Menina má

E é bem assim: você passa em frente ao computador do seu colega de serviço e vê um chat piscando na tela. Você tenta desviar o olhar, mas alguma coisa lhe chama a atenção: seu nome. Sim, seu nome é bem comum, pode ser qualquer xará neste mundo, mas… Esse é seu nome, oras. E você não confia muito nesse colega. Na verdade, até gosta dele, mas não custa nada manter um pé atrás. O mundo anda tão competitivo.

Você para em frente ao monitor e, de repente, o protetor de tela começa a trabalhar. Sem nem perceber, olha prum lado, pro outro e cutuca o mouse. Volta a tela com o chat. Volta seu nome na tela. Uma olhadela, só uminha de nada, afinal, ele não vai voltar tão cedo. “Mas se me pegarem aqui?” Bobagem. Você é esperta e encontrará uma desculpa. Certeza.

Então você se senta em frente à tela e começa a ler o chat. Até se esquece do seu nome quando lê o que seu colega diz sobre como vai ferrar o chefe, quais os planos dele pro Carnaval, sobre a plantinha estranha que ele anda cultivando no banheiro da república. Você nem se importa dele ter lhe chamado de ridícula. Quem é ele para lhe chamar de ridícula? Um maconheiro clichê e ladrão de papel higiênico e DVD da firma. Um fulano cheio de ódio no coração, que se acha melhor do que os outros. Um canalha sem um pingo de vergonha…

Vergonha, você! Espionando. Logo você, tão certinha que chega a ser ridícula…

“Ah, a oportunidade faz o espião.”

E, quer saber? Ferrar o chefe é ferrar a firma que lhe emprega! Enviando o arquivo do chat pro patrão em 3… 2… 1!

Você se levanta, com a certeza de dever cumprido e com a leveza de consciência das pessoas corretas.

Quando seu colega retorna ao computador, antes mesmo de se sentar, é chamado à sala do chefe. Você sorri e lhe manda um tchauzinho. Menina má…

2 ideias sobre “Menina má

  1. CEMEJURA que voce fez isso? Sou sua fa!!!

    Que mane menina ma, menina boa! menina certa! menina esperta!

    Coleguinha que quer fazer coisa errada, tem que fazer muito bem feito, pra ninguem perceber… Ja que foi “percebido”, azar! Ninguem mandou…

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