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fevereiro, 2012

  1. Photoshop: a culpa não é dele

    29 de fevereiro de 2012

    Eu tenho celulite. Eu tenho estria. Uns pelos encravados aqui e ali. Minha barriga parece um manjar de tão… Macia? Mas eu prefiro meus defeitos, sinceros, do que defeitos criados em Photoshop.

    Cadê o umbigo?! Ah, tá ali em cima!!

    Quem deixou essa arma perigosa cair em mãos erradas?!


  2. Ei! Eu tô louca?

    28 de fevereiro de 2012

    Sei lá… Eu devo estar ficando louca. É o que eu sempre penso quando vejo pessoas concordando cegamente com aquilo que discordo ferozmente.

    Exemplo fresquinho: alguém postou no FB um manifesto contra a Sky. Ok. Mas a Sky não está errada em se manifestar. Acho bem digno ser contra um sistema de cotas imposto à TV paga, que é paga por quem nem sequer pode escolher se é contra ou a favor disso. Eu não quero ter programação 50% nacional, em horário nobre, sendo enfiada minha goela abaixo. E olha que tenho Sky HD e posso gravar minha programação favorita para assistir na hora que eu decidir.

    “Essa lei, é a lei que visa o conteúdo audiovisual de produção brasileira. A lei tem como proposta obrigar canais de TV por assinatura que disponham de 50% de seu horário nobre, para material de produção independente brasileira.”

    Cota é indigno. Cota é chamar o “cotado” de incompetente. É não acreditar na capacidade dele de ser bom e sobressair. E isso vale para qualquer sistema de cotas. Se a produção nacional é digna, ela consegue espaço. O Multishow e a GNT tem vários programas feitos no Brasil – e nem sempre bons.

    Mas o que me deixa consternada é que a pessoa que está defendendo a intromissão da Ancine na programação da TV paga é um produtor “independente” de conteúdo audiovisual. Ou seja, o cara está puxando total a brasa para a sardinha dele e, os inocentes, caem nessa.

    Esse é o mais sensacional dos argumentos: “A SKY, companhia internacional, tem medo de perder poderes e apoios, uma vez que trabalha com direitos de concessões de diversos canais internacionais. Uma vez que em seu networking gera descontos para compras de determinados programas de produção internacional, ela não quer ter que arcar com preços de produções de verdade, feitas no Brasil (e que também podem ser vendidas para o exterior) e não compradas no atacado.”

    A Sky já avisou que a mensalidade aumentaria. Ou seja, ela não tem medo do preju, ele será repassado para o consumidor. O que me indigna é eu ter que pagar mais por uma programação que não me faz diferença e, ainda, ser obrigada a fomentar mercado de produção independente que depende de cotas e de leis de incentivo. Ser independente é outra coisa.

    Contradição é a marca de um cara que acusa quem gosta de BBB de ser idiota e acéfalo, mas vive lendo a respeito do programa no Yahoo – caso ele não saiba, o Yahoo relinka o que ele leu para o mural dele. Assistir não pode, mas ler a respeito é informação útil?

    O cara produz seus trabalhos às custas da Lei Rouanet, mas acha que o absurdo é o Boninho ter uma Ferrari “paga pelos idiotas e acéfalos” que votam no programa. Pelo menos BBB diverte vários e vota quem quer. Se é diversão saudável ou perda de tempo, não sei e não me cabe julgar. Já o trabalho dele eu sei que sai do bolso do contribuinte que nem sequer decide se quer ou dar essa grana. E que ainda tem que pagar para ver o resultado final.

    Quanto a Sky, acho injusto e demagógico que a acusem de ser uma oportunista, ainda mais quem. E tenho pouco do que reclamar deles. O atendimento ao consumidor é ótimo! Fiquei chateada quando trocaram a VH1 Hits pelo Comedy Centre, mas já superei a dor. E odeio quando começa a trovejar e o sinal cai, mas, dentre as outras opções que tenho, a Sky é a melhor. E estou com ela na luta!

    A Ancine que vá mexer na programação de outro. Na minha, tire a mão!


  3. Garota Enxaqueca

    26 de fevereiro de 2012

    A cada duas semanas eu tenho tido enxaqueca. Sempre no fim de semana. Sempre com duração de 3 dias. Desconfio que seja culpa do anticoncepcional que tenho tomado desde dezembro, já que essa nova moda começou em janeiro.

