Solteironas

Hoje mais uma amiguinha postou mais um textinho sobre mulheres solteiras e os porquês. Me abstive de dar palpite sobre o assunto, porque ela me acha agressiva (ui!), mas foi maior do que eu. Vim fazê-lo aqui. Mas, veja bem, é só um palpite, um pitaco, uma opinião pautada única e exclusivamente em minhas experiências de vida e minhas observações cotidianas. Não é um tratado, não é um estudo, não é um fato. Certo?

Então… Não li o texto até o fim, achei chato. O cara começou a analisar estatísticas e blá blá blá. Até agora, entre o texto mimizento de a culpa é da sociedade/minha mãe/dos homens e o debochado “vocês é que são chatas”, só li este último até o fim. Porque não era chato – o assunto, em si, o é.

Minha opinião: se você está solteira e isso lhe incomoda, esqueça tratados sociais e sociológicos, esqueça os psicologismos que, se ajudassem, não teria tanta gente com a cabeça f*dida por aí e parta do pressuposto que a culpa é sua. Avalie-se. Você está fazendo alguma coisa errada? Tipo, você tem saído somente com seu amigo gay, lindo e interessante, mas com o qual você não tem a menor chance e que, por ser lindo e não obviamente gay, afasta os homens que poderiam se interessar por você? Não? Tem certeza? Tem amiguinha minha, solteira, que divulgou o texto culpando os homens, que tem feito isso. Eu vejo as fotos!!

Aliás, você tem saído? Tem encontrado amigos de ambos os sexos, ido a shows, à biblioteca, a bares ou a quaisquer lugares em que possa encontrar pessoas com interesses similares aos seus? Você começa uma conversa com um homem que você acabou de conhecer falando de sua seca sexual ou sobre o fato de que você “resolveu esperar”? Você fala em ter filhos e família logo de cara? Não?! Nada errado com você, então. Ok. Agora, comece a procurar a culpa nos outros. Ou… Dane-se a culpa e siga em frente, vivendo sua vida. Um dia, acontece. Ou não. Faz parte.

Se não acontecer, em vez de ficar fungando solidão, monte uma república e vá viver com pessoas que se assemelham a você – depois de uma certa idade, não rola de ficar aturando diferenças, né? – Ou adote um cachorro, que vai lhe obrigar a dar voltinhas nas ruas e dar um up no traseiro, além de lhe amar incondicionalmente. Não quer sair? Gatos são ótimas companhias, além de quentinhos e engraçados. Caramba, quem tem bicho nunca está sozinho! Sim, sim, você passa o dia inteiro na rua e não tem tempo para cuidar de um bichinho… Entendo… Vá viajar, vá fazer serviço comunitário, vá ao cinema ou curta-se a ponto de não mais sentir solidão, porque você é excelente companhia. Faça qualquer coisa, menos compartilhar texto mimimi sobre ser solteira. #NobodyYesDoor

Síndrome do Amigo Interno da Faculdade do Billy

Para quem não sabe, a S.A.I.F.B. é um transtorno de intolerância que faz com que pessoas que parecem tão normais e bacaninhas se tornem monstros quando se discorda delas. A S.A.I.F.B. é caracterizada pelo discurso: “como você ousa ser diferente?! Qual é?! Meu estilo de vida não serve, é?!”

Talvez alguma universidade americana, com o aval do Mark-zinho, esteja estudando este comportamento via Facebook. Eu, pelo menos, estou. É muito comum manifestações de ódio em questões religiosas, políticas, futebolísticas, animais e randômicas.

O tema mais interessante de se observar, hoje em dia, é veganismo x onivorismo. Ah, esses “ismos” maravilhosos e seus adeptos brigões!!

Entre sofismas maravilhosas como “se você ama um, por que come o outro?” e “sua hipócrita! Está provado que alfaces têm sentimentos” ou, um ótimo que vi, ontem: “veganos são sempre a favor de aborto, mas são contra a cadeia alimentar!”, pérolas cada vez mais brilhantes de sabedoria (#SQN) provam que isso é tudo bobagem. O importante é a Natureza exterminar essa corja toda e acabar logo com essa e qualquer outra discussão.

