Viva nele!

É sério. As pessoas andam reclamando muito da segunda-feira, do trabalho, da profissão, da falta de tempo, da falta do que fazer, da vida – me incluo nisso tudo –, mas não me parece que estão buscado solução – eu estou!

E a solução é bem fácil. Mude/mude-se…

…Ou acostume-se/vá fazer terapia!

Simples assim.

Karma

De vez em quando, aparecem umas pessoas na vida da gente que parecem confirmar que fomos pessoas más em outra encarnação, mesmo que a gente não acredite em reencarnação. Porque algumas pessoas só podem ser problema de carma. E, se o carma pesado vem em forma de cliente, é aí que a cotovia pia, mesmo. Há uns tempos, surgiu um desses nas nossa vidas.

Sabe dessas pessoas que ACHAM que sabem o que querem, mas não fazem nem ideia? Era ela.  A gente até sabia o que ela queria, estava claro nas nossas mentes, mas como chegar lá é que eram elas… O caminho seria tortuoso demais. Caro demais pros míseros tostões pagos e investidos em campanha.

Vamos usar exemplos, para facilitar a explanação. Vamos fingir que era uma empresa de refrigerantes. Tubaína regional. Mas não tubaína como Mate-Couro, Gengibirra ou Abacatinho. Era uma coisa mais chulé, mesmo. Para confirmar, segue a impressão de Lu Ferreira, A.K.A. Chata de Galocha,  sobre o tal “refri”: “a impressão geral do produto é que me pareceu um pouco amador. Não gostei das embalagens, não me atrairiam numa prateleira, por exemplo, e o nome da marca tb é bem difícil né… Não sei quais os preços, mas me pareceu algo barato… Enfim, impressão geral, pq realmente não testei os produtos.”…”Enfim, n sei qual o público alvo, preços e etc, mas não seria uma marca que eu compraria.”

Mais ou menos por aí.

E essa tubaína regional queria, de fato, ser a Coca-Cola. Queria ser tratada como a Coca, queria ser vista como a Coca, queria vender como a Coca… Tanto que, às vezes, a criatura chegava a agência com ideias ótimas, lindonas mesmo e, quando dávamos um Google na coisa, logo víamos que a ideia era boa, porque era o mote da nova campanha da Coca-Cola. E copiar, a gente não copia. Ainda mais da Coca-Cola.

Chegou num ponto em que não dava mais para trabalhar com esse cliente. Ela não gostava de nada, não queria nada novo, não queria pagar por nada… Achamos melhor nos retirar. E o fizemos.

E o cliente ficou chateado e resolveu nos processar por… Sei lá pelo quê. Só sei que não foi pra frente, por falta de motivo, mesmo.

Mas, mesmo assim, processo é um trem chato, caro, desgastante. Era pra gente estar com ódio, era pra gente estar querendo a caveira dela. Mas como temos mais o que fazer, deixamos por conta da Justiça e fomos trabalhar e cuidar da vida.

Então, há umas três semanas, conseguimos marcar com uma empresa que a gente queria muito. E que precisa demais da gente. A apresentação foi legal, a conversa foi boa, o valor que propusemos estava bem ok para eles. Mas não fechamos.

É que o marido da cliente-tubaína faz parte do conselho dessa empresa e nos barrou. Aquela coisa: homem que honra as calças que veste não se mete em picuinha de mulher mimada e fútil. Mas homem que tem amante faz de tudo pra mulherzinha chifruda, mimada e fútil ficar felizinha, causando probleminhas que não sejam pra ele. Tem marido que trai e dá joias, viagens, paga plástica. Outros ajudam a corna a atrapalhar a vida dos outros. Né?!

Com essa história de carma e tal, aprendi uma importante lição: na vida, o que a gente faz com o outro é igual à trajetória de um bumerangue. Vai, mas volta. E, se jogarmos mal, volta na testa da gente. É o que eu acredito e, em breve, vamos ver tubaína com a testa enfaixada!!

Eu não quero comprar nada!

