Eu, Pi, 37 anos, ateia.

Sou ateia desde os 14 anos. E não tem nada a ver com meu lobo frontal ou qualquer explicação biológica do tipo. Tem a ver com escolha.

Nasci em família católica, fui batizada, fiz primeira comunhão e ia sempre à missa. Mas eu achava Deus mau. Minha opinião. Daí, preferi deixar de acreditar nEle a odiá-Lo. Minha opção.

Quando eu me “converti ao ateísmo”, eu tive meio que aquela reação prepotente de quem “não precisa de Deus” e comecei a me achar melhor do que os crentes (de qualquer religião) e a julgá-los todos fracos e tolos. Mas passou. Hoje, já enxergo a fé como algo positivo, desde que usada para o bem. Percebo que as pessoas que crêem se sentem bem assim e, quando pregam, estão apenas desejando que você se sinta bem, também. Por isso, no dia-a-dia, não me custa responder ao “vai com Deus” com um “amém”, nem mesmo estar de mãos dadas com os fiéis durante um “Pai Nosso”. Não excluo ninguém e não sou excluída.

Há, claro, os impositores, mas não aceito este tipo de postura, já que Deus deu livre arbítrio. Condenar o outro por decisões e escolhas é querer ser mais do que Deus e soberba é pecado. Se Deus sabe o que faz, não interfira.

Como ateia, acredito que é desrespeitoso o uso constante de símbolos cristão em prédios públicos, citação de Deus no preâmbulo da Constituição e a imposição da religião sobre o Estado. Mas me sentiria assim se eu fosse judia ou de fé islâmica, também. Acredito no Estado laico. É a forma mais inteligente e íntegra dele ser.

E, como pessoa, penso que fé é muito pessoal. Assim como a falta dela. E é por isso que a ATEA me incomoda tanto. Acho a abordagem estúpida e descriminatória. E, poxa vida, são senhores esclarecidos e cultos. Por que tão ignorantes?! Eles apontam o dedo, ridicularizam, menosprezam em nome do direito de não acreditar em Deus? Bobagem. Não acreditem e pronto. Não me ofendo nem um pouco quando o Datena ou qualquer outro diz que o bandido “não tem Deus no coração”. Entendo a premissa, inclusive. Pode ser imbecil, mas não me atinge.  Eu sou essencialmente uma boa pessoa, porque minha consciência não me permite ser ruim. Não preciso de uma moral religiosa para me dizer o que devo ou não fazer, mas sei que não é assim para todo mundo. Alguns precisam do “freio de Deus”.

Há mau uso da religião – seja lá qual for? Claro! Mas ela é a culpada por todas as guerras e conflitos? NÃO! Se não fosse a religião, seria outra coisa qualquer. O ser humano adora um conflito e um drama. Deus é uma das desculpas usadas, mas não é o culpado. Há diferenças e elas são sempre o gatilho. Ou seja, não há nada que comprove que “o mundo ateu” não seria a mesma m*rda que o mundo teísta.

Forçar a barra e se colocar como vítima é a proposta da ATEA e é o que gera o preconceito. Ninguém gosta de “vítimas”. Até eu fico furiosa com coisas assim:

Hã-hã… Mas a ATEA pode usar esta imagem em prol da “causa”

Por causa de babacas como os ATEA, só posso pedir que, por favor, não me coloquem neste mesmo balaio. Não sou como eles. Eu respeito a fé de cada um e realmente acredito que o mundo não seja só razão. Pode haver magia, sim. Pode haver milagre. Pode haver espíritos e santos. Pode haver, sim, um Deus. Não há provas que sim ou que não e não sou tão imbecil para dizer que a minha verdade É A VERDADE definitiva. Ela apenas me serve.

E, seja como que for, eu sei que, se há mesmo um Deus e ele é Pai, ele me ama e acredita em mim.

