Penteadeira

Semana passada, a Lu mostrou, enfim, a penteadeira dela. Não vi o vídeo – muuuuito longo – mas a Manu disse que é uma coisa de louco. Aí, seguindo a linha, a Lia postou a dela. Quanto treco-treco tem essa mulher!!! Então, eu, a única pobre das três, vou mostrar a minha. Mas só porque ela chegou ontem e estou in love.

Ela não é nada demais. É, de fato, uma escrivaninha em metal, mas que me serve melhor como “aparador”. É da Ikea!

De cima para baixo: armário fechado | sobre ele: meus gatos | aberto | parte de baixo aberta | com (alguns dos) meus bagulhos de maquiar

Meu quarto é o samba do crioulo doido em termos de estilo. Uma ex-amiga, uma vez, me disse que nem parece quarto de decoradora. Aliás, nada na minha casa lembra minha formação. Há muita bagunça, muito pelo de gato e muito pouco senso estético. Falta grana, falta tempo, sobram bichos.

Por isso, ao instalar esse móvel no meu quarto, resolvi arrumá-lo e estou quase felizinha com ele. Ok, era para ser em estilo japonês. Comprei a cama baixinha, as luminárias. O projeto ficou lindo, mas nunca foi posto em prática. E, agora, a cor das paredes não tem nada a ver com a “nova proposta”. Mas, pelo menos, tem coisinhas fofas.

De cima para baixo:  TV “vintage” da LG, bichinhos e bebedor da Hello Kitty | Lanternas de gato na mesinha de apoio e o Xereta sob ela! | Despertador Peanut (toca a musiquinha tema da Lucy e do Schroeder) | Porta-Barbies. Não tenho nenhuminha Barbie, mas é ótimo para transportar as makes e acessórios para as sessões fotográficas!

Um dia, eu chego lá.

Fishkill

Quando eu tinha 19 anos, BH era um dos melhores lugares para se morar, no mundo! Sem exagero. Ela realmente foi eleita uma das melhores. Top 10. A cidade fervia cultura. Havia shows toda semana, para todos os gostos. Havia uma boate que só tocava black music. Uma que só tocava blues. Havia festivais de Heavy Metal – produto de exportação da cidade, na época -, de cinema, de teatro, de dança. Era segura. Eu saía de ônibus a qualquer hora do dia e da noite. Nunca fui assaltada. Eu amava BH.

Muito pouco tempo depois, a cidade degringolou. Não me lembro do porquê, mas a economia nacional ia bem e nem faz sentido isso acontecer: as boates fecharam, os festivais minguaram, começou a violência. Deixou de ser um bom lugar para se viver.

E não gosto do trânsito de lá. Não gosto do calor senegalês que faz lá. Não gosto de sentir medo. Nunca gostei do sotaque.

Gosto da minha família, de shopping, de cinema, dos restaurantes, das opções. Mesmo assim, vou pouco a BH.

Se eu pudesse escolher um lugar para morar, não seria BH. Nem seria em Minas. Ou no Brasil. Seria alguma cidade próxima a NY. Fishkill, por exemplo. Vida em subúrbio, impostos baixos, casa boa e espaçosa, pertinho da civilização de fato. Um lugar em que minha profissão fosse valorizada, mas no qual eu pudesse preservar uma alta qualidade de vida.

Adorei NY. Mas lá é cidade para ricos ou para apertados. Eu não sou rica e não gosto de viver apertada – no sentido de pouco espaço, mesmo. Então, não é para mim.

Assim como Itaúna não é para mim.

Há quem goste daqui. Há quem ame! O Ângelo, que trabalha conosco, não é de Itaúna, mas adora a cidade. Ele conhece todo mundo. Gosta de cerveja e pagode. Aqui, ele encontra tudo o que ele precisa.

Eu gosto de cultura – não, não gosto de museu – e de compras. Gosto de bom atendimento e de bons serviços. Gosto de restaurantes e de variar de restaurantes. Enjoo fácil das coisas e não gosto de repetições. Gosto de lugares bonitos. De cidade limpa. De povo educado. De poder andar na calçada em vez de no meio das ruas. Gosto de opções. Não encontro nada disso aqui.

Então, se “aqui não tem nada que presta… mas veio morar aqui, montou empresa aqui… Por que não ficou em Belo Horizonte, na “civilização”, meu Deus?”, perguntou a itaunense Michelle.

E porque não, pergunto eu?! A cidade é ruim, mas pode melhorar. Há muita gente vindo de fora, por causa das empresas, e há muita coisa mudando. O restaurante japonês, excelente, é de um catarinense que optou por viver aqui, por exemplo. E há as pessoas que viveram em BH e decidiram voltar – tipo meu marido. E voltam com outra cabeça, com outra visão de vida, com vontade de mais. É isso que Itaúna precisa: de quem se importa.

