Coisas de Itaúna

Uma turminha de amigos foi ao Vinnil Rock Bar, nesse sábado, para fechar a noite.

Eu já fiz um post sobre o Vinnil, em maio, e não voltei mais lá. Pelo que me contaram, o atendimento, hoje, é coisa de outro mundo! E um mundo muito ruim… E não sou fã do lugar, mas não detestava. Agora, não vou nem morta. Não pago para ver…

Enfim, meus amigos chegaram lá e encontraram outros amigos, numa mesa lotada. O bar estava lotado. Eles se espremeram perto da mesa, esperando vagar algum lugar. E foi então que os garçons começaram com um educado: “sai da frente, cês tão atrapalando!”. Poderiam, sim, estar atrapalhando, não sei, não vi. Mas, para isso, existe o “licença, por favor”. Ok, depois de duas dessas, eles saíram mais ainda da frente e pediram uma cerveja, enquanto, pacientemente, continuavam esperando por um lugar – note que este é o bar que fecha o passeio, ou seja, fica na frente do pedestre, atrapalhando. O garçom disse que não. Aí eles fora até o dono do bar, pedir uma cerveja, no balcão. O cara resondeu: “até te dou a cerveja, mas você não pode ficar aqui, não. Tá atrapalhando”.

Acho genial quando uma empresa/bar/restaurante/loja está lucrando tanto que se vê no direito de tratar com essa grosseria um cliente que consome. Meus amigos não esquentam lugar, só. Eles gastam dinheiro!

E é por essas e outras que Vinnil não vai me ver nem esquentando lugar, mais!

Ainda em Itaúna, um amigo fez uma piada interna ótima: “Foi o Dilson que comprou a Praça da Matriz. Comprou, pôs tudo a baixo e cercou.”

Para quem não é de Itaúna, Dilson é um dos milionários daqui. E, como é comum entre eles, o Dilson gosta muito de investir em imóveis. A cidade é quase toda dos ricos, que não investem, não melhoram nada, só especulam muito para ficar mais ricos ainda. Gente muito boa. Mas, enfim, o Dilson costuma comprar, derrubar o que estiver no terreno e cercar. Pronto. E é assim que está a Praça agora. Explico.

O Pinto, ex-doleiro e agiota, que os idiotas votaram para prefeito da cidade, roubou um monte, comprou casa em Lourdes – bairro nobrérrimo, em BH – e, quando fez algo pela cidade, fez mal feito ou não acabou. A Praça é uma dessas coisas. O projeto foi pensado para não ser concluído. Como assim? Ele – ou algum assessor inteligente – pediu alterações na Praça que, obviamente, desagradariam arquitetos, urbanistas e a população em geral. Aí, haveriam protestos e o projeto seria embargado. Tudo de caso pensado, já que a prefeitura não tem dinheiro para a obra e, embargando, ele não precisaria concluir. O plano dele está indo de vento em popa.

Olhe a carinha do Pinto…

Imagem retirada do Via Fanzine.

O problema é que compraram a briga. E a Praça vai ficar em escombros até a próxima administração conseguir dinheiro para arrumar. A Praça nunca foi bonita. Quase nada aqui é bonito. Mas era uma praça movimentada, com feirinhas e eventos. As pessoas gostavam de lá…

Protesto na Praça.

Imagem retirada do Via Fanzine.

 

A roubalheira é tão grande que a logo do projeto é aquela que mostrei aqui: plágio.


Convitinho com logo plagiada

3 ideias sobre “Coisas de Itaúna

  1. Fui uma vez no Vinnil e tbm não gostei do lugar, achei o atendimento péssimo! E essa praça está simplesmente uma vergonha, tudo bem que não era grandes coisas, mas não precisava de uma reforma, não precisava mesmo. Uma palhaçada tudo isso! Se o dinheiro supostamente está sobrando, podiam então tampar os buracos (ou melhor, crateras) que cobrem nossas ruas e tantas outras coisas que realmente precisam ser mudadas.

    • O dinheiro sobra, mas não para a cidade. Dizem que aquela loja de conveniência que abriu na entrada da cidade é do Pinto. O cara está investindo, mas não na qualidade de vida em Itaúna – só na dele…

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>