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Categoria: ‘desabafo’

  1. Origami

    21 de fevereiro de 2014

    Carol Gerber* disse que corações são fortes, não se quebram, só se dobram. O meu é um origami detalhado. Não sei se desamarrota algum dia.

    Estou protovegetariana. O que quer dizer que ainda não sou vegetariana, mas vou ser.

    Depois de um tempo, não há espaço para voltar, a opção é ir em frente. Eu não sou o Roberto Carlos, sou decente.

    Não tolero mais cheiro de carne. Nem gosto de tocar nela. Se antes eu poderia muito bem passar um bife pro marido, agora eu saio da cozinha quando ele o faz. Não é frescura, é dor.

    Dói, porque eu sei como esse “bife” viveu antes de virar almoço. Marido diz: “mas no Brasil não é assim. O gado é criado solto. Não há confinamento. E a morte é rápida”. É o nível de abstração dele, não tenho o direito de ir contra. Ainda mais, porque uso essa mesma abstração para continuar consumindo laticínios. Por enquanto…

    A maioria das pessoas come carne porque faz questão de ignorar todo o processo. O “produto” chega suculento ao prato delas. Se elas soubessem os bastidores, não comeriam. Mas não sabem e, se sabem, abstraem pela gula. E não estou falando de degolar uma galinha, enquanto o corpo, sem cabeça, sai correndo. Estou falando de qualidade de vida do animal, de doenças, de remédios, de higiene, de armazenamento, de “maquiagem”, de preparo. A morte, para mim, é o menor dos problemas. Morrer faz parte. É todo o resto, é toda a “indústria do alimento” que me aterroriza.

    E pior do que a indústria do alimento, hoje em dia, é a indústria da moda. Isso inclui vestimentas, cosméticos e essa poha toda que as pessoas usam para tentarem ser bonitas.

    Os testes cosméticos têm sido banidos em lugares decentes. A China, sempre ela, insiste. Não entendo o porquê, além de por sadismo e desrespeito. Teste em animais não me impediram de ter alergia à Avon. Eu não sou um coelho. Ele não me representa.

    Não me venha alegar que não há alternativas aos testes. Há. Muitas. Basta procurar – dá um Google aí.

    Não me venha dizer que, mesmo que eu compre Natura, que não testa em animais, nada impede que o fornecedor da Natura faça os testes. Isso não é argumento. Baixar a cabeça para a violência, porque combatê-la parece impossível, nunca foi saída. Eu tento.

    A saída talvez não seja assinar petições, mas eu as assino mesmo assim. Fazer pouco é melhor do que não fazer nada e criticar quem, pelo menos, faz algo. A saída talvez não seja o boicote às marcas que usam animais de alguma forma, já que é praticamente impossível se livrar delas – até absorventes higiênicos são testados em animais. E pra quê?!

    A saída é, sempre, a conscientização. A saída é o amor.

    No Facebook, tenho seguido a página do Anti-Fur Society. Acho que eles erram na abordagem. Eu fico chocada, escandalizada, aos prantos com algumas postagens, mas eu não uso peles – ou qualquer tipo de couro, seda ou lã -, eu não sou o alvo. O alvo nem olha e, ainda, reclama da violência das imagens. Às vezes, os membros da Anti-Fur são agressivos e infantis, mas eu tento entender. Impotência e horror destroem camadas de racionalidade. E o que se tem visto por aí é de se duvidar da razão, é de quebrar o mais forte dos corações.

    Mas o problema deste mundo são os corações fúteis, frios e duros.

    Não vou ilustrar este post com imagens chocantes, não vou falar sobre chineses ou sobre caçadores. Você tem direito ao seu nível de abstração. Mas vou pedir, por favor:

    Diga não ao uso de peles, mesmo as “faux”. Tem muito gato, cão e lebre sendo vendidos como sintéticos, porque são mais baratos, já que matar e esfolar não requer tecnologia. Um dos ratinhos dos meus gatos é feito de pele natural – descobri isso um dia desses… Animais sofrem muitíssimo para enfeitar roupas e acessórios. Isso não é certo.

     anti-furVocê pode viver sem minha pele. Mas eu, não.

