetais e tomei sake com abacaxi e gengibre.

Ontem, quis fazer happy hour numa cafeteria/bistrô que já existe há uns dois anos e na qual eu nunca tinha ido, a Alfajor. Eu estava com vontade de bolinho e café, mas acabei tomando suco de amora + uva e comendo de tudo - sem carne -. Tudo muito bom!

Amanhã, como eu já disse, tem mais teatro. Depois da peça, caldo. Quinta, inauguração de uma empresa de cliente. Domingo, provavelmente, mais japa - vou de Yakisoba de vegetais, desta vez. 

O que? Virei uma pessoal sociável?! Nunca!! Meu problema é que moro numa casa gigante, cheia de gatos e sem faxineira. Estou fugindo daqui a qualquer custo, porque, se eu ficar, vou ter que faxinar… Pena que não dá para escapar para sempre…

 

Solteironas

Hoje mais uma amiguinha postou mais um textinho sobre mulheres solteiras e os porquês. Me abstive de dar palpite sobre o assunto, porque ela me acha agressiva (ui!), mas foi maior do que eu. Vim fazê-lo aqui. Mas, veja bem, é só um palpite, um pitaco, uma opinião pautada única e exclusivamente em minhas experiências de vida e minhas observações cotidianas. Não é um tratado, não é um estudo, não é um fato. Certo?

Então… Não li o texto até o fim, achei chato. O cara começou a analisar estatísticas e blá blá blá. Até agora, entre o texto mimizento de a culpa é da sociedade/minha mãe/dos homens e o debochado “vocês é que são chatas”, só li este último até o fim. Porque não era chato – o assunto, em si, o é.

Minha opinião: se você está solteira e isso lhe incomoda, esqueça tratados sociais e sociológicos, esqueça os psicologismos que, se ajudassem, não teria tanta gente com a cabeça f*dida por aí e parta do pressuposto que a culpa é sua. Avalie-se. Você está fazendo alguma coisa errada? Tipo, você tem saído somente com seu amigo gay, lindo e interessante, mas com o qual você não tem a menor chance e que, por ser lindo e não obviamente gay, afasta os homens que poderiam se interessar por você? Não? Tem certeza? Tem amiguinha minha, solteira, que divulgou o texto culpando os homens, que tem feito isso. Eu vejo as fotos!!

Aliás, você tem saído? Tem encontrado amigos de ambos os sexos, ido a shows, à biblioteca, a bares ou a quaisquer lugares em que possa encontrar pessoas com interesses similares aos seus? Você começa uma conversa com um homem que você acabou de conhecer falando de sua seca sexual ou sobre o fato de que você “resolveu esperar”? Você fala em ter filhos e família logo de cara? Não?! Nada errado com você, então. Ok. Agora, comece a procurar a culpa nos outros. Ou… Dane-se a culpa e siga em frente, vivendo sua vida. Um dia, acontece. Ou não. Faz parte.

Se não acontecer, em vez de ficar fungando solidão, monte uma república e vá viver com pessoas que se assemelham a você – depois de uma certa idade, não rola de ficar aturando diferenças, né? – Ou adote um cachorro, que vai lhe obrigar a dar voltinhas nas ruas e dar um up no traseiro, além de lhe amar incondicionalmente. Não quer sair? Gatos são ótimas companhias, além de quentinhos e engraçados. Caramba, quem tem bicho nunca está sozinho! Sim, sim, você passa o dia inteiro na rua e não tem tempo para cuidar de um bichinho… Entendo… Vá viajar, vá fazer serviço comunitário, vá ao cinema ou curta-se a ponto de não mais sentir solidão, porque você é excelente companhia. Faça qualquer coisa, menos compartilhar texto mimimi sobre ser solteira. #NobodyYesDoor

Documentário

Tá à toa, nada pra fazer? Assista a esse documentário. É interessante e dá muito em que pensar…

Sinopse:

Documentário realizado em 2009. Chris Smith entrevista Michael Ruppert a respeito de suas visões sobre assuntos políticos, monetários e religiosos que estariam no cerne do colapso da sociedade atual. Michael Ruppert é um ex-polícia de Los Angeles que se tornou um investigador e aclamado autor de livros sobre as suas visões radicais de vários fenómenos mundiais.

