Poeminha

Era uma vez e eu sabia Português. E era bom! E eu fazia revisão de textos. E era muito bom!

Certo dia, revisei um livro de poemas do Lúcio de Lourenzo. Não sei se ele o publicou. Espero que sim! Me apaixonei por um poema e o copiei na minha agenda (Bruxa Pascoalina 2001). Também não sei se ele me deixaria postá-lo aqui, mas vou arriscar:

eu não sei o seu nome e chamo
eu não lhe conheço e amo
espero espero não canso e me apavoro
por ansiedade ou espanto
de na sua vida não ser centro
mas canto

Ser canto é foda…

 

Dia da Consciência Negra

Dia 19 de Abril é Dia do Índio. Dia 18 de novembro é Dia de Celebração do Albinismo. Hoje, é Dia da Consciência Negra. Meu discurso está aí, por todo o blog, e não vou repeti-lo. O negócio é: hoje é Dia da Consciência Negra em se concordando ou não. Estabeleceram isso, firmaram em cartório e algumas cidades até comemoram com feriadão! Infelizmente, aqui a gente tem que trabalhar…

Hoje é Dia da Consciência Negra e não o Dia de Se Tirar o Racismo do Armário. Também não é o Dia de se Resmungar que Sua Cor de Pele Não Ganhou Um Dia Só Dela. Não é o Dia de se Jogar na Cara do Negro o Sistema de Cotas Raciais. Não é O Dia do Mimimi em Redes Sociais – aliás, este dia é todo dia. Ou seja, hoje é dia de fazer exatamente o contrário do que está sendo feito por aí.

É dia de você questionar o porquê de ser necessário um Dia do Orgulho Negro. Aproveita e se questiona por que ainda existe racismo e se você tem atitudes racistas em outros dias do ano, também. E não me venha com a balela de “somos todos iguais”, porque somos todos diferentes e de forma muita mais ampla do que a simples cor da pele. E aceitar as diferenças faz bem. É um bom começo.

Talvez, um dia, a gente evolua a ponto de não ser mais necessário dedicar-se um dia somente para a reflexão. Daí, não precisaremos de Dia do Índio nem de Celebração do Albinismo ou da Consciência Negra, assim como do Dia da Mulher ou do Homem, etc. Mas, até lá, pense. O Dia da Consciência Humana já é todo dia. Use-a. Homenageie-a.

Eu queria ficar no FIQ

fiqFIQ!

A Internet é uma terra mágica que nos conecta a todos. E colher os frutos desta conexão é o que há!

Adoro as tiras do Coala. Adoro o trabalho dele, mas adorei, acima de tudo, conhecê-lo pessoalmente. Pensa: eu, um quadradinho numa rede social, ser reconhecida pelo outro quadradinho. Mas, não qualquer quadradinho! Um quadradinho que eu admiro! “Você tem um gato cinza!”

Sr. e Sra. Coala são as duas pessoas mais fofas, simpáticas e cute-cute da vida! Eu e marido ficamos conversando com eles como se fôssemos melhores amigos! E eu me senti simpática! Eu! Simpática!!

familia-coalaMarido, Sr. Coala, eu – fotogenia, a gente se vê por aí… – e Sra. Coala. casalmaislindodedeuscutecutejatocomsaudades

Queria poder ir a FIQ todos os dias – termina domingo – só para continuar fazendo de conta que eles são realmente meus amigos! Queria ter um apartamento no Guarujá só para pegar elevador com o Coala em dia de chuva!!

O estande da Webcomix foi meu paraíso pessoal. Comprei bastante, lá. E viciei nesse negócio de pegar autógrafo em livros. Desenhista desenha no autógrafo!! Como não amar?! Mas apesar de ser o estande do Carlos Ruasídolo mor, pelo que percebemos – , Guilherme Bandeira, Marcos Noel, Digo Freitas, além do Coala, não foi o único paraíso que encontramos!

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02Comprinhas… E minha bolsa de galinha, um sucesso!!

autografosAutógrafos!!