    E, na medida do possível, se liberte das abstrações. Eu sei que viver neste mundo não é fácil, não mesmo. Mas só é tão duro, porque há gente demais usando venda. Quando as pessoas se libertarem do medo, da preguiça, do comodismo e da vaidade besta, o mundo terá uma chance. E eu queria muito de ter a chance de ver isso acontecer…

    * Personagem em Corações na Atlântida, do Stephen King. Amei o livro.


  2. Algum nível de abstração

    É muita coisa. É o excesso do que dizer que me cala. Não sei por onde começar; não há um começo claro. São 200 mil anos de História e… E?

    De onde viemos está claro. Para onde iremos, também. O que nos move é o que eu gostaria de saber.

    O que me move? Gatos. Gatos são o que me estagna, também. “Na verdade, eu acho que viver é o pior dos hábitos”* e me habituei firmemente a ele. Então, sigo, mas nem tanto.

    A realidade tem sido tão bizarra e assustadoramente irreal, que quero refúgio. Eu preciso viver em algum nível de abstração e este não se encontra mais na terra prometida das redes sociais.

     

    * Pete Riley, in Corações na Atlântida, de Stephen King.

     


  3. Hipocrisia

    9 de fevereiro de 2014

    Todo mundo é alegre e contente enquanto acha que está dando as cartas. Todo mundo está supersatisfeito enquanto não tem que assumir as consequências. Todos os outros são insuportáveis e dispensáveis, enquanto não se está perdendo dinheiro. O trabalho é chato, o salário é pouco, mas se pode-se chegar atrasado ou faltar quando bem entende, tá valendo. Todo chefe é bacana até que impõe limites para o excesso de liberdade. Toda chefe é joia enquanto faz vista grossa para a arrogância e incompetência. Todo dedo na cara é válido, desde que não seja na minha. Todo mundo é honesto até que é pego em flagrante. Toda hipocrisia é inocência, toda a culpa é do outro. Mas toda m*rda fede, não importa de quem seja.

    Que espécie de caráter é esse que tem-se construído? Que mundo é este no qual temos vivido? Tem hora que cansa nadar contra a correnteza. E eu lhe digo, eu posso ser má. Eu posso ser péssima. E eu posso até gostar.

    Que sorte que eu tenho bichos em casa.


  4. Microcosmo

    6 de janeiro de 2014

    Há um pombo doente no meu quintal. Não o quero aqui, mas não consegui convencê-lo disso. Ele saiu da minha casa, pela porta da frente, mas entrou novamente. É um belo lugar para um pombo doente: tem abrigo, tem comida e um monte de gatos com calor demais para caçar pombo.

    Há um punhado de pintinhos novos pela casa. O Toro resolveu não comer os que nasceram do lado dele. A mesma galinha que resgatei em setembro, mal criou os sobreviventes e voltou a viver perigosamente. Foi chocar quase que no mesmo lugar. Nasceram ontem e, ontem, contei 7. São 5, hoje. Ok. Ela é péssima mãe. Dos 11 que salvei, vivem 5, e só porque os continuei salvando.

    galinha-louca

    Em outra parte da casa, uma galinha roubou o ninho da outra. A roubada, inconformada, ficou por perto, possivelmente para avacalhar. Nasceram dois e fui colocar comida pros pequenos; ela me atacou. Consegui desviar – já sou craque, nisso -, mas fiquei furiosa. Principalmente, porque ela fez tanto estardalhaço, que a outra galinha, a mãe de fato – os ovos eram dela – , saiu do ninho e largou os pintinhos, novinhos, indefesos. A louca ficou atirando os ovos que ainda estavam por chocar, pra fora. Haja saco. Toquei a galinha, sem nenhum jeitinho, e pus os ovos pra dentro. Esperei a mãe voltar. Pus comida.