Screen-Shot-2014-07-05-at-8.14.01-PMAcho sensacional como pessoas que nem sabem do que estão falando falam com tanta propriedade! <3

Eu tento ser vegetariana estrita. Estou indo bem na minha tentativa. A maioria das pessoas é ovolactovegetariana por muito tempo antes do passo final, rumo ao veganismo. E faço isso por mim, pelos animais e pelo planeta. Minha consciência está tranquila, meu corpo está bem e o dedo médio fica em riste com bastante facilidade para as pessoas bacanudas que tentam me desestimular ou começam o discurso sobre alface e seus sentimentos mais profundos.

Em contrapartida, eu deixo você ser onívoro, sem nenhum discurso, sem nenhum julgamento. Sei da dificuldade de se libertar do status quo e sei que há pessoas que simplesmente não se importam. E, assim, cito, mais uma vez, o grade pensador contemporâneo Zeca Pagodinho: “cada um com seu cada um. Deixa o cada um dos outros.”

Não adianta insistir e impor sua verdade. As pessoas – isso inclui a mim e a você – hão de aprender, mesmo que seja aos poucos, em passos lentos, o que é certo ou errado pelo único ponto de vista que importa: o do planeta. Se não for assim, ou se estiver lento demais, a Natureza há de ensinar. Ela é ótima nisso!

Saiba mais sobre a S.A.I.F.B., clicando aqui. A partir de 9:27.

Ressurreição

Atendendo a emocionados pedidos, estou de volta. Sim, foram vários pedidos, vindo de um só pessoa: eu. Sendo ultra antissocial – and beyondde acordo com o Buzzfeed29 em 30 -, o Facebook é muito e pouco para mim.

O Facebook é limitado, porque é cheio de pessoas limitadas, que ofender-se-ão com qualquer coisinha, mesmo que de nenhum modo esteja relacionada a elas. Ou que darão palpites intermináveis sobre qualquer coisa, o que é por demais cansativo e, pior, me faz perceber que estou cercada por idiotas. Não necessariamente meus “amigos”, a quem eu, de certo modo, posso controlar – bloqueando atualizações! -, mas os incontroláveis amigos dos amigos. Esse meu povo tem aceitado qualquer pessoa para engrossar os números e satisfazer o ego, só pode.

Em conclusão, há inúmeros assuntos sobre os quais eu gostaria de palpitar, mas não tenho com quem/onde. Por isso, voltei.

Nem tudo é ruim na rede social para uma pessoa antissocial – tô falado só de mim.- Conheci pessoas interessantes, oriundas deste blog – algumas, que sequer comentavam aqui, mas que “falam” bastante e são muito bacanas – e da prática ao amor pelos seres viventes. Protetores/veganos/vegetarianos se caçam na rede, se encontram e se unem. Tô dentro!

Falando nisso, meu protovegetarianismo está quase completando 1 ano, sem maiores sacrifícios. E está tão tranquilinho, que decidi dar o próximo passo e deixar os laticínios de lado. Não vou morrer sem pão de queijo – e evito que morram pelo meu pão de queijo.- Ainda como os ovos, sem sofrimento e sem crueldade, das minhas penosas… Ovos são controversos - como os mamilos – e ganharão um post só deles, em breve.

Ah! O layout do blog mudou por acidente. Fui atualizar o WordPress e, inadvertidamente, atualizei o tema, o que me fez perder as mudanças que havíamos feito. Esse que entrou está em estado provisório, esperando eu conseguir uma boa alma que me coloque o Feed de volta e ajeite esta fonte, que é fina demais para mim.

Seja bem-vindo(a) a este blog e sinta-se livre para dar pitacos. Sempre com muita educação, por favor, porque, de mal educada, já basta a Pi.

Origami

Carol Gerber* disse que corações são fortes, não se quebram, só se dobram. O meu é um origami detalhado. Não sei se desamarrota algum dia.

Estou protovegetariana. O que quer dizer que ainda não sou vegetariana, mas vou ser.

Depois de um tempo, não há espaço para voltar, a opção é ir em frente. Eu não sou o Roberto Carlos, sou decente.

Não tolero mais cheiro de carne. Nem gosto de tocar nela. Se antes eu poderia muito bem passar um bife pro marido, agora eu saio da cozinha quando ele o faz. Não é frescura, é dor.