Marido nadou de braçada no estande The White Russian Society. Parecia menino pequeno com os livros dos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon e do Gustavo Duarteuma simpatia! – nas mãos, pedindo autógrafo! Eu gostei mesmo foi do Murilo Martins! Achei os livros muito criativos e comprei I’m a German Shepherd com muita alegria no coração!

wrs-fiq2013

No Balão Editorial, fiz a festa! Comprei todos os livros do Estevão Ribeiro que haviam lá, além da pelúcia do Héctor! Viciada, fui atrás do meu autógrafo!

Estevão é meu amigo de Facebook, e é tão meu amigo, que nem perguntou meu nome na hora do autógrafo. E lá se foi com “Para Beatriz”.

beatrizMeu nome é Patrícia, mas poderia ser Beatriz!

Gafe?! Que nada! Morremos de rir! Somos amigos o suficiente para não nos importarmos com bobagem e ele se saiu bem: “melhor errar seu nome do que o da minha mulher!” Concordei, claro!

Gafe, quem cometeu fui eu. Duas!

Depois de mais de uma hora procurando pelo Orlandeli, fui atrás do Vitor Cafaggi para saber se ele sabia onde o cara estava. Sabia! Enfim, alguém sabia! Porque o negócio foi sério: ninguém no FIQ, seja organização, produção ou voluntário, NINGUÉM conseguia me dizer se ele estava num estande ou numa das inúmeras mesas. Mas ele e o Vitor são amigos e, aleluia, mesa 25.

Chegando lá, soltei: “Orlandeli, você precisa ficar famoso, porque ninguém sabe quem é você”. Simpática, né?! Fofa! Brilhei infinitamente! E só me dei conta do quando eu fui escrota quando eu cheguei em casa!

Se algo justifica tamanha falta de noção, é a própria falta de noção, em si. A Internet aproxima e a gente se sente realmente próximo, íntimo a ponto de fazer comentário idiota sem achar que isso pode ofender. Eu, falando com um cara que nunca me viu mais gorda, como se ele fosse tão meu amigo que me perdoasse pelas minhas indiscrições…

A gafe 2? Com o próprio Vitor. Ele foi meu colega de faculdade e foi sócio do meu marido, na primeira agência dele. E o cara é meu amigo – distante, vá lá, mas, pelo menos, a gente se conhece em carne e osso há mais de dez anos.

Encontrei com ele algumas vezes, fui atrás dele para me localizar outro autor e simplesmente me esqueci de comprar o livro dele. Eu queria? Sim! Valente é fofo! Fui ao estande para isso, duas vezes, mas ele estava com uma fila imensa de autógrafos e eu não quis esperar. Pensei em voltar depois e… Esqueci do caso! Sou um monstro!!

Justifico que eu estava inebriada de HQ! Não estava com minhas faculdades mentais em plena função! Tanto que, hoje, acordei com ressaca.

Arrependimentos? Claro: voltei para casa sem Valente por Opção, com vergonha do Orlandeli, sem ter conhecido o Laerte – que, ao que parece, só vai no domingo – e com a capacidade só minha de ficar horrorosa em todas as fotos! Mas me diverti a valer e, daqui a dois anos, tô batendo ponto lá, novamente.

Este FIQ acontece na Serraria Souza Pinto, em BH, até domingo, dia 17. Se estiver por perto, vá! A entrada é gratuita e os livros são muito baratos! Ah! Estacione direitinho, porque a polícia não poupou multas!

God – Keep being awesome!

Encontrei Deus no Facebook. É uma página de humor, mas não é baixo nível, é de muito bom gosto! Não fica de zoeira com as fés evangélicas, como se costuma fazer no Brasil, mas fala de fé de forma leve e divertida. Para começar, a descrição da página:

“Às vezes a verdade não é boa o suficiente. Às vezes as pessoas merecem mais. Às vezes as pessoas merecem ter sua fé recompensada.”

A ideia é ótima, mas corria-se o risco de ser mal executada. Não o é. E Ele me ganhou com posts como estes:

1456008_562761213811586_36591696_nTer fome não é pecado. Demonizar os pobres, é.

