Antes de mais nada, deixe-me esclarecer: a enquete ali do lado não tem nada a ver com minha vida, situação ou coisa que o valha. É apenas curiosidade que surgiu em meio às minhas leituras.
Minha opinião, se é que interessa a alguém, é que vingança me dá preguiça. Fria, então… Porque, no calor do momento, até vale um descontrole. Mas ficar requentando ódio por muito tempo, ficar revivendo dores, nhé. Não é comigo. E eu tenho aquela crença de que a vida se encarrega. Na verdade, acho que todo filho da p*ta se ferra sozinho, se enrosca, se dá mal no meio do caminho. É típico da raça. Eles se acham espertos demais!
Agora, se a vida me der a oportunidade de empurrar o cara pra fogueira… Eu topo.
Mas o objetivo do post é outro! É que minhas orelhinhas estão ardendo! Foram puxadas duas vezes, em três dias…
Na terça, mereci! Eu estava fofocando, assim, à toa, sem nenhum objetivo e propósito. Minha cunhada sempre disse que o primeiro sintoma de que me enturmei com Itaúna é que passei a fofocar. Mas não é bem por aí. Fofoquinha do tipo: “fulano se casou”, “sicrano se separou”, “beltrana engravidou” é típica da humanidade. É simples constatação de acontecimentos. Em cidade de interior só parece maior porque mais gente se conhece. Mas a intriguinha gratuita, daquele tipo em que a gente fala do outro como se fosse melhor do que ele - e era isso o que eu estava a fazer - é duma feiúra! E por quê eu fiz? Não sei o que me deu. Baixou um espírito de porco - tadinhos dos porcos - ou a má influência ainda anda à espreita. De verdade, não sei. Mas senti tanta vergonha de ter sido chamada à atenção que fiquei vermelha e tentando, em vão, me justificar.
E, então, parei de fofocar? Duvido. Mas, pelo menos, daqui por diante, fa-lo-ei com vergonha! É, isso é falta de vergonha, eu sei, mas, cara, falar mal do outro é irresistível! É antopológico! É se sentar no seu rabinho, se esquecer que você é um bosta, e avaliar o outro. Julgar e condenar… Ok. É feio. Vou me policiar.
Outro puxão de orelha veio ontem. A pessoa me disse que me falta elegância – esqueci a palavra exata, mas esta serve, no contexto – em uns posts aqui. Que eu não penso no outro, que eu generalizo sem medir consequências, que eu pego pesado no lado pessoal. E é fato. Esta sou eu. De uma indelicadeza e falta de classe que só. E, quer saber? Essa vai continuar sendo eu. Aqui é minha terapia. Escrevo, você lê - ou não - e vida que segue. A minha, mais leve. Eu escrevo no calor do momento - e já até me aconteceu de me arrepender da bobagem registrada. É o que se passa ali, naquela hora. Se fosse para escrever bem, com classe e bonito, eu deixaria o sentimento de molho até poder formular o texto bem bacana, classudo e emocionante. Quem sabe, virar meme com minhas frases belas?! Não! Não é esse o objetivo!!
Ofendi alguém?! Realmente lamento, mas não muito – ah, dependendo de quem, nadinha mesmo. Esse alguém sempre tem a chance de revidar nos comentários. Sempre. Posso treplicar partindo pra baixaria, se me der na telha, mas, né?! A vida é assim mesmo. Acontece - e me aconteceu no episódio aí de cima – de cair o nível. Mas, ó, manter a pose no dia a dia, na vida real é tão difícil. É tão frequente o meu uso de focinheira para tratar com os outros que, aqui, eu não me seguro. Não quero me censurar.
Outro dia, no aniversário do blog, eu cheguei a cogitar me livrar dele. Achei que eu estava ficando velha pra bloggar e talvez esteja. Mas não quero partir pros tarjas-pretas ou pra análise - na qual, para mim, eu não acredito - por isso, o blog ainda me serve. E, nele, vou continuar sem patrulhamento – mas se minha advogada mandar tirar, eu tiro… Aceite-me como sou, bata boca comigo ou caia fora! Ou nada disso. Mas, lembre-se, você é livre para se livrar de mim. Eu sou livre para me ser!
Não fiquei ofendida ou triste ou arrasada com nenhum dos “puxões de orelha”. Aliás, gostei deles como início de auto-análise. Foi válido e agradeço os toques!
Segundo minha nova “ídola”, Anne Rice, em A Rainha dos Condenados, “nenhum de nós realmente muda com o tempo; apenas nos tornamos mais integralmente o que somos.” Se é para ser assim, que eu, pelo menos, saiba bem o que sou e o seja direito!