Dói, porque eu sei como esse “bife” viveu antes de virar almoço. Marido diz: “mas no Brasil não é assim. O gado é criado solto. Não há confinamento. E a morte é rápida”. É o nível de abstração dele, não tenho o direito de ir contra. Ainda mais, porque uso essa mesma abstração para continuar consumindo laticínios. Por enquanto…

A maioria das pessoas come carne porque faz questão de ignorar todo o processo. O “produto” chega suculento ao prato delas. Se elas soubessem os bastidores, não comeriam. Mas não sabem e, se sabem, abstraem pela gula. E não estou falando de degolar uma galinha, enquanto o corpo, sem cabeça, sai correndo. Estou falando de qualidade de vida do animal, de doenças, de remédios, de higiene, de armazenamento, de “maquiagem”, de preparo. A morte, para mim, é o menor dos problemas. Morrer faz parte. É todo o resto, é toda a “indústria do alimento” que me aterroriza.

E pior do que a indústria do alimento, hoje em dia, é a indústria da moda. Isso inclui vestimentas, cosméticos e essa poha toda que as pessoas usam para tentarem ser bonitas.

Os testes cosméticos têm sido banidos em lugares decentes. A China, sempre ela, insiste. Não entendo o porquê, além de por sadismo e desrespeito. Teste em animais não me impediram de ter alergia à Avon. Eu não sou um coelho. Ele não me representa.

Não me venha alegar que não há alternativas aos testes. Há. Muitas. Basta procurar – dá um Google aí.

Não me venha dizer que, mesmo que eu compre Natura, que não testa em animais, nada impede que o fornecedor da Natura faça os testes. Isso não é argumento. Baixar a cabeça para a violência, porque combatê-la parece impossível, nunca foi saída. Eu tento.

A saída talvez não seja assinar petições, mas eu as assino mesmo assim. Fazer pouco é melhor do que não fazer nada e criticar quem, pelo menos, faz algo. A saída talvez não seja o boicote às marcas que usam animais de alguma forma, já que é praticamente impossível se livrar delas – até absorventes higiênicos são testados em animais. E pra quê?!

A saída é, sempre, a conscientização. A saída é o amor.

No Facebook, tenho seguido a página do Anti-Fur Society. Acho que eles erram na abordagem. Eu fico chocada, escandalizada, aos prantos com algumas postagens, mas eu não uso peles – ou qualquer tipo de couro, seda ou lã -, eu não sou o alvo. O alvo nem olha e, ainda, reclama da violência das imagens. Às vezes, os membros da Anti-Fur são agressivos e infantis, mas eu tento entender. Impotência e horror destroem camadas de racionalidade. E o que se tem visto por aí é de se duvidar da razão, é de quebrar o mais forte dos corações.

Mas o problema deste mundo são os corações fúteis, frios e duros.

Não vou ilustrar este post com imagens chocantes, não vou falar sobre chineses ou sobre caçadores. Você tem direito ao seu nível de abstração. Mas vou pedir, por favor:

Diga não ao uso de peles, mesmo as “faux”. Tem muito gato, cão e lebre sendo vendidos como sintéticos, porque são mais baratos, já que matar e esfolar não requer tecnologia. Um dos ratinhos dos meus gatos é feito de pele natural – descobri isso um dia desses… Animais sofrem muitíssimo para enfeitar roupas e acessórios. Isso não é certo.

 anti-furVocê pode viver sem minha pele. Mas eu, não.

E, na medida do possível, se liberte das abstrações. Eu sei que viver neste mundo não é fácil, não mesmo. Mas só é tão duro, porque há gente demais usando venda. Quando as pessoas se libertarem do medo, da preguiça, do comodismo e da vaidade besta, o mundo terá uma chance. E eu queria muito de ter a chance de ver isso acontecer…

* Personagem em Corações na Atlântida, do Stephen King. Amei o livro.

Meu reality show

Eu queria muito ter meu próprio reality show. Iria ser muito bom. Minha vida é um drama sem fim só pra mim. As outras pessoas parecem se divertir com ela, então, por que não capitalizar? Minha grana é sempre curta, mesmo.

O tema da abertura da primeira temporada poderia ser aquela música do KLB, que diz: “vida, devolva minhas fantasias”, etc.