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HUMANO – Oi, “Deus”, eu tenho uma pergunta. Você acha que se gay é pecado? Recentemente, andei questionando minha sexualidade e descobri que eu amo homens. E eu sei que nasci assim. Mas há tantos cristãos cheios de ódio hoje em dia, como os “Westboro Baptist Church” que tentam e me me deixam mal. Eu me sinto sozinho e mal, agora… E, bem, eu sinto que preciso de uma pessoas para conversar. O que eu faço? :-(

GOD – Não é um pecado de forma alguma. O maior pecado é tentar viver sua vida para se encaixar no conceito estreito de alguém que não se importa se você é feliz ou não.

Você tem uma vida curta. Você tem que ser verdadeiro com você mesmo e encontrar o amor que se seja o certo para você.

Oh, e os “Westboro Baptist Church” são um bando de lunáticos. Sério. Eles têm problemas mentais. Não deixe que nada daquilo que eles acreditam afete você nem um segundo da sua vida. Continue sendo incrível!

Este é um Deus que aquece o coração e mantém minha – pouquíssima – fé na humanidade viva!

E eu digo “Amém!”

O gato é meu!

Um tempo atrás, por causa das inúmeras postagens sobre abandono de gatos pelos motivos mais imbecis, traduzi um post do Geminites para o 4Patinhas e coloquei na página destes. Tudo lindo, até que alguém da patrulha do politicamente correto para gatos comentou: “Só achei errado a frase final…’não sou seu gato’…ele nunca foi e nunca será, não somos donos, somos companheiros nessa vida.”

gato

Acho uma bobagem esta história de não ser o dono de um gato. Por que não? Eles nem se ofendem com semântica. Gatos são seres vivos, mas, perante a Lei, podem ser propriedade. Os meus não são livres e independentes. Eu não os deixo ser!

Mas há situações em que você se vê como o dono do gato, mas ele não é seu.

O gato não é seu quando você o alimenta com restos de comida e não se importa em comprar ração e petiscos de qualidade, com baixo nível de sódio, que não tenham sido feitos na China, para que ele viva muito e bem.

O gato não é seu quando você não o castra, porque é um miserável mão-de-vaca que não se importa se as consequências disso forem tumores, brigas violentas na vizinhança e bebês.

O gato não é seu quando você não se certifica de que ele está em segurança na sua casa, que, não por acaso, deve ter tela nas janelas e/ou proteção nos muros e árvores.

Não é seu quando você não o vacina, não cuida da saúde dele. Quando você vai à farmácia comprar paracetamol em vez de consultar um veterinário.

Definitivamente, o gato não é seu quando você não se dedica a ele o suficiente para que ele o seja.

Os meus gatos são meus! E para sempre.

Uma semana boa

Semana danada!

Começou com coleguinha de trabalho nova! Realizando o sonho de tê-la conosco!! Espero que ela goste da agência tanto quanto a agência gosta dela!!

Terça, tivemos que ir à BH. Aproveitei para comer hambúrguer, no Eddie, para matar vontade! Que delícia de hambúrguer de soja! Nem acreditei que o fosse! Valeu cada caloria e cada centavo! Muito bom!

Depois de alimentar o corpo, fui alimentar a alma. Comprei uns livros, inclusive o Manual Prático de Bons Modos em Livraria, e fui ultra-bem atendida pelo livreiro. Coisa linda!

Quarta, fomos fazer happy hour no Gula e Gole. Quanto tempo fazia que eu não bebericava com os amigos durante a semana! Foi muito muito bom! O atendimento, a comida e a caipiríssima estavam excelentes! Vou querer repetir a dose mais vezes.

povo-lindoEta, povo desfocado!!

Quinta, apesar do soninho, fiz trabalhos bacanas para clientes bacanas! Tão bom trabalhar para quem aprecia o trabalho da gente!

Hoje, o dia começou com brigadeiros! E bolo de cenoura! E foi um dia daqueles que passam rapidão, de tão bom que estava!

Semana que vem tem sessão de fotos de comida!! E FIQ!!! E feriado!!!!

Pintos – Parte II

Eu falei que ninho coletivo não prestava. Mais de 50 ovos abortados, sem exagero! 4 pintinhos sem saber a quem recorrer na hora da comida, do frio, do sono. Perdidos, indo de galinha em galinha. Galinhas fazendo “up, up, up” para o vazio. E eu recolhendo certo pinto para dormir em casa todo dia.

