Pega na mentira

A mentira é uma arte. Uma arte menor, talvez, mas, mesmo assim, difícil de ser bem feita. Definitivamente, não é para qualquer um.

Pessoas limitadas, pouco criativas, displicentes e/ou de pouca memória não devem jamais mentir, porque a mentira exige comprometimento, raciocínio, cultura e jogo de cintura.

Raramente a mentira termina ali, onde e quando foi contada. Ela tem pernas curtas, mas caminha, mesmo assim. Chega longe. Corre o mundo. Você, o autor, tem que estar preparado para render a história ou, simplesmente, repeti-la, ipsis litteris, quantas vezes forem necessárias.

Se você tem um comparsa ou envolveu mais alguém na história, um tanto pior. Tem-se que ensaiar muitas vezes, nos mínimos detalhes. Tem-se que convencer o companheiro a compactuar até o fim. Sem gaguejar, sem pestanejar. Acreditando. Isso, acreditem. Incorporem!

E não se esqueça que mentira tem que ser simples, com menos detalhes e elementos possíveis para você não se enrolar. Quanto mais elaborada a mentira, mais rápida a queda.

Importante! Certifique-se que a apuração dos fatos vai ser, pelo menos, difícil. De preferência, bem demorada. Evite ser pego!

E, acima de tudo, esteja preparado para ser desmascarado. Neste caso, opte pela verdade ou por negar tudo até o fim, mas faça isso com o máximo de dignidade que a situação permitir.

Outra opção… Fale sempre a verdade. Enfeite-a um pouquinho, para não parecer tão ruim, mas assuma-a de vez. É mais fácil e tem menos consequências, na maior parte das vezes, do que mentir.

Libertação

Eu reclamei muito de 2011 e 2012. Foram anos atípicos, ruins, pesados. Aumentaram-se os clientes e funcionários, na agência, e aumentaram-se os problemas, os processos, os prejuízos. Minha “babá” – ou minha secretária pessoal – foi-se embora. Fiquei com raiva, muita. Aliás, vivia com raiva, com mau humor, a ponto de explodir. E explodi, um sem número de vezes. Se “aquele que ri ao invés de enfurecer-se é sempre o mais forte”, eu estava fraca, muito fraca.

Eu não tolero inapetência, descompromisso, estupidez, intriga, desrespeito. E isso tudo contagia! Tipo “chega-te aos bons, serás um deles, chega-te aos maus, serás pior do que eles.” Cheguei-me, inadvertidamente, aos maus e fui pior, em vários sentidos. Porque “dentro de mim há dois cachorros: um deles é cruel e mau; o outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando. O que ganha a briga é aquele que eu alimento mais frequentemente”. O mau comeu demais nesses dois anos.

“O primeiro passo para a cura é saber qual é a doença” e eu, finalmente, fui forçada a descobrir. Pena que demorou. Eu sou crédula, eu confio. Ou sou prepotente demais para acreditar tão piamente em meu julgamento que nem escuto o que os outros dizem. E os outros param de dizer… Meu marido crê em conspirações a torto e a direito, é desconfiado e acho este comportamento cansativo e desgastante, mas ele não perde a razão, por isso. Há de se “confiar desconfiando”. Como se diz: “cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém” – se você não for a galinha, é claro.

Agora, está tudo bem. “Depois da tempestade vem a bonança”, por isso, “dias melhores virão”. E, no fim das contas, não há com o que me preocupar, porque “aqui se faz, aqui se paga”. Eu acredito muito nisto.

P.S.: sim, sobraram muitos provérbios do 1000º post e não quis desperdiçá-los. Lamento se fui cansativa, mas me diverti! Minha avó fala através de provérbio e é meio que uma homenagem à velhota!

Faz mal

Capa da Veja de hoje:

Sem fazer apologia, afinal, é crime e eu nunca sequer usei maconha para poder falar dequaléqueé, vamos aos fatos:

• Estudos já apontaram o tomate como o principal causador das pedras nos rins. Absolvido, anos depois, estudos confirmam que o tomate ajuda a evitar câncer de próstrata.

• A gema de ovo já foi a maior causadora de colesterol do mundo! Hoje, estudos indicam que a gema mole tem colesterol do bom.

• Tome bastante água, dizem os estudos. Mas há casos de pessoas que morreram de overdose de água.

• Beber uma dose de bebida alcoólica por dia afina o sangue e ajuda o coração. Beber todos os dias pode causar dependência química.

