Pitacos

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Entendido isso, eu não estou aqui para criar ou alimentar polêmicas. Preguiça destas coisas, ao extremo. Mas pretendo palpitar sobre umas coisinhas que tenho visto por aí, afinal, isso aqui é Pitacos da Pi, eu sou Pi e pitaco é o meu hobby.

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Acho um saco estes memes ciniquinhos. Cinismo é uma forma de arte que muito pouca gente é capaz de dominar. Na dúvida, evite. Mas tive que concordar com o Wonka, desta vez, simplesmente porque é fato. As leis contra armamentos não previnem tiroteios – já que criminosos não seguem as leis.

Toda vez que acontece algum massacre provocado por um babaca que não quer se matar sozinho, o Governo corre para criar uma lei. Mas leis já existem. É proibido matar desde antes dos 10 Mandamentos, inclusive. Armas não matam sozinhas. Pessoas normais não saem matando por aí. E o que leva uma pessoa a sair da normalidade? Uma po**ada de coisas. Bullying, por exemplo.

Nos EEUU, a cultura do bullying é tão difundida que vive sendo tema de filme. Nenhum lhe vem à mente?! “Jovens Bruxas”, “Meninas Malvadas”, “Te pego lá fora”, “Carrie”– já na terceira safra –, entre vários. Rir, apontar defeitos, sacanear, puxar cueca, segregar, machucar, isso é comportamento típico de bullers de escola americana, assim como há os personagens típicos na fauna escolar: os populares (os atletas, as piranhas dos atletas líderes de torcida) e os losers (os nerds/geeks, os freaks, os barra-pesadas, os estrangeiros, os gays ou qualquer coitado que ousa ser diferente de alguma maneira).

Normalmente, losers “bulinados” são os que piram e saem atirando em escolas/universidades. Porque um dia nego cansa de ser humilhado e quer vingança. Ok, ter acesso a armas ajuda a por o plano em prática, concordo. Mas evitar que haja um plano, coibindo a cultura do ódio, não seria mais legal?! Pessoas mais felizes, com menos medo da vida, com mais amor no coração não querem matar pessoas.

Mas, em vez disso, o Governo deles não faz coisa alguma a respeito (se faz, é o mínimo) e a nossa gente, criativa que só, tem importado o American Way of Life versão high school! Temos bullying! E não temos ninguém a quem responsabilizar, chamar na xinxa, apontar o dedo e falar: “resolva”. Porque os pais estão nem aí. Esse povo não anda mais educando os filhos. As escolas  estão nem aí. Filhos mal educados não entendem o que é hierarquia e não respeitam professores ou diretores. O Governo? Se dependesse só dele, nem teríamos escolas!

e69b4de293efb7d84bea351f4ac5eb0eBem assim.

Qualquer dia, nego sai por aí, atirando em inocentes, e o Governo vai querer culpar as armas. Peraí… Já fizeram isso…

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Este país é o Brasil, e explico a você, Juan Arias: é que na última vez que a população se mobilizou efetivamente contra a corrupção, lá nos idos de 1990, acabou criando isso:

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Um dos líderes do movimento Cara Pintada virou um Sr. Cara de Pau. Collor foi eleito, novamente. E, num escândalo mais recente, Renan, que renunciou para não perder os direitos políticos, não perdeu sequer os eleitores. Mobilização pra que?! A maioria continua sem educação, ignorante, interesseira, egoísta, imbecil, corrupta e continua votando em corrupto, porque é aquele que a representa.

Eu sou minoria. Feliciano nem nenhum de seus pares me representa – e na mesma medida. Meu voto não vale, meu protesto não vale, minha mobilização não vale… Esperneio na Internet e, eu sei, isso também não vale.

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sX4R0Eu odeio a palavra homofobia. Não é uma fobia. Você não está com medo. Você é um imbecil.

Verdade.

541bff1491283e24b8014089b87d0df2Eu não sei como as pessoas ficam tão anti-alguma coisa. Preocupe-se com sua vida, cuide de seus próprios assuntos e não se preocupe tanto com outras pessoas.