Ele se chamaria Farmília e mostraria, com bastante edição, o que é ter uma agência de publicidade em Itaúna, repleta de bichos, insanidade e dramas.

Agora mesmo, o Toro está internado por causa da bicheira. A assistente do veterinário me disse: “não fica assim, a culpa não é sua”. Sorri para não dizer: “eu sei. A culpa é do seu patrão açougueiro.”

A Nikita está desconsolada sem o Toro. Sou uma cat person extremamente cansada e não dou conta de lidar com energia e carência de cachorro.

A Gasolina está com câncer de pele no nariz. E, desta vez, a culpa é minha, que nunca passei filtro solar nela, mesmo sabendo que ela curte ficar ao sol.

IMG_0600Remelenta, porque o veterinário pediu para não limpar antes de saber do que se tratava, já que poderia ser algo contagioso.

Do punhado de pintinho que nasceu, só tem um punhadinho. Hoje, nasceram mais, e já morreu, pelo menos, um. Teve parte da cabeça arrancada. Quem matou?! Pode ter sido o galo que peguei em flagrante no ninho. Pode ter sido tiú (ou teiú), já que a Gasolina encontrou um baita de um filhote. Pode ter sido mico. Até camundongo, não descarto.

Galinhas são bichos muito estranhos. As melhores cenas seriam protagonizadas por elas. É muita loucura e tumulto por muito pouco.

E “temos” micos. E eu os odeio. Muito! Parecem gente, aquelas pragas. Parecem MST dando rolezinho. Saqueiam e sacaneam as galinhas. Invadiram e se sentem à vontade na minha casa. Comem os ovos, comem os pintinhos, comem as frutas todas do pomar, empesteiam a casa com pulgas, assoviam o tempo todo. E o Ibama nem me deixa matá-los… Micos, eu mataria… Odeio-os.

Cristo, o gato novo, não se adaptou aos outros. E o pior é que, ao contrário de todas as outras aquisições, a culpa é dele. Todo mundo ficou de boa, tranquilo, com aquela cara de: “mais um, sei…”. E ele fingiu de legal e atacou todos, um por um. Tocou o terror e ganhou a alcunha de Anti-Cristo. Está aqui, sendo lindo e fofo comigo, trancado num cômodo, esperando o Sr. Limite chegar.

E ainda tem os outros gatos, loucos e divertidos, fazendo coisas de gatos. E eu, louca e histérica, tentando por ordem nesse imenso galinheiro que é minha farmília.

Você assistiria e comentaria no Twitter e no FB. Certeza!

P.S.: querido Ibama, ninguém matou o tiú. Nós o capturamos e soltamos no bairro de rico seguinte, porque há de ter comida lá. Lixo, tem.

tiu

lixo

Um mundo mais do que enfeitado

A vó Edir costumava dizer que o mundo anda muito enfeitado. Ela era batista e, no geral, se referia à homossexualidade, hábitos e vestimentas. Eu acho que o mundo está mais do que enfeitado, só não sei qual palavra usar pra defini-lo…

Mas eu sei que ando triste que só.

O objetivo das redes sociais era, a meu ver, juntar pessoas com interesses em comum. Ok. O problema é o tipo de pessoas e de interesses que têm sido juntados. Às vezes, eu me assusto com os comentários, com a agressividades/ignorância/preguiça/estupidez com as quais as pessoas destilam seus preconceitos.

1488060_595692070518500_1927261708_nHumano: Por que as pessoas estão cada vez mais intolerantes com as outras enquanto a Internet nos conecta mais próximos?

Deus: Pessoas não estão diferentes do que sempre foram… Estúpidas. A Internet apenas fez com que fosse possível para nós vermos o quão grande é o abismo da estupidez humana. Tente não afundar.

Às vezes, eu me assusto com o tamanho dos equívocos que fazem com que uma causa nobre se torne antipatizada. Vegetarianos/veganos, por exemplo, são mestres nisso. Mostram fotos horrendas, de maldade suprema, de sofrimento animal, com o objetivo de convencer aos adeptos da picanha e bacon a se tornarem vegetarianos. Não funciona. Não funciona comigo, que já sou vegetariana. Me dá tristeza, muita. E dá “fortes” argumentos aos adeptos da picanha e bacon para hostilizarem os vegetarianos/veganos, porque esses se sentem atacados e querem contra-atacar. E a causa animal se perde em meio a discussões imbecis.

