Mundo animal

Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece… Dos 21 pintinhos que nasceram no fim do ano passado, restaram 6. Como eu decidi deixar a Natureza seguir seu curso, não fiquei resgatando pintos, aquecendo em lâmpadas, dando comidinha especial para eles. Parti para o viver e deixar morrer. Pois morreram aos montes. No fim das contas, lá estava eu resgatando de chuva e levando pra lâmpada para que não morressem todos.

Os sobreviventes estão mais fracos e menores do que deveriam estar. Não me culpo, culpo as mães, que fazem tudo errado. Nem sei como galinhas sobreviveram ao longo dos tempos com tão pouco instinto de proteção aos pequenos. Elas querem confusão, briga e comida. Amor e cuidados? Nhé…

Resolvi não deixar mais ninguém chocar, enquanto não colocasse ordem no galinheiro. Pois uma maldita garnisé conseguiu escapar da minha vigilância e chocou. Não sei onde. Só sei que nasceram 11 – ou sobreviveram 11. Estão todos na quadra, cercados de gatos e cães, pipiando e ficando pra trás… Não vou me meter. Juro.

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Principalmente, porque, além do Anti-Cristo, estou com problemas com o Toro, desde 6 de janeiro. Uma simples bicheira se tornou um pesadelo. Ele ficou internado por um mês. Teve pneumonia, anemia e está na capa. Voltou pra casa há quase um mês e, desde então, está sob cuidados intensivos. E nada de ficar mais forte.

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IMG_0674Puro Osso

E, para piorar a situação, não se encontra mais ração de gatos em Itaúna. O Will tem alergia à Whiskas – com o pacote de 3kg custando R$ 40,00, eu também tenho. O Pudim não pode comer Friskies. A Gran Plus, da Guabi, que era a que satisfazia a todos, não é mais vendida na cidade. Estou tendo que pagar R$ 27,00 só de frete por pacote de 10kg de ração. Dá para meio mês… Estou comprando na Meu Amigo Pet. São atenciosos e o preço está muito bom. Com o frete salgado ainda sai mais barato do que quando comprava aqui na cidade. Mas como nem tudo são flores - senão, não seria mais um problema – se o Correio atrasa, eu fico sem ração pros pimpolhos… Aconteceu este mês.

O Meu Amigo Pet foi uma maravilhosa dica da Bia!

Ah! O carcinoma da Gasolina regrediu e ela está 100%. Mas fica a dica: filtro solar nas orelhas e narizes brancos! A Pet Society tem um específico para pets. Vale o investimento/trabalheira, porque se cuidar da bicharada saudável já era caro/dureza, quando alguém adoece, eu quase morro.

Hipocrisia

Todo mundo é alegre e contente enquanto acha que está dando as cartas. Todo mundo está supersatisfeito enquanto não tem que assumir as consequências. Todos os outros são insuportáveis e dispensáveis, enquanto não se está perdendo dinheiro. O trabalho é chato, o salário é pouco, mas se pode-se chegar atrasado ou faltar quando bem entende, tá valendo. Todo chefe é bacana até que impõe limites para o excesso de liberdade. Toda chefe é joia enquanto faz vista grossa para a arrogância e incompetência. Todo dedo na cara é válido, desde que não seja na minha. Todo mundo é honesto até que é pego em flagrante. Toda hipocrisia é inocência, toda a culpa é do outro. Mas toda m*rda fede, não importa de quem seja.

Que espécie de caráter é esse que tem-se construído? Que mundo é este no qual temos vivido? Tem hora que cansa nadar contra a correnteza. E eu lhe digo, eu posso ser má. Eu posso ser péssima. E eu posso até gostar.

Que sorte que eu tenho bichos em casa.

Microcosmo

Há um pombo doente no meu quintal. Não o quero aqui, mas não consegui convencê-lo disso. Ele saiu da minha casa, pela porta da frente, mas entrou novamente. É um belo lugar para um pombo doente: tem abrigo, tem comida e um monte de gatos com calor demais para caçar pombo.

