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março, 2012

  1. Citações

    31 de março de 2012

    Esta semana começou com uma ordem de despejo e termina com uma enxaqueca dos diabos. Aê!!! Mas como bem disse a Theresa em uma de suas citações facebookianas, “não tenha medo da mudança! Coisas e pessoas mais ou menos se vão para que outras excelentes possam vir!!!” Estou contando com isso!

    Mas como “uma semana ruim não vai me fazer acreditar que minha vida é ruim” – citação adaptada do Pinterest – vamo que vamo!!

    Avaliando citações:

    Eu duvido que essa bobagem aí de cima foi dita por Shakespere, porque eu acredito que o cara era inteligente e menos piegas do que isso.

    Vamos aos fatos:

    1. Conquista. Aquele que você ama e que não quer nada com você pode ser conquistado. Se desistir antes mesmo de tentar, aí, sim esse não é o “alguém” da sua vida, porque você não o mereceu.

    2. Que merda eu sou quando só devo gostar de quem já gosta previamente de mim. Devo aceitar o que a vida me reservou, porque não valho nada além disso. Então, por que devo gostar de mim? Por que devo cuidar de mim?

    3. E essa estrada não é de mão dupla, não?! Tipo, por que eu devo gostar de quem já gosta de mim, mas quem eu gosto não deve gostar de mim em contra-partida?! Hein?! Só eu faço sacrifícios?!

    4. Você pode e deve cuidar do seu jardim, mas correndo atrás de borboletas você pode chegar em novos jardins e conhecer outros jardineiros! Por que se contentar com um pedacinho de terra neste mundão grande?!

    5. Vá atrás de novidades e de aventuras em vez de ser um recalcado, infeliz, mal amado, sentado no banquinho do seu jardim, com o chá pronto, esperando por uma visita que, talvez, nunca venha. Sem comodismo!!

    6. E, no final das contas, se você não consegue o que está procurando, não se contente com o que está procurando por você. O segredo é o caminho do meio: o encontro se dá quando somos, um e outro, o que procurávamos um no outro!

    Essa pataquada do “Shakespeare” parece com um dos preceitos budistas de “não ter em sua companhia gente inferior a você, porque o inferior lhe inferioriza. Busque caminhar com os superiores, para aprender com eles”. A frase não é essa, mas o significado é. E é uma bobagem, porque o superior, ao aplicá-la a mim, o inferior, me evitará. E, assim, ninguém aprende nada com ninguém. Besteira!

    Outra citação que me incomoda:

    “Um dia, entrará alguém em sua vida que o fará entender porque nunca havia funcionado com mais ninguém”

    Ah, gente, sério… Sentimentos não duram pra sempre. Nós mudamos, o outro muda, prioridades mudam… O fim de uma relação não significa que ela não deu certo. Se durou o suficiente para você ter sido feliz, se rendeu frutos, é porque deu certo. Se acabou, é porque parou de dar. Sem dramas. Bola pra frente! Vá atrás das borboletas!!

    Só não deixe que o respeito por alguém que já foi importante na sua vida acabe. Você pode até pensar que “ele” não merece seu respeito. Mas você merece respeitar sua história de vida, seu passado, suas lembranças. E essa pessoa fez parte disso.

    Desta, eu gosto muito mesmo:

    “Uma pessoa que é agradável com você, mas não é com o garçom, não é uma boa pessoa”

    E não é?

    Eu fico chocada com o tal do poderzinho. Gente que trata os “subalternos” mal, porque quer se sentir bem consigo mesmo. Geralmente, é um monte de gente inútil que conseguiu um cargozinho de confiança e abusa. Cito, sem nem ter que pensar, pelo menos 5 funcionários de clientes meus que tratam os meus funcionários como se fossem inferiores. Que gritam, desrespeitam, peitam, humilham. Acho o fim. E é engraçado que esse povinho se esquece que a vida dá voltas e que uma pessoa desagradável é muito fácil de ser marcada. E quando elas precisam de mim… Ah, eu sei ser desagradabilíssima!

    Talvez eu tenha uma visão muito romântica dos nativos americanos. Mas talvez eles tenham sido perfeitos, mesmo. De tudo que li e de tudo que sei, não houve um povo – vários povos, na verdade – com mais respeito, sintonia e amor ao planeta. O mundo seria outro, definitivamente melhor, se eles tivessem vencido a batalha. Mas, infelizmente, não se vence uma guerra só com a força de ideais. O poder das armas ainda faz a diferença…

    “Trabalhe por uma causa, não por aplauso. Viva a vida para se expressar, não para impressionar. Não lute para fazer sua presença ser notada, apenas para sua ausência ser sentida”


  2. Perguntinha

    29 de março de 2012

    Às vezes eu olho pras pessoas e me pergunto: como chegaram tão longe?