Ontem, eu estava lendo uma matéria sobre o consumo sustentável. Nos comentários, um vegano se impondo. Ok… Acontece. Para mim, o que interessou – e me assustou – é que não é possível o consumo sustentável. Não o tempo todo.

Olha o tamanho do mundo! Olha a quantidade de gente que tem nele! Não dá para controlar tudo! Não dá para ficar sabendo de TODOS os pormenores e ter ânimo para continuar vivo. Em toda e qualquer indústria, seja de moda, de comida, de chá, todas elas cometem merda. Gente, bicho, o planeta sofre com essas merdas. O que fazer? Eu juro que não sei.

A tal história do mosquito que é pequeno e um só, mas incomoda, é só isso: uma história. Se ele incomoda, você pega a raquete elétrica e acaba com ele. Não há exemplo de superação nisso!

Eu faço minha pequena parte. Ajuda o mundo? Provavelmente, não. Mas me ajuda. É totalmente pessoal e egoísta cada gesto de bondade que eu tenho. Não como mais carne porque não apoio o modus operandi da indústria alimentícia. Estou a caminho de parar com o leite. Não uso uma porção de cosméticos porque sei que são testado em animais - mas devo usar uma porção de outros que não sei e, neste caso, a ignorância é uma bênção, porque eu não tenho grana para comprar produtos veganos nem condições de fazer meus próprios xampus. Não embrulho presentes, para não gerar mais lixo. E eu separo os lixos e reaproveito sacolinhas de supermercado para recolher os cocôs dos gatos. Não sigo moda/tendência há anos! Só compro o que realmente é útil e vou usar. Castrei os gatos e só não castrei o cão, porque ele não é meu e meu marido ainda não evoluiu em alguns aspectos.

Em resumo, eu faço o que eu posso. O problema está em quem não faz/não pode nada. E não faz nem pode, porque é ignorante e estúpido demais para se mover. Não se preocupa com o outro e com o planeta, porque não pensa e, se pensa, deve ser algo do tipo: “ah, foda-se! Eu vou morrer, um dia, e deixa de ser problema meu. Vamo apoveitá enquanto tamo aqui!”.

E engana-se quem acha que isso é problema terceiromundista, de pobre, sem acesso a educação. É claro que pobreza e ignorância andam juntas e perpetuam a tragédia, mas, né?, como os digníssimos governos conseguiriam se manter no poder se não fosse a ignorância?! O problema é global, sem fronteiras de credo, raça, condição social. O problema é uma Myle Cyrus - desnececyrus – da vida usando casacão de pele de verdade. Uma riquinha cercada por informação, se lixando para o mundo e o que vão pensar dela. “Sou rebelde”. Sei. Não passa de uma mocinha que conseguiu “se achar” tanto, que achou quem achasse junto!

É mais gente que acha junto do que gente que pensa por si ou que se alinha a uma causa nobre: sobrevivência. É mais gente obcecada por fama e glamour e menos gente que faz. É medonho.

Às vezes, penso que o melhor seria cruzar os braços e esperar pelo fim. Talvez, o homem da tabuleta esteja certo e o fim esteja próximo…

the-end-is-nearSometimes, I hope so…

Memes internos

A Adriana nunca veio aqui, mesmo assim, eu havia prometido a ela fazer um post sobre os memes da agência, afinal, a maioria é coisa dela. Então, já que é tempo de Top10, vamos de Top10 – Memes Internos.

10. “A culpa é da Katienne!”, porque “Se a culpa é minha, eu a coloco em quem eu quiser”*

Esta pérola de sabedoria evitou muitas crises - de ego ferido.

*Homer Simpson

9. “Ai, me deixa!”; “Ai, supera!”; “Morre que passa” e “Cada um com seus problemas”.

Em junho, parecia que eu havia adotado uma adolescente, pois eu ouvia essas frases o tempo todo. Quanto aos “Ai, mimimi”, não pude fazer nada, senão deixar e superar. O “Morre que passa” foi abandonado após ameaça de denúncia por indução ao suicídio e “Cada um com seus problemas” foi substituído oficialmente por “O destino de um é partilhado por todos”, porque eu sou time Mestre dos Magos!

