Categoria: ‘desabafo’

  1. Regina Duarte

    25 de janeiro de 2012

    “Eu tenho medo…”

    Quando eu fiz a enquete do que é pior para uma mulher: ser burra, ser feia, ser gorda, ser chata ou ser encalhada, ganhou o “ser burra” e discordei geral. Meu argumento: as pessoas burras não sabem que são burras. Assim como, muitas vezes, as pessoas ignorantes ignoram o fato.

    A Internet tem me botado medo. Tenho agradecido muito a baixa frequência de visitas e de comentários no Pitacos. Eu não saberia lidar com as pessoas com as quais tenho “topado” em alguns sites. E até aqui. Uma mocinha leu o título e a primeira linha do post sobre a Gretchen e começou a me xingar! Ela nem leu o texto, curtíssimo. Ficou no título e subtítulo e deduziu TUDO! Ok, fiz de propósito, mas, né?! Me decepcionem, poha!

    Outro exemplo: eu adoro gatos, mas entendo piadas e sei rir delas. Não acredito que este tipo de piada faça com que pessoas de má índole maltratem gatos – elas maltratam, porque tem má índole, oras. Mas uma “dona” acredita que sim, que o preconceito contra gatos é gerado por piadas e comentários maldosos. Por isso, ela escreveu um longo e-mail expondo o ponto de vista dela. Ok, nada contra, mas, sério, não foi desnecessário, tendo em vista o teor das piadas? O Corvo Assassino, apesar do nome, não incita à violência contra gatos, ursos, macacos ou humanos. Vamos deixar para reclamar de coisas mais relevantes, vamos? O clichê de dona de gatos louca já deu, né?!

    Ignorar normas de boa educação, respeito ao próximo e ao trabalho dele é, sim, ignorância, além de falta de educação e imbecilidade. Exemplos desse tipo de comportamento eu leio sempre em Di Vasca, Meus Nervos e Manual Prático, sites que contam os apuros de cada qual na sua profissão e que me fizeram até parar de reclamar da minha e do povo a minha volta. Não, não estou cercada por pessoas melhores que as citadas nesses sites, mas eles expõem melhor do que eu as agruras, de forma cômica e debochada. Eu só esperneio. De qualquer forma, eu preferiria que as pessoas tivessem mais noção a ter a possibilidade de ler os “causos” engraçados desses sites. Abriria mão do riso por um mundo melhor!! Eta, eu!!

    Reclamar à toa, sem saber do quê, só pelo prazer de causar desprazer, é outra coisa bem comum. Um carinha reclamou que a HQzinha perfeita que o Fábio Coala produziu e postou era chata, porque não tinha graça. Mas, hein?!

    Clique e veja se precisa ser engraçado

    Um outro, reclamou, aqui no meu blog, que eu uso pontos demais!!!!

    Mas nem sempre é o leitor/freguês/cliente/espectador que é o ignorante. A ignorância também figura muito do lado do “postador de opinião”.

    O Blogueira Shame, para mim, é exemplo disso. Acho o blog desnecessário, cruel, agressivo e impositivo. Ok, blogueiras de moda andam muito chatas. Ok, muita gente comente erros terríveis de gramática e digitação. E, ok, também, há umas estéticas bem sem noção rolando por aí. Mas não precisa escrachar. Tem gente que aponta, ri e não me constrange, então, é possível criticar sem machucar. E nem o substítulo do blog funciona: “Quem não pode atacar o argumento ataca o argumentador.” Sim, mas ela não argumenta, ataca somente. E muito me impressionou saber que a blogueira é uma senhora de 36 anos. Tenho quase 38 e, por experiência pessoal, nessa idade somos menos cruéis e apontadoras de dedo que na adolescência.

