Discriminação

Meu amigo Aaron comentou que não é muito inteligente se referir a alguém com albinismo como “cotonete” – este, especificamente – ou “empoado”. Não causa boa impressão.

De fato, apesar do cara já estar com 30 anos e ser superbem resolvido, ele ficou chateado. Eu, aos 39, ainda fico bem puta em relação aos comentários pejorativos relativos a minha cor – ou falta dela.

Quando a gente é criança, e uma criança diferente das outras, a vida não é fácil. Meu adorável primo – a quem eu realmente ainda odeio – me chamava de leite azedo. E sempre havia alguma criança “engraçadinha” para me perguntar se tomei sol de peneira, se fui esquecida na chuva e enferrujei ou se fui cagada por mosquito. Um pediatra caiu na burrice de me perguntar se eu já havia tentado ligar os pontos. Óbvias referências às sardas. E eu odiava minhas sardas por causa dessas coisas. Também havia a célebre pergunta: “você está de meia-calça branca?”. Ah, entendi, minhas pernas são realmente brancas.

A questão é que ser branco, negro, albino, ruivo, orelhudo, japa não são escolhas pessoais. A gente nasce assim e pronto. Eu sou superbranca porque minha genética não me permite ser de outra forma e, se eu tentar, eu vou ser supersardenta com câncer de pele. Simples assim. Ficarem me incomodando por causa disso não muda meu fenótipo, mas poderia abalar a minha autoestima.

Para ser bem sincera, não há autoestima maior do que a minha. Marido reclama que é um excesso, mas me serve bem. No entanto, demorei uns 29 anos para me sentir bem na minha pele, literalmente. E precisei dele me dizendo o tempo todo que as minhas sardas eram lindas e que minha brancura era legal.

Vivendo num país tropical que supervaloriza o bronzeado, ser branca é uma ofensa pessoal aos outros, ao que me parece. Apelidinhos e essas perguntinhas bestas são uma forma horrorosa de discriminação, porque estou sendo julgada por algo que está muito além de uma conquista pessoal ou uma escolha. É o que eu sou e não tenho como mudar – e nem quero mudar. Julgue-me – e condene-me – pelos meus atos, pela minha personalidade insuportável, pela minha falta de finesse, pela minha arrogância/prepotência, pelo meu sarcasmo exagerado. E eu aceitarei bem. Ouse julgar-me pela cor das minhas pernas e eu chuto o seu saco – tendo um ou não.

OMfuckingG!!

Oh… My… Gosh!!!

Aaron Nordstrom is my BFF!! Not really. He only accepts me as his friend in Facebook. Ok, no big shit happened, but I’m so glad anyway!!

Yeah… I know I’m really old to be a fan, but this guy is awesome!! Gemini Syndrome is awesome. The Synners are awesome!! Life is good!

Screen Shot 2013-08-30 at 13.10.37

It’s my party

Sim, sou dessas que passam dias sem escrever uma linha e, quando resolvem aparecer, saem três posts de uma vez. Mas, como dizia a Lesley Gore, “It’s my party”.

Este post, de fato, serve apenas para dar esperanças, para contrapor às pessoas insuportáveis do mundo! Há pessoas boas, bacanas, lindas e chuchuzinhas!! Pessoas para as quais se pode prometer amor eterno! E elas também frequentam redes sociais!

Estava eu vagando pelo Synner Circle of Friends, uma página sobre o Gemini Syndrome, vendo figurinhas, quando começaram a comentar as músicas do novo disco da banda. Choraminguei que eu queria muito o EP de 2011. Então, o supersimpático Ryan McKenna me ofereceu mandar as músicas por e-mail. Pirata? Não! O pessoal da banda fez o EP independentemente e vendeu aos montes. Depois que assinaram com gravadora, não se acha mais o bendito. Daí que o disco sai dia 10/09 – e eu já comprei o meu!!! – e não haverá duas músicas do EP nele. Sem contar que as versões são diferentes – porque gravadora adora dar pitacos nas coisas. Pois é, a banda autoriza a divulgação desse material e ele foi fofíssimo em disponibilizá-lo para mim! “Não custava nada”, você pode argumentar. Mas quantas coisas que não lhe custam nada e você se recusa a fazer?