8. “Tá pensando que pipoca é fruta?”

Perfeito para ser usado quando alguém me pede algo absurdo. Ou seja, sempre.

7.  “Fulano é rainha,  Beltrano, princesinha”. “Fulano na veia, Beltrano na cadeia”

Tati Neves (quem?) já foi esquecida, mas graças a ela e Bieba, Xuxa fez, mais uma vez, história no Facebook/Twitter.

E eu que imaginei que nada superaria “VOCÊS NÃO MERECEM FALAR COMIGO NEM COM MEU ANJO”.

6. “Você não me serve”.

Serviu por muito tempo. Depois, acabou substituído por “isso não é Publicidade!!” #clientesqueamamosSQN

5. “Nooooooo!” Vader, Darth

Pressione em situações difíceis.

4. “Aixiiii…”

Contribuição valorosa da Katienne. Diz-se com tom de desprezo, virando os olhos, para qualquer bobagem que se ouve ou vê. Uso muito!

3. Sideshow Bob

Mês passado, tive a infeliz experiência de pisar num rastelo abandonado no galinheiro. Que dor!!! Depois de duas semanas, meu nariz começou a desinchar.

Para ilustrar o que havia me acontecido, usei este gif:

Sideshow_bobVirou hit!! Virou camiseta.

shirt_girls_01Camiseta da Threadless.

2. Chloe.

Uma porcaria de mãe criou essa obsessão entre as novinhas da agência. Queria até dividir com ela o fardo de pagar salários, já que minha criação passava horas fazendo montagens da Chloe

3491348_originalMontagem com a Chloe que catei na Internet.

1. “Esse povo pensa que o céu é perto.”

Esta frase foi nos brindada pela Adri Abreu, num comentário, aqui no blog, em abril de 2011. Como, para mim, é uma frase supimpa e polivalente, que já até foi homenageada, aqui, a trouxe de volta em 2013. Foi usada à exaustão. É, merecidamente, o Top – Meme Interno de 2013!

Implicância

Gatos são animais lindos, não importa raça. Para o convívio, eu, particularmente, prefiro os de pelos curtos, mais fácil de lidar, e vira-latas, menos propensos a doenças genéticas. Cor? Gosto de pretos, básicos, clássicos. Prefiro as fêmeas, que são menos peraltas, e pegar ainda filhote, porque filhote de gato é vida!

Mas, apesar da minha preferência, temos duas de pelo longo, dois machos e nenhum pretinho. Só a Pixie – e o Santa, se for ficar – chegou adulta. Isso aconteceu porque eu não escolho gato. Eu fico com os que me aparecem, os que me escolhem. Prefiro assim. Se vou bancar a dona, que seja a dona que eles escolheram ter. E a vida vai bem, obrigada.

As pessoas mais rasinhas escolhem gato pela aparência. Gatos têm, para elas, que ser lindos. Gato ostentação! Ok. Há outras que gostam de característica próprias de algumas raças, seja física ou comportamental. Ok, também. Desde que tratem direitinho, protegendo, amando, cuidando, castrando e não inventando de abandonar, a motivação da pessoa é o que menos me importa.

Pessoas têm suas preferências, fazer o quê? Sei que em São Paulo, pelo menos, na ONG Adote Um Gatinho, os pretinhos são preteridos. No Rio, na 4Patinhas, são os frajolas – gatos preto e branco – que ficam para trás. São muito comuns… Em Itaúna, se não tiver raça – ou, pelo menos, “cara de raça” – , difícil encontrar quem queira… Mas, em qualquer lugar, coloque um persa ou sialata - siamês vira-lata – ou uma gata toda amarela – raríssima – ou um gato todo branco com olhos azuis para adoção para ver se não dá briga entre pretendentes. Dá.

Por isso tudo que acho esta campanha, que tem rolado há um tempo, imbecil:

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Na minha opinião, ela não faz nada além de confirmar o preconceito, afinal, pessoas são escolhidas ou preteridas pela cor de cabelo e/ou pele o tempo todo.

Sinta-se totalmente confortável em discordar de mim, principalmente – mas não exclusivamente – se seu coração se encheu de amor e você decidiu, agora mesmo, que quer um gato escaminha para todo o sempre. E, Sávio, se por causa deste post você decidir namorar uma ruiva, lhe perdoarei por tudo o que você me disse na 8ª série!