    Cheguei lá, agora, para ver se estavam bem. Não. Nasceram mais dois, mas um deles estava fora do ninho, muito machucado, sujo, gelado. Achei que estivesse morto, mas ainda não. Agorinha mesmo, digito com um só mão, para que a outra aqueça o pobrezinho. Não sei se vai sobreviver, mas não quero que morra se sentindo abandonado. Sou destas.

    E sou do tipo que marcou bem a sem-vergonha. Ela vai morrer.

    Os pernilongos estão se divertindo às custas do meu sangue.

    A Gasolina está com uma ferida enorme no nariz, que o veterinário disse ser câncer. “Tem certeza?”. “Não”. Então, por que me apavorar?! Quarta, vamos fazer o exame. Até o resultado, eu morro um pouquinho todo dia…

    O Toro está com berne e não sei lidar com isso.

    Pudim está gagá, andando prum lado e pro outro, sem rumo, miando, dia e noite.

    Will sumindo, todo santo dia.

    Tudo isso parece uma bobagem tão grande, né?! Mas pesa. Ainda mais quando se resolve andar na esteira e se liga a TV. 15 minutos. Desliguei as duas. Ver crianças morrendo queimadas em ônibus me deixou muito mal.

    É uma tremenda maldade ser largado neste mundo sem sequer um manual de funcionamento. Se eu tivesse pelo menos uma pista, uma ideia dos porquês, do sentido disso tudo, talvez fosse mais fácil passar pelas etapas. Andar às cegas, supondo sempre, é o que me apavora. Morrer faz parte. Detesto, mas de que isso adianta?… Viver, até as pequenas coisinhas, é que complicado…

    Atualização (08/01): o Toro estava com mais de 200 larvas comendo a perna dele. Ele não chora, ele não reclama, eu não presto atenção… O pombo doente foi comido pelas galinhas. Sobraram só as asas. O pintinho não sobreviveu e acho que a culpa foi minha… A taxa de “agiotagem” para conseguir o exame da Gasolina antes de 15 dias é de R$ 70,00.


  5. Um mundo mais do que enfeitado

    5 de janeiro de 2014

    A vó Edir costumava dizer que o mundo anda muito enfeitado. Ela era batista e, no geral, se referia à homossexualidade, hábitos e vestimentas. Eu acho que o mundo está mais do que enfeitado, só não sei qual palavra usar pra defini-lo…

    Mas eu sei que ando triste que só.

    O objetivo das redes sociais era, a meu ver, juntar pessoas com interesses em comum. Ok. O problema é o tipo de pessoas e de interesses que têm sido juntados. Às vezes, eu me assusto com os comentários, com a agressividades/ignorância/preguiça/estupidez com as quais as pessoas destilam seus preconceitos.

    1488060_595692070518500_1927261708_nHumano: Por que as pessoas estão cada vez mais intolerantes com as outras enquanto a Internet nos conecta mais próximos?

    Deus: Pessoas não estão diferentes do que sempre foram… Estúpidas. A Internet apenas fez com que fosse possível para nós vermos o quão grande é o abismo da estupidez humana. Tente não afundar.

    Às vezes, eu me assusto com o tamanho dos equívocos que fazem com que uma causa nobre se torne antipatizada. Vegetarianos/veganos, por exemplo, são mestres nisso. Mostram fotos horrendas, de maldade suprema, de sofrimento animal, com o objetivo de convencer aos adeptos da picanha e bacon a se tornarem vegetarianos. Não funciona. Não funciona comigo, que já sou vegetariana. Me dá tristeza, muita. E dá “fortes” argumentos aos adeptos da picanha e bacon para hostilizarem os vegetarianos/veganos, porque esses se sentem atacados e querem contra-atacar. E a causa animal se perde em meio a discussões imbecis.

    Ontem, eu estava lendo uma matéria sobre o consumo sustentável. Nos comentários, um vegano se impondo. Ok… Acontece. Para mim, o que interessou – e me assustou – é que não é possível o consumo sustentável. Não o tempo todo.