• Sol tanto sintetiza vitamina D quando causa câncer de pele.

• Meu anticoncepcional, aprovado pela ANVISA e comercializado livremente, tem uma página de efeitos colaterais, na bula. Sem contar que meu xixi contamina as águas com hormônios femininos. Homens nunca tiveram tanto câncer de mama.

• Soja é o que há em termos de proteína vegetal, mas, para os homens, aumentam os hormônios femininos e diminuem o desejo e a potência! Talvez, por isso, os orientais matem tantos golfinhos e tubarões em busca dum Viagra natural – e cruel.

• Peixes de mar são tão cheios de ômega 3 quanto de mercúrio, metal pesado que acumula no organismo e causa problemas.

• Cigarro não é ilegal e, além de criar dependência química e psicológica, é letal!

• Nem tão recentes descobertas comprovam que a maconha ajuda no tratamento de convulsões, depressão, enxaqueca, TPM, TOC e esclerose múltipla. Para quem tem glaucoma, ela alivia a pressão nos olhos. Ela desacelera o crescimento de tumores nos pulmões. Ela é uma ótima alternativa à Ritalina e não apresenta os efeitos colaterais causados pelos medicamento farmacêutico. Maconha não causa dependência química.

Tem efeitos colaterais? O que na vida não os tem?! Faz mal? Tudo, até água, em excesso, faz.

A criminalização da maconha aconteceu, no Estados Unidos, nos anos 30, quando Franklin Roosevelt, pressionado pela Du Pont – and friends –, assinou a Lei de Taxação da Marijuana, no dia 2 de agosto de 1937. Tudo para que o cânhamo, a fibra da maconha, não tomasse o espaço nas indústrias petroquímica, farmacêutica, têxtil e de celulose no mercado! A difamação contra a planta e seus usuários foi pesada e correu o mundo e, como o que é bom para os EEUU é bom para o Brasil (será?), acatamos a proibição.

É bem provável que, legal ou não, eu nunca usaria maconha. Não tenho curiosidade nem necessidade. Mas não administro bem a ideia de que o Estado – s Unidos – queira controlar minha vida. Eu posso fumar um Camel, desde que não tenha um camelinho desenhado na embalagem, até o enfisema me consumir. Posso beber aquele veneno de “51” até meu fígado virar patê. Mas não posso viajar na fumacinha. Dois pesos, duas medidas… Nunca é certo.

Mapa astral

Em 1997, fiz mapa astral com a Sônia Scott. Sim, sou dessas que acredita em Astrologia, afinal, é a ciência precursora da Astronomia – vi num documentário sobre Física. Pode não ser uma ciência exata, precisa, pode não ser preto no branco. Mas, e daí?! Dizem que há uns 50 tons de cinza, mais de 60 tons de branco e um punhado de tons de preto. Então…

Ela é reencarnacionista. Eu sou ateia. Mas deu tudo certo. Achei divertidas as interpretações, as analogias, a conclusão de que meu mapa é tão lindo que Deus só pode gostar muito de mim!

Depois da interpretação do mapa, ela jogou tarô e, por incrível que pareça, muita coisa aconteceu. Sim, sim, há subjetividade o suficiente para que qualquer coisa que aconteça se encaixe. Tipo: “há perigo em suas viagens”. Claro: aos 5 anos, minha primeira ida à praia, eu virei boto cor de rosa. Um perigo, mesmo! Em 1995, em Miami, teve furacão e maremoto e nosso hotel era à beira mar. Deu tempo de fugirmos antes do hotel ficar submerso até o 4º andar – era o que eu estava. Em 2010 perigou de a gente nem ir pra NY.

Ou “você terá problemas na Justiça antes dos 30 anos”. Fui processada, pela primeira vez, aos 28! Usei, literalmente, a primeira parte do provérbio “se uma pessoa te enganar ela merece uma surra, se esta mesma pessoa voltar a te enganar quem merece a surra é você.” Mas também tive problemas depois dos 30!

Ela disse que eu queira muito, mas não faria Direito nesta vida. Que eu desistiria – ou desisti – nas vésperas do vestibular. Que eu já havia sido advogada em outras vidas e que, nesta, eu me dedicaria à beleza. Mas que eu trago, nesta encarnação, o senso de justiça da profissão.

De fato, eu desisti do Direito 6 meses antes do meu primeiro vestibular. Fiz pra Jornalismo, pra Comunicação Social, pra Publicidade e fiquei com este último por um ano e meio. Larguei e fui fazer Decoração e, depois, Programação Visual. Demorei, mas cheguei à “beleza”!