Regina Duarte

“Eu tenho medo…”

Quando eu fiz a enquete do que é pior para uma mulher: ser burra, ser feia, ser gorda, ser chata ou ser encalhada, ganhou o “ser burra” e discordei geral. Meu argumento: as pessoas burras não sabem que são burras. Assim como, muitas vezes, as pessoas ignorantes ignoram o fato.

A Internet tem me botado medo. Tenho agradecido muito a baixa frequência de visitas e de comentários no Pitacos. Eu não saberia lidar com as pessoas com as quais tenho “topado” em alguns sites. E até aqui. Uma mocinha leu o título e a primeira linha do post sobre a Gretchen e começou a me xingar! Ela nem leu o texto, curtíssimo. Ficou no título e subtítulo e deduziu TUDO! Ok, fiz de propósito, mas, né?! Me decepcionem, poha!

Outro exemplo: eu adoro gatos, mas entendo piadas e sei rir delas. Não acredito que este tipo de piada faça com que pessoas de má índole maltratem gatos – elas maltratam, porque tem má índole, oras. Mas uma “dona” acredita que sim, que o preconceito contra gatos é gerado por piadas e comentários maldosos. Por isso, ela escreveu um longo e-mail expondo o ponto de vista dela. Ok, nada contra, mas, sério, não foi desnecessário, tendo em vista o teor das piadas? O Corvo Assassino, apesar do nome, não incita à violência contra gatos, ursos, macacos ou humanos. Vamos deixar para reclamar de coisas mais relevantes, vamos? O clichê de dona de gatos louca já deu, né?!

Ignorar normas de boa educação, respeito ao próximo e ao trabalho dele é, sim, ignorância, além de falta de educação e imbecilidade. Exemplos desse tipo de comportamento eu leio sempre em Di Vasca, Meus Nervos e Manual Prático, sites que contam os apuros de cada qual na sua profissão e que me fizeram até parar de reclamar da minha e do povo a minha volta. Não, não estou cercada por pessoas melhores que as citadas nesses sites, mas eles expõem melhor do que eu as agruras, de forma cômica e debochada. Eu só esperneio. De qualquer forma, eu preferiria que as pessoas tivessem mais noção a ter a possibilidade de ler os “causos” engraçados desses sites. Abriria mão do riso por um mundo melhor!! Eta, eu!!

Reclamar à toa, sem saber do quê, só pelo prazer de causar desprazer, é outra coisa bem comum. Um carinha reclamou que a HQzinha perfeita que o Fábio Coala produziu e postou era chata, porque não tinha graça. Mas, hein?!

Clique e veja se precisa ser engraçado

Um outro, reclamou, aqui no meu blog, que eu uso pontos demais!!!!

Mas nem sempre é o leitor/freguês/cliente/espectador que é o ignorante. A ignorância também figura muito do lado do “postador de opinião”.

O Blogueira Shame, para mim, é exemplo disso. Acho o blog desnecessário, cruel, agressivo e impositivo. Ok, blogueiras de moda andam muito chatas. Ok, muita gente comente erros terríveis de gramática e digitação. E, ok, também, há umas estéticas bem sem noção rolando por aí. Mas não precisa escrachar. Tem gente que aponta, ri e não me constrange, então, é possível criticar sem machucar. E nem o substítulo do blog funciona: “Quem não pode atacar o argumento ataca o argumentador.” Sim, mas ela não argumenta, ataca somente. E muito me impressionou saber que a blogueira é uma senhora de 36 anos. Tenho quase 38 e, por experiência pessoal, nessa idade somos menos cruéis e apontadoras de dedo que na adolescência.