Fiquei tão imensamente feliz que nem estou ligando para a enxaqueca galopante que me assola o lado esquerdo do cérebro. Tão feliz que vim aqui compartilhar felicidade! Tão feliz, mas tão feliz que… Nem sei.

P.S.: mas sei é que a imensa maioria de frequentadores do blog ou de aventureiros que passam por aqui não está nem aí para Gemini Syndrome. Mas, “it’s my party” e eu estou imensamente apaixonada pela banda. Adoro as letras, adoro as vozes, adoro os integrantes, adoro a sonoridade, adoro as referências musicais deles – Tool!! Opeth!! -, adoro o bom-mocismo do Aaron. Adoro a mãe dele! Acho tudo bom, estou gostando de tudo. E, com certeza, eles aparecerão aqui algumas vezes, em meio aos meus faniquitos de pré-adolescente de 40 anos.

Chuta que é macumba

Fábio Coala escreveu no Facebook do Mentirinhas: “Diz que é ateu, mas tem medo de macumba”.

Comentei: “Ser ateu é não acreditar em Deus. Tá valendo acreditar em macumba”.

Aí, uma tal de Jana me responde: “Na macumba tbm tem Deus,não é Jesus Cristo,mas é Deus. Ser ateu é não acreditar em Deus nenhum!” (sic)

Ao que replico: “Mas posso acreditar numa macumba sem deus nenhum. Liberdade de credo está na Constituição!”

Eu não iria perder meu tempo – mais ainda – explicando para ela que macumba não é sequer o termo usado pelas religiões de Candomblé. É, de fato, um termo pejorativo que designa feitiço, despacho, ebó! Fazer trabalho contra alguém. Tipo, onde Deus entra nisso? Mas…

Daí, uma tal de Isabella se mete e me diz: “e incoerência está no Aurélio”.

Incoerência, incompetência, ignorância, imbecilidade… O Aurélio está repleto de palavras. Bonito de se ver. Agora, me conta uma coisa, você que acredita em Deus, se Ele é perfeito e pode ser incoerente, assim como a Bíblia – que supostamente, é o livro dEle – o é, por que logo eu, uma criatura cheia de falhas, não poderia?! E por que essa gente cheia de soberba no coração – e ainda cabe Deus? Aliás, soberba não é pecado cabeludo? – tem essa mania chata de se achar no direito de julgar os outros?

Minha gente, mais “cada um com seu cada um”. Menos “com o cada um dos outros”, certo?! Isso vale para religião, sexualidade, preferência musical, gato ou cachorro, etc. Isso vale para a vida! Vamos ser menos insuportáveis?! Vamos?! A coisa se chama rede social. Vamos nos socializar em vez de antagonizar.

1… 2… 3… Valendo!!

Vida besta

Minha avó me ligou, nesta terça, para dizer que sonhou comigo, mas que não se lembrava sobre o que era, então, resolveu descobrir se eu estava bem. “Não, estou trabalhando e odeio isso”, eu disse. Ao que ela respondeu: “deveria ter aproveitando quando você era bonita e se casado com um homem rico”.

Meu marido ficou puto com isso – e eu é que fui chamada de feia – e disse que nenhum homem rico me toleraria – mais ofensas… Mas o negócio é: se eu fosse mulher talhada para casar com homem rico – ou até mesmo ter um caso com um – eu não seria quem eu sou. Eu seria tolerável, no mínimo.

Pensando bem, se a pessoa não tem o talento para se casar com cara rico, esse passa ser um dos trabalhos mais árduos do mundo. Bem remunerado, pode até ser, mas muito difícil. E eu não quero TER QUE trabalhar.

