Hora do banho

Banho é um momento mágico. Antes eu achava que era só comigo, mas depois de me dar conta da quantidade de produtos que existem para se anotar ideias durante o banho – pelo menos dois -, saquei que é geral. A gente está ali, peladão, despido de preocupações bobas, enquanto a água quentinha vai caindo e… Viajou!

Hoje, comecei pensando em São Paulo. Lembrei de umas pessoas que conheço que moram lá! O sobrenome de uma delas é o mesmo do carinha que me deu um fora na 8ª série. E me volta toda a história:

A Cynthia gostava dele e queria saber de qualé que era. Foi perguntar prumas amigas dele. Elas começaram de zuaçãozinha do tipo: “hum, tá apaixonada…” e ela disse: “eu, não. A Patricia!”. Aos 14 anos isso vira problema. E o cara começou a me esnobar. Disse que não gostava de ruivas. E quando eu fosse loura e linda como a Viviane, poderia procurá-lo. É, eu nunca seria loura e linda como a Viviane e, não sendo, ele já não me interessava. Imagina se eu fosse!

Aos 17, por acaso, nos encontramos na saída do colégio – ele foi buscar a namorada. E ele ficou me olhando, me olhando, como quem se arrependesse da babaquice de 3 anos antes. Não, eu não fiquei linda e loura, só desenvolvi peitos!! E atitude, e auto-estima, e estilo. Fiquei bem, digamos assim.

Quase ninguém é lindo e louro. Muita gente tenta, mas não adianta. Nem todo mundo fica bem louro. Nem todo mundo tem conserto.

Aquela coisa de beleza grega, milimetricamente calculada e simétrica é duma raridade sem fim. E este é o meu padrão de beleza. Não acho lindo qualquer um. Sim, o brilho hollywoodiano, o glamour e o sucesso fazem quase qualquer um bonito. Ou, pelo menos, pegável. Mas não me apetece. Vejo a Audrey Hepburn e só vejo a sobrancelha esquisita e o nariz indelicado. A Marilyn tinha braços bem grossos e a Júia Roberts é um troço estranho. Mas vá… Loucura minha só enxergar defeitos.

O negócio é: quase ninguém é perfeito e quase todo mundo encontra quem goste do que está vendo. Eu amo meu marido imperfeito e gosto muito do meu conjunto da obra sardento e não-simétrico. Estamos felizes conosco e um com o outro. Não é tudo?!

Há quem tenha realmente sérios problemas mentais e não consiga enxergar o belo:

Não, ela ainda não virou sofá…

Porque isso é perder qualquer noção de senso estético. Isso é não ter uma gota de bom senso e amor próprio.

E isso é tão comum que me dá medo! Sim, esse povo “bronzeado” me dá medo. Mas não mais do que isto:

E ela ainda quer mais beiça!

Este tipo de procedimento “estético” deveria ser proibido. Não por elas, mas pelos nossos olhos! Pela humanidade!!

E todo este post me veio à mente durante um bainho de 15 minutos. Se deixasse, ia mais longe…

4 ideias sobre “Hora do banho

  1. Hahahaa foi longe nessa viagem em?
    Antes meus banhos eram assim demorados viajantes. Hoje duro no maximo 5 min pq a Re sempre me deseja nos banhos rsrsrs

  2. Gente, quê isso!!!! Nunca vi tamanhas bizarrices… meninas lindas in natura… credo!
    Esse trem de viajar no banho é fato. Deviam inventar um quadro mágico, pra gente poder escrever dentro do box, heim, Pi?! rs… Tecnologia para o banho, uai, como os espelhinhos que não embaçam para os homens que têm mania de fazer a barba debaixo do chuveiro… eu quero o “quadro mágico” para escrever as viagens debaixo d´água! rsrsrs…

    • Tem bloquinho a prova d’água, Mari! Vou ver se encontro onde vende e te passo o link. Minhas melhores ideias vem no banho. Pena que a água as leva embora… Também preciso dum bloquinho!!

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