Eu sou (+) eu

Eu não falo tudo o que penso. Guardo muita coisa para mim. Mesmo quando falo demais, eu penso antes de falar. Não saio distribuindo – nem aqui – pitacos e palpites sem motivo. Não sou a Temperance Brennan*, minha gente. Tenho freio, sim.

E raramente falo o que não penso – a pessoa tem que precisar demais de ouvir uma mentira para eu me comprometer. Mesmo assim, prefiro ficar caladinha.

Eu não sou (tão) grossa ou rude. Só não sou polida e cheia de mimimis. Sou direta. O que chamam de “sinceridade”, hoje, já foi considerado “revolta” quando eu estava no colégio. Bobagem. Nem sinceridade nem revolta. Só falta de paciência de fingir.

Agora, o principal, para mim é: assumo o que eu sou e quem eu sou, doa a quem doer. E, normalmente, só dói em mim. Não me escondo em pseudônimos, em personagens, em mentirinhas. Assumo o risco de pensar e de me expressar. Dou a cara a tapa, mas não ofereço a outra face.

Amo meus poucos amigos e gosto que sejam poucos – até no Facebook. Não sou dedicada a eles, não me entrego às amizades, mas eles podem contar comigo – desde que não seja nada muito trabalhoso.

Quanto aos inimigos… Funf… Desprezo e só. Acho uma perda de tempo odiar alguém…

Gosto do texto que a Theresa pôs no Face dela:

“Não tenho tempo para odiar quem me odeia, não tenho tempo para brigar com
 quem não me entende, não tenho tempo para me preocupar com quem não se 
importa comigo. Sabe por quê? Eu estou ocupada amando quem me ama,
 falando com quem me entende e lutando por aqueles que ainda se importam 
comigo. A vida é muito curta para ser jogada fora com pessoas vazias e 
sem princípios!”

E chega. Quem quiser continuar me julgando – e condenando! -, à vontade. Não luto nem nunca lutei contra opiniões e difamações. O tempo resolve essas coisas e máscaras caem, enquanto minha cara continua aqui.

* A “Bones” de Bones.

Pixie a lot…

Acho que entendi qual é o “problema” com a Pixie… Os veterinários disseram que é cio e que, apesar dela parecer ter uns 4 meses, ela já tem mais de 8. Mas, apesar deu nunca ter tido uma gata no cio, antes, duvido que funcione desse jeito: 3 cios em 1 mês ou 1 cio com interrupções durante 1 mês…

Na minha teoria, ela grita pelo gatão que grita de volta, lá fora, porque são parentes. Ela diz: “venha, é bom! Tem comida e cama!”. Ele responde: “eu quero, mas está tudo fechado!” Aí, ela tenta abrir a janela, mas a trancamos direitinho e não dá… Pela manhã, ela grita: “venha! Está aberto, agora”, mas ele foi dormir, exausto de tanto esperar durante a noite. E assim já completamos 1 mês de gritaria…

O marido odeia a Pixie. Ela, além de gritar muito, se recusa a usar a caixa de areia. Mas é porque ela e a Gasolina não se dão nada bem. Ela é atrevida e a Gases é a rainha da casa. É a favorita do marido e a mais antiga das fêmeas. A Pixie não respeita autoridade e, de tanto apanhar, ficou com medo de ir à caixa de areia e sofrer emboscada. Então, depois de um fim de semana catando cocôs e limpando xixis pela casa afora, defini um outro espaço para ela ter sua caixa própria. Ainda não achei “surpresas” pela casa, então, acho que deu.

Ainda bem que minha querida “Gata Capitolina” me arranjou o Psico-Gato. Sem ele, eu estaria perdida! Porque a Pixie é minha primeira gata-problema. O Pudim é um mijão marcador de território, mas fácil de lidar. As meninas sempre foram dóceis e tranquilas. O Pretinho era amor. A Pixie só pode ter encosto de pomba-gira. Só pode. Já até chamei o padre para benzer. Ela deu problema desde o primeiro dia e não tem hora de parar. Mas, sabe quando isso faz com que você ame ainda mais a criatura?! Pois é… A Pixizinha é a melhor encrenca na qual já me envolvi…

O diabo veste gata…

E os clientes que eu amo?!