Infelizmente, não fui talhada a nada, a não ser a ser uma questionadora, resmungona e infeliz. E, para ser sincera, eu bem gosto de ser assim, já que nunca tentei mudar. Ser feliz não me interessa. Eu só não queria TER QUE trabalhar. Essa poha não enobrece nada. Ao contrário, empobrece – em aspectos mais nobres do que dinheiro -, toma tempo – de dormir, de aprender, de se divertir, de ser criativo -, gera estresse. E para quê? Conseguir – a duras penas, diga-se de passagem – pagar as contas no fim do mês?

Eu só condeno os vagabundos, os encostados, os à toa por pura inveja. Desdém de quem quer comprar.

Há quem argumente que ficar à toa cansa. Nunca me casei. Em todas as vezes que tive a oportunidade, abracei a causa e curti muito! E, mesmo assim, não TER QUE trabalhar não é sinônimo de ficar à toa. Plantar árvores, cuidar da horta, vacinar as galinhas, arrumar o armário, se atualizar em True Blood, ler, escrever, se voluntariar em alguma causa na qual acredita, aprender matemática são atividades – para as quais, infelizmente, não tenho tido tempo e/ou disposição.

E, daí, quando li isso no Pinterest…

668e74281d2e138d4fd1e4c475bd7630Alguma vezes, Deus não muda sua situação porque Ele está tentado mudar seu coração.

… Fiquei pensando: será que eu trabalho porque Deus quer mudar meu coração de “batendo” para “infartado”? Só pode…

Sou eu?

De uns tempos par cá, eu e Juliana Cunha não estamos nos entendendo. Tá, que ela nem nunca soube que eu existo, mas eu sigo o blog dela e gostava da leitura, mesmo quando não concordava. Mas, sei lá, faz um tempo que tenho sofrido ao lê-la.

Tudo começou com as manifestações. Jabour falou mal e voltou atrás. André Dahmer duvidou de tudo. Juliana resolveu ir às ruas “investigar” e acredito que o ângulo no qual ela se posicionou nessas ruas deixou as coisas meio distorcidas.

Pode ser porque eu, particularmente, gostei muito de ver as pessoas nas ruas, protestando, e não me apeguei a detalhes e nem acreditei que as manifestações só eram válidas se fosse “definida a causa”, já que são causas, várias e intermináveis. Pode ser que eu seja menos cínica e insensível do que eu imaginava. Pode ser que ela seja mais “pé no chão”. Poder, pode, mas eu não só não concordei, como não gostei do tom.

Depois veio o post sobre a “blogueira da Capricho”. Juliana viu cabelo em ovo. Fez tempestade em copo d’água. A questão não era se a mocinha é ou não famosa o suficiente para entrar de graça na “balada” ou a relevância da Capricho, mas a tentativa frustrada de uso de um poderzinho que ela achava que tinha, enquanto criticava o poderzinho do outro. Foi a carteiradinha. A corrupçãozinha nossa de cada dia. Tudo isso, sentadinha no próprio rabicó.

Eu achei as críticas contra a blogueira, na sua maioria, muito criativas e divertidas. E se blogueira ainda não sabe como a Internet funciona, coitada… Para sorte dela, a Internet não tem essa memória toda e logo aparece mais alguém para se pegar no pé. E, convenhamos, ela fez por merecer ser o “judas em sábado de aleluia” da vez.

Aliás, alguém se lembra dela?!

Por fim, a questão da TPM.

Eu não sei das mulheres e das meninas, eu só sei de mim. TPM e Dove, com seus discursos “politicamente corretos”, não me representam, porque, sim, são só discursos. Tão irreais quanto as fotos retocadas no Photoshop que usam nas “campanhas”. Nem quando eu era tola e adolescente, revistas me definiam. A Capricho nunca me representou, por todos os argumentos da De Chanel, mas, principalmente, porque meninos não me interessavam tanto assim para eu me preocupar com o que eles pensam sobre coisas de meninas.