Quem ama tão cegamente a cidade não percebe que amar assim é preguiça. Reclamar e querer mais é o que faz com que não se vote no Pinto nem na “esposa” dele para a prefeitura. É o que faz com que não se tenha dó de aleijados e pare de se votar neles – os físicos e os de caráter – para vereador, já que eles não fazem nada de bom para a cidade. É o que faz com que se questione a quantidade de pontos de táxi na Praça. É o que faz com que se valorize boas iniciativas, como a do Bistrô do Buffet Jardim e o La Borbullha. Para quem tudo é ótimo como está, só me resta lamentar, porque não tem nada ótimo, ainda! Pare de olhar para seu umbigo e olhe ao seu redor, “meu Deus”!

A violência chegou aqui com força. Há assassinatos a granel. Assaltos durante o dia. O tráfico de drogas fecha ruas de madrugada. Há cada vez mais drogados, porque não há mais nada para se fazer, para a maioria.

Reclamo de Itaúna, sim. E do Saae. Da Cemig. Da Prefeitura. Dos “donos” da cidade. Reclamo porque, querendo ou não, vim parar aqui, tenho uma casa supimpa, amigos, empresa, galinhas, gatos, cachorros e marido e não pretendo largar nada disso para viver em BH. E não tenho como levá-los para lá ou para Fishkill comigo. Então, Michelle, você tem três opções: me aguentar reclamando, me ajudar a mudar as coisas para melhor ou não voltar mais ao meu site, se o que eu escrevo lhe ofende. É com você.

Bistrô

Esqueci de contar, ontem…

A noite no Bistrô do Jardim Gourmet foi muito agradável. Se não fosse um convidado resmungão e o fato de terem juntado mesa – acho uma pobreza esse povo que só sabe estar, socialmente, em turma -, o que torna o espaço superlotado e bagunçado à mesa, teria sido perfeito.

A comida estava muito muito boa. Tanto, que não consegui chegar à sobremesa – só belisquei a torta de maçã da Raquel: hummmmm. Aliás, levei minha máquina para fotografar os pratos, sempre muito bonitos e bem servidos, mas esqueci…

Acredito que o Bistrô funcionará mais vezes, sempre às quintas. Tem que se fazer reserva, porque é para um número limitado de pessoas, para não comprometer o atendimento. E, pessoas, agendou-se a ida de um casal, corresponde a duas pessoas e, não, três.

Preços: não é boteco, não tem Skol nem tira-gosto. É bistrô! Comida fina e bebida fina. Por isso, tem cerveja, sim, mas cerveja mais carinha. E vinhos, whisky e coquitéis.

A média de preço das entradas: R$ 23,00 – vem muita comida!!! Quatro pessoas comem bem!

A média de preço dos pratos principais: R$ 35,00 – você também pode dividir os pratos com seu acompanhante. Dois comem muito bem.

A média de preço das sobremesas: R$ 12,00. Uma para cada, por favor!!

Agora, se você vai com o namorado/marido, supervale a pena pedir o “degustação”: 2 entradas, 2 pratos principais e 2 sobremesas por R$90,00. As porções, neste caso, são menores, mas só assim para comer de tudo!!

P.S.: aproveitei os médicos da mesa para me consultar. Vocês todas tinham razão! Estou tomando antibióticos – e morrendo de enjoo por causa disso…

P.S.2: havia me esquecido de um detalhe que marido bem me lembrou! Se reservar, vá. Se não puder ir, ligue com antecedência e desmarque. Vejo pessoas de Itaúna como desrespeitosas e sem compromisso. Me façam mudar de ideia, por favor!

Ataque

É, eu dei uma sumida… Não voltei aqui nem para postar foto do meu cabelinho. Mas estou na reta final do exemplar ZERO da revista e é muita coisa!!!

Aí, em meio ao stress de tentar fechar as matérias que faltam, ouço um gemido lá fora. Fui ver, afinal, parecia briga de gatos e o Rasputin não estava em casa.

Era briga de gatos. Rasputin X Gato Malhado – um gato de rua que gosta de dormir no meu telhado. Bom, separei a briga, afinal, o Malhado é bem maior que o Rasputin e, com muito cuidado, toquei o gato para longe.

O Pudim foi atrás dele, mas não conseguiu subir a cerca. “Ótimo”, pensei. “Vou pegá-lo e levá-lo para dentro”, pensei…

Sempre me lembro da Dra. Sônia Vidigal numas horas destas. Uma vez, ela me contou que o cachorro fugiu e ela ficou magoada com ele, pois era um desaforo. Ela cuidava tão bem dele e ele, mal agradecido, foi embora. Ela disse que era uma bobagem culpar um animal por ser… Um animal. Mas que era inevitável se sentir assim.

Cá estou eu, com o braço retalhado, com dor e com medo das infecções que isso pode me trazer, e chorando por mágoa. Ele é um animal, eu sei. O erro foi meu, eu sei. Mas é inevitável me sentir assim…

Por fim, meu cabelinho…

Sem bolinhas

Sou a rainha das bolinhas no esmalte. Minhas mãos são quentes e raramente meu esmalte fica lisinho. Já congelei minhas mãos antes do esmalte e voltei com elas para o congelador, depois, e nada. Mas a solução era mais simples do que o esperado.