Ah, kidults… Achei que era só uma fase…

Outros casos de postagens ignorantes estão no FB. Credo! Quem são esses que vivem fazendo “artezinha” para “compartilhar”. Eles querem ser formadores de opinião? Mas, né?! Fundamentem a opinião. Usar de bobagens e um monte de lugar-comum como argumento para qualquer questão, desvaloriza total a tal questão:

Então, vejamos… O Kim Schmitz roubou e compartilhou propriedades intelectuais a torto e a direito, visando lucro pessoal (só em 2010, ele teria ganhado 42 milhões de dólares, graças às suas atividades na Internet, segundo as autoridades americanas), ou seja, é um bruto dum ladrão que cometeu crimes internacionais. Nós, que adoramos falar que o outro é corrupto, mas gostamos de sentar no rabo e fingir que baixar filmes e músicas na Internet, de forma ilegal, é legal, adoramos o cara e fingimos que ele estava distribuindo cultura. Um Robin Hood de nossos tempos! E ele foi preso. Tadinho…

Mas, não, Kim não é um tadinho nem só ladrão. Ele é um cara com uma ficha corrida e tanto…

Já o Miguel Carcaño foi condenado a 20 anos de prisão, pelo estupro e homicídio de Marta del Castillo, uma jovem sevilhana de 17 anos, que desapareceu em 2009, e cujo corpo nunca foi encontrado. Terrível, isso. Só 20 anos?!

É triste pensar que o estupro e morte de uma garota condena, na Espanha, ao assassino e estuprador, a uma pena menor do que a que um alemão, ladrão, pode pegar? É. Mas um é alho e o outro é bugalho. São crimes diferentes, cometidos sob leis diferente e não há muito como comparar uma coisa à outra. Se Miguel merecia uma pena maior não quer dizer que Schmitz mereça uma menor. Ponto.

Na mesma linha:

Por que eu não compartilho isso no meu FB? Porque é bobagem. Não é a memória nem a opinião do povo quem deve julgar um assassino. Para isso, há leis. E são elas, e não a nossa vontade, que regem o tempo de pena e os abonos. Se não concordamos com as leis, aí, já é outra história. Acredito que, primeiramente, deveríamos tentar conhecê-las, entendê-las e, se mesmo assim, não concordarmos com elas, deveríamos nos mobilizar e utilizar os caminhos disponíveis para tentar mudá-las. E o FB não é esse caminho, mas o voto é…

Outra delícia:

Ã-hã… Vamos, sim, ficar um dia sem Globo. Amanhã, a gente tudo compra os jornais para ver o que perdeu…

Estou sem Globo há uns 4 anos e não deixo de saber das bobagens que ocorrem na rede do seu Roberto por causa disso… Não faz diferença para eles nem para mim.

E teve uma campanha dessas sobre o “Mulheres Ricas”, que não achei mais – meu amigo que compartilhou ficou com vergonha do meu comentário e tirou o banner… Pena…

Nele, comparava-se as moçoilas com esta criança e diziam para protestarmos contra o programa para tirá-lo do ar. Porque, enquanto elas esbanjavam, a criança morria de fome.

É óbvio que o fim do programa acaba, imediatamente, com a miséria. A Val vai deixar de tomar champagne para alimentar a criancinha da foto e o mundo ficará lindo!! Sei.

Ademais, sem essa de censura! Assiste a “Mulheres Ricas”, “BBB”, “Zorra Total” ou a qualquer bobagem que seja quem quiser – pois mais vale um gosto que um caminhão de abóbora. Como a pessoa assimila as informações que recebe desses programas, não há como os formadores de opinião controlar/impor. Cada um é cada um. Claro que acredito que alguns programas de televisão servem somente para legitimar o escárnio e a estupidez e que a desigualdade social no Brasil é cruel. Mas também me é claro que não assistir à programação da Globo no dia 25 ou banir “Mulheres Ricas” da TV não vai mudar nada. Países mais cultos e mais civilizados do que o nosso produzem este tipo de lixo, também… As pessoas gostam, dá lucro, é a lei de mercado…

São essas “campanhas compartilhem pataquadas” e outras, no mesmo tom, que nivelam o entendimento geral sobre as coisas por baixo. São bobagens como essas que legitimam, aos olhos dos outros, as invasões criminosas do MST, a ocupação da USP pelos playboys maconheiros e o levante de hoje contra o Kassab, por exemplo. A opinião pública, massivamente manipulada por redes sociais – e não mais por veículos de comunicação – começa a achar que nós, o povo, somos a lei. Nossa opinião é a que vale. Se você não pensa como nós, nós te odiaremos e você irá nos pagar por isso! Seja porque você apoia a ação da polícia contra invasores de terra, seja porque você gosta de Restart!