Não discordei da Juliana, desta vez. Para mim, discurso foi totalmente coerente, mas, mais uma vez, pecou pelo tom. Talvez porque eu não seja jornalista e não me sinta obrigada nem sequer a olhar para a TPM, Nova, Cláudia ou qualquer outra revista “feminina” – mas sou “publicitária” e sou obrigada a conhecer as propagandas bestas de Dove – e, portanto, me é tudo muito irrelevante.

Ou, talvez, seja o fato deu estar de saco cheio das mulheres colocando a culpa nos homens, na TV, nas revistas, na moda, na indústria de cosméticos, na puta que as pariu, mas nunca aceitando que a responsabilidade de se deixar influenciar por tudo e qualquer coisa, que a tendência a desejar tudo o que vê e a querer ser o que não se pode ser é pura futilidade e falta de algo realmente importante para se fazer. Ou ser. Mas, acima de tudo, é uma opção.

Fodam-se os padrões estéticos do momento, eu não vou colocar Botox na beiça. Eu não vou pintar meus cabelos brancos. Eu não me obrigo a ser magra nem a ter um parceiro sexual para ser aceita. Eu não me bronzeio. Eu não tenho nada na moda, de marca chiquezinha ou invejável, porque não posso e não quero. Eu tenho 39 anos e uso bolsinha de urso da GAM e camisetas divertidas da Camiseteria, porque me identifico. Eu não uso palavras como “balada” nem invejo a Alice Braga, cool e rica, na capa da revista. Eu rio das pessoas que aparecem em Caras. Faço uso de Photoshop nos meus pequenos defeitos que não quero “eternizar” numa foto que poderia ter ficado bonita, mas não tiro foto com iPhone em frente ao espelho. Aliás, nem tenho iPhone. E eu não aceito que tantas mulheres sejam infelizes/imbecis porque a Editora Abril disse para serem assim.

Agora, se você consegue e gosta de ser uma “mulher TPM” – ou seja lá a revista que lhe defina -, bom também. Vou continuar não lhe invejando em nada e me sentindo melhor do que você enquanto pessoa humana! Recalque? Parafraseando o Fábio Coala, “não sou médico para cravar diagnóstico”.

É… O problema sou eu, não a Juliana.

Gemini Syndrome

Marido disse que eu redescobri música com o Deezer. Na verdade, eu redescobri música com o System of a Down, que, via Facebook, indicou a banda Gemini Syndrome. Foi amor à primeira audição, à primeira vista, ao primeiro clipe. O vocalista é albino, lindo de viver. Um anjo caído. Que voz! Deezer só veio depois e, basicamente, porque eu precisava de Gemini Syndrome em doses cavalares.

Passei um domingo inteiro ouvindo Stardust. Inteiro. Em looping eterno. E não me cansei, não enjoei da música. Ao contrário, quero mais! Quero clipe! Quero MP3, CD, blu-ray, DVD do show, quero show, poster e camiseta!

gemini

“Look at the wake, from the stardust pouring from your eyes.
It’s no mistake, you are perfect. You are perfect in my mind.
And you won’t fade away.”

Ajude 4Patinhas

Postamos nosso primeiro trabalho para o 4Patinhas no Facebook da agência e alguém comentou: por que vocês não oferecem trabalho pra ONG de Itaúna que cuida de bichos? Não respondi. Não, ali. Mas, aqui, meu espaço, só meu, eu posso falar: porque não!

Lembram da Pretinha? Pois é. Antes do Paulo veterinário mandar seu pessoal para buscá-la e arranjar um dono para ela, eu havia recorrido à tal “ONG”. Expliquei que eu tinha gatos e uma cachorra doente e que não poderia ficar com a Pretinha aqui, mas que eu pagaria pelo Frontline, banho, o que fosse, desde que me arranjassem um lugar para ela ficar. Resposta deles: “não”. Disseram que teria feirinha de adoção em duas semanas e que, daí, eu a levasse lá.