Há umas semanas, recebi um e-mail da Lime Crime me “ensinando” como  vender mais através do blog e das redes sociais. Eu deveria fazer tutoriais e swatches, usar os produtos e postar fotos do make, linkar qualquer menção à marca ao meu código de afiliada, anunciar cada lançamento e cada promoção. Nada de errado nisso. Todo mundo sabe que o bannerzinho e a filiação a uma marca gera lucro. Mas eu não quero comprar nem induzir ninguém à compra.

Por que?

Porque tenho uma porção de trecos que não me interessam mais. Foi lindo receber, adorei testar e acabou aí todo e qualquer entusiasmo. Não estou a fim de me maquiar. Descobri que prefiro minha pele in natura. Bases e corretivos não funcionam bem sobre sardas. Ou escondo todas ou assumo todas, sem meio termo. E descobri que um pouquinho do sol da manhã faz mais bem a minha pele do que qualquer cosmético à venda por aí.

Ainda gosto de um bom blush – em bastão, bem suave e com boa fixação – e de batom bem colorido que, acredito, combinam comigo. Mas, rímel, descartei. Gosto dos meus cílios claros e naturais. Aquele aspecto de patinha de inseto, grudado, separado em “gomos”, arrebitado e preto não me apetecem. Eu mal tenho cílios! E, como esfrego os olhos, fica tudo ainda pior. Prefiro não.

Desde que eu comecei a ler desembestadamente, não tenho tido tempo pra TV nem blogs de moda. Tchau pro Petiscos, Chata de Galocha, Just Lia e De Repente Tamy, blogs cheios de links covardes que me induziam à compra desnecessária. Não quero saber o que elas vestem, usam de acessórios nem onde compraram. Não quero saber a cor do esmalte ou do batom. Eu não quero comprar nada. Já tenho demais. Quero ter menos.

Quero gerar menos lixo. Quero coisas duradouras e úteis. Quero menos arrependimento – mesmo quando eu me arrependo de não ter comprado algo, passa. E passa mais rápido e com mais eficiência do que o arrependimento de ter comprado o que eu não preciso/quero mais. Quero gerar menos stress na minha vida – ah… A fatura do cartão… Quero ser mais leve, mais livre.

P.S.: por uma questão de coerência, assim que eu descobrir como se tira os banners da lateral, eles cairão fora.

Índio quer apito…

Na volta pra casa, no aeroporto de Ilhéus, enfrentamos 2 horas de apitaço. Alguns agricultores protestavam contra a demarcação de terras e invasão de indígenas.

Pode até ser que o protesto seja válido, legítimo. Eles podem até ter razão. Não sei. Mas invadir um aeroporto e incomodar as pessoas que iam e vinham de viagens não ajuda em nada a causa deles. De fato, tira-lhes a razão. Não notei nenhuma manifestação de apoio, somente pessoas cansadas querendo, muito, um pouco de sossego. Mentira. Uma “adevogada” disse que eles estavam fazendo o certo, mostrando a causa – a quem não se interessa nem fará nada a respeito? Aliás, sem mostrar ponto de vista e argumentos, aquilo era só baderna – em vez de lutar com os índios e derramar sangue. Obviamente, discordo.

É fato que, há uns 500 anos, um punhado de branco fedido chegou por aqui, deu espelhinho, comprou amizadinha, tentou escravizar os nativos e tomou-lhes as terras, matando vários deles. Um dó, realmente.

Mas muitos dos tais índios “invasores de terra” de hoje em dia não estão querendo compensar a injustiça cometida contra seus antepassados. Não querem preservar as florestas e seu estilo de vida. Eles estão tentando tirar vantagem da condição de nativo/selvagem/coitadinhos que tem que ser protegidos pelo Estado. São uma espécie de “sem terra” com penacho. Meu ponto de vista.

Acredito que índio selvagem nativo não usa celular, não tem computador, não vende madeira da reserva para explorador estrangeiro, não usa calça jeans e boné Nike. Não anda de moto, não mora em casa de tijolos. Sabe a língua da tribo, sabe os rituais e costumes e vive isso no seu dia a dia e não só quando vai turista ou TV pra filmar. Índio que quer viver como “homem branco”, “civilizado”, não é índio que precisa de proteção. É “homem branco” de outra cor – aliás, como muita gente neste país de mestiços.