E para quem não sabe, gato escaminha são esses de pelagem mesclada, geralmente preta e marrom. Minha avó chamaria de “pano queimado”. A Pixie, minha gata feiosa, é mescla de tigrado com escaminha, ou seja, ela mistura estampas. Há quem ache a Pixie linda, há quem ache escaminhas lindos. Mas, para a maioria, é um gato comum e/ou esquisito. Não é, definitivamente, uma padronagem popular.

Eu continuo achando que tanto faz a pelagem. Mas, se as escaminhas são as mais rejeitadas da vida, que tal promover a excentricidade, a diferença, a exclusividade – já que os padrões dificilmente se repetirão -, o quanto você é mais bonito ao lado de uma gato feio, o quanto você é mais legal por tê-lo escolhido, sei lá, qualquer psicologismo mais eficiente do que comparar o pobre do gato a uma ruiva.

Encerrando 2013

Todo ano, nesta época, eu faço os Top-Pi. Este ano, só por tradição autoimposta, teremos, também… Bora lá.

TOP-Pi 10 | O MELHOR DE 2013:

1. Nikita Cristina: chegou há duas semanas roubando corações. Ela é feiosa, fedorenta, carente, late agudo – e muito -, mas fez a vida do Toro tão mais feliz! Só por isso, já é a melhor do ano!

2. Amizades: antigas e novas, virtuais e reais – vocês são cada vez em maior número! Estou me sentindo sociável! E sinto que existe uma boa parte da humanidade que ainda vale a pena.

3. FIQ! Se ano passado foram: “tirinhas hilárias – preciso delas para viver. E cada vez mais!”, este ano foram os autores das tirinhas e seus livrinhos. São pessoas lindas com trabalhos lindos! Amei conhecê-los e descobrir que são “real deal”.

4. Vegetarianismo. Mesmo manco, me fez muito bem. E melhor.

5. Trabalho voluntário. Não sei desde quando admiro a 4Patinhas. Nem sei como a conheci, mas é a ONG que eu mais procuro ajudar, porque eu acredito piamente. Sim, eu sei, pessoas tendem a falhar. Mas como disse meu amigo Estevão Ribeiro, “errar é complicado, mas quem pode nos culpar por algo tão genuinamente humano, né?” Né?! Eles fazem o melhor que podem e ajudam muito a muitos! Este ano, comecei a fazer trabalho pro bono para eles e me sinto muito feliz com isso! Queria poder fazer mais.

6. Stephen King continua sendo o dono do meu coração. Amei ler velharias e amei ler livros novos. Mostra que ele ainda tem muita estrada para rodar! Tentei Anne Rice, tentei Agatha Christie, estou tentando Isaac Asimov, mas o Stephen é King.

7. Ideias! Elas não param de chegar! Se eu tiver tempo/boa vontade, pô-las-ei em prática, em 2014!

8. Mobilização popular. Pode ter sido fogo de palha, mas me acalentou o coração. Por alguns instantes, eu acreditei…

9. Facebook. Eu, de verdade, detesto o Facebook. É um troço muito do chato, bagunçado e cheio de regrinhas e pessoas tolas, mas… Todo mundo tá lá e, no meio de muita bobagem, tem gente boa. Encontrei God, uma pessoa que, se não for boa, mente muito bem. Encontrei Awkward Moments Childeren’s Bible, que me diverte muito. Entrei em grupos de loucos por gatos, porque é bom ter companhia nas neuroses.

10. Livramo-nos do mal. Amém!

 nikitaNikita, Chispita, Pequetita, Chiquita, Chiquitita. Princesinha da casa!

Dúvida do momento

Me ajude, por favor. Eu quero saber:

1. As pessoas estão mais imbecis?

2. As pessoas sempre foram imbecis e as redes sociais são apenas o meio de expressão da imbecilidade?

3. As redes sociais fizeram a imbecilidade latente se manifestar?

Eu meio que era contra rotular as outras pessoas de imbecis, porque é feio e dá um arzinho arrogante em quem aponta – o que é mais feio ainda. Mas tem sido difícil fazer bonito…

rickA ignorância pode ser uma alegria para o ignorante, mas para o resto de nós, é uma merda!