Isso vale tanto para gays, anti-gays, evangélicos, anti-evangélicos e outros tipos que querem impor suas verdades para os outros. Vivam suas vidas, cuidem de suas almas imortais e deixem os outros em paz. Para que se preocupar com o sabor do sorvete que o outro está tomando?

julia-baxde Júlia Bax

Citando uma das “polêmicas” fabricadas da semana, Joelma – aquela da banda Calypso – disse ser contra casamento gay. Redes sociais em chamas! Morte a Joelma e a sua opinião. O que eu tenho a dizer é: eu sou contra casamento, então, não me casei. Joelma, se for gay, que não se case. Quanto aos outros, casamento homossexual não fere ninguém, tampouco a Bíblia, porque ela é só um livro que, aposto, você nem leu. Se leu, nem entendeu. Se entendeu, nem se casou com a primeira moça virgem que você deflorou. Se casou… Cara, Deus deu livre arbítrio. Quem é você para revogar isso?!

Que a Igreja Católica seja contra o casamento gay, eu entendo. Claro, se o casal gay quiser se casar na Igreja Católica. Porque o catolicismo prega o sexo reprodutivo e gays não se reproduzem com seus pares. Então, os gays não seguiriam o princípio básico do casamento católico: crescei-vos e multiplicai-vos com seu cônjuge, depois de ser abençoado por um sacerdote de Deus – suponho que o mesmo vale para diversas outras igrejas. Mas se for casamento civil, qual o problema?

O problema é que todo mundo quer ter razão, mesmo que seja em relação a algo que não é da sua conta, que não lhe interessa nem lhe faz diferença. Aí, começam as disputas imbecis que fazem as pessoas perderem o foco do que, em termos locais, é o mais importante: o Brasil não é nada legal e é por culpa do brasileiro.

 

Xô, Preguiça!

Faxineira de férias – merecidas. Fui fazer parte do serviço dela no sábado passado. Tipo, varri a casa e passei Sekito com produto de cheirinho. Resultado? Casa não tão limpa, mãos com bolhas. Desisti, vou esperar ela voltar…

Por isso, quando ouço ou leio geral de mimimi sobre o “PEC das Empregadas”, eu pergunto: já lavou uma trouxa de roupa?! A minha, a lavadoura GE lava – até o dia em que a água pura do SAAE irá fatalmente destrui-la, como fez com o lava-louça –, mas não passa. E eu odeio passar roupas, lavar banheiro, lavar as caixas de areia, arrumar cozinha – que envolve a louça, que, ao que me parece, tenho preferido quebrar a lavar, e limpar dentro e fora da pia e o fogão… -, tirar o lixo e um punhado enorme de serviços domésticos. Por que são indignos de ti, Pi?! Não, porque são pesados à beça.

agua-saaeÁgua pela qual o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Itaúna tem coragem de cobrar. Isso saiu diretinho da minha torneira. A que vai bonitinha para dentro da máquina de lavar roupas. Imagina a roupa lavada nesta água – se a lavadoura não pifar, claro – que branquinha que SAAE! Sabão que lava mais branco? Ha!

Minha faxineira é fichada no nome da empresa e recebe todos os benefícios a que um funcionário tem direito. Nem imaginava que empregada doméstica não tinha os mesmos. Mas nem vim aqui para entrar no mérito do “se você não pode pagar, dentro das leis e regras, uma babá para dormir com seus filhos, não deveria cuidar deles por si só, já que são SUA obrigação?”. Vim para dizer que o feriado taí e vou passar para o serviço doméstico externo.

O jardinheiro que contratamos deveria ter vindo no domingo. Não veio e não deu satisfação. Hoje, esse tanto de dias depois, veio pedindo para trabalhar. Dissemos “não”. Já passamos a vergonha de ter um matagal na frente da casa por mais uma semana, vamos resolver sozinhos. Hoje, já comecei a arrancar os matinhos e plantinhas que insistem em nascer no cimento. Dureza. Outro trabalhinho puxado, mas, deste, gostei mais. Dói menos do que faxinar.