Síndrome do Amigo Interno da Faculdade do Billy

Para quem não sabe, a S.A.I.F.B. é um transtorno de intolerância que faz com que pessoas que parecem tão normais e bacaninhas se tornem monstros quando se discorda delas. A S.A.I.F.B. é caracterizada pelo discurso: “como você ousa ser diferente?! Qual é?! Meu estilo de vida não serve, é?!”

Talvez alguma universidade americana, com o aval do Mark-zinho, esteja estudando este comportamento via Facebook. Eu, pelo menos, estou. É muito comum manifestações de ódio em questões religiosas, políticas, futebolísticas, animais e randômicas.

O tema mais interessante de se observar, hoje em dia, é veganismo x onivorismo. Ah, esses “ismos” maravilhosos e seus adeptos brigões!!

Entre sofismas maravilhosas como “se você ama um, por que come o outro?” e “sua hipócrita! Está provado que alfaces têm sentimentos” ou, um ótimo que vi, ontem: “veganos são sempre a favor de aborto, mas são contra a cadeia alimentar!”, pérolas cada vez mais brilhantes de sabedoria (#SQN) provam que isso é tudo bobagem. O importante é a Natureza exterminar essa corja toda e acabar logo com essa e qualquer outra discussão.

Screen-Shot-2014-07-05-at-8.14.01-PMAcho sensacional como pessoas que nem sabem do que estão falando falam com tanta propriedade! <3

Eu tento ser vegetariana estrita. Estou indo bem na minha tentativa. A maioria das pessoas é ovolactovegetariana por muito tempo antes do passo final, rumo ao veganismo. E faço isso por mim, pelos animais e pelo planeta. Minha consciência está tranquila, meu corpo está bem e o dedo médio fica em riste com bastante facilidade para as pessoas bacanudas que tentam me desestimular ou começam o discurso sobre alface e seus sentimentos mais profundos.

Em contrapartida, eu deixo você ser onívoro, sem nenhum discurso, sem nenhum julgamento. Sei da dificuldade de se libertar do status quo e sei que há pessoas que simplesmente não se importam. E, assim, cito, mais uma vez, o grade pensador contemporâneo Zeca Pagodinho: “cada um com seu cada um. Deixa o cada um dos outros.”

Não adianta insistir e impor sua verdade. As pessoas – isso inclui a mim e a você – hão de aprender, mesmo que seja aos poucos, em passos lentos, o que é certo ou errado pelo único ponto de vista que importa: o do planeta. Se não for assim, ou se estiver lento demais, a Natureza há de ensinar. Ela é ótima nisso!

Saiba mais sobre a S.A.I.F.B., clicando aqui. A partir de 9:27.

Valesca Pensadora

Enquanto eu estive ausente, houve uma onda de #mimimi porque um professor falou que Valesca Popozuda é uma pensadora contemporânea. E não é?

Pelas redes sociais, fico vendo o que as pessoas postam, no que elas acreditam - e, no próximo post, desacreditam – e defendem e concluo: Valesca Popozuda pensa mais e melhor do que muito conhecido meu. Ainda mais num mundo em que mulheres acham que a culpa delas estarem encalhadas é da educação que receberam/sociedade/homens, em que uma pessoa me diz: “tá ruim, mas não troco o certo pelo duvidoso” – pausa para um “oi?!”. Prefere o ruim certo ao duvidoso que não se sabe e, vá lá, pode ser até bom? – ou que as pessoas ameaçam bloquear quem discorde delas, porque, apesar delas vomitarem opinião o tempo todo, elas acreditam que “quanto mais a gente amadurece, mais a opinião dos outros se torna irrelevante”. É, tem disso.

Tem coisa que eu sou capaz e abstrair. Tem coisa que não. E, no fim, “beijinho no ombro pro recalque passar longe” é, de longe, muito mais sabedoria do que a maioria das frases feitas postadas em meme e entre aspas que se vê por aí. E mais: a música/o pensamento da Valesca representa a grande maioria das pessoas que estão online. Pessoas egocêntricas, vaidosas, sexualizadas ao extremo, “invejadas” e criadoras de novos significados – e grafias – para as palavras. Mas, pelo menos, Valesca é bem simpática.