    Olha o tamanho do mundo! Olha a quantidade de gente que tem nele! Não dá para controlar tudo! Não dá para ficar sabendo de TODOS os pormenores e ter ânimo para continuar vivo. Em toda e qualquer indústria, seja de moda, de comida, de chá, todas elas cometem merda. Gente, bicho, o planeta sofre com essas merdas. O que fazer? Eu juro que não sei.

    A tal história do mosquito que é pequeno e um só, mas incomoda, é só isso: uma história. Se ele incomoda, você pega a raquete elétrica e acaba com ele. Não há exemplo de superação nisso!

    Eu faço minha pequena parte. Ajuda o mundo? Provavelmente, não. Mas me ajuda. É totalmente pessoal e egoísta cada gesto de bondade que eu tenho. Não como mais carne porque não apoio o modus operandi da indústria alimentícia. Estou a caminho de parar com o leite. Não uso uma porção de cosméticos porque sei que são testado em animais - mas devo usar uma porção de outros que não sei e, neste caso, a ignorância é uma bênção, porque eu não tenho grana para comprar produtos veganos nem condições de fazer meus próprios xampus. Não embrulho presentes, para não gerar mais lixo. E eu separo os lixos e reaproveito sacolinhas de supermercado para recolher os cocôs dos gatos. Não sigo moda/tendência há anos! Só compro o que realmente é útil e vou usar. Castrei os gatos e só não castrei o cão, porque ele não é meu e meu marido ainda não evoluiu em alguns aspectos.

    Em resumo, eu faço o que eu posso. O problema está em quem não faz/não pode nada. E não faz nem pode, porque é ignorante e estúpido demais para se mover. Não se preocupa com o outro e com o planeta, porque não pensa e, se pensa, deve ser algo do tipo: “ah, foda-se! Eu vou morrer, um dia, e deixa de ser problema meu. Vamo apoveitá enquanto tamo aqui!”.

    E engana-se quem acha que isso é problema terceiromundista, de pobre, sem acesso a educação. É claro que pobreza e ignorância andam juntas e perpetuam a tragédia, mas, né?, como os digníssimos governos conseguiriam se manter no poder se não fosse a ignorância?! O problema é global, sem fronteiras de credo, raça, condição social. O problema é uma Myle Cyrus - desnececyrus – da vida usando casacão de pele de verdade. Uma riquinha cercada por informação, se lixando para o mundo e o que vão pensar dela. “Sou rebelde”. Sei. Não passa de uma mocinha que conseguiu “se achar” tanto, que achou quem achasse junto!

    É mais gente que acha junto do que gente que pensa por si ou que se alinha a uma causa nobre: sobrevivência. É mais gente obcecada por fama e glamour e menos gente que faz. É medonho.

    Às vezes, penso que o melhor seria cruzar os braços e esperar pelo fim. Talvez, o homem da tabuleta esteja certo e o fim esteja próximo…

    the-end-is-nearSometimes, I hope so…


  6. Dúvida do momento

    15 de dezembro de 2013

    Me ajude, por favor. Eu quero saber:

    1. As pessoas estão mais imbecis?

    2. As pessoas sempre foram imbecis e as redes sociais são apenas o meio de expressão da imbecilidade?

    3. As redes sociais fizeram a imbecilidade latente se manifestar?

    Eu meio que era contra rotular as outras pessoas de imbecis, porque é feio e dá um arzinho arrogante em quem aponta – o que é mais feio ainda. Mas tem sido difícil fazer bonito…

    rickA ignorância pode ser uma alegria para o ignorante, mas para o resto de nós, é uma merda!


