Degradação

Ou “Como o ser humano pode descer tão baixo”*.

A Gretchen foi “flagrada” atendendo mesas na Flórida. Pensei: “sério? Saiu do Brasil para ser garçonete?” Passado o susto, comentei com o marido: “lá fora é um emprego digno. No Brasil, vão falar que é degradante”. Pensamento confirmado pelos inúmeros tuítes ofensivos enviados a ela. Mas por que?!

Ela foi rainha do bumbum, cantora sem saber cantar, mãe da Thammy, atriz pornô sem saber atuar ou trepar, tentou ser prefeita. Ou seja, mais fundo do poço do que isso tudo, impossível. Diante disso, ser garçonete é uma tremenda evolução. É deixar de lado o dito “trabalho fácil” para trabalhar duro e como uma pessoa qualquer que tem contas a pagar. Louvável.

O que me surpreende, e nem sei se deveria, é que num país em que se ser corrupto é normal, atender mesas seja imoral.

Achei ótimas as respostas dela no Twitter – na medida do possível -, porque o bom humor esteve presente, apesar do preconceito e da estupidez dos comentários. E acreditei muito que ela está evoluindo como pessoa. Torço por ela, de verdade. E até sinto alguma admiração. E inveja… Queria atender mesas na Flórida… Melhor do que ser empresária no Brasil. E mais digno.

*A baixaria, em questão, é dos imbecis que se acham melhores do que ela, porque são sustentados pelos pais. Ela, acredito, está bem acima disso.

5 ideias sobre “Degradação

  1. Ela simplesmente reconheceu que envelheceu e que o título de rainha do bumbum não é eterno.Parece também,se eu não estou enganada,vi uma matéria na TV que ela também estava trabalhando como manicure.

    • Ela é uma babaca. Me arrependo de tê-la defendido. Falou que era jogada de marketing. Desistiu de ser rainha do bumbum, não. Veio fazer show, inclusive. Ela é patética mesmo… Se fosse manicure ou garçonete, de verdade, sem desculpa esfarrapada, com certeza teria começado a se tornar alguém digno. Mas não é o caso…

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