    Ah, kidults… Achei que era só uma fase…

    Outros casos de postagens ignorantes estão no FB. Credo! Quem são esses que vivem fazendo “artezinha” para “compartilhar”. Eles querem ser formadores de opinião? Mas, né?! Fundamentem a opinião. Usar de bobagens e um monte de lugar-comum como argumento para qualquer questão, desvaloriza total a tal questão:

    Então, vejamos… O Kim Schmitz roubou e compartilhou propriedades intelectuais a torto e a direito, visando lucro pessoal (só em 2010, ele teria ganhado 42 milhões de dólares, graças às suas atividades na Internet, segundo as autoridades americanas), ou seja, é um bruto dum ladrão que cometeu crimes internacionais. Nós, que adoramos falar que o outro é corrupto, mas gostamos de sentar no rabo e fingir que baixar filmes e músicas na Internet, de forma ilegal, é legal, adoramos o cara e fingimos que ele estava distribuindo cultura. Um Robin Hood de nossos tempos! E ele foi preso. Tadinho…

    Mas, não, Kim não é um tadinho nem só ladrão. Ele é um cara com uma ficha corrida e tanto…

    Já o Miguel Carcaño foi condenado a 20 anos de prisão, pelo estupro e homicídio de Marta del Castillo, uma jovem sevilhana de 17 anos, que desapareceu em 2009, e cujo corpo nunca foi encontrado. Terrível, isso. Só 20 anos?!

    É triste pensar que o estupro e morte de uma garota condena, na Espanha, ao assassino e estuprador, a uma pena menor do que a que um alemão, ladrão, pode pegar? É. Mas um é alho e o outro é bugalho. São crimes diferentes, cometidos sob leis diferente e não há muito como comparar uma coisa à outra. Se Miguel merecia uma pena maior não quer dizer que Schmitz mereça uma menor. Ponto.

    Na mesma linha:

    Por que eu não compartilho isso no meu FB? Porque é bobagem. Não é a memória nem a opinião do povo quem deve julgar um assassino. Para isso, há leis. E são elas, e não a nossa vontade, que regem o tempo de pena e os abonos. Se não concordamos com as leis, aí, já é outra história. Acredito que, primeiramente, deveríamos tentar conhecê-las, entendê-las e, se mesmo assim, não concordarmos com elas, deveríamos nos mobilizar e utilizar os caminhos disponíveis para tentar mudá-las. E o FB não é esse caminho, mas o voto é…

    Outra delícia:

    Ã-hã… Vamos, sim, ficar um dia sem Globo. Amanhã, a gente tudo compra os jornais para ver o que perdeu…

    Estou sem Globo há uns 4 anos e não deixo de saber das bobagens que ocorrem na rede do seu Roberto por causa disso… Não faz diferença para eles nem para mim.

    E teve uma campanha dessas sobre o “Mulheres Ricas”, que não achei mais – meu amigo que compartilhou ficou com vergonha do meu comentário e tirou o banner… Pena…

    Nele, comparava-se as moçoilas com esta criança e diziam para protestarmos contra o programa para tirá-lo do ar. Porque, enquanto elas esbanjavam, a criança morria de fome.

    É óbvio que o fim do programa acaba, imediatamente, com a miséria. A Val vai deixar de tomar champagne para alimentar a criancinha da foto e o mundo ficará lindo!! Sei.

    Ademais, sem essa de censura! Assiste a “Mulheres Ricas”, “BBB”, “Zorra Total” ou a qualquer bobagem que seja quem quiser – pois mais vale um gosto que um caminhão de abóbora. Como a pessoa assimila as informações que recebe desses programas, não há como os formadores de opinião controlar/impor. Cada um é cada um. Claro que acredito que alguns programas de televisão servem somente para legitimar o escárnio e a estupidez e que a desigualdade social no Brasil é cruel. Mas também me é claro que não assistir à programação da Globo no dia 25 ou banir “Mulheres Ricas” da TV não vai mudar nada. Países mais cultos e mais civilizados do que o nosso produzem este tipo de lixo, também… As pessoas gostam, dá lucro, é a lei de mercado…

    São essas “campanhas compartilhem pataquadas” e outras, no mesmo tom, que nivelam o entendimento geral sobre as coisas por baixo. São bobagens como essas que legitimam, aos olhos dos outros, as invasões criminosas do MST, a ocupação da USP pelos playboys maconheiros e o levante de hoje contra o Kassab, por exemplo. A opinião pública, massivamente manipulada por redes sociais – e não mais por veículos de comunicação – começa a achar que nós, o povo, somos a lei. Nossa opinião é a que vale. Se você não pensa como nós, nós te odiaremos e você irá nos pagar por isso! Seja porque você apoia a ação da polícia contra invasores de terra, seja porque você gosta de Restart!

