Caiu na rede…

Marido insiste em dizer que sou duas pessoas diferentes: a Pi, da Internet, e a Patricia, da vida real. Insisto em dizer que é balela. Na verdade, as pessoas andam tão insuportáveis e repetitivas – mais que eu – nas redes sociais, que eu acabo parecendo melhor do que sou – desculpe, mas meu troféu é dourado, estou me achando!

Mas, falando sério, a última tendência é chamar o outro de estúpido. Qualquer outro.

Coisas deste tipo tem se disseminado com força:

Choro porque os outros são estúpidos e isso me deixa triste.

Mas quem acha o outro estúpido é o quê?! Esperto? Legal? Cool?! Ou só um borra botas arrogante sem simancol?!

Pessoas cometem enganos, gafes, erros o tempo todo. É humano. Sim, todo e qualquer ser humano tem um quê de estupidez e é assim que caminhamos. Às vezes, a gente até cai na grande bobagem de se achar melhor do que os outros, mas quem é realmente do bem logo se recupera e percebe que se o outro pensa diferente, ou não pensa, está tudo bem.

Aceitar as diversidades e não discriminar é bacana. Tentar não se ofender com a opinião divergente da sua – mesmo que seja uma opinião horrível e moralmente condenável, desde que não seja criminosa – é importante. Aceitar que o nível cultural de sicrano é diferente do seu – não inferior, por favor – é um grande passo para parar de se achar e começar a se encontrar.

Amigos, vamos evoluir! A seleção natural deixa pra trás aquele que não se adapta. Não seja esse. Adapte-se. Aprenda. Tolere. Cuide de si. Aí, sim, você pode se sentir melhor do que TODOS os outros. Mas veja bem: se sentir. Mantenha o sentimento no seu coração, não nas suas redes sociais, valeu?!

Beijo.

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