A Poesia do Momento

Por curiosidade, fiz minhas contas e cheguei à quantia de R$5 milhões. É tudo o que eu preciso para resolver minha vida. Nem mais nem menos.

Quantia modesta, se pensar nos benefícios que me faria. Troco, se pensarmos que o Gusttavo Lima ganha R$ 8 milhões por mês.

Sim, o menino ganha mais do que eu quero pra vida em cada mês da vida dele.

Achei a história de “humilhação e muito sofrimento” do Nivaldo interessante e talz, mas (in?)felizmente, nunca ouvi nenhuma musiquinha dele – sim, já li muito “tchê tcherere tchê tchê” por aí. Imaginando o tamanho do talento do garoto, muito me espanta o quanto é fácil ficar muito rico no Brasil.

Se somos a terra das oportunidades, cadê o meu quinhão? Meu marido diz que canto supermal! Que tal me darem uma grana para eu não cantar nem gravar uma música com refrão tosco?! 5 mi! Oportunidade, hein?!

Eu não entendia o porquê do ódio que as pessoas – no FB, pelo menos – tem dos “tchu e tchá”, do “ai se eu te pego” e do “tchê tcherere tchê tchê” até ler essa reportagem da Veja. Não, não odeio o Nivaldo nem nenhum deles, mas fico pasma em saber que tem gente que rala muito e faz um trabalho importante e útil – não é o meu caso, eu sei – e ganha pouco enquanto uns não tem sequer talento ou tino comercial e ficam milionários. Sorte deles. Azar o nosso…

Recalque, você diria. E é…

 

Uma ideia sobre “A Poesia do Momento

  1. Olha, o problema (usemos esta palavra) é q nascemos num país que valoriza um Gustavo Lima da vida… Pode reparar outra coisa: mesmo pessoas MUITO ricas curtem a cultura popular. Isso significa q dinheiro não mudou os padrões culturais delas; que se fossem pobres, daria na mesma, culturalmente.

    Esperar o q?

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