    E é assim que confirmo: a burrice e a ignorância não são ruins para os burros e ignorantes, mas para os inteligentes e cultos que não são amorais a ponto de explorar a falha do outro em proveito próprio ou que, simplesmente, são obrigados a conviver com essa cruel diferença, num país em que ela é a maioria e, portanto, são os burros e ignorantes quem definem quem nos governa.

    E como eu tenho medo de burrice, aconselho – gratuitamente – que, disso tudo, tiremos, ao menos, duas lições:

    1. Vamos treinar a tolerância, o respeito, a educação, o bom senso. Sei que custa, mas não dói. Vamos nos policiar. Na maioria da vezes, ninguém quer saber nossa opinião sobre as coisas, então, se quisermos dá-la, mesmo assim, não a imponhamos. Vamos com calma, racionalizemos os argumentos e, se não soarem bem em nossa cabeça, que desistamos de opinar. Ofender, chatear, humilhar, não, né?! Seguremos a onda, minha gente!!

    2. Aquele troço que parece chiclete mastigado que temos dentro da cabeça não é de fazer bola de ar. O nome dele é cérebro e tem que ser usado para o bem. Não se deixe ludibriar por imagens aparentemente interessantes ou textos entre aspas. Geralmente, são bobagens e sofismas. Pense, bote suas engrenagens cerebrais para funcionar, pesquise, leia livros bons, entenda as coisas e forme opiniões coerentes. Celebremos essa força incrível que é o raciocínio e usemo-nos sem moderação!! Vamos evoluir, moçada, porque o ser humano hoje é tudo, menos um animal racional.

    P.S.: o título do post é uma referência a esta tirinha, aqui.


  2. É rir para não socar

    6 de janeiro de 2012

    Eu vivo falando que não entendo as pessoas. E é um fato. Não entendo. Por isso, apesar da empresa ser minha, não trato com o cliente. Eu di vascaria com ele e não seria bom, então, pago pessoas para isso. Mas há situações em que sou obrigada a atender ao telefone e… Segue o diálogo:

    Ela:

    _ Eu gostaria de falar com a Maguinha…

    Eu:

    _ Ela está em licença maternidade. Posso te ajudar?

    _ Quem é o responsável aí?

    _ Pode falar comigo.

    _ E você é…

    _ A dona da agência.

    _Ah. É que o Fulano entrou de férias e o boleto chegou no e-mail dele e ele não repassou pra gente e, né?, não é justo a gente pagar os juros…

    _Mas também não é justo a agência receber com atraso…

    _ Tão tá.

    E desligou. Eu diria que me passasse um novo e-mail para que não ocorresse mais isso e que, desta vez, eles poderiam fazer depósito bancário, em vez de pagar o boleto, mas ela desligou na minha cara. Ficou ofendida por me ofender!! Achei injusto e demagógico, mais que os juros (2%).

    E como o dia tem 24h e estava só na metade, fui à farmácia com o marido. Adorei o lugar. Lindinho, limpinho, organizadinho!! Com tudo que eu gosto: Granado Pink, esmaltes variados, coisinhas mil. E com preços melhores que os da Araujo, em BH, minha farmácia favorita!! Mas como em Itaúna nada do que é bom dura o atendimento, após espera de 5 minutos por uma mocinha, tivemos outra espera, de 15, para pagar. Eram 11:30 e não havia mais atendentes na farmácia. Tivemos que esperar que a mocinha que nos atendeu atendesse outras três pessoas para ir para o caixa e cobrar, primeiro, do último atendido. Achei ruim. Tão ruim que volto à Araujo, mas não volto lá.

    E, ao entregar meu cartão, ele foi recusado. Será que eu esqueci de pagar? Dezembro foi tão bagunçado!

    Cheguei em casa e ligo para o banco. A atendente, nordestina, tinha um sotaque pra lá de arretado e não conseguimos nos entender. Ela me perguntava meu cep – rg – cpf – endereço e entendia errado todas as minhas respostas, quando entendia. Ou eu é que não havia entendido a pergunta – afinal, porque ele perguntaria meu endereço 5 vezes?… Por fim, perguntei se não havia um jeito mais fácil de eu tirar a segunda via do boleto – que eu esqueci, mesmo, de pagar. “Ok, minha senhora”. E qual é? “Fica a critério da senhora” E quais são as opções? “Ok, minha senhora”. Depois, descobri pelo site que era só ela me gerar uma senha para atendimento on line, mas ela não havia decorado esta parte do texto. Desliguei o telefone e paguei um valor X, supostamente o que eu havia gastado – não tive controle em dezembro… – e usei o código de barra da conta anterior – nunca muda. Mas, sério? Quem treina o pessoal do telemarketing? Um palhaço?

