Mesa branca

E, então, a relação morreu de anorexia, agonizante, sozinha, sem ninguém para lamentar…

Foi enterrada a 7 palmos. Não teve luto. Não mereceu missa de sétimo dia.

Meses depois, pessoa chega com uma pá para desenterrar os restos da coitada que, depois de morta, enterrada e esquecida, seria exumada.

Pessoa quis discutir a relação. Quis colocar os pingos nos is. Quis descobrir quem foi o culpado. Quis brincar de CSI com um sentimento que jazia inerte em solo infértil.

Mas não existia mais um corpo. Não existia mais nada. Nem um fantasma para se chamar numa mesa branca.

Acabou. Foi. Guarde as lembranças, se quiser. Siga em frente e não olhe para trás. Não há nada a se ver por aqui.

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