Foto JN no Ar.

Não, não estou generalizando. Estou até sendo muito específica: índio que não quer viver como índio não merece ter tratamento especial. Tem que ter os mesmos direitos e deveres que qualquer brasileiro. Índio que quer viver como índio tem é que ser deixado em paz.

E eu, que não planto nada, não caço nem imbondo e a única terra que ocupo é a que pertence a meu sogro, não quero apito nem apitaço. Quero o meu legítimo direito de não ser aborrecida por problemas que não são meus.

“I wanna to go back to Bahia”

Tirei férias, depois de dois anos enfurnada em casa. Férias curtas, mais curtas do que feriado prolongado na agência, mas foram ótimas, belíssimas, inesquecíveis.

O meu lugar feliz fica na Bahia. Mais precisamente, na Peníunsula de Maraú. Nesta época do ano, em que chove e, oxe, faz até frio na Bahia, o lugar é do tipo “nada pra fazer” e fazer nada é meu hobby. Amo muito!!

Caminhar na praia enquanto a chuva não vem, esbarrar em dois ou três turistas, brincar com a cadelinha do dono do bar, comer, comer muito e comer bem! Depois, enquanto cai o dilúvio, balançar na rede, pensando na vida e tocando os pernilongos. Perfeito!

Tem alguma coisa praquelas bandas do mundo que me atrai e me faz bem. Ok, que depois de viajar à noite pra BH, para, às 4 da madruga, partir pra Confins – eta aeroporto longe, sô -, pegar um voo pra Salvador, esperar três horas pela conexão, voar pra Ilhéus, pegar um táxi pra rodoviária, pegar ônibus pra Itacaré e pegar carona pra Península de Maraú… Eu cheguei mareadinha. Vomitei até dizer que chega. E um pouco mais além…

Mas dê só uma olhada na rodovia que nos leva à Barra Grande:

Isso é uma BR. A 030… Chacoalha, chacoalha, chacoalha…

Valeu a pena? Of course! Mesmo com chuva, o lugar é lindo. E, graças à chuva, estava duma tranquilidade sem fim.

Já fui em alta temporada – reveillon -, em média – outubro – e, agora, em baixa e é sempre bom.

Conhecendo as pessoas certas, a vida social na região é intensa. Sempre tem festa, sempre tem alguma comemoração. Socializo mais numa aldeia com 150 habitantes do que numa cidade com 85 mil. Porque as pessoas são mais interessantes, lá. Quem optou por viver ali sabe o que é bom. São pessoas bem sucedidas que se cansaram da agitação, do trânsito, do consumo desenfreado, do culto à aparência. São alegres, inteligentes e cultas.

Os nativos são simpáticos e tranquilos.

Os hippies… Hippies de 2012 são um saco em qualquer lugar. Dispenso.

Abandonei o vício em café quase sem dor. Tomei muito suco de fruta daquela terra e adorei cada um – cacau, eu te amo. Comi peixinhos quase sem sentir dó. Observei as vidinhas correndo e nadando pelos corais. Fui ao mangue. Corri atrás dum coelho branco e cheguei à melhor doceria da península: Vovó Zezé! Recomendo muito a cocada com cacau!!

Minha pele ficou boa, lisa. Meu cabelo ficou macio. Minhas unhas não lascaram. Meu humor era sempre bom. Que lugar!

Luna, a cachorrinha dos chilenos do Ponta do Mutá

Ponta do Mutá

Pousadinha delícia.

Taipu de Fora na maré baixa. Coqueiro, vítima da maré cheia.

Água turva… Chuvas…

Vidinha!

Cansou de peixe? Tem pizza, lasanha, macarronada! Não cansou? Tem tudo isso também com peixe e frutos do mar!