Há um punhado de pintinhos novos pela casa. O Toro resolveu não comer os que nasceram do lado dele. A mesma galinha que resgatei em setembro, mal criou os sobreviventes e voltou a viver perigosamente. Foi chocar quase que no mesmo lugar. Nasceram ontem e, ontem, contei 7. São 5, hoje. Ok. Ela é péssima mãe. Dos 11 que salvei, vivem 5, e só porque os continuei salvando.

galinha-louca

Em outra parte da casa, uma galinha roubou o ninho da outra. A roubada, inconformada, ficou por perto, possivelmente para avacalhar. Nasceram dois e fui colocar comida pros pequenos; ela me atacou. Consegui desviar – já sou craque, nisso -, mas fiquei furiosa. Principalmente, porque ela fez tanto estardalhaço, que a outra galinha, a mãe de fato – os ovos eram dela – , saiu do ninho e largou os pintinhos, novinhos, indefesos. A louca ficou atirando os ovos que ainda estavam por chocar, pra fora. Haja saco. Toquei a galinha, sem nenhum jeitinho, e pus os ovos pra dentro. Esperei a mãe voltar. Pus comida.

Cheguei lá, agora, para ver se estavam bem. Não. Nasceram mais dois, mas um deles estava fora do ninho, muito machucado, sujo, gelado. Achei que estivesse morto, mas ainda não. Agorinha mesmo, digito com um só mão, para que a outra aqueça o pobrezinho. Não sei se vai sobreviver, mas não quero que morra se sentindo abandonado. Sou destas.

E sou do tipo que marcou bem a sem-vergonha. Ela vai morrer.

Os pernilongos estão se divertindo às custas do meu sangue.

A Gasolina está com uma ferida enorme no nariz, que o veterinário disse ser câncer. “Tem certeza?”. “Não”. Então, por que me apavorar?! Quarta, vamos fazer o exame. Até o resultado, eu morro um pouquinho todo dia…

O Toro está com berne e não sei lidar com isso.

Pudim está gagá, andando prum lado e pro outro, sem rumo, miando, dia e noite.

Will sumindo, todo santo dia.

Tudo isso parece uma bobagem tão grande, né?! Mas pesa. Ainda mais quando se resolve andar na esteira e se liga a TV. 15 minutos. Desliguei as duas. Ver crianças morrendo queimadas em ônibus me deixou muito mal.

É uma tremenda maldade ser largado neste mundo sem sequer um manual de funcionamento. Se eu tivesse pelo menos uma pista, uma ideia dos porquês, do sentido disso tudo, talvez fosse mais fácil passar pelas etapas. Andar às cegas, supondo sempre, é o que me apavora. Morrer faz parte. Detesto, mas de que isso adianta?… Viver, até as pequenas coisinhas, é que complicado…

Atualização (08/01): o Toro estava com mais de 200 larvas comendo a perna dele. Ele não chora, ele não reclama, eu não presto atenção… O pombo doente foi comido pelas galinhas. Sobraram só as asas. O pintinho não sobreviveu e acho que a culpa foi minha… A taxa de “agiotagem” para conseguir o exame da Gasolina antes de 15 dias é de R$ 70,00.

Memes internos

A Adriana nunca veio aqui, mesmo assim, eu havia prometido a ela fazer um post sobre os memes da agência, afinal, a maioria é coisa dela. Então, já que é tempo de Top10, vamos de Top10 – Memes Internos.

10. “A culpa é da Katienne!”, porque “Se a culpa é minha, eu a coloco em quem eu quiser”*

Esta pérola de sabedoria evitou muitas crises - de ego ferido.

*Homer Simpson

9. “Ai, me deixa!”; “Ai, supera!”; “Morre que passa” e “Cada um com seus problemas”.

Em junho, parecia que eu havia adotado uma adolescente, pois eu ouvia essas frases o tempo todo. Quanto aos “Ai, mimimi”, não pude fazer nada, senão deixar e superar. O “Morre que passa” foi abandonado após ameaça de denúncia por indução ao suicídio e “Cada um com seus problemas” foi substituído oficialmente por “O destino de um é partilhado por todos”, porque eu sou time Mestre dos Magos!

8. “Tá pensando que pipoca é fruta?”

Perfeito para ser usado quando alguém me pede algo absurdo. Ou seja, sempre.

7.  “Fulano é rainha,  Beltrano, princesinha”. “Fulano na veia, Beltrano na cadeia”

Tati Neves (quem?) já foi esquecida, mas graças a ela e Bieba, Xuxa fez, mais uma vez, história no Facebook/Twitter.

