True blood

Networking é a palavra da vez. Mantenha contato – e próximo de você – com as pessoas úteis. Frio, isso? Nhé. Não é o que fazemos o tempo todo? Pra que cargas d’água ficaríamos “presos” às pessoas inúteis?

Enfim, foi através de contato útil que consegui os livros da Saga Sookie Stackhouse, do 6 ao 12. Faltou o 13, que acabei importando do Portugal por míseros R$ 137,00 – fora impostos do cartão. – Aguardo a chegada com ansiedade profunda, ainda mais depois do final do livro 12!!

Assim que consegui os livros, abandonei – faltando 4 páginas – o livro – péssimo – que eu estava lendo e me mudei de mala e cuia para Bon Temps. Não me arrependo de nada!

Eu invejo a Sookie. A vida dela é um caos e eu não aguentaria um dia inteiro? Sim. Se bem que ela faz péssimas escolhas e (acho que) eu faria as corretas. Claro, não teríamos 13 livros para contar minha história, mas minha vida seria colorida e feliz! 😀

É um mundo tão rico, mágico e diverso, o dos livros. E são tantos homens lindos, maravilhosos, deliciosos na vida da moça que até da água na boca. Quinn e Sam são meus favoritos da vida toda. Alcide é interessante, mas me cansou (graças aos dramas dele, Sookie quase morreu umas 12 vezes). Eric é de se lamber os beiços e até comecei a me afeiçoar pelo Bill, mas eu JAMAIS transaria com um vampiro.

O cara está morto, frio e sem um batimentozinho cardíaco sequer. E ejacula o quê? Bom, se choram lágrimas de sangue, imagino que se repita lá em baixo. Eles são lindos, jovens e “imortais”, mas qual a graça nisso? Como eu também JAMAIS me tornaria uma deles, continuaria envelhecendo e murchando, enquanto meu amante estaria sempre em plena forma. Eu me sentiria tão transitória e pequena na vida tão longa dele, que meu ego não lidaria bem.

E os vampiros (em geral) se acham e não entendo o por quê. Eles são poderosos, cheios de artimanhas e truques e têm força extrema, mas somente à noite. O dia amanhece e eles correm, feito frágeis minhocas, para se enfiar na terra e passar as horas de sol totalmente indefesos. E imortalidade? Eles podem ser destruídos com prata, decapitação, explosão, sol ou estaca de madeira. Eu não teria capacidade de matá-los, verdade, mas há quem possa e, assim, a tal da imortalidade só se dá porque não morrerão de velhice ou de doença. É muita vulnerabilidade para tanta prepotência. E, convenhamos, eles não passam de ex-humanos. Humanos mortos e reanimados. E, embora sejamos frágeis em relação a eles, podemos tomar sol e tomar o planeta todo, como já fizemos. Seria só desejarmos para eliminá-los da face da Terra, como também já fizemos com várias espécies mais fortes e mais poderosas do que nós.

E, para piorar a situação vampira, nos livros da saga, os coitados ainda têm que obedecer aos seus criadores e de todo qualquer outro vampiro com mais poder POLÍTICO!! Que inferno!! E é exatamente por causa de toda essa subserviência que Sookie tem uma vida de merda ao lado do Eric. Para quê viver para sempre se é para se ter uma vida chata?

Já os de dupla natureza são humanos melhorados!! Quinn é um deles. Ele se torna um tigre nas noites de lua cheia ou quando bem entender, já que ele é foda. Ele é grande, quente, um bom homem, inteligente, tolerante e gentil. Na medida.

O Sam é metamorfo e se transforma no que quiser. Prefere seu um border collie. Fofo. E é tão perfeito quanto o Quinn, só menor! Eu terminaria minha saga ao lado dele, se eu fosse Sookie. Sendo eu mesma, escolheria o Quinn.

A história de Sookie é tolinha, cheia de clichês românticos, confusão, drama, inúmeras quase-mortes e interesses sensuais da mocinha. Tudo funciona como numa grande novela, que é o que é. Não é maravilhosamente bem escrita, mas funciona, já que a história é boa e os personagens transbordam carisma. Charlaine se perde com tanta gente e fatos, mas, pelo menos, não perde o rumo. Ela é consistente e não há um livro mais fraco na série. Até agora, pelo menos. E a vida de Sookie, mesmo com todos os problemas e conflitos, é sensacional. Vou sentir saudades quando tiver que me mudar de Bon Temps…

Dead-Ever-AfterFaltam esses: o final – a caminho – e, aparentemente, mais um de contos.

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