Pi Advices

Dia desses li que “se conselho fosse bom, haveria um Google Advices.” Nhé… O Google não está mesmo lá essas coisas. E acredito que conselho, quando bom, é bom. Porque, ?!, a gente escolhe se quer quebrar a cara ou não, mas é bom saber o quê que alguém que já passou pela mesma situação fez e qual foi a consequência do ato. Eu acho.

Por isso, eis meus conselhos para as almas jovens:

• Cuidado com as influências. Não digo só de pessoas com as quais se convive, mas com tudo. Eu passei uma data achando que amor = dor. Por que? Porque passei minha infância toda ouvindo música de dor de cotovelo – uma vitrola só na casa – e vendo filmes da Brooke Shieds. Tudo lindo, tudo trágico, tudo terminando mal. Ficou gravado que amar era isso: tragédia. Demorei quase 30 anos para me livrar deste “ideal”.

Não que amor seja uma maravilha e sempre termine bem. Inclusive, porque, se terminou, não era tão bom. Mas não precisa ser dramatizado, não precisa ser sofrido o tempo todo. Eu, particularmente, não precisava ter me empenhado tanto em encontrar quem me faria sofrer se minha trilha sonora interna não me motivasse tanto a isso. Ah, Maysa, Gata Mansa, você foi ruim para mim…

Isso vale para tudo: “não existe boa influência“, já dizia Oscar Wilde. E eu concordo!

• Leia. Qualquer coisa que esteja bem escrita. Seja revista, jornal, livro, blog. Saber escrever depende muito de saber ler. E, num mundo analfabeto, quem sabe ler e escrever é rei!

• Use hidratante desde bem nova. Eu quase nunca uso. Detesto. Mas, aos 37 anos, sei bem que falta fez e está fazendo… Não pense na hidratação como tempo gasto, mas como economia futura. Hoje, corro atrás dos retinóicos para recuperar a pele perdida e, mesmo assim, preguiça…

• Não engorde. Comida é apenas combustível. Não deve ser vista como fonte de prazer nem cura para os males do espírito. Claro, comida pode ser gostosa. E ser gostosa não significa ser insalubre ou que deve ser ingerida até não caber mais.

Coma bem, direito, o suficiente. Comer demais é ruim para você e para o meio ambiente. É ruim para sua saúde e para sua alma. É desperdício. É assassinato: tanto seu, quanto do pobre do animal que morreu para virar pneu e ser lipoaspirado. E não me venha com sou “plus size, mas sou feliz”. Whatever… Isso já foi falado, aqui, a exaustão. Meu sincero conselho: seja feliz e não se torne uma plus size. Um dia, você irá me agradecer.

• Não tome refrigerante. Essa m*rda faz mal demais! E nem é gostoso. Passei 10 anos sem beber nenhum, quando decidi voltar a tomar, minha boca ficou toda queimando. É ruim, é só costume e dá para desacostumar.

• Não faça plástica e procedimentos estéticos desnecessários. Não ter peito, ter nariz grande, ter lábio fino só é defeito se você deixar ser. Ok, você assusta as pessoas que te vêem? Então, faça alguma coisa a respeito. Mas se só você vê o problema, o problema não existe.

Outra coisa, larguem mão das progressivas. Que inferno é ver todo mundo com cabelo igual. Liso forçado não é bonito.

Meus olhos até brilham quando vejo um black power! Lindo demais cabelo armado. Ainda mais com tanto produto no mercado que ajuda a domar as madeixas decentemente. Todo mundo é igual, hoje em dia… Preguiça.

• E, por fim: consulte sua ginecologista com regularidade. Use camisinha. Não faça filme pornô, voluntário ou não. Não dê para quem você não pode confiar, muito menos na casa dele. Cuidado com computadores, celulares e câmeras expostas. Cair na rede é fácil. Agora, pergunta para a Xuxa se é fácil sair…

Inveja me corroendo

Estou completamente apaixonada por Ulorin Vex. É muita perfeição para uma pessoa só. Eu sempre achei que esquisitice era a saída de gente feia. E vem ela e mostra que dá para ser esquisita e linda! E talentosa.

Ela me lembra a Zoetica, outra mulher que adoro!

Raiva dessas compridas, lindas, estranhas, perfeitas e cheias de talento. Cadê o governo?! Reforma agrária nessas qualidades todas! Umas com tanto e outras com tão pouco. Cadê justiça?!

Para quem tem sorte…

…E gosta de Melissa:

“Quer ganhar uma Melissa nova?
Para concorrer basta seguir a Loja May e o blog Sandália Melissa através do Twitter!

A cada dois mil novos seguidores, uma Melissa nova será sorteada!
1. Para concorrer, curta e indique para os amigos:
1.1 – Twitter da Loja May – @lojamay
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2. Quem será eliminado:
2.1 – Quem não estiver seguindo os dois links exigidos (nos itens 1.1 e 1.2);

3. Sobre o sorteio:
3.1 – O ganhador será escolhido através de um sorteio que ocorrerá a cada dois mil novos seguidores das duas páginas especificadas no item 1;
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Participe e Boa Sorte!!!
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– Susi Costa –

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5 gatos

Enfim, castramos a Pixie. Depois de 2 meses de cio ininterrupto e muito xixi pela casa e muitos miados chatos e um gatão nos visitando, não vi outra alternativa.

O gatão ainda vem. E ela ainda faz xixi nos lugares errados e não deixou de ser chata nem um tiquinho, mas tenho fé.