Não culpe Valesca, não culpe o professor. Cada geração produz o pensador que a representa. Esta, produziu Valesca Popozuda. Aceite.

Os 4 Cavaleiros do Novo Apocalipse

Excelente documentário. Recomendo com emoção.

Sinopse:

Vinte e três pensadores de todo o mundo juntaram-se para quebrar o silêncio e explicar como o mundo realmente está concebido. Os seus pontos de vista descrevem, em termos simples, o que é preciso ser feito se não quisermos enfrentar um futuro ainda mais sombrio.

Ok, tem quase 1 hora e meia de vídeo, falando sobre economia e política… Ficou com preguiça? Aí vai o resumo:

chomsky

O que há de errado, meu povo?!

Não assisti a nenhum jogo da Copa. Por que? Porque não.

Não vou dizer que detesto futebol – e detesto -, porque Copa é outra história. Copa é meio que guerra e um tipo de guerra em que o Brasil é bom adversário. A de 1994 foi tão emocionante, tão linda, tão tudo, que tenho a final, em VHS, até hoje. Mas eram outros tempos.

Em 1994, o Brasil estava bem. A hiper-inflação havia acabado de dar adeus, se podia sair às ruas sem medo e não havia muito do que reclamar – por falta de informação, provavelmente.- Sem contar que a seleção não ganhava uma Copa desde 1970 e, pá! Ganhou.

Hoje, tudo é diferente. Muito diferente. Para começo de conversa, a Copa é na nossa casa. Para fim de conversa, nossa economia está f*dida e mal paga. E no meio dessa conversa, você sabe, tem muita treta. A Copa tem servido para anestesiar ânimos e criar clichês. “Meu protesto é nas uras”, para mim, o pior deles. Via fazer o quê? Por fogo na urna?! Eu apóio!

Li um colunista falando que o Brasil já ganhou a Copa, porque está tudo dando certo. Quem compartilhou o texto, acrescentou: “chupa, seus pessimistas!” (sic). A meu ver, o Brasil só perde e mais, a cada dia. Sou pessimista? Então tá, me conta o que deu certo? Natal debaixo d’água? A grana mal gasta? As famílias desabrigadas? Os feriados para que o trânsito flua? Os colombianos buscando abrigo em Rondonópolis, porque agência de turismo credenciada pela FIFA deu cano neles? Assaltos ou tentativas? O pessoal que se propôs a trabalhar de graça ganhando comida estragada? Ou você se esquecendo que o Brasil está em crise porque o Neymar fez gol?

Não estou em clima de Copa. Não quero que o Brasil vença. Quero, sim, nossas merdas sendo espalhadas pelos ventiladores do mundo, porque vergonha na cara é meio caminho andado.

Você tem vergoínha da geral mandando a “presidanta” TNC? F*da-se você! Ela merece. Você merece. Deveria ter vergonha do que nos coloca numa situação dessas. E nem estou falando da Dilma ou do PT, mas de tradição. Somos tradicionalmente deselegantes, mal educados, hipócritas.

Você acha que vaiar o hino chileno é o cúmulo da nossa falta de educação e que isso é um vexame enquanto nação? Sério? Já foi à Disney? Ou a algum outlet em NY? Brasileiro já tem uma fama internacional consolidada de mal educado. Fura fila, fala alto demais, tenta passar a perna, entre outros atributos que generalizam, mas descrevem bem a maioria. Somos, orgulhosamente, mal educados. Nada de macacos, mas idiotas, independente de classe, credo ou cor.

Gregorio Duvivier, aquele fofo, disse que o brasileiro não é problema, mas solução. Mas para ser solução, o brasileiro - que é o problema, sim, e dos piores, porque nem sabe -tem que se propor a mudar. Mas brasileiro é acomodado, se acha esperto, adora falar mal do país, mas só da boca pra fora e sentado no rabo. O tão falado complexo de vira-lata nem sequer existe. Antes fôssemos vira-latas, raçudos, sobreviventes, honestos. Brasileiro se acha. Falta, agora, se encontrar!