Na volta pra casa, passamos por Ilhéus. Outra cidade bacana. Compramos chocolates – com direito a foto ridícula -, almoçamos no Bataclan, da Maria Machadão, e tomamos sorvete de frutas nativas!!

Toda vez que volto a Minas, vindo de lá, só consigo pensar naquela musiquinha que diz:

“I don’t to wanna stay here/I wanna to go back to Bahia”. Inglês falho, mas mensagem correta! Um dia, ainda fico por lá.

E voltando a Minas:

Ah, Minas Gerais… Quem te conhece sente falta do mar.

Agradecimentos especiais a Tia Lili, Tio Lulu, Dr. Samuel e Patricia. Graças a vocês, essa viagem foi maravilhosa!

O bom cliente não faz xixi na cama

Tenho uma teoria. É o cliente da agência quem faz o trabalho. Um trabalho bom ou ruim depende tão somente dele.

Para começar, um bom cliente escolhe uma boa agência. É o primeiro passo.

Um bom cliente valoriza o trabalho da agência e não chora pitangas na hora de negociar valores e forma de pagamento. Não pede fiado ou escambo. Não ameaça fazer com outra agência, “eugência” ou com o sobrinho. Ele paga. Assim, o trabalho é feito com simpatia.

Um bom cliente sabe o que quer e sabe expressar isso. E sabe que sua boa agência vai fazer o melhor disso. Dá tudo certo, todos ficam felizes.

Um bom cliente cumpre prazos e envia o material que lhe cabe no tempo estabelecido e de forma correta. Não manda tudo “picado”, não manda tudo truncado, não muda de ideia no meio do caminho. Nada atrasa, tudo corre bem, sem erros evitáveis, sem correria desnecessária. Sem ódio no coração.

Um bom cliente não pede que o material não seja feito em azul – mesmo que sua logo seja azul e o material já esteja feito -, só porque é atleticano e não usa essa terrível cor em – mais – nada, porque ele sabe que não se mistura futebol com negócios – a não ser que o negócio dele seja mesmo futebol.

Um bom cliente não pede para que sua boa agência pegue uma imagem no Google ou roube no Corbis – “é só dá um Photoshops na marca d’água” – , porque não quer pagar por fotos. Ele paga pelas fotos, se necessário. Ele valoriza sua imagem.

Um bom cliente confere o trabalho, dá seu “ok” e pronto. Ele não pede para mudar nada depois desse “ok”. Ele não pede para mudar depois de impressas 1.000 cópias. Ele é esperto.

Um bom cliente não usa o trabalho que você fez com tanto carinho, amor e dedicação – ou não – em outras peças, sem sua autorização. Ele respeita a agência e direitos autorais!

Mas, infelizmente, talvez a existência do bom cliente não passe duma fábula, duma lenda… Se encontrar algum por aí, fotografe-o, peça autógrafo, ame-o! E mande as provas para pi@pitacosdapi.com.br, por favor! Queria muito conhecer um!

P.S.: se você é meu cliente, você já deu o primeiro passo e, só por isso, já tem meu amor quase incondicional. Pra mim, você é “o melhor que tá teno”!

Misery

Ler Misery é uma tortura. O livro é ótimo, sim, senhor, mas é que a Annie do filme é um anjo de candura comparada à do livro. Tortura não é um troço com o qual eu lide bem. É crueldade em excesso, humilhação. E minha leitura não rende.

Então, enquanto tenho meus polegares, vim chorar minhas pitangas.

Uma coisa que eu aprendi com o blog é não ficar apontando o dedo pra cara das pessoas. Custou, mas estou evoluindo. E acabo acreditando que todo mundo deveria ter um blog. Nem precisa ser lido, mas acredito que é uma forma de auto-conhecimento – negação na nova ortografia, não sei mais acentuar ou usar hífens. Lamento se estiver errado – das mais válidas. E, se no blog, muitas vezes, eu falo demais, aprendi bem a me calar nas redes sociais e em público. Não me exponho tanto, mais – aqui já me basta.

