Luto

Filhote não é tudo de bom. Filhote, assim como qualquer criança, é um saco. Mas o filhote cresce, cresce o amor, o companheirismo, a alegria de tê-lo conosco.

Sou uma “cat person”, mas amo cachorro. Sei o quanto é bom cuidar de um, amá-lo, sei o quanto é bom tê-lo nos esperando na porta de casa, abanando o rabo, amando a gente. Cachorro é tudo de bom.

Já gente… Pessoas são parasitas do mundo. Comem, trepam, reproduzem, destroem tudo. A história da humanidade foi construída sobre sangue e merda. Por isso, não deveria me causar espanto quando alguém, assim, sem quê nem porquê, mata um cachorro inocente. Mas me causa…

Há uns meses, cismei que sou cigana. Li num livro (de ficção) que ruivos espanhóis tem origem cigana, então, liguei os pontos. Seja como for, desde então, honrando minha (suposta) linhagem, rogo praga. Se pega, não sei. Mas me dá o alívio de ter, de alguma forma, me vingado… Só assim para conseguir viver sem meu Pretinho.

Hoje, diante de uma notícia estarrecedora, volto às pragas.

Antes de ontem, algum infeliz, para dizer o mínimo e não baixar o nível de vez, bateu no Bibi. Ontem, depois de uma cirurgia, o Bibi morreu… O Bibi era o cachorrinho da Maguinha. Era feliz, lindo e companheiro. Fazia a vida dela mais feliz. Mas quem é que liga?…

É por coisas assim que, ao assistir uma porcaria como “Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles”, eu torço pelo agressor. A humanidade bem que merece uns bons chutes nas costelas e uma hemorragia na bexiga. Já, o Bibi, não merecia.

Tirando férias

Só porque tem umas loucas que vem por aqui e me dão bronca se eu não postei – né, Rô?! -, vim dizer que estou de férias do blog até segunda que vem. Preciso por ordem nas minhas coisas e finalizar uns projetos pessoais que estão pendentes e, nem que eu tenha que fazer jejum, até domingo tudo fica pronto!!

Volto na segunda, dia 02/05.

Arezzo

Quando li, no Chata de Galocha, que a Arezzo ia lançar coleção com casacos e sapatos usando couro de coelho, fiquei indignada. Mas nem comentei nada, aqui, porque, né?, adianta?! A Arezzo é enorme e, eu, uma gota no oceano de blogs. Mas, naquele momento, decidi: Arezzo não entra mais no meu armário.

Morro de dó dos animais que viram vestimenta. Virar comida é até digno, mas, moda?! Quem se dignaria a morrer só para alguma perua se achar bonita? Quem se digna a aceitar uma morte só para se sentir bonita?!

Eu queria ser vegana, radical, mas, infelizmente, não consigo viver de vegetais. Já tentei… E tenho gatos e cão, que consomem carne e, por isso, não tenho como não consumir produtos de origem animal, mesmo que indiretamente.

Mas, ainda assim, tenho limite. Não consumo coelhos, chinchilas, jacarés, cobras, focas, rapozas, etc, certificados, que sejam, e não vejo motivos para que eles estejam no grupo dos animais criados/sacrificados por bobagem. E, pelo visto, muita gente também é contra. A Arezzo, segundo a Veja, foi obrigada a recolher sua coleçãozinha por causa dos protestos. Tarde demais para vários coelhos e rapozas. Mas, já que é ruim para o bolso da Arezzo, é bom que comecem a pensar nos bichos como seres vivos, que merecem viver tanto, ou mais, do que os humanos.

E, só para falar mal do “seu Lagerfeld”, que eu detesto, o babaca defende o uso de pele com um dos argumentos mais estúpidos que já li: os animais selvagens, cujas peles são usadas para a fabricação de vestuário, “nos matariam, se pudessem”. Isso é tão Simpson’s. E completa, “sempre digo às pessoas que declaram não usar peles: ‘você é rico o suficiente para gerar renda para o povo do Norte da Europa que vivem de caça? Como você quer que eles vivam e trabalhem quando não há mais nada a se fazer?’” Nem vale argumentar, né?!

Pedra na vesícula e esmalte com bolinha

Minha sogra é médica autodidata. Bom, ela age como se fosse. E, hoje, ela me diagnosticou com colelitíase. Até acredito, já que havia pensado nisso antes. Faz todo sentido: quando bebo álcool, mesmo que doses supermoderadas, ou como fritura/comida gordurosa, é batata! Acordarei vomitando. É minha “síndrome do fim de semana”. Ainda bem que quase não bebo ou como porcaria – valeu, Gillian! – porque eu detesto passar mal. Detesto vulnerabilidade e dependência.

Segundo o Dr. Google, fonte superconfiável de saber, pedra na vesícula dói. Então, imagino que eu esteja entre os 10% de pacientes de colelitíase sem pedra. Principalmente, porque eu estou sempre na exceção. Às vezes, imagino que eu ganharia um bom dinheiro em grupo de controle para teste de remédios. Já fiquei na faixa dos 0,01% de moçoilas que tiveram problema com um anticoncepcional superpopular (entre os gineclogistas, porque ele é MUITO caro).

Vamos ver o quanto ainda vou passar mal até me consultar com um médico de verdade?… Mas já vou avisando, não entro na faca de forma alguma! Li que, normalmente, é desnecessária a cirurgia!

Quando não existia o Google na minha vida, eu me pautava em livros e bulas. Tenho o péssimo hábito de chegar em médicos com uma lista de exames que quero fazer e um diagnóstico pronto. E, digo, o pior é que eu quase sempre acerto e, por duas vezes, eu acertei e o médico, não.

Hoje, com internet, Discovery Home & Health e Discovery Chanel sou uma paciente ainda mais insuportável!! Quase uma médica autodidata. E com mais conhecimento em doenças genéticas e raras do que qualquer doutor que eu conheça!! Insuportável…

Para piorar o quadro deste fim de semana prolongado – que era minha esperança de descasar e colocar a vida em ordem -, não estou de unha feita… Tudo por causa do “Garota da Capa”, da Avon. A m***a do esmalte é uma m***a!!

Ele é dourado tinta esmalte para portão de casa de vó. Ouro velho, dizem. Acho feio, mas esse nunca seria o problema. O problema é, para variar, um pincel indigno, que esparrama o esmalte, e a textura mais indigna ainda. Ele é grosso, ruim de passar e me entupiu as unhas com bolinhas! Horror!!

No dedo mínimo, duas camadas. Nos outros, parei na primeira. E deu bolinha à beça…

E pensar que, um dia desses, elogiei os esmaltes Avon…

Virose

Inaugurei uma nova modalidade de fim de semana na minha vida. Agora, não uso os recessos para por em dia os trabalhos atrasados, nem para cuidar da minha vida nem para arrumar a casa. Tampouco para descansar e ficar à toa. Fim de semana é para curtir uma doença chata qualquer. Pode ser leve indisposição, enxaqueca ou virose. O que vier, desde que seja no fim de semana, preferencialmente, prolongado, é bem-vindo…