Acho estranho que, no Brasil, as pessoas considerem alguns trabalhos indignos, como os de faxineiras, lixeiros, capinadores, garçonetes, atendentes ou cozinheiros em fast food, entre outros. Acho só que são mal pagos pro tanto que são pesados. E são. Se alguém aqui já assistiu àquele programa do chefe disfarçado, “Chefe Espião”, viu que ser subalterno é dureza. O cara do 7-Eleven quase foi demitido do próprio estabelecimento, porque era lento para fazer o sanduíche.

Profissão indigna é político profissional e bandido – quase a mesma coisa. De resto, se é trabalho honesto, é digno. Se bem que, telemarketing… Sei não…

Para acabar com as divagações do dia, um quadrinho que diz o que tentei dizer:

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É isso. E se eu conseguir vencer a preguiça nesse fim de semana, vou ver se me mantenho afastada dela. precisando me exercitar!

Mais polêmico que mamilos!

Mostrar os peitos é tão 2012 – ou 1800, como sugeriu a Luana. A tendência, agora, é mostrar a vulva.

A Folha trouxe uma matéria sobre alguns Tumblrs/blogs criados para enaltecer a vulva, essa perseguida… Acontece que, como atrizes pornô, Panicats, Geisys Arruda e outras grandes formadoras de opinião, no mundo todo, tem feito labioplastia, as mulheres comuns, que não tem grana e coragem de se submeter a uma cirurgia dolorosa e fútil para ter pererequinha de criança, tem se sentido inferiorizadas e traumatizadas, por causa da comparação. Como superar este trauma? Fotografando e postando para o mundo suas vergonhas, acompanhado de um texto fofo de superação.

Dei uma passada d’olhos num deles e, sinceramente, não entendi o drama. Marido, em compensação, ficou horas avaliando, lendo os textos – sei – e se solidarizando com as bucetas. Assim como qualquer nome que venha a ser dado à coisa, ela é feia. É da natureza da genitália. Não existe órgão sexual bonito e ponto. A grande questão é, se seu namorado fica avaliando a sua e constata que ela é feia, duvide da orientação sexual dele – e/ou ria do pinto dele! Aposto que é risível! Se você fica avaliando a sua – num contorcionismo estranho, diante do espelho –  e constata que ela é feia: parabéns, você brilhou! Se você acha que isso é motivo para plástica, pelamor!

Motivo para se submeter a uma labioplastia é ter uma menina que incomoda fisicamente. Existem casos de lábios tão grandes que se machucam durante o ato sexual ou ficam muito sensíveis em contato com as roupas. Em outros casos, a ex-bombada de academia desenvolveu um pequenino pênis e não é mais uma moça. E, é claro, se você vive de aparência e sua racha surge em close para as câmeras, é bom que seja fotogênica!

Mas se você não é atriz pornô nem se encaixa nas outras categorias de “justificáveis”, esqueça isso! Filme pornô é igual Hollywood, onde nada é real. Os peitos, as ereções, a trepada, o gozo, é tudo fake. É de se admirar que alguém exija realidade logo numa xoxota exposta ali. É de admirar que alguém compare o que acontece ali à realidade do dia a dia de pessoas comuns e pudorentas. Se seu namorado cospe em você para lhe lubrificar e você diz “oh, yeah! oh, yeah” durante o ato, bom, vocês precisam de terapia, mas não há necessidade de plástica…

Mulheres normais, saudáveis e inteligentes não se preocupam com a estática da parte pudenda, mas com a saúde e a higiene dela. Homens heterossexuais normais, saudáveis e inteligentes não comparam e põem defeito nos corpos das suas mulheres – se sabem o que é melhor para eles.

As pessoas andam doentes. As pessoas andam buscando problema onde nunca existiu. Como diria a vó Edir: “este mundo está muito enfeitado”. E como diz minha vó Tereza: “não gostou? Come menos”. É… Na época de nossas avós, a busca por uma xavasca estética não tinha espaço para existir.