  3. Possession

    E como nem tudo na vida são dores, sacanagens, desamores, sacanagens… Minha Melissa Possession chegou!! E com revistinha Plastic Dreams! Aproveitei a promoção do frete por Sedex grátis e matei vontade. Faltam umas três, ainda, para eu ser plenamente feliz e realizada, mas a grana não anda sobrando, assim… Então, indo por partes!

    Eu queria a com glitter “rosa cheguei”, mas pensei, avaliei minha idade, meu guarda roupas, minha idade… E optei pela prata. Porque dá para usar com um vestidinho mais arrumadinho e ir a uma festa mais descoladinha. Cansei de salto. Meus pés incham e volto pra casa cheia de bolhas. Desci do salto de vez.

    É muito brocado, minha gente!!

    Hoje, se tudo der certo, vou estreá-la e conto, depois, se é confortável, se fica bonita em pé gordo e se vou sair distribuindo brilhos por aí! Combinado?!


  4. Maternidade

    28 de março de 2012

    Nunca serei mãe. Não tenho vontade, não sei fazê-lo. Mas não se engane: eu sei o que é ser mãe.

    Criar gatos não é ser mãe – apesar de que parece muito, sim -, assim como ter cachorro ou chocar pintinhos não desperta o amor materno em mim. Desperta amor. E só.

    Ser mãe não é para qualquer uma, requer talento. Apesar de umas aí insistirem em se dizer “mães profissionais”, não são nada. Deveriam ser demitidas. São péssimas “trabalhadoras do setor”, do tipo que nem trabalhado de parto fizeram. Não sabem nada sobre os filhos. Não os conhecem. Não os amam. Mães que tiveram filhos apenas para preencher vazios: da cabeça e da alma. Para brincar de boneca.

    Amor é desapego. É doação. É querer bem. Amor de mãe é desapego de si. É doação de si. É querer melhor ao filho do que a si. Exagero? Pois eu não aceito mãe que acredite que não seja assim. Que não coloque o filho em primeiro lugar – não aceitei a minha. Porque ter filhos é um ato de extremo egoísmo – ou de extrema “biologia”, caso seja apenas instinto. Você quer bolsa-família. Você quer uma miniatura sua. Você quer uma continuidade sua, dos seus valores. Você só pode se achar o máximo e quer se perpetuar. Você quer alguém que cuide de você na velhice. Ah, é egoísta, porque VOCÊ quer e é a SUA vontade predomina. Retribua, então!

    “Você culpa seus pais por tudo. Isso é um absurdo”. Às vezes é. Vezes em que não há amor, atenção, doação que conquistem um bom filho, um filho decente, um ser humano digno. Pessoas falham. Mas às vezes, muitas vezes, pais são aqueles que f*dem com a cabeça da sua cria. Que criam traumas. Que criam inseguranças. Que cobram uma tal de felicidade que eles sequer conhecem.

    Eu não vou ter filhos. Como disse o Mike Patton, certa vez, não quero criar um laboratório de seres humanos em casa. Não quero testar teorias e conceitos de como fazer uma pessoa ser feliz e realizada. Não quero ser responsável pela dor de alguém que eu criei – em amplo sentido. E eu seria responsável… Eu causaria dor… Porque eu não sei ser mãe – e tenho plena convicção que não é coisa que se aprenda na marra.

    Outra que provavelmente não será mãe e escreveu um texto bacana é Mônica:

    Se você já é mãe, ou pretende sê-lo, faça isso direito! O mundo não precisa de mais seres humanos em pedaços. Deixe seu umbigo em paz e olhe para fora de si, que é onde seu filho está – mesmo antes de nascer. Respeite-o e ame-o. Sempre.


  5. Millôr

    Eu sou fã. E já sinto tanta saudade que é como se ele tivesse sido um grande amigo. Dó do mundo, que fica bem menos interessante assim…

    LIMITES

    De todas as ruas que escurecem ao pôr-do-sol,
    deve haver uma (qual, eu não sei dizer)
    em que já passei pela última vez
    sem perceber, refém daquele Alguém

    que, com antecedência, fixa leis onipotentes,
    ajusta uma balança secreta e inflexível
    para todas as sombras, formas e sonhos
    tecidos na textura desta vida.