E é assim que confirmo: a burrice e a ignorância não são ruins para os burros e ignorantes, mas para os inteligentes e cultos que não são amorais a ponto de explorar a falha do outro em proveito próprio ou que, simplesmente, são obrigados a conviver com essa cruel diferença, num país em que ela é a maioria e, portanto, são os burros e ignorantes quem definem quem nos governa.

E como eu tenho medo de burrice, aconselho – gratuitamente – que, disso tudo, tiremos, ao menos, duas lições:

1. Vamos treinar a tolerância, o respeito, a educação, o bom senso. Sei que custa, mas não dói. Vamos nos policiar. Na maioria da vezes, ninguém quer saber nossa opinião sobre as coisas, então, se quisermos dá-la, mesmo assim, não a imponhamos. Vamos com calma, racionalizemos os argumentos e, se não soarem bem em nossa cabeça, que desistamos de opinar. Ofender, chatear, humilhar, não, né?! Seguremos a onda, minha gente!!

2. Aquele troço que parece chiclete mastigado que temos dentro da cabeça não é de fazer bola de ar. O nome dele é cérebro e tem que ser usado para o bem. Não se deixe ludibriar por imagens aparentemente interessantes ou textos entre aspas. Geralmente, são bobagens e sofismas. Pense, bote suas engrenagens cerebrais para funcionar, pesquise, leia livros bons, entenda as coisas e forme opiniões coerentes. Celebremos essa força incrível que é o raciocínio e usemo-nos sem moderação!! Vamos evoluir, moçada, porque o ser humano hoje é tudo, menos um animal racional.

P.S.: o título do post é uma referência a esta tirinha, aqui.

Hyperlink

Passei o último fim de semana lendo blogs. É interessante como uma coisa leva a outra.

A Katylene havia falado do Volta para a escola, há algum tempo. Gostei do Tumblr e, passando por lá, vi um link para o Look do Dia do Dia. Fui conferir. Achei a proposta bem legal e até comentei aqui. E achei um link interessante, lá, também: De Chanel na Laje. Devorei o blog até o fim e fiquei tristíssima quando acabou.

O De Chanel era um blog anônimo, de uma moça que, aos 27 anos e um monte de bagagem cultural, decidiu expressar opiniões sobre o mundo do consumo. Gostei por dois motivos: 1. evolução. A linguagem, a princípio, bem agressiva, foi mudando de tom e se tornando bem eloquente e interessante. 2. cultura. Muitos assuntos tratados lá também foram tratados no Pitacos. A diferença é que ela parecia saber mais do que eu sobre o que estava falando. Eu me baseio em achismos e observações. Ela se baseava em fatos e cultura geral. Afinal, eu moro em Itaúna, MG. Ela, em Barcelona, Paris, Londres, Milão… Sim, o meio faz muita diferença. Eu me escondo em casa. Ela explora o mundo. Cobicei…

No Chata de Galocha, que tenho lido com certa preguiça, mas, ainda, com regularidade, achei o link para o Já Matei Por Menos. Outra mocinha nova e interessante. Adorei a linguagem e a maioria dos temas. Tão bom ler gente que sabe escrever! Apesar do blogholl com inúmeros sites que desconheço, não fiquei a fim de clicar em nada. Talvez, depois…

De lá, pulei para o Desilusões Perdidas, de um jornalista e o lado B de sua profissão. Muito bom. Foi dica da Michels, no Facebook, provando que a rede social tem utilidade, sim.