 

Papo de tia

Acredito que seja ponto pacífico que as moçoilas do FEMEN são ridículas. Mostrar os seios, a bunda, o dedo médio não são e nunca serão forma de protesto válida. Mas, né… Entre ser ridícula e ser condenada à morte há uma longa distância… Ou não?!

Não é argumento válido dizer que a nudez pode ser ofensiva. Dependendo da situação, pessoa toda vestida me ofende, mas engulo o choro – porque já sou adulta e sei que minha moral não serve para todo mundo – e olho pro outro lado. Como marido costuma dizer: “não quer ver estrelas, não olhe pro céu”. Vale para seios na Internet.

O problema é que seios na Internet já causaram a morte de, pelo menos, uma menina: Amanda Todd. Uma história triste, uma morte estúpida, porque pessoas são cruéis. Na Internet, quem tem conexão é rei e compartilhar as misérias alheias – ou criar misérias para alguém – é praticamente lei. Por que?! Vai saber… Algum desses fenômenos da coletividade que me recuso a aceitar. Mas, como eu disse ali em cima, minha moral não vale para todos e, no fim das contas, a vida é assim… O que nos resta? Evitar a fadiga. Sim, o corpo é seu e você faz dele o que quiser, mas tenha em mente:

1. Caiu na rede, não tem volta. Taí a Xuxa que não me deixa mentir…

2. Suas escolhas tem consequências. E não conte que a Lei Carolina Dieckmann vá lhe proteger. Ela é só um paliativo com um nome bobo. O negócio é prevenir.

Sério, mocinha, não se exiba por aí, não faça filminho pornô caseiro – nem profissional. Aliás, não tatue nome – e rostos – de namorados ou ídolos. A vida não é curta, não. É a coisa mais longa que lhe acontecerá! Não faça coisas que, agora, parecem legais, mas que podem trazer dores de cabeça logo ali, na frente. Se quiser mesmo fazer, não vá no impulso. Pense muito bem, pese muito as consequências e converse com alguém (mais) adulto, confiável e responsável – se possível, antes! Você pode ter sorte e tudo terminar bem, mas se você não é Paris Hilton ou Kim Kardashian, não conte com isso como o certo.

Você não pode mais se considerar inocente/ingênua quando há precedentes e informação. A culpa pode não ser sua, como não foi da Amanda, mas quem paga por isso é você. Pense. Não dói e não custa nada.

 

Amargor…

Ando de mau humor. Tanto, que dois posts escritos, corrigidos e ilustrados não entrarão no Pitacos. Tipo, vamos manter certo nível, aqui…

Atualmente, sou uma máquina cuspidora de palavrões. Pensei, até, em ter um “jarro de palavrões”, onde eu colocaria 1 real para cada obscenidade proferida. Marido disse que ficaríamos ricos – e quebraríamos, ao mesmo tempo…

É… Para não escrever nenhum, aqui, vou recorrer a citações, ok? This is me then:

0adae56088e997192c2196dfe011d253Não vejo nenhum bom motivo para agir de acordo com minha idade.

cca25169085df5105e46730f07ec91e1Ser adulto. Se você não está cansado, está fazendo isso errado.

c19cb39651b58386389fdb4850ca1f29Dinheiro não compra felicidade. Mas pobreza não compra nada.

MjAxMi05ZDcwYTVmNmE0MjBkNGZlEm vez de limpar e organizar minha casa, eu “pino” ideias de como limpar e organizar minha casa. A ironia não está perdida para mim.

02c193d6cfea00875540d5d558d8cf5a Algumas pessoas sugam o que há de bom de mim.

173c92c960bb7b7466ecc61c6bf98206Não odeio pessoas matutinas. As manhãs não tem nada a ver com isso.

rxTA7C0mo um bom vizinho, fique por lá

883979_10151304914136610_153253413_oVocê não é bom em nada, mas ainda existem cotas para minorias

c653ea5983995c42e9751119a67efc3cOh, eu lhe ofendi com minha opinião? Você deveria ouvir as que eu mantenho pra mim

f3e4aca14af38ac92e83544ef3890930Não estou discutindo. Estou apenas explicando porquê estou certa.

ce358cb79c7f6c0945f5e0a7109cd07cEstá ok você discordar de mim. Não posso lhe obrigar a estar certo.

be8b24a7bc4905079c8c78e47e803e72Meu coração quer raízes. Minha mente quer asas. Não posso suportar a disputa.

