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julho, 2012

  1. Mau perdedor

    30 de julho de 2012

    Por mim, eu nem saberia que as Olimpíadas estão aí, mas marido gosta dos jogos – menos futebol – e assiste a todas as competições possíveis. Chato. Ainda bem que estou numas de ler.

    Ele estava assistindo à competição de solo da ginástica olímpica quando Diego Hypólito caiu. Não foi um tombo de bunda, como na última vez que o vi, e que foi engraçado, mas foi um tombo feio que o fez perder possibilidade de medalha. Ele quis chorar. Ele chorou.

    Passou um tempinho e Diego foi dar entrevista. Mudei de canal, porque me deprimiu, me chocou e me fez questionar o que era o tal do espírito esportivo.

    Diego estava triste. Ok, Olimpíadas acontecem a cada 4 anos e sair, de cara, é dureza. Mas nada me preparou para tamanho derrotismo e auto-comiseração.

    “Eu tenho é que me desculpar mais uma vez pelo meu segundo fracasso em Olimpíadas. Não era a imagem que eu queria passar. Eu caí novamente e só tenho que agradecer à Federação, clube e patrocinador, que acreditaram em mim”, ele disse.

    Se eu fosse patrocinadora, caía fora dessa. Eu não ponho meu dinheiro em fracassado.

    Perder faz parte do jogo. Alguém tem que perder para alguém ganhar. No caso, ele perdeu. Mas fracasso é uma palavra pesada. Sim, significa “não alcançar o objetivo” e foi fato, mas a conotação, a dor empregada… Deu-me vontade de fazer um “L” com os dedos, sobre a testa, e gritar “LOSER”!! Só que ele não o é. O cara é bom! O cara ganhou muitas vezes, muitas medalhas. Como pode se pintar com tintas tão feias?!

    “Todo atleta tem lesões e seria muita pretensão minha falar que eu caí por causa disso. Eu sei o que aconteceu e não foi isso. Fico muito triste e decepcionado com o meu desempenho em Olimpíadas. O meu objetivo era estar pelo menos na final e nem isso eu consegui. Pode ser que eu não mereça, eu não competi bem e errei. Eu não posicionei a perna direito e agora tenho quatro anos para tentar ajustar isso”, completou.

    Eu acredito em pretensão, no sentido de intenção, desejo ou ambição. Não conheço campeões sem pretensão. A pretensão (no sentido de vaidade e presunção) também é parte de se acreditar apto a vencer, que se é o melhor, que se mereça o prêmio. Se você não merecer, pra que competir? E, não, não vale competir, somente. Isso é papo de quem perde. O que conta para quem está ali é ganhar!

    Mas se não foi o caso ganhar, se houve uma lesão, um erro, má sorte, nervos em frangalhos ou coisa que o valha que impediu o êxito, bola pra frente! Vale chorar. Não vale ter pena de si em público. Sentir dó de si mesmo é tão pequeno, que não cabe na grandeza de um atleta olímpico como ele.

    Como eu disse, mudei de canal e não vi se teve mais mi mi mi. Naquele momento, senti antipatia do Diego. E fiquei em dúvida se, se eu fosse a repórter, o teria abraçado ou esbofeteado, dizendo para voltar a si. Quieta eu não ficaria.

    No fim, fiquei me questionando se não falta alguém para dar apoio psicológico a esses atletas? Ou o Diego é só sensível mesmo? O peso da responsabilidade – e da pretensão de todos sobre ele – é tamanho que o cara nem se ergue quando cai? Não pode… Se a preparação física foi exemplar, talvez tenha carecido de uma preparação de espírito. Vale pensar nisso.

    Sinceramente, espero que ele se recomponha nos próximos 4 anos, encontre equilíbrio como pessoa e volte a ser “uma esperança de medalhas”. Não pelo Brasil, pelo qual estou me lascando, mas pelo homem e atleta que ele é. E, Diego, comece a usar Shampoo Johnson’s – quem sabe, um futuro patrocinador? -, porque, na boa, chega de lágrimas!


  2. Se perguntares por mim…

    25 de julho de 2012

    Estou por aqui.

    E estou meio sem vontade de escrever, numa postura “Milan Kundera”, que, uma vez, disse que a pessoa tem que ser muito pretensiosa para ficar escrevendo por aí achando que alguém está mesmo interessado em ler. Tipo:

    Pois é. Ninguém pediu minha opinião…

    E eu não tenho vergonha e dou mesmo assim, mas, agora, só ao vivo.

    Em vez de escrever posts sobre maquiagem, unhas, cabelos e coisas que realmente não me interessam ou sobre política, vida, preconceitos e conceitos, ou seja, coisas que, ao que parece, não interessam a ninguém, eu leio. Minha obsessão de sempre: Stephen King!