Tipo, quando você conta que tem 6 gatos e uma pessoa responde: “em casa? Mesmo? Dentro de casa? E eu tentando me livrar de um que aparece no meu quintal…”, você sorri em vez de contar para essa pessoa sem noção que não se fala em se livrar de gatos para uma pessoa que tem 6. Você sorri e deixa que esse sorriso tão sincero diga tudo! E a simpática vai se sentar em outro lugar!

Então, apesar de meu sócio ter dito em reunião de prospecção com cliente que eu não sirvo para lidar com pessoas, eu sirvo, sim. Mas prefiro não.

Porque pessoas me enervam. Pessoas que usam palavras pomposas e texto rebuscado para se dizerem melhores do que as outras, me enervam. Pessoas que enxergam a vida por um ângulo que eu considero errado, me enervam. Pessoas que usam poder e força para subjulgar as outras, me enervam. Mas não mais aponto o dedo pras suas caras e digo: “gostaria que a Annie Wilkes lhe ensinasse uma lição, seu espertinho!” Não mais…

Talvez porque Annie não exista. Talvez eu venha conquistando uma tal de serenidade. Talvez, só talvez, eu acredite que a vida dá voltas e que as coisas se resolvam por si só.

Gatões

Boy magia que nada. Eu gosto mesmo é de um gatão peludo!

Não, as fotos não estão boas, mas este gato nunca tinha aparecido durante o dia e eu estava emplogada demais. Sem foco!

Ele é o Cyclops, suposto pai da Pixie, e um carinha muito querido, que começou a morar aqui em casa! Não é meu, não será. Ele é dócil, mas já é adulto de rua, descolado e não é boa influência. E o Pudim o odeia. E é por causa dele que tem ido ao muro chorar.

Outro gato cheiroso e gostoso é o Will. Coisa linda!




E temos o Pudim. Já coroa, mas sempre charmoso!

Gatos!

Vício

Estou neste nível: viciada.

Stephen King, segundo meu marido, é uma espécie de Paulo Coelho americano. E eu detesto Paulo Coelho. Para ser sincera, não consegui ler O Alquimista, aos 14 anos, de tão mal escrito que o achei e nunca tive interesse em ler nenhum outro. E, depois de ouvir trechos de Brida nas “aulas” de “orientação educacional”, não teria nem como querer…

Mas Stephen pode ser pop, pode não ser um escritor sensacional, mas é um contador de histórias sensacional.

Li várias e realmente gostei de quase todas:

▪    1974 – Carrie (Carrie) – ainda não li, só vi o filme
▪    1975 – A Hora do Vampiro (Salem’s Lot) *****
▪    1977 – O Iluminado (The Shining) *****
▪    1978 – A Dança da Morte (The Stand)
▪    1979 – A Zona Morta (The Dead Zone) *****
▪    1980 – A Incendiária (Firestarter)
▪    1981 – Cão Raivoso (Cujo)
▪    1983 – Christine (Christine)
▪    1983 – O Cemitério (Pet Sematary) – só vi o filme
▪    1983 – A Hora do Lobisomem (Cycle of the Werewolf) ***
▪    1984 – O Talismã (The Talisman, escrito com Peter Straub)
▪    1985 – Tripulação de Esqueletos (Skeleton Crew) ***
▪    1986 – A Coisa (It) ****
▪    1987 – Os Olhos do Dragão (The Eyes of the Dragon)
▪    1987 – Angústia (Misery) – só vi o filme
▪    1987 – Os Estranhos (The Tommyknockers) – odiei tanto o filme que me dá preguiça lê-lo
▪    1989 – A Metade Negra (The Dark Half) **** – perdeu uma estrela pela tradução, então, leia em inglês! E, valeu, Elaine!
▪    1990 – A Dança da Morte (expandida) (The Stand: The Complete & Uncut Edition)
▪    1991 – Trocas Macabras (Needful Things)
▪    1992 – Jogo Perigoso (Gerald’s Game)
▪    1992 – Eclipse Total (Dolores Claiborne) – só vi o filme
▪    1994 – Insônia (Insomnia) *****
▪    1995 – Rose Madder (Rose Madder)
▪    1996 – À Espera de Um Milagre (The Green Mile) – só vi o filme
▪    1996 – Desespero (Desperation)
▪    1998 – Saco de Ossos (Bag of bones) **** – adorei “O Fantasma”, “Campo de Batalha” e “O Último Degrau da Escada”
▪    1999 – A Tempestade do Século – só vi a mini-série
▪    1999 – The Girl Who Loved Tom Gordon ****
▪    2000 – Riding the Bullet *****
▪    2001 – O Apanhador de Sonhos (Dreamcatcher) – só vi o filme
▪    2001 – A Casa Negra (Black House, escrito com Peter Straub)
▪    2002 – Buick 8 (From a Buick 8)
▪    2005 – O Rapaz do Colorado
▪    2006 – Celular (Cell)
▪    2006 – LOVE: A História de Lisey (Lisey’s Story)
▪    2008 – Duma Key (Duma Key)
▪    2009 – Under the Dome
▪    2010 – Blockade Billy