Disse que meus meio-irmãos me procurariam, o que parecia improvável, mas aconteceu alguns anos depois.

E que meu ex-namorado iria querer voltar. Que, inclusive, isso teria a ver com uma viagem, talvez, à praia, porque havia muita água na “visão” dela. O interessante é que ele realmente quis voltar e me ligou num dia de dilúvio, logo depois deu ter combinado uma viagem! Achei incrível!

Foi uma experiência ótima, de auto-conhecimento e de auto-estima.

Tenho a fitinha K7 guardada até hoje, pena que não tenho onde ouvi-la pra matar saudade! E pena que perdi o contato da Sônia, porque eu faria de novo!

1000º post

Cheguei ao 1000º post há uns 20 posts atrás. Infelizmente, muitos foram subtraídos por questões judiciais, o que comprova que liberdade de expressão é “manga de colete”.

Estranho é que nunca fiz nada ilegal, aqui. Não fiz apologia às drogas ou ao nazismo, não caluniei ou difamei pessoa alguma, não ofendi nem discriminei ninguém. Somente emiti opiniões, dei pitacos. E se para “cada cabeça, uma sentença”, a minha já foi condenada à forca uma porção de vezes. Mas de nada adianta a imposição judicial, porque se “não há marcas que o tempo não apague”, há as que perseguem a pessoa por escolha própria.

Acho interessante que meu blog seja usado contra mim. Acho estranho que pessoas que dizem que me odeiam o frequentem. Mas é aquela coisa: “você não pode impedir que abutres sobrevoem sua cabeça, mas pode impedir que eles façam um ninho nela”. Há quem tente, não há mais quem consiga.

Já houve. “As más companhias são como um mercado de peixe; acabamos por nos acostumar ao mau cheiro”. Tanto, que não percebemos que algo fede e nos deixamos enganar. “Um cão não morde a mão de quem o alimenta”, mas uma “cobra” não pensa duas vezes antes de fazê-lo. E “mesmo a melhor das cobras é uma cobra”, né?!

É sempre a mesma história, “não há pior inimigo que um falso amigo” e a gente só reconhece um desses quando é tarde demais. Mas “se uma pessoa te enganar, ela merece uma surra, se essa mesma pessoa voltar a te enganar, quem merece a surra é você”. Por isso, fique esperto! “Tudo o que acontece uma vez pode nunca mais acontecer, mas tudo o que acontece duas vezes, acontecerá certamente uma terceira.”

“É muito fácil ser pedra, o difícil é ser vidraça.” E eu, ao ter um blog de opinião e não ser anônima, optei por ser os dois. “Todos os fatos têm três versões: a sua, a minha e a verdadeira” e, aqui, eu mostro a minha, com minha verdade individual, com minha verdade questionável. E para me questionar ou para compactuar com minha versão é que há comentário abertos.

Nestes dois anos e meio de blog, 1000 e poucos posts, eu aprendi a “não cair antes de ser empurrada”, mas prefiro usar qualquer empurrão como impulso. E “se eu cair, do chão não passo”.

Outra coisa que aprendi é a não me arrepender, porque “há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida”.  Mas eu “costumo voltar atrás, sim. Não tenho compromisso com o erro”*. Nem por isso, apago posts – a não ser quando sou ameaçada com multa diária -, então, o que foi escrito pode ser lido e, se a minha opinião mudar, bola pra frente, post novo. Porque “você pode encarar um erro como uma besteira a ser esquecida ou como um resultado que aponta uma nova direção”**. Prefiro a segunda opção.

E assim, vou vivendo e postando, sempre “esperando o melhor, preparando-me para o pior e aceitando o que vier”.

“entre aspas” Provérbio populares de todo o mundo!

* Juscelino Kubitschek
** Steve Jobs

Isso não está certo

Como eu disse nos comentários do post sobre o apitaço contra índios, na Bahia, eu não faço ideia do que é viver como índio. Minhas percepções a respeito são rasas e preconceituosas, sim – naquele esquema de ignorância profunda. Mas como eu já disse antes, ignorância tem cura. Informação, cultura, conhecimento são ela!

Nesse post, duas pessoas apontaram o dedo pra minha fuça e disseram que eu estava errada, mas não argumentaram, não voltaram para ver minha resposta, não contra-argumentaram. Tomaram para si o direito à última palavra. Erraram. Eu me importo. Eu quero aprender. Eu quero ser uma pessoa melhor, sempre.