Pelo Twitter – não me sigam, não sou interessante em 140 caracteres!! -, cheguei a uma lista de termos ateus, duma associação chamada ATEA. Os termos são divertidinhos e tal, mas achei a ATEA bem picareta. Que história é essa de doar dinheiro para combater o preconceito contra o ateu?! Sou ateia há 23 anos e nunca fui humilhada, excluída ou discriminada por causa disso. Achei tudo tão desnecessário e apelativo. Mas deixo para dissertar sobre isso em outra ocasião.

Esta dissertação, termino com a conclusão: a Internet pode ser um terreno fértil, cheio de coisas interessantes, ou um amontoado de bobagens orkutizadas – seja lá o que isso signifique. Tudo depende de onde e do quê você procura. Se você só vê os memes da semana, a culpa é sua!!

Aliás, por falar em meme, amei isso!

Update: esqueci de recomendar dois bons blogs. Ácidos e divertidos, para quem gosta: Manual Prático de Bons Modos em Livrarias e Meus Nervos.

Amenidades

• Não tenho lápis bege, porque não gosto de usar lápis na linha d’água, mas tenho cor de boca. Então, para testar a técnica da Elaine para evitar que o batom escorra, usei o cor de boca, dentro da linha da boca, e um corretivo em lápis bem fininho, no contorno, e funcionou muito bem para segurar o batom. Ela aconselhou usarmos o lápis bege em torno da boca, que funciona como o lápis da Contém 1g, que eu também não tenho. Deve dar menos trabalho que minha técnica improvisada e, para quem já tem o lápis bege e pele clara, é uma economia de cerca de R$ 32,00.

• Usei a cápsula de cabelos da Avon, do tal do Marco Antonio de Biaggi, e até gostei. Mas o cheiro é uma coisa horrorosa, não-sei-o-que-deu-na-cabeça-e-no-nariz-desse-povo!! O produto é bom, mas não é milagre – nem deve ter muita tecnologia -, mas meu cabelinho, fininho e pouquinho, que está bem queimado de água quente, agradeceu o carinho. No dia, pesou, mas ficou bem mais macio e domável no dia seguinte. Tá, o efeito é Cinderela total e sai com o banho, mas como paliativo está bom. O negócio é cuidar da gaforina sempre.

• Marina Smith é minha musa e formadora de opinião, quando se trata de maquiagem. Então, quando chegou o caderninho da Avon com o mosaico bronzer que ela indicou, comprei. Chegou e fui usá-lo, hoje. Bom… Sou quase tão branca quanto papel alvejado à cloro. Se não fossem as sardas, eu seria tão branca quanto… Quase um fantasma… Então, todo aquele bronzer me deixou com cara de “rolei na lama”. Foi bom, não. Para tentar arrumar o estrago, passei um bush rosinha por cima, mas ainda assim, não ficou lindo… Então, branquela, poupe seus R$ 39,90, porque não é para você. Se fizer questão de um bronzer, mesmo assim, invista num Too Faced Pink Leopard Bronzing Powder, porque este quase não colore.

• E vamos deixar de ser blasé?! Luiza foi um fenômeno de comunicação viral, melhor que muita coisa arranjada. Piada pronta. Piada gasta. Passou rápido e foi, sim, divertido antes de passar. Até a Globo se rendeu, porque fenômenos como esses são notícia! É a Internet criando bordões que antes eram de “responsabilidade” da TV. Luiza voltou, a agência não conseguiu ser esperta e fazer render a promoção gratuita – o novo anúncio é patético e queima-filme – e só tenho a dizer: que dó… que dó… que dó… – outro bordão da Internet e, esse, não fez ninguém questionar a inteligência do brasileiro.

Cansei

Cansei das piadas. Cansei do deboche. Cansei.

Não vi a cena, não estava lá, a mim, nada foi confidenciado e não sei o que foi dito ou feito. Mas li, logo cedo, no domingo, uma pessoa denunciando o estupro no BBB, pelo Twitter. Li o texto e não vi o vídeo, mas me convenceu pelos argumentos. Para mim, houve estupro.

