FIQ 2015

fiqE por falar em consumismo, eu não resisto a livros, criatividade e talento. O FIQ tem tudo isso lindamente reunido num espaço quente de se passar mal – por favor, ar condicionado na Serraria Souza Pinto é uma questão de vida ou morte! -, cheio e, mesmo assim, feliz!

Fui em dois dias, comprei muitos livros, conheci muita gente boa, reencontrei muita gente incrível, fui reconhecida e acolhida por meus ídolos – essa gente linda sabe cativar! – e voltei pra casa, as duas vezes, cansada, carregada (de livros) e extremamente contente!

livrosRecomendo cada um dos livros que comprei. Recomendo vários que não comprei, porque já tinha (como Apocalipse, por favor, do Felipe Parucci, mesa 122, e qualquer um do Guilherme Bandeira, mesa 25, por exemplo).

Mal posso esperar por 2017!!

Fadiga por compaixão

Tanta tragédia no mundo, tanta coisa ruim acontecendo… Mas minha causa continua sendo animal, mesmo com todo o sofrimento humano. Porque animais e homens sofrem pelo mundo que nós criamos e não nos empenhamos em mudar. Nós, nossa culpa/responsabilidade, nosso comodismo/consumismo. Os bichos padecem e morrem num mundo que nós destruímos. Eles são inocentes e, mesmo assim, relegados a um plano inferior.

Segundo Malthus, é a guerra, a fome e a peste que servem à seleção natural, hoje em dia. Não é necessariamente uma seleção justa, já que quem tem poder (quase) sempre vence e não há sistema de cotas, aqui. E aceitamos. Ou pior, sentamos no rabo e apontamos para o outro, culpamos o outro, brigamos com o outro e desencadeamos guerrinhas imbecis (na vida real e em redes sociais), como se isso valesse pra algo mais do que aumentar o conflito e o ódio.

Uma amiga disse que precisamos de amor. Eu amo. Os bichos.

Desculpem-me humanos. Eu sei que teve gente que ficou enfurecida com meu último post “diminuindo” a dor humana em relação a dor animal. Mas não é isso. Bichos sofrem constantemente, o tempo todo, no nosso mundo, por culpa do nosso estilo de vida – que não funciona mais!!! – As tragédias humanas também são constantes, eu sei, mas só se faz caso das estatisticamente maiores. Tudo errado. Não vou ser convencida pela mídia (seja qual for) a me comover. A comoção tem que ser natural e, pelamordedeus!, pode ser offline e inclusiva.

Obs.: o Facebook já foi considerado uma espécie de Second Life, onde as pessoas se empenhavam em ter uma vida mais linda e mais rica do que a real. Hoje em dia, está mais para FPS.