    Eu não sou fã de médicos, por isso, me consulto com frequência, antes que eu precise mesmo de um. Mas vai saber o que acontece entre eles e a indústria farmacêutica – jabá? – que ninguém nunca assume que tenho problemas com remédios, mesmo depois de duas crises hepáticas causadas por medicamentos. Então, vou continuar desconfiada de que a enxaqueca seja causada pela pílula e só terei certeza disso se parar de tomá-la e a dor sumir. Mas, aí, fico a pé de contraceptivo, pois já testei de tudo e nada deu certo. Não menstruar vale 6 dias de enxaqueca por mês? Por enquanto, sim.

    A grande sacanagem é ter usado a uma hora devolvida, ontem, com o fim do horário de verão, dormindo. Eu poderia ter ido a um jantar bacana na casa de amigos, enchido a cara – com uma bebidinha só – e acordado de ressaca, mas, em vez disso, só acordei de ressaca… Me sinto Hardy, a hiena triste…


  4. Agora, entendi

    23 de fevereiro de 2012

    Só ontem me dei conta de por que o babado da Melissa com as blogueiras não me incomodou em nada: dormência. É que este tipo de marketing equivocado tem acontecido com tanta frequência que eu nem noto mais. Como não me atinge diretamente, não me atinge.

    A Melissa começou errando – ou eu comecei a perceber os erros – ao dizer que seu público são jovens até 25 anos. Eu, a Adri e a Sandra, na época com 35 e consumidoras de Melissa, ficamos meio indignadas com a afirmação. E até chegar à inauguração da loja em NY foram inúmeras atitudes questionáveis.Tantas, que parei de notar.

    Como teve quem não perdesse o fio da meada, culminou no episódio #melissafail, que rendeu muitas reportagens e muitas análises. Mas continuo afirmando que isso pouco importa à Melissa. Ela está numa zona de conforto, porque não tem concorrente direto. Muitas meninas “odeiam plástico no pé”, mas outras, como eu, prefere o plástico ao couro sintético ou ao couro animal.

    Quem mais produz calçados de plástico no Brasil? A Zaxy, que também é da Grendene? Ou o pessoal de Nova Serrana, que plagia à beça? Entre a original que nos maltrata, a versão “pobre” que tem carinha de plágio e o plágio descarado e mal feito, fico com a original. E não estou só. Muito antes pelo contrário.

    Modelos hediondos como Galactic, Making, Fly, Aileron e Wind voltam em novas coleções. O senso comum diz que são horríveis, mas esgotam e retornam. Tem quem goste e tem quem use qualquer coisa que seja odiado, só para ser diferente. Mas, acima de tudo, tem quem ame Melissa cegamente.

    A Melissa pode estar se safando das escolhas erradas – por enquanto -, mas a Marisa vai acabar pagando pela imbecilidade cometida há alguns meses. Para quem não sabe, algumas “blogueiras de moda” andaram mendigando votos num concurso que a Marisa promoveu entre elas. A vencedora ganhou uma superviagem com quase tudo pago para Milão, Paris ou NY, mais vales-compras e mais uma maravilha de R$ 500,00 em vale-compras na Marisa para sortear para as leitoras do blog. A Camila barganhou: “deixar vocês escolherem o destino que eu vou, seguir as dicas de vocês da cidade escolhida para a viagem e trazer um presente bafo para a dica mais legal postada aqui no GE! “. A Lu apelou: “ (votem em miiiim): além dos vouchers que a Marisa enviará pra sorteio, prometo torrar os tais R$2.000 do prêmio só com presentes pra vocês!”. Mas quem ganhou foi a Lalá, que não prometeu nada.

    Quem perdeu foi a Marisa:

    E por que perdeu? Porque lojas como Marisa existem aos montes. Quem frequenta as F*Hits quer ver luxo e glamour, não quer ver “look” de R$ 100,00 – caso contrário, não frequentaria blogs de quem usa Chanel, Louboutin e Prada. Sem contar que essas moçoilas riquinhas não representam a marca nem pagando.

    Eu nunca comprei na Marisa e olha que eu conheço a marca desde que a Virgínia Nowicki era a garota-propaganda deles. Sempre foi uma lojinha de centro de cidade, popularesca demais. Não orna ver Marisa em moça rica. E se a questão é reposicionamento de mercado, ou evitar, como a Seda fez, a perda do público C – que se espelha no povinho A -, associe-se a Globais, não a blogueiras. Isso é tiro no pé.