Disseram, nos comentários, que é perigoso eu falar mal de clientes. Mas eu não falei mal dos meus clientes! Meus clientes, eu amo!! Falei dos genéricos, dos ex, dos dispensados, dos que não quero nem ver pintados de ouro. Dos MEUS clientes, não falo em blog. Ninguém, além de nós, da agência, e eles precisa saber das nossas relações, do nosso empenho, da nossa devoção. Isso tudo, mostramos a eles pessoalmente.

Perigo, mesmo, seria falar deles aqui! Amarrado 3X!!

Cliente não tem sempre razão

Vamos derrubar um mito?!
O cliente não tem sempre razão. A razão não vem grampeada na nota fiscal toda vez que se compra um bem ou serviço. Razão tem quem tem. E quem tem não a perde se falar em tom de voz calmo e adequado a uma conversa, se a exposição de ideias for tranquila e coerente. Mas quem não a tem, pode gritar, espernear, ameaçar, acionar o Procon que vai continuar não a tendo. Simples, assim.
Às vezes, chega um cliente que é incompatível com a agência. Normal. E não vamos dar murro em ponta de faca, não vamos nos adaptar a ele. Temos nossas regras, nossa forma de trabalho, nossa metodologia, para falar bonito. E funciona. Ainda falta um pouco de organização no nosso entorno, mas, de modo geral, temos clientes satisfeitos.
Mas quem não está satisfeito, seja por qual motivo… Bem, a porta da rua é serventia da casa.
Burrice minha pensar assim?! Não. Por uma simples razão: até hoje, o cliente insatisfeito foi o cliente encrenca. O que acha que sabe muito, quando não TUDO, mas não sabe nem quando está com fome; o que acha que sabe o que quer, mas não faz nem ideia; o que quer levar vantagem e usa o argumento “vou falar mal de vocês” para conseguir o que quer; o que não quer pagar, mas acredita que merece dedicação total e integral. Houve um tempo em que até cedíamos, mas aprendemos que não ajuda, só piora.
Nós valorizamos demais o bom cliente. E costuma ser recíproco. Vamos manter assim. Para o cliente ruim, há muitas agências ruins. Corra e pegue a sua!!

Pausa:
Ah! Aproveitando o assunto, há gente torcendo o nariz para a agência porque estamos diagramando um jornal que dizem ser da prefeitura. Sim, da mesma prefeitura que critico e já critiquei aqui. O jornal NÃO é da prefeitura. E, mesmo SE FOSSE, eu trabalho para a 42 Publicidade. A 42 Publicidade trabalha para quem paga. Ideologia é coisa para horário de folga. De 8h às 17h, meu bolso é meu patrão. Quem pagar pelo serviço, leva. Vamos deixar para termos este tipo de “escrúpulo” de personagem de novela quando estivermos com a vida ganha e não tivermos que contar dinheiro para pagar os salários ok?! Nesta altura do campeonato, faço propaganda até pelo trabalho escravo na Zara.
Depausa. (Amo isso!!)

E nós valorizamos os bons funcionários. Os que se dedicam, se importam, gostam daqui. Porque já fui funcionária e detestava os meus empregos. E nunca quis empregar pessoas que detestassem seus empregos. Fazemos o possível para que o ambiente de trabalho seja prazeroso.
Tem gente que diz que funcionário não é amigo. Os meus, pode até ser que não me considerem, mas eu os considero, todos, grandes amigos. Porque passamos por bons e maus momentos juntos, nos ajudamos, somos solidários uns aos outros e a vitória de cada um é a vitória de todos. Passamos muito tempo juntos e sei mais da vida deles do que de muitos dos nossos amigos de fim de semana. Amo meus funcionários!
E sei que é muito mais difícil encontrar bons funcionários do que bons clientes. Por isso, cliente que não respeita meu pessoal é cliente ruim. Reiterando: não queremos clientes ruins.