    Pra completar, havia encomendado um bichinho para minha afilhada linda, de Rondonópolis, na Ricardo Eletro. O preço era compatível com o de outras lojas, mas o frete era bem mais em conta. Numa outra loja, o frete era mais caro que o brinquedo. Como não estou rica, ainda, fui no melhor preço e numa loja, teoricamente, confiável. Danei-me. A encomenda, feita em princípio de novembro, ainda não havia sido entregue, porque eles não conseguiram compreender que, se a opção de entrega é “presente” e o endereço não é o principal, a encomenda deverá ser entregue em nome da pessoa que receberá o presente não no nome de quem comprou. Inclusive, o site oferece o campo para que se coloque o nome da pessoa que será agraciada. Tentando entregar para a Patricia na empresa do Maurício, não há chances de sucesso, mesmo. Então, resolvi cancelar a compra. Fácil, tudo certo. Só que o estorno leva 30 dias… Estranho, né? O brinquedo não levaria 30 dias para chegar – se chegasse – mas o dinheiro demora 30 dias para ser devolvido…

    Ainda bem que hoje é sexta-feira!! Daqui a menos de duas horas, é fim de semana!!


  3. Família

    18 de outubro de 2011

    Ontem, enquanto a minha sogra ligava de meia em meia hora para meu marido, disse a ele que deus escreve certo por linhas tortas, mesmo. Porque eu não ter mãe é uma bênção. Não que haja algo de errado com minha sogra ou com qualquer mãe, mas eu não sei lidar com mães. E, uma hora depois disso, descobri: nem com avós.

    Eu sempre me assustei um pouco com o american way of life em se tratando de família. Achava tão estranho um sujeito dizer que fazia, tipo, 7 anos que não via a irmã e talz. Como assim? 7 anos é muito tempo! E vivendo no mesmo país?! Mas, hoje, eu entendo.

    Minha família é disfuncional. Todo mundo é meio estranho, ninguém escapa, mas eu aprendi a lidar com isso. Enquanto a Ana achava que o colégio era ruim, eu preferia o colégio, mesmo tendo todos os problemas lá, porque eram menores e mais fáceis de encarar. Minha avó foi uma bruxa má por muitos anos. Sei lá porque cargas d’água, um dia ela mudou e virou um poço de amor e cuidados. Mas o problema mesmo eram meus primos: o monstro e a dissimulada. Eu convivia com eles, acredito, porque eles tinham pai e mãe e isso era algo de normalidade próximo de mim. Mas eles eram pessoas cruéis. Se na escola alguém tentava me ofender, ah, ninguém na escola pegava tão pesado quanto eles. Nem doía.

    E quando meu primo mais novo, filho da minha tia mais normal, nasceu com uma leve paralisia cerebral – levíssima: ele só não tem os movimento do polegar direito – eu já comecei a prepará-lo para a família e a vida. Dei todos os apelidos que ele poderia ter, mas sem crueldade. Ele sabia que era brincadeira e que eu o amava. E funcionou tão bem que ele nunca levou desaforo para casa. E quem tentou, homem ou mulher, apanhou. Orgulho!!

    Mas voltando a ontem: tenho um punhado de meios-irmãos e não convivo com nenhum deles. Mas há dois que eu conheço e, querendo ou não, são irmãos. Minha avó não gosta de um, por ser filho da minha mãe, e não gosta da outra por causa das fofocas envolvendo a pessoa. Mas não gostar não dá direito de ofender. E ofender se valendo de preconceito é mais inaceitável ainda. OK, ela é velha e ignorante. Fala sem pensar e sem conhecimento de causa. Como criança, minha avó repete o que ouve. E é exatamente isso que me enoja. Ela ouve em casa, da família. Que povo é esse?! Quem são essas pessoas que não evoluem, que não crescem e que divulgam seus preconceitos morais estúpidos como se fossem verdades?!