E eu que imaginei que nada superaria “VOCÊS NÃO MERECEM FALAR COMIGO NEM COM MEU ANJO”.

6. “Você não me serve”.

Serviu por muito tempo. Depois, acabou substituído por “isso não é Publicidade!!” #clientesqueamamosSQN

5. “Nooooooo!” Vader, Darth

Pressione em situações difíceis.

4. “Aixiiii…”

Contribuição valorosa da Katienne. Diz-se com tom de desprezo, virando os olhos, para qualquer bobagem que se ouve ou vê. Uso muito!

3. Sideshow Bob

Mês passado, tive a infeliz experiência de pisar num rastelo abandonado no galinheiro. Que dor!!! Depois de duas semanas, meu nariz começou a desinchar.

Para ilustrar o que havia me acontecido, usei este gif:

Sideshow_bobVirou hit!! Virou camiseta.

shirt_girls_01Camiseta da Threadless.

2. Chloe.

Uma porcaria de mãe criou essa obsessão entre as novinhas da agência. Queria até dividir com ela o fardo de pagar salários, já que minha criação passava horas fazendo montagens da Chloe

3491348_originalMontagem com a Chloe que catei na Internet.

1. “Esse povo pensa que o céu é perto.”

Esta frase foi nos brindada pela Adri Abreu, num comentário, aqui no blog, em abril de 2011. Como, para mim, é uma frase supimpa e polivalente, que já até foi homenageada, aqui, a trouxe de volta em 2013. Foi usada à exaustão. É, merecidamente, o Top – Meme Interno de 2013!

Há de enlouquecer-se

Imagina o desespero: a última vez que você viu seu gato, foi às 7:30 da manhã. Ele saiu pela sua janela e nunca mais voltou. Tudo bem. Nunca mais é muito tempo. Mas eram 20h e estava armando uma tempestade de filme “Poltergeist”. Pipocavam um sem número de trovões. Sem tempo de manifestarem-se individualmente, eles rugiam todos juntos. Era tal qual estar dentro de um avião, só que com muito vento e chuva.

Meu bisa costumava falar que “muito peido é sinal de pouca bosta” e tentei acreditar, já que era muito “peido” de verdade. Mas quando veio a “bosta”!… Foi muita!

E nada de Will.

Ele devia estar na laje, sob o telhado da casa. Só pode. Não tem como ele sair da casa. Os stray cats que entram aqui, passam por arame de contenção para muro - aquela porcaria enrolada, cheio de navalhinha – e cercas elétricas dos amados vizinhos. Meu gato é de casa, mimado, não passa por isso, porque não precisa. Mas nada me impediu de surtar. Quero dizer, quase nada.

Numa última tentativa, abri a porta da frente e fui procurá-lo no jardim. Vai que. Nisso, entra um gato. Não qualquer gato, mas um gato que andava visitando meu quarto, desde o Natal. Quando fechei a porta, lá estava ele, na sala.

IMG_0510Manhã de Natal e Santa cheirando as toalhas que iam ser lavadas. Em primeiro plano, Pudim!

Pus comida, água e caixa de areia para o sacudo e tentei firmar amizade. Ele comeu, usou a caixa, mas não quis saber de mim. Tá lá, na sala, agora mesmo, dormindo dentro do sofá, depois de ter passado a noite destruindo as persianas…

persianas

E foi quando eu ia indo levar a caixa de areia pro Santa – como ele chegou pela primeira vez no natal, com um saco gigante, o apelidei de Santa Claws, ou Papai Garras! – que vi Will, do lado de fora da janela, totalmente molhado. Abri e ele entrou, como se estivesse tudo supernormal. Fanfarrão!

A chuva passou, transpôs o asfalto da rua para meu passeio, arrancou galhos das árvores, não matou minhas galinhas e trouxe mais um amiguinho. Sim, este vaga-lume!

IMG_0547 Me falta uma macro boa e talento, eu sei, mas eu não sou fotógrafa e não preciso!!