    O que estou lendo, no momento, A Metade Negra, deu origem a um filme que eu gostei, mas estou odiando o livro. A história é muito boa, o problema é que versão que eu consegui é traduzida para Portugal. Entre “miúdos”, “dias soalheiros”, “autocarros”, “biberrões” e mais um punhado de palavras e expressões que me são estranhas, a leitura não rende, porque tenho que parar e me situar… E eu, que já estava com antipatia absurda destas tais novas regras, cada vez mais vejo menos possibilidades em unificarmos a Língua Portuguesa. Podem criar inúmeras outras regras que uma coisa não muda: o vocabulário é muito diverso e eu continuo não entendendo lhufas do que os portugueses falam! Hífens e acentuações não mudam meu entendimento da língua. Cês e pês mudos são um charme português. Mas “tirar macacos do nariz” é uma coisa que não me entra na cabeça… Então, por que não continuarmos sendo diversos?

    Se eu chegar ao fim desse livro, ainda me faltarão vários a ler. Então, qualquer dia desses, eu volto a “pitacar”. Por enquanto, quero aprender com os outros, quero ler mais e escrever menos. Vamos ver quanto dura!


  3. Farmília em resumo

    19 de julho de 2012

    • Gasolina pegou um passarinho. Gritei marido para salvá-lo, mas ele disse que não tinha mais jeito e deixou pra lá. Gasolina comeu o passarinho. No local da chacina, penas, sangue e um ovo. Marido está chocando o ovo… Haja dinheiro para pagar a conta de energia, viu?!

    • Um pintinho veio do além. Ele voltou pro além, mas em outro endereço. Ontem, sem mais nem menos, o Toro apareceu com um pintinho na boca. Marido foi lá resgatar o pinto, quando notou que não era da nossa farmília. Estamos sem pintos de pescoço pelado em casa e aquele era um, com certeza. Sem contar que os três pintos sobreviventes da última ninhada estavam bem. De onde veio? Não sei. Pra onde foi? Fazenda dos pintos felizes…

    O Toro apanhou de jornal. Mas o incrível é que ele nunca pegou um pinto, galo ou galinha da casa, mas matou o forasteiro sem dó. Cachorro inteligente, esse.

    • A Panqueca quebrou um dos caninos. Que dó. Ele ficava pra fora da boca, tão fofinho… Não sei o que ela aprontou, mas esta meio banguela, agora…

    • Pudim anda em crise. Vai pro muro chorar todo santo dia, às 16:30. Chora, faz drama e alguém tem que subir para resgatá-lo. Todo santo dia.

    • E o Cyclops voltou a frequentar a casa. Estava com saudade dele, mas, não, do xixi dele…

    • Por fim, a última perua foi embora daqui. Arranjamos casa melhor para ela, onde há peru e ela pode cruzar feliz, já que o galo não dava conta e ela estava chocando… Chocando nada. Nada é melhor. Ficamos assim.


  4. Leu?!

    16 de julho de 2012

    Quem não se importar em clicar na barra, agradeço. Não vou vender lista de e-mails pra ninguém!! Só gostaria de conhecer vocês, leitores(as) ocasionais ou frequentes.

    Valeu!


  5. A Poesia do Momento

    15 de julho de 2012

    Por curiosidade, fiz minhas contas e cheguei à quantia de R$5 milhões. É tudo o que eu preciso para resolver minha vida. Nem mais nem menos.

    Quantia modesta, se pensar nos benefícios que me faria. Troco, se pensarmos que o Gusttavo Lima ganha R$ 8 milhões por mês.

    Sim, o menino ganha mais do que eu quero pra vida em cada mês da vida dele.

    Achei a história de “humilhação e muito sofrimento” do Nivaldo interessante e talz, mas (in?)felizmente, nunca ouvi nenhuma musiquinha dele – sim, já li muito “tchê tcherere tchê tchê” por aí. Imaginando o tamanho do talento do garoto, muito me espanta o quanto é fácil ficar muito rico no Brasil.

    Se somos a terra das oportunidades, cadê o meu quinhão? Meu marido diz que canto supermal! Que tal me darem uma grana para eu não cantar nem gravar uma música com refrão tosco?! 5 mi! Oportunidade, hein?!