Depois apareceu a Guapa no pé de abacate. Tudo bem que a Guapa é o meu maior amor de todos! Ela é a gata mais bacana, louca, doce e necessária da minha vida, mas não era para ser. A gente pediu pra “ONG” colocar fotinha dela no Facebook, anunciando a doação. Só isso. Mandei a foto num post, só compartilhar. Nada, nem resposta.

Pra fechar, pedi para eles uma gaiolinha de captura de gato emprestada. Contei que havia uma gatinha abandonada morando no meu quintal e que ela estava apanhando dos meus gatos e que eu queria pegá-la, mas ela era muito arisca, etc. Duas semanas depois, responderam que não poderiam ajudar.

Eu não acredito em ONG que não ajuda, que não pode, que não tem tempo, que não quer. Eu acredito no 4Patinhas, que faz, mostra, apresenta as contas, o antes e depois. E eu doo o meu tempo, meu trabalho, meu parco talento para quem merece.

E se você está no Rio, doe também:

cartaz

Dia do Gato

Hoje é Dia Mundial do Gato – celebrado todo dia 8 de agosto desde 2002 e foi definido pela International Fund for Animal Welfare (Fundo Internacional Para o Bem-Estar Animal).

Em homenagem aos meus, eu trabalhei muito para pagar os quilos de ração que eles comem todos os dias, as bolinhas e os ratinhos de brinquedo, a conta d’água – que tem que ficar ligada o dia todo para eles beberem -, os rolinhos adesivos de tirar pelos das roupas e os lençóis que eles destroem! É, eles merecem.

Parabéns para eles!!

willWill, coisa mais linda desta vida!

Meio que vegetariando

Não tomo uma Coca Cola há bem mais que 20 anos. Refrigerantes, em geral, voltei a tomar há 10 anos – vai saber porquê. Mas passei 10 sem tomá-los e já estou dispensando-os, novamente!

Palmito não entrou na minha dieta por uns 15 anos. Desde que vi uma palmeira tão linda e robusta ser derrubada para virar uns poucos centímetros de palmito. Hoje, como, às vezes.

Fiquei uns 5 anos sem tomar chá mate – o único que eu realmente gosto. Foi por causa de denúncia de trabalho infantil envolvendo os coletores do chá… Era muito difícil tomar o chá com a consciência tranquila, depois de ver os pequeninos carregando aquele peso todo.

Consegui a façanha de ser lactovegetariana por 6 meses. Influência de uma amigo hare-krishna. Não durou mais porque eu sonhava com quibe todas as noites, engordei horrores, minha avó ficava no meu pé e estava ficando difícil comer fora ou em casa, por falta de opção e implicância… Pessoas são chatas com os vegetarianos.

Mas as coisas mudaram! 1. Sou eu que faço a minha comida, hoje em dia. E, apesar de gostar do gosto e da textura, acredito que posso passar bem sem carne. Estou há dois dias e meio sem carne e nem morri. 2. Ser vegetariano não é mais ser um pária. É até legal! 3. Internet! Achei receitas incríveis – a maioria ovolactovegetarianas, mas eu não pretendo parar com o leite e os ovos. Leite só das cooperativas locais. Ovos, só os das minhas galinhas!

O objetivo é, realmente, não compactuar tanto com o sofrimento animal e a devastação ambiental. É fazer parte da solução, mesmo. Claro que não posso obrigar meu marido a seguir minha dieta nem vou dar ração vegana para meus bichos. Eles são carnívoros e têm o direito a sê-lo.

Eu já não uso couro ou cosméticos que se utilizem de matéria-prima animal – ou que façam teste em animais, né, Avon? – há um bom tempo e me viro bem, assim. Deixar de comer carne é só mais um passo. Vegana, eu nunca serei. Não posso me limitar tanto. Gosto do mel do Tio Murilo – retirado com carinho e mínima perda de vidinhas -, gosto de ovos, gosto de estar vacinada.

Então, tá. Boa sorte para mim! E que carne seja minha nova Coca-Cola.