E enquanto tudo isso acontecia, a Panqueca estava fechada no quarto de roupas. Ninguém se lembrou dela e ela passou a noite lá…

panqueca

Pimentas 2013

“vamo lançar um outdoor em frente o Rena” (sic)

Estou aguardando ansiosamente desde janeiro…

“Vamos botar pra quebrar SORTE, DINHEIRO, SAÚDE PRA TODSOS NÓS” (sic)

Eu espero que, pelo menos, se tenha tido muita saúde. De resto, down hill total, hein?!

“2013 a gente vai detonar!!”

Se a proposta era detonar “o filme”, estão todos de parabéns!

“nossa 2013 o mário ja falou q quem vai ser destaque fomos nós” (sic)

Pelo visto, Mário falou, mas não cumpriu. Deu Rara!

“kkkkkkk”

Cara, o ano nem acabou, mas me arrisco a dizer que ninguém “kkkkkkk” melhor do que eu este ano!!! kkkkkkk

Uma semana boa

Semana danada!

Começou com coleguinha de trabalho nova! Realizando o sonho de tê-la conosco!! Espero que ela goste da agência tanto quanto a agência gosta dela!!

Terça, tivemos que ir à BH. Aproveitei para comer hambúrguer, no Eddie, para matar vontade! Que delícia de hambúrguer de soja! Nem acreditei que o fosse! Valeu cada caloria e cada centavo! Muito bom!

Depois de alimentar o corpo, fui alimentar a alma. Comprei uns livros, inclusive o Manual Prático de Bons Modos em Livraria, e fui ultra-bem atendida pelo livreiro. Coisa linda!

Quarta, fomos fazer happy hour no Gula e Gole. Quanto tempo fazia que eu não bebericava com os amigos durante a semana! Foi muito muito bom! O atendimento, a comida e a caipiríssima estavam excelentes! Vou querer repetir a dose mais vezes.

povo-lindoEta, povo desfocado!!

Quinta, apesar do soninho, fiz trabalhos bacanas para clientes bacanas! Tão bom trabalhar para quem aprecia o trabalho da gente!

Hoje, o dia começou com brigadeiros! E bolo de cenoura! E foi um dia daqueles que passam rapidão, de tão bom que estava!

Semana que vem tem sessão de fotos de comida!! E FIQ!!! E feriado!!!!

Ajude 4Patinhas

Postamos nosso primeiro trabalho para o 4Patinhas no Facebook da agência e alguém comentou: por que vocês não oferecem trabalho pra ONG de Itaúna que cuida de bichos? Não respondi. Não, ali. Mas, aqui, meu espaço, só meu, eu posso falar: porque não!

Lembram da Pretinha? Pois é. Antes do Paulo veterinário mandar seu pessoal para buscá-la e arranjar um dono para ela, eu havia recorrido à tal “ONG”. Expliquei que eu tinha gatos e uma cachorra doente e que não poderia ficar com a Pretinha aqui, mas que eu pagaria pelo Frontline, banho, o que fosse, desde que me arranjassem um lugar para ela ficar. Resposta deles: “não”. Disseram que teria feirinha de adoção em duas semanas e que, daí, eu a levasse lá.

Depois apareceu a Guapa no pé de abacate. Tudo bem que a Guapa é o meu maior amor de todos! Ela é a gata mais bacana, louca, doce e necessária da minha vida, mas não era para ser. A gente pediu pra “ONG” colocar fotinha dela no Facebook, anunciando a doação. Só isso. Mandei a foto num post, só compartilhar. Nada, nem resposta.

Pra fechar, pedi para eles uma gaiolinha de captura de gato emprestada. Contei que havia uma gatinha abandonada morando no meu quintal e que ela estava apanhando dos meus gatos e que eu queria pegá-la, mas ela era muito arisca, etc. Duas semanas depois, responderam que não poderiam ajudar.

Eu não acredito em ONG que não ajuda, que não pode, que não tem tempo, que não quer. Eu acredito no 4Patinhas, que faz, mostra, apresenta as contas, o antes e depois. E eu doo o meu tempo, meu trabalho, meu parco talento para quem merece.

E se você está no Rio, doe também:

cartaz

Pasárgada

Semana retrasada, briguei com um cara no supermercado, em BH. O sujeito deixou as compras dele no caixa e saiu para terminar de comprar. A mulher que estava logo atrás dele achou ótimo quando ele lhe deu passagem, já que a vez dele havia chegado e a mulher dele, não. E eu estava logo atrás dela e previ: ele vai voltar e eu vou brigar.