Brasil e a TV

Quando sobrou o primeiro dinheirinho, colocamos TV a cabo, em casa. Eu adoro ler livros, mas TV tem seu lugar e, TV aberta, não rola. Sobrou um tantinho mais e trocamos para Sky. Era bem mais caro, mas, na Sky, havia uma coisa boa: som original.

Eu detesto os dubladores tupiniquins. É muito sotaque, é pouco talento. Não dá… E cá estava eu, satisfeita com a TV, quando, de repente, o mal da dublagem tomou conta da TV paga. Pior: acabou com a opção do som original e das legendas… Mas, que p*rra é essa?!

Domingo, fomos assistir à Family Guy e… Dublado em português. American Dad? Idem. Sem opção. Inferno.

Desliguei a TV, puta, e peguei a Veja para ler. Nela, li que a lei que regulamenta as TVs a cabo passou. Que beleza. Então, além de dublagem ruim, teremos uma versão de “a voz do Brasil” na TV paga?! 3 horas de programas nacionais em horário nobre…

Decidi, então, economizar na TV paga e investir em internet rápida. Vou puxar as séries que eu gosto e vou viver na ilegalidade. Fica mais barato, fico mais satisfeita e o governo não vai poder decidir o que eu vejo ou não na minha TV. Eu tentei fazer a coisa certa, mas a corrupção é tão grande no Brasil, que ser certa é errado…

Só no sapatinho…

Com a Pixie no cio, de novo – poxa, 2 vezes em duas semanas! – e a trabalheira toda, confesso que estou bem cansada, mas feliz. Feliz, principalmente, porque a Pixie está um saco, mijando pela casa enquanto grita, mas é linda e um amorzinho – quando está dormindo bem pesado! E, apesar deu ter muito trabalho a fazer, é um trabalho que eu gosto.

Na verdade, diagramar jornal não é uma coisa que eu goste ou faça bem. Eu nem sequer lia jornal, ou seja, não tinha muita referência. Mas estou sendo humilde e aceitando palpites, opiniões e direcionamentos de quem entende mais do que eu. E nem dói! Mesmo assim, fiquei sabendo que uma senhora, daqui de Itaúna, que gosta de tomar “cervejinha vendo TV à noite”, enviou um e-mail para a suposta dona do jornal dizendo que sou péssima, a agência é péssima, que ela contratou as pessoas erradas. Certa é ela. Discordo. A meu ver, foi ela quem fez tudo errado. 1. Mandou o e-mail para a pessoa errada, não para o(a) dono(a) do jornal. 2. Pela baixeza do ato, em si. 3. Porque posso ser até ruim, mas sambo na cara dela em se tratando de layout. Sambamos todos, em se tratando de jornal. E com todo o respeito e com dedicação integral.

Por isso, por hoje é só. Vou trabalhar.

Como as coisas são

Falei para o marido que meu sonho, hoje, é ter uma fazenda autossustentável e viver lá, isolada do mundo. Ele disse que é caro e difícil. Claro, né?! Se fosse fácil e barato, não seria sonho, seria realidade!

Eu sou consumista, egoísta, vaidosa, estúpida e, por isso, pouco me importo com o mundo. Mas, de qualquer forma, isso acaba em mim. Não deixarei descendentes e isso é o que eu dou de contribuição para um futuro melhor: menos gente no planeta. Mas, se você tem ou terá filho(s), você não tem o direito de ser consumista, egoísta, vaidosa e estúpida, porque você tem que garantir um mundo para seus descendentes poderem viver.

Então, faça sua parte: consuma menos. Desperdice menos. Exija mais e melhor! Coma bem. E largue a tal da Coca-Cola: isso é veneno!!

Outros vídeos bacanas:garrafa d’água, cota de carbono, eletrônicos e cosméticos. Valem o clique.