Dilma-Papa

Não é uma citação, mas é uma boa razão para mau humor. E a dona ainda tem recorde de aceitação?!

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Problema.

Acabei vendo o clipe da Taylor por puro acaso, graças a um meme que troca partes dos clipes por uma cabra berrando. Fiquei curiosa e fui ver o clipe original. Que coisa… Rolar empatia com Taylorzinha nunca me pareceu ser possível.

Talvez seja, de alguma forma, reconfortante saber que Taylor Swift, linda, loura, magra, rica e famosa, também come o pão que o diabo amassou com alguns carinhas. Ou, talvez, seja ainda mais perturbador.

Mas mais perturbador ainda é saber que, um belo dia, você vai estar carente e sozinha – ou muito de bem com a vida e cercada de amigas – e um carinha pintoso, descolado, interessante, gostosinho vai mexer com você. Você vai resistir por 5 minutos e, quando perceber, sua vida vai estar de cabeça pra baixo.

Ele vai lhe tratar feito lixo na frente das pessoas, vai lhe largar para trás, muita vezes, mas vai ser uma ternura só quando vocês estiverem sozinhos. E ele é bom, beija bem, conversa sobre assuntos variados, é inteligente, sabe fazer você se sentir especial – quando é do interesse dele. Você vai encontrar inúmeras justificativas para o comportamento escroto dele. Vai até dizer que a culpa é sua! Você vai acreditar piamente que ele se importa e que você tem muita sorte de estar com ele. Você vai fantasiar que ele vai mudar. Por você.

Eventualmente, ele muda, mas nunca é por você, nunca em relação ao que você significa para ele. Porque, sua tola, você é apenas um passa-tempo. Uma bonitinha que ele consegue manipular facilmente, por mais inteligente e segura que você tenha sido até ele chegar na sua vida. Ele não lhe respeita e nem vai começar a lhe respeitar. Não vai.

Sorte sua se ele for embora rapidamente, se lhe trocar por outra, se sumir sem justificativas. Sorte sua se ele sair da sua vida enquanto ainda dá para colar os cacos da sua auto-estima, enquanto você ainda tem como voltar a ser quem era. E, mesmo assim, a recuperação vai ser dura. Você vai rememorar cada dia, cada segundo com ele, tentando entender o que aconteceu, porquê ele foi embora. Vai sair perguntando às pessoas o que elas acham, vai acabar escrevendo poemas sobre “este amor”, vai fazer besteiras, vai rejeitar os caras realmente bacanas e que gostam de você de verdade – porque não são ele.

Se tiver o azar de reencontrá-lo, vai receber as atenções dele, novamente. Ele não quer que você o esqueça. Ele vai ser simpático, muito legal. E vai lhe fazer recair. Corra disso! Corra por sua vida! Corra! Porque, um dia, 20 anos depois, você se pega pensando nele e, de repente, uma lágrima sem vergonha lhe escapa. Triste…

Há meninos que são vampiros das nossas emoções. Isso não é romântico, é doentio. Se identificar um deles a tempo – ah, nunca dá… – fuja!

E, menina, se você nunca passou por isso, lhe invejo até os ossos. Se já passou, não sinta saudades, não busque sentir isso novamente. É fria. Taylor tem toda razão: a pior parte não é perder o cara, é se perder e, isto, nem sempre tem volta.

 

Devaneio

Eu fui chamada de fútil, no meu primeiro ano de Design Gráfico. Era um trabalho faculdade, em que se passava um folha de papel com seu nome e, anonimamente, pessoas escreviam sobre você. Escreveram coisas boas e coisas não muito legais, mas foi “fútil” que me incomodou.

Eu não sou, nem era, fútil. Talvez, na época, eu era bem menos despreocupada com a vida, o universo e tudo mais. Eu tinha tempo para garotos, música e comprinhas aleatórias, mas nunca fui alienada, nunca fui rasa. O que me deixou encafifada foi não entender o porquê daquilo. O que, em mim, transparecia futilidade?