    Como sou joia, fica meu conselho, gratuito, pra Melissa: forme seu marketing e seus mídias a partir de seus fãs. Tem melisseira que estuda publicidade, sabiam? E elas entendem o que é ser melisseira e amar a marca. Com certeza não vão fazer bobagens como as que estão sendo feitas.

    E para a Marisa: não perca a identidade se associando a biscate. Marisa sempre foi de “mulher pra mulher”. A F*Hits é uma excelente ideia, mas eles ainda não sabem o que estão fazendo. A associação ao grupo tem queimado mais as marcas do que as enaltecido. Cuidado!

    Fonte dos prints: Shame on You, Blogueira


  5. Titia Shame

    21 de fevereiro de 2012

    Critiquei e não retiro o que disse – aliás, retiro o “desnecessário”, porque acabei descobrindo uma necessidade, sim. Acredito, ainda, que uma mulher adulta e inteligente tem possibilidade, capacidade e recursos para apontar os erros sem ser deselegante. Mas, sinceramente, depois que a gente vicia em catástrofe – me aconteceu -, o tom malvado começa a fazer sentido. Muitas dessas loucas que “escrevem” blogs e postam suas misérias diariamente merecem os tapas na cara que recebem. Feiúra e bobagem tem limite! E sem essa de cada um com seu cada um, porque, sinceramente, isso vale na chuva, na rua, na fazenda ou numa casinha de sapê. Num blog que se propõe a ensinar, a servir de referência, não, né?! Posso até ser obrigada a conviver com as falhas dos outros – e os outros, com as minhas -, mas quero poder rir delas – sinta-se a vontade para rir das minhas! – sempre que elas me aparecem.

    E mais. Titia Shame desmistifica essas F*Hits da vida, que já me cansaram a beleza. É bom ver que ela incomoda quem tem me incomodado muito – e sem cair na ladainha da inveja. Eu adoraria estar em Londres num 5 estrelas, com tudo pago, mas não venderia minha alma para conseguir isso. Prefiro trabalhar honestamente, ganhar dinheiro e não depender de ninguém, muito menos, dever favor. Liberdade não tem preço.

    E as caras de pau? E as contradições? E as cópias descaradas? E as mentiras deslavadas? E as falsidades ideológicas? Tudo ali. Diante do conteúdo encontrado pela Titia nestes blogs de moda e beleza, prefiro as dicas do Fábio Coala. Pelo menos, fazem sentido.

    Não sou – mais – xiita da Língua Portuguesa. Convenhamos, é um idioma muito complicado, cheio de regras e com as atuais mudanças fica difícil acompanhar e acertar sempre. Deslizes são naturais. Nem sempre o corretor ortográfico sabe mais do que a gente. Mas isso não é motivo para se escrever como uma retardada mental.

    Ainda acho a “titia” bem agressiva. Muitas vezes, extrapola nos comentários, mas a compreendo cada vez mais. Das “pinketuchas/shametes” não sou fã. São, em grande parte, terríveis e mal educadas. Quanto comentário grosseiro!

    Apesar de não mais condenar o conteúdo, não apoio o anonimato. Não gosto, mesmo, de quem aponta o dedo sem dar a cara a tapa. De certa forma, entendo que ela está mexendo em vespeiro e preservar a própria identidade pode ser de grande valia neste “mundinho”, mas perde-se muito do mérito.

    Não recomendo a leitura, pois vicia. Mas, se quiser arriscar, clique aqui.

    P.S.: fiquei com vergonha de ter feito uma “wishlist” depois de ver este post aqui. Juro que não foi mendiguismo da minha parte, não estava pedindo presentes a você nem nada parecido. Só listei produtos que achei interessantes durante minha falta do que fazer e pobreza assumida, porque pode ser que mais alguém goste. Eu gosto de ver achadinhos dos outros.


  6. Sobre amigos imaginários

    Quando eu estava no colégio, havia uma mocinha que inventou um namorado carioca. Que era invenção, estava bem claro, porque nos idos dos anos 1980 não havia e-mails e a moçoila se correspondia com o rapazola por cartinhas, do tipo que se envia por Correio. Mas as cartas, faltou que ela notasse, tem carimbo e, através dele, vimos que eram enviadas de BH para BH. Ou seja, ela se dava ao trabalho de escrevê-las e postá-las no Correio para si mesma. Até mudava a letra!