Ainda acredito que não há muito – de fato, acho que é nada, mesmo – que eu possa fazer pela causa indígena, mas juro que não vou fazer corrente em FB, banalizando o problema, deixando-o meio cafona, meio mimimi, como os compartilhamentos de crianças doentes em busca de doações do Mark Zuckerberg ou sobre o que o “Fantástico” falou, no domingo.

De fato, o que me sinto capaz de fazer é divulgar um texto bom, completo e sério, de uma jornalista de verdade, que faz pesquisa e escreve direitinho, sobre o problema dos Guaranis Caiovás. Aqui.

E outro ponto de vista, aqui.

Falha

Há uma falha grave na nossa anatonia: ouvido não fecha e não regula volume. Eu gostaria muitíssimo de não ter que ouvir a maioria das coisas que chegam aos meus tímpanos. Desde gritos a cocoricós. De bobagens aos latidos tristes dos cachorros vizinhos. Assovios humanos ou de passarinhos.

Possivelmente, se eu não ouvisse, perderia uns alertas importantes – gatos brigando à direita, gambá atacando o galinheiro, carro buzinando pra eu sair da rua -, mas surdos sobrevivem bem neste mundo, então, mesmo sem “sentido de aranha”, eu provavelmente daria conta. Ainda mais porque a proposta é controlar a intensidade de sons e bloqueá-los somente quando necessário. Ouvir só o que interessa – tipo, Slipknot!! Cadê evolução pra isso?!

Tudo bem que temos tecnologia para fones abençoados que cancelam ruídos – obrigada, Bose –, mas, por mais confortáveis que sejam, são externos, são grandes. E são caríssimos!

É… Tem muita coisa errada. Ouvidos incluídos.

Desabafo

Eu tenho 7 gatos, 1 cachorro e um sem número de galinhas. Tinha mais, mas eu amo silêncio. Entre dois amores, o silêncio venceu e muitas galinhas foram morar em outros lares. Não que tenha adiantado muito… G-Zuz ficou!

Tenho uma vida chata de galocha. Acordo às 7:20, faço o de praxe – tirar as remelas, escovar os dentes, por roupa -, passo abrindo a casa pros gatos, dou carinho a eles. Faço o café da manhã, recolho a louça do café – quando a lava-louça funcionava, colocava as coisas nela – e vou tratar dos bichos. Todos alimentados, se sobra tempo e ânimo, passo um batom e/ou um blush, para ficar coradinha.

Aguardo as funcionárias chegarem – atrasadas, todas, todos os dias – e vou fazer meu trabalho. Trabalho, ultimamente, ininterruptamente, até o meio-dia. Às vezes, dá para dar uma olhada nas redes sociais, enquanto um programa trava ou “pensa”. Ao meio-dia, vou pra cozinha preparar o almoço. Almoço feito, comemos, recolho a louça, guardo as sobras. Marido choraminga que quer sobremesa, falo que ele é um imprestável e sempre levo um doce pra ele. Volto pra minha mesa e leio uns blogs que eu gosto. Às 13h, já estou de volta ao batente. Finalizo os trabalhos, faço listas do que falta, pago contas e/ou faço notas, respondo a várias perguntas irrelevantes e preguiçosas – do tipo que não existiriam com um pouco de raciocínio de quem as formula.

Encerrado o expediente, “guardamos” os gatos. Reabasteço as vasilhas de ração. Aí, a coisa varia um pouco, entre supermercado e cozinha. De qualquer forma, a conclusão é sempre a mesma: lanche, Globo News – detesto a Leilane Neubarth com todas as minhas forças! – e a hora da leitura.

Leio até às 22h – às vezes, com intervalo para o banho, outras, deixo o banho pras 22h – e vou limpar as caixas de areia. Vou dormir.

Nas entrelinhas do meu dia a dia, há uma porção de coisas chatas – funcionários que não funcionam, clientes reclamando com ou sem razão, trabalho bom que levou bomba, gatos brigando, dor de cabeça, falta de grana, vizinhos gritando, etc – que variam de pouco a nada. Há umas coisas boas, também, mas poucas.

Lido tudo isso, me explica: onde cabe um bebê nessa equação?! Porque, pra mim, não cabe! E nem vou usar a desculpa de sempre, de mundo superlotado. Não ligo pro mundo! O negócio é que não cabe uma porcaria de filho na MINHA vida! Não cabe e eu não quero! Eu não quero aproveitar que as amigas estão grávidas e entrar na onda!! Eu não quero!!! E não tenho que dar explicações a ninguém sobre isso.