Eu estudei Decoração, antes de Design Gráfico. Os caras costumavam zoar que a gente deveria ser muito burra pra gastar 4 anos descobrindo onde se coloca uma cadeira numa sala. Ok, entendia a piada, eu quase pensava a mesma coisa antes de entrar no curso. Eu não me encaixei no estereótipo vigente, pois, apesar da aula de Prática Profissional ensinar que a gente deveria se vestir assim e se maquiar e pentear assado, eu era – e sou – uma mulher de cara limpa, óculos escuros, calça jeans, camiseta e, se possível, um bom coturno. Nem unha eu fazia. Nem brinco eu usava. Nem cabelo eu penteava. Como minha avó diz, uma desleixada – talvez, por isso, não trabalhe na área. Onde se encaixa, visualmente, o conceito de fútil nisso? Porque de uma coisa eu sabia: ninguém que já tivesse conversado comigo havia escrito aquilo.

Nove anos depois, descobri, graças ao Face, quem me chamou de fútil. Um amigo postou uma foto de macro duma mosca, no Pinterest, e comentei que era “tão linda que dava pena bater nela com o jornal”. O pin e o comentário foram parar na minha página, no FB, e o babaca comentou: “bate nele com a Vogue”. Ok, me chamou de fútil novamente. Não que ler Vogue seja futilidade, mas o tom, a sugestão de “até parece que você tem jornal em casa” mostrava que era o que ele pensava. O estranho é que a mulher do cara é “designer e vendedora de semijoia”. Poha, isso é raso. Semijoia é bijou cara e só. Não é joia, não é bijou, é futilidade de quem gosta de pagar caro no que pode ser barato. E eu é que sou fútil…

A prática de se sentar no rabo para criticar o outro é bem comum. Eu faço isso, também, mas conscientemente – e com certa vergonha. Mas o cara é um “homem de Deus”, evangélico praticante, cheio de moral e me espanta como ele poderia ser tão fútil em me julgar sem nunca ter tido qualquer curiosidade em me conhecer… Não que evangélicos tenham que ser “pessoas diferenciadas” – seja lá o que isso signifique –, de modo geral, mas ele se considera assim. Sei lá, soberba é pecado capital.

π Day

Hoje é o Dia do Pi e, segundo li no Wiki, a data corresponde a “3/14”, que é a notação norte-americana para data, já que 3,14 é a aproximação mais conhecida de π. O auge das comemorações acontece à 1:59 da tarde (3,14159 = π arredondado até a 5ª casa decimal).

Pi é phoda! Pi é demais! E viva Pi!!

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Feliz aniversário para mim

Então… Graças à tecnologia, me livrei dos incômodos telefonemas de aniversário e recebi mensagens de “felicidades”. Mas, enquanto até gente que não me conhece – mas é meu amigo em FB. Pois é, eu também sou dessas – me desejava “tudo de bom”, eu fiz de tudo para não realizar nenhum dos votos. “Saúde” e “felicidade” foram os primeiros a serem derrubados.

Primeiro, acordei com enxaqueca. Das completas, com direito a náuseas e tudo mais. Depois, comecei a empolar. Alergia, de novo? Pois não é que a pessoa, aqui, me resolve ter uma urticária – completa, com direito a angioedema nos olhos – assim, sem quê nem porquê?! Eu mesma! Essa pessoa…

39 anos. Sem festa, sem bolo – no dia seguinte, a Katz me fez o melhor bolo de laranja da vida!! -, sem jantarzinho especial, sem Absolut Tune, sem alegria, sem o pombo que o Will me trouxe – ele conseguiu escapar, obrigada!

Mas, enfim… Obrigada àqueles que se manifestaram de coração, aos que só fizeram por “obrigação”, aos que não se sentiram em obrigação de desejar nada – e não desejaram -, aos que até desejaram, mas ficaram com preguiça de mostrar. Ano que vem tem mais e prometo ser uma menina mais boazinha – comigo.