  7. S.O.S.

    7 de dezembro de 2013

    Se estivesse ao meu alcance, eu ajudaria todo e qualquer bichinho que precisasse de ajuda. Mas meus braços são curtos para o tanto do mundo que eu gostaria de abraçar. Por isso, optei por cuidar do que cabe no meu comprimento. Temos em casa 7 gatos, sendo 6 resgatados. Alimentamos pelo menos 3 gatos andarilhos, que jantam na área de serviço. Temos um “cachorro idiota” – referência ao Covarde, ok? – que precisa de um outro cachorro para aprender como é que é – estamos providenciando. Temos gastos enormes com isso e nos viramos, porque não é só comida, é comida, antipulgas, vermífugo, vacinas e consultas no veterinário. É caro ter muito bicho em casa.

    Assim, raramente ajudo financeiramente outros responsáveis por bichos. Principalmente, porque me falta grana para isso. Sei que, numa vaquinha, doar pouquinho já ajuda, que de grão em grão se chega lá. Mas a regra é a mesma para quem doa: se eu doar um porquinho para cada, e é sempre muita gente precisando, fica pesado para mim. E não quero/posso/tenho condições de escolher/priorizar quem merece mais.

    De qualquer forma, compartilho, sempre que acho pertinente, os pedidos de ajuda. Aí, sim, eu tenho como definir quem vai ou não levar meu “compartilhar”.

    Meu critério é:

    1. Eu tenho que ver o pedido. Por mais incrível que possa parecer, eu não fico 24 horas por dia no Facebook e, apesar de ter bem poucos amigos em relação à maioria das pessoas, nem sempre o post de um amigo me aparece na timeline. Coisas do Facebook. Ele prioriza as pessoas com quem mais demonstro afinidades e, mesmo assim, às vezes, falha.

    Então, entenda: posts são perenes. Não espere que todo mundo veja. E o Facebook é louco, sem critério e nem sempre mostra seu post aos outros.

    2. Eu tenho que ter condições de ajudar.

    Se não tenho amigos que se interessam por bichos na região de onde vem o pedido de resgate; adotante; transfusão de sangue; mãe de leite; “procura-se” ou lar temporário, não costumo compartilhar. Simplesmente, porque as chances de meus compartilhamentos ficarem ao léu são enormes. E o que tem isso? Quanto mais eu lotar minha timeline com pedidos de ajuda, menos gente disposta a ajudar eu vou ter.

    É sério. As pessoas começam a pensar: “lá vem a louca dos gatos, de novo” e me ignoram. Claro que muita gente nem vê meus posts pelo motivo nº 1, aqui de cima, mas muita gente vê e deixa pra lá. Se o objetivo é sensibilizar, a dose cavalar faz efeito contrário. O negócio é ser homeopático.

    Ok. E daí?! Daí que este post só existe porque tenho visto tanta gente reclamando, esbravejando, praguejando e ameaçando cortar relações contra pessoas que não doam/compartilharam posts, que eu mesma comecei a ficar com antipatia.

    Veja bem, a obrigação e responsabilidade é única e exclusiva de quem se meteu a criar/resgatar um bicho. E, mesmo assim, há inúmeras pessoas folgando e exigindo deslocar a obrigação para outros.

    Tem gente que resgata e corre para uma ONG exigindo que ela tome conta do caso. Tem gente que recolhe um cão paralítico na rua e corre para o Facebook, faz uma página e exige que os outros paguem pelas fraldas e ração. Tem gente que acha que só compartilhar o post não demonstra amor a bichos e exige que você pague por alguma despesa para provar que ama. Eu penso que cada um deveria cuidar do seu cada um e parar de exigir dos outros.

    Penso que, em caso de desemprego, falência, emergência, eu recorreria primeiramente a meus parentes e amigos muito muito chegados antes de recorrer a pessoas no Facebook. Mas não digo que recorrer a pessoas do Facebook ou a ONGs ou a comunidades protetoras seja errado. Errado é transferir para os outros a total responsabilidade que supostamente você tomou para si. Errado é tirar o corpo fora e colocar todo mundo na sua fogueira.

    Então, vamos todos com calma, que solidariedade não é algo que se toma à força. Conquiste a ajuda com mérito e carinho, não com dedo na cara. E faça sua parte sem impor que os outros tomem parte junto com você.