Semana passada, a Daniele Honorato fez um post sobre isso e percebi, enfim, meu erro: não esperava uma camada de esmalte secar completamente antes de passar a próxima. Hoje, esperei.

Isso aí é uma camada de base fortificante + três camadas de Meia Calça + 2 camadas de Cobertura Fosca Passe Nati. Claro que para esperar secar todas essas camadas, passei uma tarde toda por conta do esmalte, mas nada de bolinhas!!!

(Fim da) Inquietação Capilar

Estava nas metas deste ano deixar o cabelo crescer. Mas o fato é que cabelo cai, cabelo cresce. Faz parte do ciclo de vida dele, então, não cabe a mim deixá-lo ou não deixá-lo crescer.

Por isso, cortei. Ele vai crescer e eu vou voltar a tê-lo longo, mas não vai ser neste ano.

O negócio é, a Eulália, a quem eu jurei fidelidade, descoloriu meu cabelo para pintá-lo de vermelho Pica-Pau. Infelizmente. Ainda mais, porque, descobri depois, meu cabelo aceitou muito bem o tonalizante sem amônia e sem descoloração, por isso, não precisava tê-lo descolorido. E eu não cuido de cabelo. Eu lavo, condiciono, ele seca, eu penteio. E só. Nada de hidratações e coisas do tipo, simplesmente, porque não tenho paciência para isso. Nunca tive – se bem que eu adorava passar aqueles coquitéis de frutas Kanechon, mas por causa do colorido e do cheiro enjoado.

Sendo assim, meu cabelo estava espigado, manchado, feio, horroroso e sem solução fácil. Cortei para ajudá-lo a superar a má fase.

Fui à Elenice e levei minhas referências de corte.

Entenderam o que eles tem em comum? Curtos atrás e franja mais longa.

Pausa para resmungar: o quê que acontece com cabeleireiros que insistem em não fazer o que eu peço. Acontece com você também?!

Ela, para variar, não seguiu as recomendações e cortou de menos atrás e de mais na frente.

Em quase 37 anos, só tive uns três cortes de cabelo que realmente gostei, que não precisei de usar presilhas, nem esperar crescer para voltar a ficar digna, que ficaram como foi pedido. Uns três! Considerando que passei metade da minha vida com cabelos curtos, é pouco, muito pouco. Por isso, consigo ver, agora, o lado pollyannamente positivo da coisa: vai ser moleza não cortar mais!!! Um gasto a menos e futuro cabelo longo do qual só cortarei as pontinhas.

P.S.: depois posto uma foto.

Mais Melissas!!

Teve gente que amou, mas juro que não entendi essa bota do JPG. Para quê esse buraquinho na ponta, meusdeusdoceu?! Para escorrer a água que deve entrar pela “tela”? E o preço?! R$ 249,90!!!

Mas até que gostei um pouco da Talking. R$ 139,90… Vou pensar no caso dela. A marinho me agrada…

Que divertido!!!

Olha só, como “publicitários” – eu sou designer!! – no interior de Minas, nós ganhamos pouco, muito pouco, mas gastamos muito nos divertimos!

Duas agências desta terrinha resolveram se unir. Não os conheço como pessoas, por isso, não sei se a fusão vai dar em confusão. Mas conheço os trabalhos deles e o melhor que posso dizer é que eles não são necessariamente “a concorrência”, mas são os responsáveis por ganharmos pouco. Não, eles não nos tomaram clientes e nem absorvem a maior parte do mercado, mas são da turma dos preços baixos, muito baixos. Aliás, uma das agências – quando era uma só – já ganhou um cliente com uma manobra, no mínimo, indecorosa: eles fizeram marcas gratuitas para que o cliente escolhesse uma e pagasse só se gostasse. Coisa de micreiro.

Mas está tudo bem, quem precisa cobrar preço justo por algum trabalho?!

Eles só nos aborreceram, de fato, quando lançaram uma campanha da fusão falando em “ganhar a concorrência”, porque, cá entre nós, é burrice e é péssimo exercício da publicidade. Coisa de JAndrade… Ganhar a concorrência quer dizer: eu conquistei a outra agência, ou seja, uma conquistou a outra e elas se fundiram como amebas. Sensacional!

Mas teve quem interpretou como “nós vamos acabar com a concorrência!”. E, por isso, resolvemos responder, não a altura, porque seria muito baixo, mas mais alto!!


Nosso outdoor é o da direita. Clica na foto que ela cresce!

Sério, como (duas em) uma agência pode conquistar alguma coisa se nem domina a língua-mãe e a linguagem publicitária?! Preços baixos, nós também temos. E temos mais: tutano e bom humor, viu?!

Por isso, posso dizer: quem ganhou da “concorrência”, nesta brincadeira, foi a gente!!

P.S.: para quem estudou na JAndrade e ficou superofendido com o post, tem mais um, aqui. Não, não me desculpo ou me justifico. Não preciso. Depois farei um sobre “ética”, tá?!