    Um dia, a maluquete chegou a se enviar flores, no colégio. Namorado bom é namorado inventado.

    Apesar de todas nós sabermos que era tudo viagem, nunca a desmascaramos. Ok, fofocávamos a respeito e ríamos muito dela, mas, no fundo, dava dó. Como alguém podia ter tão pouco amor próprio a esse ponto? Triste.

    O mundo mudou, mas a auto-estima das meninas continua baixa. Noto isso quando vejo comentários sobre posts inventados, Looks do Dia roubados, festas falsificadas e amigas imaginárias.

    Há algumas semanas, uma mocinha catou um tutorial da Marina Smith e postou como se fosse dela. Disse até que deu um trabalhão. Depois de desmascarada, veio toda “humilde” confessar que nem conhece a Marina, mas que achou o tutorial pelo Google e postou porque achou bonito e que nem tentou fazer parecer que foi feito por ela. Sei… Eu li o post. Ela sabia o que estava fazendo. Só se esqueceu que, em tempos de Google, não rola mais de tomar para si o que é do outro.

    Esta semana, foi uma outra, que havia postado o Look da Leitora que não era de uma leitora, mas de uma blogueira italiana relativamente desconhecida. Desmascarada, tirou a página do ar. Poderia ser um simples caso de ter sido enganada por uma leitora, mesmo. Mas, como não foi o único caso do blog dela, dá para se desconfiar. O que é estranho é que a mocinha parece mesmo rica e até bonita. Não precisava.

    O mais comum de acontecer é “blogueira” fingindo que tem IBOPE. “Atendendo a pedidos de leitoras”, “muitas meninas comentaram”, “fiquei comovida com os e-mails que recebi”… E não há seguidoras, comentários ou leitoras, mesmo. Gente, há uma porção de softwares gratuitos por aí que analisam a frequência dos blogs. Não rola de fingir que recebe mil visitas únicas/dia quando não se tem nem 100. Assuma que não é conhecida e produza conteúdo de qualidade, sente e espere e, quem sabe, um dia, você fique “famuósa” na Internet…

    Enquanto a fama não vem, terapia é aconselhável. E, lembre-se: a mentira tem perninhas cada vez mais curtas. Se for mentir on line, pense que tem fiscal até para isso neste mundo virtual.

     


  7. Pipoca

    Tendo isto em mente, fizemos pipoca para assistir a filmes ruins de terror. Muito ruins. Muita pipoca. Tanta, que desloquei a mandíbula.

    Velhice é f*da… Nem pipoca pode-se comer em paz…


  8. Sobre desamizades

    20 de fevereiro de 2012

    Há incontáveis situações em que as pessoas que você mais gosta deixam, simplesmente, de fazer parte de sua vida. Acontece de, um dia, você nem sentir mais falta, nem lembrar que aquele amigo era tudo para você. Isso, porque, ao contrário do que uma pessoa que foi “tudo na minha vida por exatos 15 minutos” gostava de dizer, as pessoas mudam, assim como as prioridades delas.

    Eu mudei. Minhas prioridades mudaram. Os meus melhores amigos de colégio sumiram na formatura. Alguns, até mesmo antes disso. Entendo, 3º ano é momento de definição e vestibular toma muito tempo. Quero dizer, naquela época, quando existiam tão poucas faculdades e tão poucas oportunidades.

    E aí, um dia, 20 anos mais tarde, essas pessoas reaparecem. Como lidar?

    O retorno às amizades, para mim, nunca é fácil, é quase traumático. Eu me mantenho uma pessoa difícil e a outra parte pode ter se esquecido do quanto. Num reencontro, para fingir que estou melhor e evoluída, começo a me cobrar uma doçura que eu não consigo sustentar e acabo ficando ansiosa. Louca para desaparecer dali.

    Por isso, essas pessoas tem que valer muito a pena. E, como raramente valem, ainda mais depois de tantos anos de ausência não percebida, há amizades que não devem ser retomadas. Prefiro que fiquem lá, no canto da memória, com a importância que já tiveram e que jamais terão novamente.