    Fiquei furiosa. Não aceito! Fiquei magoada, mesmo. Saí de lá jurando que não volto mais. Quero distância de gente estúpida. Claro que vou ter que voltar atrás. Não sou estúpida ou – muito – intolerante. Mas que a paciência anda curta, isso anda…


  4. Eu culpo 2011!

    9 de outubro de 2011

    Eu tinha grandes expectativas para este ano, mas ele me frustrou. Talvez ele não tenha entendido o quanto tudo era importante ou não tenha acreditado na minha vontade. Ou, talvez, ele não está nem aí para mim. Mas eu acreditei nele e isso é o suficiente para eu odiá-lo. É isso: eu odeio 2011 e quero que ele acabe logo!! A vantagem é que só temos duas opções: ou ele passa por mim ou eu passo por ele. Estou apostando que chego em 2012 e não aceito a frustração de não chegar.

    E enquanto espero por 2012, estou meio sem saco para as coisas deste ano. Não faço mais unhas, não tenho muita vontade de fazer uma produçãozinha fotografável, nem tentei cumprir minha lista de fim de ano nem tenho vindo aqui falar de coisas boas e leves. Estou azeda e pesada e não quero mais dividir isso com ninguém.

    Não vou abandonar o blog. Preciso dele em 2012!! Mas vou continuar empurrando com a barriga. Por isso, não a culpo se não quiser voltar aqui. Mas recomendo que volte em uns dois meses e meio. Tudo será diferente. Desde o layout – que está pronto há meses, mas, aí, a Pixie chegou e não estava nele e, 2011… não tive vontade de atualizar. Vou fazer outro, do zero – até o clima!! Serei outra pessoa: melhor.

    Então, como o mundo só acaba em dezembro do ano que vem, dá tempo deu resgatar almas, como prometi para este mês – e não vou cumprir por agora. E também dá tempo deu aprender a costurar e desenhar, de aprender matemática, de fazer minhas tatuagens e de cumprir algumas metas abandonadas.

    Que venha 2012. Pode até ser o último e, por isso mesmo, terá que ser bom!!


  5. Brasil e a TV

    22 de agosto de 2011

    Quando sobrou o primeiro dinheirinho, colocamos TV a cabo, em casa. Eu adoro ler livros, mas TV tem seu lugar e, TV aberta, não rola. Sobrou um tantinho mais e trocamos para Sky. Era bem mais caro, mas, na Sky, havia uma coisa boa: som original.

    Eu detesto os dubladores tupiniquins. É muito sotaque, é pouco talento. Não dá… E cá estava eu, satisfeita com a TV, quando, de repente, o mal da dublagem tomou conta da TV paga. Pior: acabou com a opção do som original e das legendas… Mas, que p*rra é essa?!

    Domingo, fomos assistir à Family Guy e… Dublado em português. American Dad? Idem. Sem opção. Inferno.

    Desliguei a TV, puta, e peguei a Veja para ler. Nela, li que a lei que regulamenta as TVs a cabo passou. Que beleza. Então, além de dublagem ruim, teremos uma versão de “a voz do Brasil” na TV paga?! 3 horas de programas nacionais em horário nobre…

    Decidi, então, economizar na TV paga e investir em internet rápida. Vou puxar as séries que eu gosto e vou viver na ilegalidade. Fica mais barato, fico mais satisfeita e o governo não vai poder decidir o que eu vejo ou não na minha TV. Eu tentei fazer a coisa certa, mas a corrupção é tão grande no Brasil, que ser certa é errado…


  6. Tolerância baixa

    9 de agosto de 2011

    Infelizmente, não tenho tolerância com pessoa infantil, metida a besta, que se acha – mas não se encontra -, pitizenta, chata, aborrecida e que acha que a razão é dela porque comprou no Feira Shopping. Não tenho saco!! E não sou obrigada a tentar me fazer entender por quem tem predisposição a não entender nada. A pessoa pode estar pagando por um trabalho, mas não quer dizer que me comprou. Porque, se eu estivesse à venda, não seria para qualquer um.

    Eu não sou atendimento, porque tenho paladar apurado demais para engolir sapo. E eu não engulo. Não passa na goela. Cuspo na cara de quem tentar. Entendidos?!

    Obrigada.


Embaixadora pi_mg Bolsas Betty Boop Coleção BORDERLINE 2011
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