    Se há um limite para todas as coisas e uma medida
    e uma última vez, e nada mais, e esquecimento,
    quem nos dirá a quem nesta casa
    nós, sem saber, já dissemos adeus?

    Pela janela que amanhece a noite se retira
    e entre os livros empilhados que lançam
    sombras irregulares na mesa baça,
    deve haver um que eu jamais lerei.

    Há uma porta que você fechou pra sempre
    e algum espelho o esperará em vão;
    para você as encruzilhadas parecem muito amplas,
    mas há um Janus, vigiando você, nos quatro cantos.

    Há uma entre todas tuas memórias
    que agora está perdida além da evocação.
    Você não será visto descendo àquela fonte,
    seja à luz do sol claro, nem sob a lua amarela.

    Você nunca recapturará o que o Persa
    disse em seu idioma tecido com pássaros e rosas,
    quando, ao pôr-do-sol, antes que a luz disperse,
    você quer pôr em palavras tanto inesquecível.

    E o Rhone fluindo sem parar, e o lago,
    todo esse vasto ontem sobre o qual me curvo hoje?
    Estará tudo tão perdido como Cartago,
    queimada pelos romanos com fogo e sal.

    Ao amanhecer parece ouvir o turbulento
    murmúrio de multidões crescendo e dissolvendo;
    tudo por que fui amado, esquecido,
    espaço, tempo, e Borges, estão me deixando agora.

    Millôr Fernandes


  6. Eles passarão

    27 de março de 2012

    Achei o desenho lindo. Acho o poema fofo.  E tem tão tudo a ver com o momento:

    … Eu passarinho.

    Do Orlandeli.

     


  7. Meu cérebro, hoje

    Hoje, estou naqueles dias em que, se eu chacoalhar a cabeça, os pensamentos desencaixam e saem rolando até sumir… Tipo isso aqui:

    Se eu encher o “pires” com café, resolve?!


  8. Nigella X Gillian

    25 de março de 2012

    Em mais destes despautérios que rolam em redes social e sites de pseudo-humor, resolveram comprar Gillian à Nigella. Mas, para variar, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

    Nigella (1960) é incomparável. Ela é uma mulher rica, linda, voluptuosa, volumosa e tresloucada – a mulher é viciada em água.

    Gillian (1959) é um mulher feinha, pequena, bravinha, magricela e tresloucada – a obsessão por cocô me assusta.

    Já fiz a “dieta” da Nigella e fiquei gorda, oleosa, preguiçosa, com azia e má digestão – aliás, ela é a imagem disso tudo, quando não está diante da câmera de TV. É delícia? Sim, enquanto estamos comendo um monte de manteiga, cremes, ovos, açúcares, é tudo muito bom. Depois é que são elas. Porque, por mais gostoso que seja, não faz bem. Guardo meu livrinho de receitas dela para ocasiões pontuais e bem especiais. Não dá para viver como ela.

    Já fiz a dieta da Gillian. Emagreci quase 10kg e, mesmo deixando meio de lado – por preguiça, confesso -, não voltei a engordar. A pele ficou boa, a digestão, tranquila, nada de azia, nada de desânimo. Foi uma deita fácil, sem fome. Dá para se viver assim.

    Algumas – muitas – pessoas contestam a especialidade da Gilian e o título de “Doutura” que ela costumava usar sem ser, mas não há nada de errado em se evitar açúcar, sal, frituras, refrigerantes, conservantes e carne! Nada de errado em se exercitar! Eu tenho bom-senso o suficiente para saber que enema não é uma boa prática e que não preciso comer gororobas com sabor ruim para viver bem. Dá para se alimentar de coisas saudáveis e gostosas. Aliás, sabor ruim é relativo. Quando a gente tira os realçadores de sabor das nossas vida, tudo parece insípido, mas melhora, com o tempo. É um questão de costume.

    Equilíbrio é a chave para uma vida gostosa. Nem tanta à Nigella nem tanto à Gillian é minha sugestão.


  9. Padroeiros da semana

    23 de março de 2012

    Toda vez que D. Marina Smith pergunta no Twitter: “quem tem sugestão para o tema do Padroeiro da Semana?”, sugiro: ruivos. E ela SEMPRE me ignora. Então, resolvi eu mesma fazer!