Gatão

O veterinário disse que ela ainda deve crescer um pouco e que vai ficar linda… Fé…

O veterinário também disse que ter mais que três gatos em casa é sintoma de doença mental. Tem até nome*, mas me esqueci qual é. Se não for sintoma é, com certeza, causa, porque estou enlouquecendo com tanto caos. E querendo mais gatos, mesmo assim.

Pixie castrada

São uns criadores de caos, mas os únicos motivos de alegria na minha vida, também.

* A Ana sabe o nome da doença! “Hoarding é uma patologia psiquiátrica, que é caracterizada por uma excessiva acumulação e retenção de coisas e/ou animais até eles interferirem no dia a dia, como o cuidado com a casa, saúde, família, trabalho e vida social. Hoarding é, muito frequentemente, um sintoma de uma doença mental mais grave, como o transtorno obsessivo compulsivo.”

Que pena…

Há um pouco mais de três anos, pedi um cachorro de presente de aniversário. Em vez disso, ganhei uma galinha carijó e quatro pintinhas de pescoço pelado. Cuidei das pintinhas, as amei, levei bicada de uma delas e comi ovos gigantes com duas gemas durante muito tempo. E todo cachorro que eu tive depois disso… Bem, foi tudo embora.

A carijó era bem doida. Ela saía, religiosamente, do galinheiro e ia à área de serviço para botar sobre a máquina de lavar. Eu a amava. Há bichos mais amados do que outros, com certeza. Os que me desafiam, me intrigam, me emocionam são, definitivamente, os com os quais eu me importo mais. As galinhas de aniversários são desses. Algumas, eram… A carijó, Matilda, foi a primeira a morrer. Culpa do peru tarado. Ano passado, quando fui para NY, uma das pescocinhas morreu, vítima do tiú.

Antes de ontem, morreu outra. O veterinário disse que foi velhice, provavelmente. Não sei… Desta vez, não procurei saber. Com tanta coisa acontecendo, não me dediquei a cuidar dela. Ela morreu, foi para o lixo e eu nem chorei…

 

Afundando em merda

Um pesadelo por noite. Esta semana foi assim. Nem me lembro dos outros, mas o desta noite foi tão metafórico que não esqueci…

Resumidamente, eu estava numa plataforma, sobre água de tratamento de esgoto, e ela virou e afundou rapidamente. Afoguei. É exatamente como me sinto, hoje: afogando na merda.

Eu já devo ter dito isso aqui, mas não custa repetir: um dia, é só me dar na sapituca, eu ponho fogo em tudo e vou embora. Metaforicamente ou não.

Se você já assistiu a Dogville, sabe que a cena a que me refiro é bem específica. Quer relembrar? Clique aqui.

A fé e a fé do outro

Este post deveria se chamar “Preguiça”, mas tenho quase certeza de que já tenho um com esse nome…

Mas, basicamente, tenho preguiça dos novos grandes problemas mundiais. Sinto falta da guerra fria, do terrorismo, da ditadura, enfim, das coisas realmente problemáticas. E estou cansadíssima dos preconceitos exacerbados, das minorias eufóricas afirmando suas diferenças, dos eufemismos para tratar dessas bobagens, da fé.

E o quê é a fé?! Acreditar sem precisar de provas, basicamente. E a fé não é privilégio dos que crêem em entidades religiosas. É provável que os ateus tenham fé em sua descrença. Porque, assim como não há provas da existência de deus, seja por qual alcunha o chamarmos, não há provas da inexistência, também. E, no fim, imagino estarmos todos errados. Tenho fé nisso.

Porque tanto a fé em deus quanto a não fé se baseiam em um só ser: o homem. Crentes e descrentes se movem em torno, não de deus, mas do próprio umbigo. Para os teístas, homem é o centro do universo, o filho de Deus, o escolhido, o herdeiro, o líder da terra, a raça superior, a única a ter alma. Para os ateístas, o homem é o centro do universo, é autosuficiente, é tipo “seu próprio deus”. E, na minha nada humilde opinião, é aí que se encontra toda a falha: o homem não passa de mais uma praga, como as moscas, os vírus, a peste negra. Não. Uma praga pior, consciente de ser praga, mas que usa essa noção absurda de superioridade para mascarar para si próprio o nível de sua miséria.

Não sabemos viver em comunhão com a natureza, nem com os outros homens. Não vivemos sem coisas. Na maioria das vezes, coisas inúteis. Nos consideramos melhores do que todos os outros seres vivos, inclusive nossos semelhantes. Somos fracos, frágeis, estúpidos. Deus não pode ser imagem e semelhança de tal malfeito.

O que eu tiro de lição com isso? Três coisas:

• Você (ou eu) não é melhor do que ninguém. Somos todos irmãos em nossa insignificância.

• Se Deus é misericordioso e superior, Ele perdoa o que não crê, porque crê no infiel, sua criação, a quem deu o livre arbítrio, mesmo assim. Soberba é pecado, então, não julgue saber qual a opinião de Deus sobre qualquer coisa. Deus não é você. Deus não é a bíblia. Você não entende Deus. E mais, ira também é pecado: não creia que pregar o ódio às diferenças lhe levará a um lugar melhor.

• Seja qual for sua fé, seja uma boa pessoa e faça o bem, sempre. Não espere por uma recompensa pós-vida, com isso. A recompensa é uma vida melhor. E essa pode ser a única. Não a desperdice sendo um imbecil.

Para concluir, meu primo Lu escreveu no meu Face: “A contradição dos evangélicos: para quem prega o amor ao próximo, eles praticam muita intolerância aos diferentes!!” O problema não está nos evangélicos. Ele existe onde persiste a ignorância.