▪    1981 – Dança Macabra (Danse Macabre)
▪    1988 – Nightmares in the Sky: Gargoyles and Grotesques
▪    2000 – On Writing
▪    2000 – Secret Window, Secret Garden
▪    2005 – Faithful: Two Diehard Boston Red Sox Fans Chronicle the Historic 2004 Season

Livros de contos:
▪    1978 – Sombras da Noite (Night Shift)
▪    1982 – Quatro Estações (Different Seasons) *****
▪    1985 – Tripulação de Esqueletos (Skeleton crew) ***
▪    1990 – Depois da Meia-noite (Four Past Midnight)
▪    1993 – Pesadelos e Paisagens Noturnas I e II (Nightmares & Dreamscapes)
▪    1997 – Six Stories
▪    1999 – Corações Perdidos da Atlântida
▪    2002 – Tudo é Eventual (Everything is eventual: 14 Dark Tales)
▪    2008 – Just After Sunset

Série A Torre Negra (The Dark Tower):
▪    1982 – A Torre Negra Vol. I – O Pistoleiro (publicado originalmente como cinco histórias separadas entre 1978 e 1981; edição revista e expandida publicada em 2003) (The Gunsliger)
▪    1987 – A Torre Negra Vol. II – A Escolha dos Três ( The Drawing of the Three)
▪    1991 – A Torre Negra Vol. III – As Terras Devastadas ( The Waste Lands)
▪    1997 – A Torre Negra Vol. IV – Mago e Vidro ( Wizard and Glass)
▪    2003 – A Torre Negra Vol. V – Lobos de Calla (2003; originalmente anunciado com o título A Sombra Rastejante) (Wolves of the Calla)
▪    2004 – A Torre Negra Vol. VI – Canção de Susannah (Song of Susannah)
▪    2004 – A Torre Negra Vol. VII – A Torre Negra ( The Dark Tower)

Sob o pseudónimo de Richard Bachman
▪    1977 – Fúria/Raiva (Rage) *****
▪    1979 – A Longa Marcha/Caminhada da Morte (The Long Walk) *****
▪    1981 – A Auto-Estrada (Roadwork)
▪    1982 – O Concorrente (The Running Man)
▪    1984 – A Maldição do Cigano (Thinner) – só vi o filme
▪    1985 – Os Livros de Bachman (The Bachman Books)
▪    1996 – Justiceiros (The Regulators)
▪    2007 – Blaze

Os títulos  riscados são os já lidos. As estrelinhas são o quanto gostei.

Ainda falta um bocado, alguns não chegaram ao Brasil, mas vou indo. E já estou ansiosa pela continuação de O Iluminado, que se chamará Doctor Sleep e será lançada em janeiro do ano que vem!

E o que há de tão bom que vicia? Terror. E é um terror crescente e subjetivo. Ele disse que o que menos importa nas histórias é o tal de vampiro, fantasma, lobisomem ou ET. Estas são alegorias, mas o importante, mesmo, é o comportamento humano. E digo, é o que me assusta. Durante a história, me coloco, muitas vezes, no lugar do personagem e a minhas reações costumam me surpreender. E ele entende essas reações como normais, humanas. E, cá estou eu, confusa, ansiosa, culpada e plenamente humana.