Tenho 38 anos, nenhuma vida, mas tenho planos de vir a ter uma. Então, a única vida que pretendo gerar é a minha!!

Nós, os casais sem filhos, já somos maioria nessa joça de país. Maioria! Se não pode me respeitar, respeita isso!

E chega dessa poha de assunto, porque já deu faz é tempo.

P.S.: meus gatos NÃO SÃO MEUS FILHOS. São gatos. E eu os amo muito muito, mas não substituem filhos, porque nunca os quis, então, não há o que substituir.

P.P.S.: em caso da Ana passar por aqui: não é pessoal e não tenho NADA contra as mães. Tenho TUDO contra pessoas inconvenientes e repetitivas, com ou sem herdeiro diretos.

Comparando inteligências

Claro! Pode C ou pode num C.

Li uma reportagem sobre um suposto estudo que comprova: cães são mais inteligentes do que gatos.

Baseado em quê? Sociabilidade e tamanho do cérebro.

Tenho cão – tive alguns, durante os últimos anos – e tenho gatos – vários – e garanto que, independente dessa bobagem de socialização e da anatomia do bicho, meus gatos sempre foram muito mais f*da.

Enquanto os cães obedecem – aliás, me disseram que esta é a medida para o comparativo de inteligência entre raças de cães: obediência –, gatos conquistam. Enquanto o Toro – um bulldog campeiro que, segundo o veterinário, é uma assumidade – tromba na porta de vidro, os gatos passam pelas frestas das grades das janelas com habilidade, mesmo saltando de baixo pra cima, de uma altura de 2m.

O Pudim sabe vocalizar, pelo menos, 8 palavras. Ele pede água, ele pede para sair, ele pede carinho, miando de forma que a gente consegue entender. Ele já até falou “vou morrer” quando estava muito doente – tenho testemunhas de que não sou louca ou ouvi errado. Ele percebe quando estou irritada e se afasta e também sabe quando estou doente/carente e vem lamber minha testa.

A Guapa, a mais novinha, soube que eu era a salvação e veio direto pro meu colo. E foge de quem ela não percebe boas intenções. Enquanto isso, o cachorro late para quem é grande e rosna para quem ele já viu inúmeras vezes, mas não sabe se é legal ou não.

A Gasolina é um doce na frente do Marido e uma peste quando ele se afasta. Ou seja, ela sabe se fazer amar, por ele, e não se importa em se mostrar pra mim, que não “mando nada”.

O Will sabe sair das armadilhas que Marido arrumou para que nenhum gato escape da casa. Ele escapa.

Os gatos dominam a casa enquanto o cachorro, grandalhão, não manda nem na casinha dele.

A Vaca, nossa boxer que morreu ano passado, era fera. Ela ensinou todos os cães que vieram depois dela a mijar nos lugares certos. Ela nunca atacou um pintinho da casa – nem o Toro, aliás – mas não se oporia a matar um passarinho ou pintinho forasteiro – o Toro, inclusive, comeu um. Supimpa?! Claro! Mas os gatos já nasceram mijando no lugar certo – menos quando não o querem, mesmo! – e nenhum dos meus confundiu pinto com passarinho. Eles caçam no galinheiro, onde as rolinhas vem ciscar, e sabem diferenciar o que pode do que não pode – mesmo que seja por medo das galinhas.

Cães e gatos são diferentes e encantadores, cada qual a sua maneira. E se for para comparar inteligência, eu apostaria minhas fichas nos gatos. Não que isso faça qualquer diferença, principalmente se pensarmos que somos o ápice da inteligência na Terra. Só acho que as pessoas estudam, estudam, mas não entendem poha nenhuma sobre os gatos. Eles – e os humanos deles – não se importam com classificações, porque os gatos já nasceram pobres, porém, já nasceram livres.

F* U

‎Certa vez, um mestre respondeu a seu discípulo a propósito de haver quem falasse mal ou bem dele:

_ Não se preocupe, pequeno gafanhoto. Lembre-se que, enquanto existe uma pessoa que não gosta de você, existem outras muitas que gostarão muito.
Da mesma forma, se há uma pessoa que gosta de você, existirão muitas outras que não lhe suportarão.
Por isso, gostar ou não gostar é completamente irrelevante.

Esse cara não é mestre à toa!