E não é menos ofensivo ou menos mau se não houve “violência física” – porque houve, sim. Ele se aproveitou de uma moça desacordada que, se em sã consciência estivesse, talvez dissesse sim, talvez gostasse. A violência está no fato dele não ter se importado com isso, com ela. Em ele não ter querido saber a opinião da moça sobre o “mão naquilo/aquilo na mão”. Dele ter buscado o prazer dele, nela, sem a participação dela. É para isso que fizeram a boneca inflável, mas não é para isso que serve uma mulher.

E se não teve dor, se ela não reclamou, até “gemeu e gostou”, se ela nem ficou sabendo, nada disso faz com que seja normal. Se muitos caras já fizeram e fazem isso, “porque c* de bêbado não tem dono” e talz, não quer dizer que esteja certo. E não é crime porque ela é “lourinha bobinha” e ele “negão gatão”, é crime porque a Lei diz que é. E é. E não cabe piada.

Se ele é inocente, e não parece ser, lamento. Mas se for provado que é culpado, lamento mais ainda, e espero que toda essa situação sirva de alerta aos rapazinhos de plantão e às mocinhas alcoolizadas: a lei considera estupro não só a conjunção carnal mediante violência ou ameaça, mas  qualquer tipo de envolvimento sexual/libidinoso com alguém que não pode oferecer resistência. A pena para o crime varia de oito a quinze anos de reclusão.

Asas!!

Sou louca pelos Adidas do Jeremy Scott. São exagerados e, alguns, ridículos, mas são divertidíssimos, mesmo assim.

Quero tanto um com asas!!

Tem outros modelos na Fubiz. Se entregassem no Brasil…

Novidade Lime Crime

Ainda com dor de cabeça e sem conhecer o produto, transcrevo:

Paleta Chinadoll da Lime Crime

 

Não deixe que sua pele cor de neve, lábios fechados e suas bochechas coradas os enganarem; por trás dessa fachada séria, esconde-se um coração de uma tigresa…

A esperada entrada da Lime Crime no mundo das sombras prensadas começa com Chinadoll. Trazida à vida pelo ícone de estilo Hanna Beth, essa coleção não é para as pessoas de coração fraco, pois inclui as cores vermelho fogo, azul celeste, dourado, jade profundo e um forte preto.  Para fazer juz à tradição da Lime Crime, a paleta é bastante pigmentada, com textura mais cremosa e oferece cobertura superior, com uma capacidade incrível de misturar as cores para satisfazer até os mais exigentes amantes de sombras. Os cinco tons são embalados por uma luxuosa caixa de metal roxa.

O VISUAL CHINADOLL

Criado por Doe Deere, Maquiadora e Fundadora da Lime Crime:

“Chinadoll é frágil e ousada, suave e sincera, um espírito livre com uma presença indiscutível. Eu criei uma dualidade romântica na maquiagem ao fundir gradientes no estilo aquarela com linhas mais fortes – Lotus Noir foi aplicado embaixo dos cílios inferiores, misturado a cor Jade-o-Lade, sendo que o tom foi desbotado gradativamente para que houvesse uma transição até a cor Parasol. Finalmente, eu adicionei um leve toque de vermelho nas bochechas, sobrancelha e nas têmporas para um brilho inocente, remetendo aos antigos pôsteres de propagandas chinesas.”

Fly Dragon Fly – vermelho ardente [matte]
Parasol – azul celeste [matte]
Goldfish – dourado brilhante [metálica]
Jade-o-Lade – jade opulento [matte]
Lotus Noir – preto muito profundo [matte]

Vegano e Cruelty-Free. Valor de venda é US$34.99. Peso líquido 5 x 1.3 g. Chinadoll será uma adição permanente à linha de produtos da Lime Crime. Disponível a partir de dia 15 de Fevereiro no site da marca.