Há contos sensacionais, como “A Balada do Projétil Flexível”, na minha opinião, o melhor conto de Tripulação de Esqueletos. Há os que se tem a impressão de que ele perdeu o tesão pela história e acabou, assim, às pressas – tipo “O Nevoeiro”, cujo final do filme é melhor. Me identifico demais com isso.

Ele recicla cidades (Jerusalem’s Lot já me apareceu duas vezes, assim como Castle Rock e Derry). Ele recicla histórias. Ele recicla personagens, inclusive, de outros autores. Ele intertextualiza os próprios livros. Parece picaretagem, e talvez seja mesmo, mas isso torna as histórias mais envolventes. Você conhece os lugares, as ruas, as pessoas. Você está lá e se sente à vontade.

E gosto que, muitas vezes, a nota do autor, no fim do livro, conta qual foi a inspiração e o quê, daquilo tudo, era verdade.

Depois, falo mais sobre o que tenho aprendido, porque, agora, vou começar mais um!!

P.S.: lembrei de um detalhe: em hipótese alguma, leia as notas da orelha ou da contracapa. Aquilo entrega o ouro mais do que o necessário. E lamente pelos títulos brasileiros. A Hora do Vampiro é um péssimo spoiler, pois, se não fosse o título ruim, até a página 200 e tanto você não saberia que o vilão é um vampiro…

Está na hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor…

Há duas semanas não assisto a TV. Não leio jornais ou revistas, nem on line. Não frequento blogs. Estou obcecada pela leitura. Um ótimo refúgio, uma zona de conforto.

Se não fosse o FB, pronde dou umas escapadas quando a estória começa a ficar muito tensa, eu nem saberia da traição da Kristen Stewart.

Mas estou bem por dentro da Olimpíadas, que marido acompanha pelo site do Terra – elogiando a qualidade da transmissão – e pelos canais ESPN – que ele xinga o tempo todo. Pelo que percebo, ele torce pra todo mundo, menos pras americanas, atletas que ele diz terem cara e comportamento de nojentas.

Vi comentários sobre o baixo desempenho do Brasil e ainda não entendi tanta comoção. Desde quando o Brasil foi bom nas Olimpíadas ou esportes em geral? Quando houve incentivo a isso? Você sabia que o Brasil tinha uma representante em arremesso de peso? Eu, não. Então, porque, tal qual o Mutley, estamos cobrado medalhas?

Apesar de achar esporte profissional uma tolice – como se minha profissão fosse um pilar de utilidade pública -, acho bem bacana que exista gente que se empenhe, treine, cumpra metas e chegue às Olimpíadas, mesmo que seja para perder. Como já disse, alguém sempre tem que perder para outrem ganhar… Que seja um brasileiro. Que seja alguém que, mesmo sem incentivos, mesmo com patrocínio escasso, mesmo sem ter onde treinar consegue chegar em Londres e fazer – bonito ou nem tanto – algo que eu não tenho nem coragem de tentar.

Para o Brasil, o soldo de medalhas pode parecer pequeno, mas, enquanto nação, não mereceríamos nem mesmo isso. Eu, particularmente, não movi uma palha pelas Olimpíadas. Você? Mas para quem ganhou sua medalha de ouro, prata ou bronze é uma vitória pessoal que não pode ficar anuviada por um modesto 21º lugar geral – até hoje pela manhã.

Parabéns a quem chegou em Londres, mesmo que tenha voltado com rabico entre as pernas. Parabéns a quem fez bonito, mesmo não vencendo. Parabéns a quem ganhou medalha ou uma melhor colocação no ranking. Parabéns a quem tentou.

E pra quem acha que torcida merece medalha, vá te catar! Brasileiro tem a estranha mania de torcer contra para que cada vitória seja uma agradável surpresa. Mesmo assim, age como se cada derrota fosse uma ofensa pessoal. “Vá te catar”, é o que eu lhe digo!