Hoje, eu não resgatei pinto nenhum. Ficou fazendo hora com minha cara durante 5 dias. Agora, ele que se vire. Amanhã, vamos colocar ordem no galinheiro! A bagunça vai ter que acabar.

enjauladosPintos ingratos, na gaiolinha, para passar a noite fria e sem mãe.

Rei do camarote

Parece que a boa do fim de semana foi rir do tal “Rei do Camarote”.

Eu não ri… Confesso que me deu tristeza, vontade de dar um abraço nele e dizer: “vai passar”…

O cara me pareceu tão… Triste. Sozinho. Inseguro. Imaturo. Bebendo champanhe porque “são status”, quando ele prefere vodka. Tendo coisas somente para agradar aos outros, para despertar inveja, cobiça, desejo. Dançando sem querer dançar. Indo pra “balada” pagar merenda pra galera!

(Aliás, as palavras “balada” e “galera” ainda são usadas? É old school, tipo “curti”… Ah, é tão démodé! Daqui a pouco, vai ter gente trazendo “cocota” e “chuchu beleza” de volta.)

“Já transei com mulher na balada. No banheiro” foi o ápice do meu dó… Ai… Coitado…

Não senti inveja dele, não ri da sexualidade dele nem do ridículo prestado. Só pensei: “era tão pobre, mas tão pobre, que só tinha dinheiro”… Deve ser de Itaúna…

Pintos

Dos 11 pintos salvos, restam 5. Isso, porque já salvamos um deles várias vezes. Sempre ele, o menor. Duas vezes da hipotermia e, do abandono, mais um monte. Ontem, mesmo, depois da galinha-mãe ter subido para a árvore com 4 pintos, esse ficou pra trás e lá fomos nós recolhê-lo para uma noite protegida, dentro de casa. Aposto que hoje à noite vai ser a mesma coisa.

pintos-da-mae Miudinho escondidinho atrás dos irmãos

Li que as galinhas enxergam, pelo brilho das penas das suas crianças, quais as que têm chance de “vencer na vida”. Esse coitado não tem. Apesar dos quase dois meses de idade, ele ainda parece um bebezinho. Sorte dele que eu protejo os mais fracos.

Sorte dele que a Pescocinho, depois de diversas tentativas de reabilitação, foi condenada ao degolamento. Ela andou tocando o terror nos ninhos. Destruiu ovos quase prontos, bateu nas futuras mãezinhas, bicou pintinhos. Desta vez, foi o marido quem tomou a iniciativa: “ela vai morrer”. Neste exato momento, a execução já deve ter se completado…

Morro de dó, de verdade. Mas já temos micos, gambás, gaviões, almas de gato, gatos, corujas e tucanos, todos eles, predadores de pintinhos e ovos, visitando a casa. Não precisamos de uma galinha que jogue contra…

galinha1

galinha

comunidade

compostagem

g-zuz As vítimas de Pescocinho

Essas doidonas estão chocando/criando dentro do tanque de compostagem do marido. Um calor do cão, lá dentro! Mas se está bom para elas…

O que não está bom para mim é que elas acabaram por fazer um ninho comunitário. E qual o problema? Neste exato momento, apesar deu ter pelo menos 15 galinhas aptas a botar, não há um ovo disponível na casa. TODAS as galinhas botantes botam nos ninhos comunitário. Ovos não galados se perdem no mar de ovos e, ao mesmo tempo, com tanto ovo, as galinhas menores não dão conta do recado – dá para ver, nas fotos – e “abortam” aos montes. Ovos quebrados ou largados são encontrados o tempo todo…

Sem contar que acaba sendo muita mãe pra pouco pinto e costuma dar briga, quando não abandonam as crianças e sobra para mim…

Ideias

“Ideias podem ser revistas, mudadas, atualizadas. Ideias evoluem, e evoluímos com elas. Não precisamos ter laços emocionais com ideias. Mudar ou abrir mão de crenças pode ser difícil. Não colecione crenças. Não acredite em nada. Mas procure entender tanto quanto puder. Construa e atualize ideias.”

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