Dito e feito. Ele voltou para a fila, logo na minha frente, se achando no direito. Quando eu falei que não estava entendendo, ele me disse que as compras dele estavam ali o tempo todo, ao que respondi: “mas você, não”. Ele fez de ofendido e me mandou passar na frente, então. Meu marido ficou no “deixa disso, não precisa”, mas eu falei que passaria na frente ele deixando ou não, pois era meu direito. Ele me chamou de mal educada e saiu aos berros, dizendo que não ia discutir comigo. Taí. O cara fura fila, grita comigo, discute comigo e eu é que sou a mal educada. Que sociedade mais do lado avesso, essa…

Semana passada, houve briga entre vizinhos. A motivação – e não necessariamente o motivo – foi o cachorro que latia incessantemente há dois anos, enquanto a dona dele se esgoelava. Boa motivação. Eu contava até 1500 todos os dias para não brigar também, porque o cachorro, no fim das contas, não tem culpa. O resultado da briga – feia, cheia de palavrões e gritaria generalizada – foi que o cachorro se foi. A esgoelada quebrou porta e gastou todo o resto das cordas vocais que tinha e, de modo geral, o silêncio impera ali, agora.

Como, sei lá, agradecimento?, o vizinho que iniciou a briga e expulsão do cachorro passou este fim de semana todo acelerando a maravilha da moto dele. Por que? Deve ser saudade de barulho. Só pode. Ou porque babaca é babaca.

Ainda bem que comprei o maravilhoso fone de ouvidos da Bose. É ligeiramente desconfortável – no calor, é mais -, come pilha, mas me garante uma surdez parcial muito bem-vinda. Posso, assim, tolerar os abusos e evitar picuinhas com vizinhos.

Mas picuinha intolerável é ter sido cercada de arames cortantes e cercas elétricas que gritam histéricas nos fins de semana. O amor entre vizinhos fez com que eles não queiram só se proteger contra ladrões, mas uns dos outros. E eu, que sou a mais civilizada da turma – ora, ora -, acho horrível viver numa penitenciária involuntária. E fico pensando nos meus gatos de rua, cada vez mais sem acesso a mim…

O Cyclops não é o único que vem comer aqui. A Naíma, uma siamesa lindinha que deve ter sido abandonada nas redondezas, anda frequentando minha casa. Naíma – que significa “delicada” – não é gente boa, não se aproxima muito, mas entendo que ela tem muito medo. A gente a viu nas ruas e, sinceramente, ela não sabe se virar, não. Fico feliz todas as noites em que percebo que ela conseguiu sobreviver mais um dia.

Queria poder cuidar dela, mas está difícil a aproximação. O Pudim fez questão de mostrar quem é que manda e ela tem medo. Aliás, ela pode ser ele, já que não dá para ter certeza, pela distância. O Cy e o Pudim não gostam nada dela - o que me faz pensar que é provável ser menino -, mas ela é realmente delicada, como uma menina…

A quantidade de gatos e cães de rua nesta cidade só cresce. Tanto que os patos do parque têm sofrido bastantes perseguições noturnas – cães caçando. Acho incrível como alguém pode simplesmente descartar um animal. Aqui em casa, nem lixo a gente joga fora sem dó – não é hoarding, é consciência ambiental, mesmo. A gente sempre avalia se ainda tem utilidade e qual, antes de descartar…

E o resultado de tanto bicho solto é que os meus estão com pulga novamente. O Frontline não está dando conta. Dureza… E que eu evito, cada vez mais, sair de casa. Fico angustiada de ver tanto bicho maltratado, em bandos, nas ruas. Não ter o que fazer me chateia.

A minha agência está tentando ajudar o Quatro Patinhas a ter e-mail marketing e news, mas anda difícil, porque a Christiane não para o suficiente para me ajudar a ajudá-la. E isso é pouco e é no Rio. Eu queria fazer mais, fazer local. Ou… Eu queria mais era ir para muito longe desta vizinhança hostil, destas pessoas que abandonam bichos e me mudar logo pra algum lugar distante, deserto, onde eu seja amiga do rei…