    Eu não entendia o porquê do ódio que as pessoas – no FB, pelo menos – tem dos “tchu e tchá”, do “ai se eu te pego” e do “tchê tcherere tchê tchê” até ler essa reportagem da Veja. Não, não odeio o Nivaldo nem nenhum deles, mas fico pasma em saber que tem gente que rala muito e faz um trabalho importante e útil – não é o meu caso, eu sei – e ganha pouco enquanto uns não tem sequer talento ou tino comercial e ficam milionários. Sorte deles. Azar o nosso…

    Recalque, você diria. E é…

     


  6. Compartilhando sofrimento… Ou não.

    12 de julho de 2012

    Como eu adoro gatos, fica fácil gostar de coisas com gatos. E quando me enviam um e-mail só sobre produtos de gatos, a mina, aqui, pira… E a Airu fez o favor de me fazer pirar…

    Se você se interessou e está podendo, tem muito mais aqui!


  7. Pizza? Day D+!!!!

    10 de julho de 2012

    Sério?!


  8. Casados X Solteiros

    8 de julho de 2012

    Acho chata e esquisita a mania dos solteiros – recentes ou não – de ficar enaltecendo a classe por aí. Não há o que se enaltecer. Se você é solteiro por opção ou por falta de gente interessante no “mercado”, tanto faz. Eu não ligo e não quero saber. Mas você não é livre só porque não faz par. E nem quem é casado está, necessariamente, preso.

    Eu sempre digo que os grandes preconceitos começam assim, aos poucos, com pessoas minando a paciência de pessoas, ao afirmarem, paulatinamente, que são melhores que as outras. Não são. Ainda estou com Edgard Alan Poe quando ele disse: “convencido eu mesmo, não procuro convencer os demais”*. Então, se você é feliz sozinho, e acredito nisso, não precisa afirmar o tempo todo! Poxa, seja feliz sem se esfregar nas nossas caras! Não dá, não?!

    Meu único objetivo na vida é mostrar a meus amigos que não são solteiros o quão incrível é ser solteiro.

    Porque, muitas vezes, cheira a recalque, a mágoa, a dor de cotovelo.

    A única graça em se ser solteiro é como os casados se enganam em acreditar que temos sempre fins de semana muito divertidos.

    Depois de adulta, eu fiquei solteira de tudo, solta mesmo, durante uns 4 anos. Não foi por opção, foi por necessidade. Eu vinha de uma pequena série de relacionamentos desastrosos e precisava de um tempo para reorganizar as ideias e quebrar o ciclo. O fator em comum nessas relações ruins era sempre eu, então, cabia a mim olhar em perspectiva e descobrir onde eu estava errando.

    Estar solteiro não é tempo de procurar por amor. Use este tempo para trabalhar em você mesmo e crescer como indivíduo.

    O primeiro ano foi terrível. Eu sentia falta de ter alguém para chamar de “meu”, de estar apaixonada, de me entregar e de sofrer, mesmo. O segundo ano já foi de libertação total! Foi só então que consegui avaliar minhas relações e entender o que estava errado. O terceiro e o quarto anos foram consequência disso. Estava ótimo estar sozinha. Era mais barato, era mais compensador que os namoros anteriores e eu era realmente livre. Eu estava amando isso.

    Amo ser solteiro, até ver casais felizes e, então, eu penso no que estou perdendo.

    Ser solteiro é melhor do que ser enganado, traído e desrespeitado.

    Até que surgiu alguém que me convenceu que estava na hora de voltar a namorar. E estamos juntos desde então.

    Você está começando a interferir na minha solteirice.

    Se não fosse o meu tempo dedicado exclusivamente a mim, eu estaria pulando de galho em galho até hoje. Tenho amigas que fazem isso, porque não suportam ficar sozinhas, mas não conseguem suportar ninguém por muito tempo…

    A única coisa chata nos meus 4 anos de solteirice foram exatamente essas amigas namoradeiras. Elas me enchiam a paciência com coisas do tipo: “você está mal humorada, porque está precisando de um homem” e, no entanto, eu estava mal humorada porque elas insistiam em em dizer isso. Ser solteira, é, sim, muito bom, quando se está feliz em se ser solteira. Quando você quer alguém, é um porre. Eu estava feliz. Tanto, que não precisava provar a ninguém.

    E ser casada é, sim, muito bom, quando você encontrou a pessoa certa para se casar com você. Dividir um lar não é tarefa fácil nem com seus pais, que você tão bem conhece e pagam as contas, imagina com um cara estranho – sim, porque você só vai conhecê-lo, de verdade, depois de começar a morar junto -, com quem você dividirá as contas… É foda.

