Tapete

Comprei tela de juta e linha de lã e comecei meu arraiolo. Com pontos inseguros, mas dedicados, fui construindo um futuro bordado, cheio de amor e histórias. Foram meses de trabalho, imaginação, empenho até chegar a perfeição. Pus meu tapete no chão, admirei-me de sua beleza e, delicadamente, pus meus pés sobre ele. E, aí, veio ele e o puxou, sem dó.

Caída, pude vê-lo sorrindo, debochado, dizendo para quem quisesse ouvir: “belo tapete. Mas o chão é meu.”

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