    Nem vai ter votação, porque sei que os corações que visitam este blog pertencem ao Eric Stoltz. Sem dúvida nenhuma, o ruivo mais lindo do planeta. Ei-lo:

    Ok, todo mundo já teve seus dias maltrapilhos. Mas com “menos informação”, ele fica lindo!!

    Outro que todo mundo agora ama é o Harry. Estranho, porque ele sempre foi o ruivinho coitadinho que nunca será rei. Agora que o William ficou careca e se casou, o Harry é TUDO. Sei. Eu sempre adorei as bochechas rosadas desse menino, que, além de ruivo, tem MUITO cabelo!

    Sexy!

    Eu acho o Josh uma delicinha. Adoro qualquer banda que ele faça parte. Acho as tattoos sexys. Adoro o cabelo rockabilly! Nem me importo dele fumar…

    O Damian Lews, que está em “Homeland”, não me atrai. Mas como tem quem goste – né, Nandita? -, eu não o deixaria de fora.

    Rupert Grin, que fez “Harry Potter”, cresceu fofinho! Vejo potencial.

    Zack Ward não virou celebridade, mas tem a mandíbula linda!! Merecia muita fama só por isso. Mas acho que os olhos MUITO pequenos atrapalharam, um pouco, a potencial beleza… Peninha…

    Eu não assisto a “Grey’s Anatomy” desde que a Addison trabalhava em Seattle. Mas vejo propagandas e notei este carinha, aí. Gostei do Kevin McKidd. Dá um caldo.

    “So let’s play doctor, baby, cure my desease”

    Esqueci de algum? Bom, de qualquer forma, tem padroeiro o bastante para uma semana!!

    Mais Eric Stoltz, aqui.

     


  10. Orgulho, preconceito e zumbis

    21 de março de 2012

    Tenho preguiça de quem tem orgulho de bobagem. Hoje, em mais um destes dias inventados e sem sentido – pra mim, nenhuma destas datas comemorativas faz sentido algum, então… Rabugice -, uma mulherzinha falou na TV que seu filho tem orgulho de ter Síndrome de Down. Ele teria outra escolha?! Tempos atrás uma amiga começou a pregar o orgulho de ser brasileira. Mas ela teve outra escolha?! Eu, não. Nasci aqui, assim, sem me perguntarem se era o que eu queria. Também não me questionaram se eu queria ser mulher ou se ser portadora da Síndrome de Down seria uma opção. Não escolhi ser branca – muito, muito branca – nem hetero. Eu não escolhi meus originais de fábrica, minha condição humana, nada. Sou o que sou e só porque não teve outro jeito. Não me orgulho de nada disso.

    Me orgulho de ser um ser humano decente – dentro do que é possível, já que ser um ser humano já não é nada tão decente – e de ser menos louca do que me programaram para ser. Tenho orgulho de algumas escolhas, vergonha de outras. E, na contra-mão do que prega minha amiga e seu orgulho pátrio, às vezes tenho vergonha de ser brasileira. Não é minha culpa, não foi minha escolha, como já disse, mas se “a gente não escolhe o país onde nasce, mas constrói o país onde vive e, trabalhando, construímos o futuro”, como dizia uma linda propaganda de banco dos tempos da ditadura – período em que orgulho cívil era obrigatório -, eu me sinto no direito de ter vergonha. Porque eu não faço parte da solução, então, sou problema, também. Eu pago muitos impostos, gero poucos empregos, voto obrigada e não me sinto com vontade de mais nada. Não ergo um tijolo pela nação.

    Não fui às ruas declarar guerra aos corruptos.

    Não protestei veementemente contra as tomadas jabuticaba.

    Não bradei aos 4 ventos contra as decisões arbitrárias e ofensivamente maternais da Anvisa.

    Não blasfemei contra a bancada evangélica.

    Não invadi o prédio da Ancine em protesto contra a intromissão na programação da minha TV a cabo.

    Não pus fogo no Congresso.

    Não ocupei os Correios em busca das minhas encomendas perdidas/roubadas/extraviadas para impedir que eu cresça os olhos no que é importado e acredite que tenha direito de torrar os centavos que me sobram no fim do mês em roupas mais baratas e melhores que as nacionais.

    Não fui atrás da minha cidadania italiana.

    Não, eu não construí nada. Eu fiz um blog, sentei em frente ao meu MacBook Pro e esperneei virtualmente, enquanto espero, tal qual um zumbi, minha hora de tomar conta dessa joça, destruir legal e comer alguns cérebros – se encontrar algum por aí…


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