    Exemplo: aquele seu namorado de longa data, com quem você se diverte e adora beber junto, amigão de todas as horas e companheirão de viagens e de farras, com quem o sexo é ótimo e a vida é uma festa não será, necessariamente, um bom marido. Casamento envolve dia-a-dia e pouca farra. Vai que você, num dia comum, não é tão divertida. Vai que ele, num dia comum, é só um bêbado, exatamente como nos fins de semana… E a culpa disso não é do casamento, enquanto instituição, nem das pessoas bem casadas. Você escolheu – ou se deixou escolher – mal. Sua culpa. Assuma isso e pare de encher sua vida de quotes amargas, fingindo-se de verdades!

    Era uma vez um príncipe que perguntou a uma bela princesa: “você se casa comigo?”. A princesa disse “não” e viveu feliz para sempre. E viajou pelo mundo. E conheceu pessoas interessantes. E aprendeu coisas novas. E deu uns amassos nuns caras gatos. E ninguém pensou que ela era vagabunda. Ela sempre se pôs como prioridade. E foi a concertos de rock. E nunca ninguém disse a ela “vá me fazer um sanduíche”. E ela manteve seu apartamento e todos os seus sapatos e nunca foi traída. E sua família e amigos acham que ela é bacana demais. E ela ganhou muito dinheiro. E o acento do vaso estava sempre abaixado (como deve ser). Fim.

    Casamento é feito de respeito, afeto, companheirismo, paciência e tolerância, tesão, interesses em comum, cumplicidade. Tudo isso junto e mais alguma coisa. Se falta alguma parte, não rola de ser bom. Solteirice é feita de auto-respeito, auto-satisfação, auto-conhecimento. Se não for assim, é só solidão.

    No fim das contas, “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”, como cantava Caetano. E, apesar de achá-lo um porre de vinho Chapinha, sou obrigada a concordar. Por isso, seja solteiro ou seja casado, deixe o outro ser o que bem entender.

     

    *A frase está no conto “Berenice”.


  9. Piranha

    7 de julho de 2012

    Tenho, há uns 30 anos, um único problema na vida: não ter dinheiro.

    No colégio, eu era a que nunca tinha ido à Disney, não tinha mochila de grife nem estojo de “quadro lados” da Hello Kitty.

    Hoje, sou uma babaca que fica babando em sites de bijous e não tem R$ 37,00 para dar num relógio lindo – ainda mais com frete de R$ 13,00. Babaca, porque eu já sei, já sei… Contemplação leva ao desejo, blá blá blá… Se não tenho grana, por que procurar o que desejar/comprar? Porque, infelizmente, sou um ser humano completamente inserido nesta sociedade de consumo. Simples assim.

    Dinheiro traz algumas tranquilidades das quais sinto falta, tipo, não ter que pensar na falta dele. Não é só poder comprar em pencas, mas não ter que se privar, sabe?! Querer viajar e poder. Querer ir a um show e poder. Querer ir comer no Hermengarda e poder. Seu cachorro está doente? Ter como pagar o tratamento sem se endividar. Isso de não se endividar é uma dádiva. Uma bênção. Queria para mim.

    Eu não sei lidar com dinheiro, por isso, nunca o tenho. Eu não sei sequer ganhá-lo em suficiência. Não tenho este talento nem inúmeros outros. Não tive capacidade de ser “piranha” quando tive oportunidade – lê-se: quando tive quem pagasse para estar comigo – e não sou herdeira de nada. Não sei fazer nada extraordinário, não tenho beleza o bastante, não sei cantar, dançar, atuar, não tenho carisma. Não sei, sequer, fazer um blog de consumo, apesar de saber a fórmula de cor – ainda bem. Se eu não ganhar na megasena – precisa-se jogar, né?! – vou morrer na míngua.

    Sobre ser piranha… Uma amiga estava falando de uma moça bonita que tem fama de ter sido “dessas” e que se deu bem. Tem marido rico, viaja e compra o que quer, quando bem quer. Talento. Eu não saberia conviver com alguém que eu não amasse – mal dou conta de quem eu amo – e não amaria ninguém só pelo dinheiro. Sim, sei dar sem amor. Sem tesão, não.

    Eu não admiro as “piranhas”, não as invejo, não as condeno, tampouco. Dinheiro – a falta dele – é um maldito dum problema que muitos resolvem se contentando com pouco, outros, tentando conquistar mais e mais, seja como for. Não pertenço a nenhuma das duas categorias, por isso, sofro.

    Sei que pessoas argumentam que dinheiro – tê-lo em profusão – traz problemas, também. Vários. Mas são novos problemas, inéditos, e eu gostaria muito de prová-los. Afinal, ter sempre o mesmo problema não nos faz, necessariamente, aprender a conviver com ele ou a dominá-lo. 30 anos… E estou dominada pelo meu até a tampa…

     


  10. Aquataenia

    5 de julho de 2012


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