    Sei o quanto é terrível e devastador se sentir incapaz por causa de uma bobagem como dinheiro, mas ou se revoluciona o mundo em que vivemos ou se aceita que a coisa funciona como funciona. Em todo caso, é incrível o quanto tem gente disposta a ajudar, se você pedir com jeito.

    No mais, castre seus bichos; tele sua casa, caso tenha gato, para que ele não tenha acesso à rua; não misture bicho novo, que ainda não foi examinado/vacinado com os bichos da casa; não deixe seu cachorro escapar para a rua; não abrace causas que você não dá conta de lidar e seja feliz.

     

     


  8. Geração Y

    3 de dezembro de 2013

    Não vou generalizar, porque nem todo indivíduo que nasceu entre 1980 e 1990 e poucos se encaixa na definição. Mas, quem se encaixa, me explica: que poha é essa que passa pela cabeça de vocês? Se é que passa alguma coisa…

    Trabalho não é sinônimo de farra. Fazer só o que se tem vontade e na hora que se tem vontade, chegar quando quer, faltar quando der na telha e ficar o dia TODO pendurado no celular/Facebook/Twitter/chat PESSOAL é o extremo oposto de trabalho. Trabalho não é prazer. Pode-se – deve-se – ter prazer, mas não é pressuposto. Você pode ser funcionário do Google ou do Facebook, você pode ser seu próprio chefe que, até assim, trabalho é compromisso. É cumprir tarefas, ame-as ou não.

    Seu salário é pago pela sua função, não porque você é simpático/alegre/gente boa. E cumprir sua função é o que justifica seu salário. Você NÃO ESTÁ FAZENDO FAVOR em cumprir suas funções. Nem é injusto você levar “puxão de orelha” – entre aspas, viu?, ninguém feriu sua sagrada orelhinha que mamãe passou cotonete! – quando não faz o que deveria ter feito. Para com isso de “não sou obrigado”, porque é sim!!!!!

    A vida não gira em torno do seu umbigo. Você não é melhor do que ninguém - e corre o risco de estrelar no TOP 10 dos piores do mundo. Arrogância é falta de educação. E sua infelicidade é plenamente justificada pela sua falta de visão de mundo. Acorda!

    yVOCÊ NÃO É ESPECIAL!!!


  9. Politicamente incorreto

    2 de novembro de 2013

    Tomei a liberdade de pegar um comentário da Rafa, no Facebook, porque, depois disso, não se precisa falar mais nada:

    Rafaela Videira: “Chamar isto de “‘humor politicamente incorreto’ é tentar proteger a falta de talento de Gentili ao sugerir que ali há humor – e não há, como já vimos”. Não há humor nem talento, e ainda prestou um desserviço (gente é assim que se escreve isso?) à Michelle e às crianças ajudadas por ela. Aliás quero deixar registrada minha admiração pela Michelle.”

    Para quem não sabe, Danilo Gentili está sendo processado por ter feito piada sem graça e ofensiva. E eu acho pouco.


  10. Notícias sangrentas

    31 de outubro de 2013

    Ontem vi um post no Kibe Loco e cliquei no “duvida? clique aqui”. Fui parar num site qualquer. Li a notícia, achei uma bobagem e vi, logo abaixo dela, um “post relacionado”: “morre bebê enterrado vivo pela bisavó no quintal de casa”. Outra: “ex mata mulher a facadas enquanto bebê era amamentado”. Embaixo, ainda: “estudante se perdeu e foi arrastada para um matagal”, onde foi enforcada com o próprio sutiã. “Ex-atleta foi decapitado”. “Mãe criava bebê escondido em porta-malas do carro”…

    Diante disso e de questões tão violentas quanto, mesmo que não tão sangrentas, eu não tenho como julgar fútil/imbecil/à toa quem curte Ego ou Barteus. Realidade demais causa pânico. Que mundo…


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