Não se engane com meu discurso. Eu amo o Brasil, assim como amo meu pai alcoólatra, supertalentoso, mas inútil e fracassado. Se eu tivesse tido escolha, nem os teria conhecido, mas não tive. Amo meu pai porque é o que tenho. Meu país, idem. Amar não significa aceitar incondicionalmente. Quero que o Brasil mude, que a nação se conscientize e deixe de adiar o inadiável. Do jeitinho que está, vai ruir.

Eu torço, e muito, pelo Brasil da vida real. Para o da Copa, que de dane.

P.S.: me incluo na lama, mas com um atenuante: eu sei no que estou erradando e tento melhorar, todo dia. :-)

Bicharada

Atualizando os causos:

Cristo continua no meu quarto. Já são 6 meses disso. Ele é lindo, cheiroso, carinhoso com humanos, ronronante, bagunceiro na medida. Seria um gato perfeito se fosse filho único. Numa casa com mais 7, ele é um transtorno, porque é agressivo com outros gatos.

Dias atrás, apareceu uma pessoas interessada nele, mas não se abre mão de um amor, assim… Ele não é infeliz, tenho certeza disso.

cristo

Cristo, logo depois do primeiro banho de espuma

Estou tentando achar o Feliway em spray para ver se funciona com minha cambada. O de tomada eu sei que tem na lojinha da 4Patinhas, mas a casa é grande e os gatos se espalham. Talvez spray seja mais eficiente neste caso, não sei…

Toro está supimpa! Um verdadeiro milagre!

Ele foi diagnosticado com babese, falência dos rins e anemia profunda. Além disso, ao contrário do que o picareta que quase o matou havia dito, ainda não estava curado da pneumonia.

O veterinário – o bom – disse que ele só escaparia por milagre. Como já havia feito uma transfusão, o tratamento seria somente na base de remédios e alimentação reforçada. Considerando que ele nem queria comer e estava mais magro do que na foto do outro post

Fizemos o tratamento à risca e alcançamos o milagre! Depois de 20 dias, ele já estava bem melhor. Agora, uns dois meses depois de finalizado o tratamento, ele está maravilhoso! Gordo, feliz e saudável!

Dou muito crédito disso à Nikita, que o acompanhou e infernizou com tanto amor durante todo o tempo.

Aliás, o Toro está tão bem que encarou um porco espinho – perdeu – e sobreviveu.

toro

nikita

Pudim vai fazer 14 anos em dezembro, então, achamos que já havia passado da hora de um check up no velhote. Fizemos uns exames e uns raio-X e ele está bem, apesar de uma hérnia na bacia. Dói, mas está saudável. Rins 100%!

pudimO carcinoma da Gasolina regrediu e não deu mais sinal de vida, ainda bem!

Os outros estão todos ótimos.

 

Catarse

Eu estou pobrinha. Este ano está particularmente complexo. A cidade está empobrecida, muita empresa e loja quebrando e publicidade, por incrível que pareça, é a primeira “despesa” a ser cortada. Diante deste cenário, estou evitando gastos supérfluos.

Estava dando certo até que um amigo anunciou um projeto no Catarse. Um projeto puxou o outro e, de repente, eu estava apoiando 4 – e desejando muito mais dois. Um outro amigo disse que sou mecenas, por sempre apoiar os projetos de artistas. Eu sou é descontrolada, mesmo. Mas… Sei lá… Para quem se importa pouco com pessoas, eu me importo muito com sensibilidades e ver um projeto bacana ser engavetado me dói. Minha contribuição é pelo projeto e, principalmente, pelo autor. E, no fim das contas, em vez de apoiar com o pouco que me cabe, eu apoio com um muito que me excede… O bom é que ainda não me arrependi.

blueQuem resiste a esse olhar?

Se você não é descontrolado(a) como eu, há projetos dos mais diversos no Catarse que valem o investimento. Eu, particularmente, gosto de quadrinhos e indico:

Mas cuidado! Catarse vicia!