    Pensando nisso, fiquei com preguiça das tais “reunions” que tem rolado, ultimamente, entre os antigos colegas de colégio. Se a princípio fiquei enciumada de ter sido deixada pra trás, agora não suporto mais a ideia de estar sendo incluída.

    Dentre os encontros ao acaso, foi terrível encontrar a Tite e não ter mais nenhuma intimidade. Foi estranhíssimo encontrar o Lucas e não ter o que falar e não sentir que havia espaço para um abraço – apesar de ter sido desejado. Foi um saco não saber o que escrever no FB do Richard no aniversário dele. Meu último encontro com a Juliana foi tão pedante. Imaginar tudo isso ao mesmo tempo me apavora. Não quero…

    Sem contar que, enquanto alguns são amigos desde sempre, outros ensaiam um afeto que nunca houve e jamais haverá. Não lido bem com farsas. Sigo acreditando que não devo retomar o que se foi e não me fez falta. E nem lamento.


  9. Sobre a amizade

    Que sou péssima amiga, já disse aqui. E continuo a dizer, pois é sempre um alerta para quem quer se arriscar. Como dizia Saint Seya, quem avisa não pega desprevenido e aviso, porque não vou pedir perdão, depois. Sou egoísta, bruta – as pessoas insistem em dizer que é sinceridade, mas é somente falta de respeito pelos sentimentos dos outros – e intolerante. Péssima. Mas realmente amo quem me tolera. Amo quem me ama e me aceita como sou. Dou valor, porque sei que não sou fácil. A Pi do blog, segundo o marido, é uma versão fofa e doce da Pi da vida real. Não é bem assim, mas é quase isso. Então, imagina só…

    Desta vez, retorno a esse assunto por causa da minha amiga Ana. Ela não está naquela lista das três mais, porque nossa amizade foi marcada por altos e baixos. E os baixos foram bem baixos mesmo. Ela sumiu da minha vida em 1992 e nunca mais a vi. Mas nunca a esqueci. Apesar de não aceitar bem as ausências, as entendo, e pude seguir, por anos, amando-a.

    A Ana sempre foi muito mais madura do que eu. Vai saber por que, ela tinha pressa de crescer, de ser adulta. Aposto que, hoje, se arrepende. Ser criança não é bom pra todo mundo, mas colocar o carro na frente dos bois e apressar a evolução é ainda pior. Perde-se tanto nesse caminho e há coisas que não se tem como recuperar depois, pois só são reais quando somos pequenos. Então, eu, que adiei ao máximo o amadurecimento, obviamente, não consegui acompanhá-la. Seguimos caminhos distintos, mas nos cruzamos, recentemente, no FB.

    Essa semana que passou, a Ana precisou de amigos. E lá fui eu, tentar fazer minha parte. E não ajudei em nada, porque não sei fazê-lo. A brutalidade, supracitada, aparece na falta total de jeito em bordar a realidade para que ela fique palatável. Criticar sem apontar o dedo é difícil. Não julgar uma atitude que, na minha verdade, é errada, é mais difícil ainda. E, tentando acertar, errei mais uma vez.

    E mesmo não tendo paciência para lamúrias dos outros – porque não sou imparcial nem empática -, me proponho a estar com meus amigos quando realmente precisarem – desde que não me tirem do meu conforto – e apoio qualquer decisão tomada – por mais errada que seja, na minha opinião. Depois, juro que não aponto o dedo e digo “eu sabia”.

    Por isso, Ana, não sei se é vantagem ou motivo de orgulho ser amada por mim, mas você é. E, dentro de todas as minhas limitações, pode contar comigo. A gente testa. Vai que eu não sou tão terrível quanto me vejo.


  10. Sobre o perdão

    Minha sogra me disse que eu deveria aprender a perdoar. Mas eu acredito que eu deveria aprender a costurar, desenhar, nadar. Perdoar não é pra mim. Eu não perdoo.

    Perdão, segundo o Wiki, é o esquecimento completo e absoluto das ofensas. E é aí que está o problema, eu não esqueço. E não é porque sou perfeita e não erro. Erro, muito, mas não espero perdão.

    Apesar de não esquecer, não guardo mágoas, só elimino a pessoa da minha vida. Simples assim. Quem me sacaneia uma vez não tem a chance de fazer de novo. Como diria a Theresa, a vida é muito curta para perdermos tempo com quem nos faz mal.


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