Desabafo anônimo

Aconteceram umas coisas felinas que me destruíram, esta semana. É… Sou daquele tipo de gente que assume a dor dos outros. Só que também sou do tipo de gente que odeia quem me faz sofrer.

Ia mandar esta falação toda, abaixo, à minha algoz, mas achei que ela já tem seus próprios problemas. Como escrever isso me liberou de uma enxaqueca dos infernos, resolvi postar aqui, só para desabafar, mesmo…

“Ei… Sei que não é momento de te chatear, mas preciso…

Eu tenho um certo pé atrás com você desde que você saiu xingando todo mundo pelo baixo número de compartilhamentos de um post. Como se a responsabilidade de cuidar dos bichanos que você pega fosse compartilhada. Não é. É sua. Eu só lhe “sigo”. Ajudo quando vejo possibilidade, mas sob minha responsabilidade já estão 9 gatos, dos quais eu cuido com a mixaria que eu ganho sendo designer no interior de Minas.

Daí, para tentar apagar o mal estar, e para tentar conhecer a pessoa por trás da página, resolvi ver seu perfil no FB, o que não ajudou. Achei “sua religião” agressiva demais. Não que eu seja ovelha pagadora de dízimo, longe disso, sou ateia – sem orgulho, só me aconteceu de ser assim -, mas achei feio você escrever daquela maneira. Ofensivo. Principalmente para alguém que vive pedindo orações. E vive pedindo orações, porque as coisas ao redor não estão legais.

Sei que os seus “resgatinhos” são frágeis, na maioria, têm probleminhas, mas eles estavam morrendo dia após dia e eu ficava me perguntando: o que ela está fazendo de errado? Talvez, nada. Pode ser que estivesse tudo certo, mas, sei lá… Muita morte em pouco tempo… Eu investigaria. Mas, né?, eu ouço cascos e penso em zebras…

E, então, sua casa quase pega fogo por negligência. Você sabia do problema e não o resolveu por falta de dinheiro? Você colocou bichos e pessoas em risco! Falta de dinheiro não justifica isso! Faz vakinha, faz empréstimo, pede ajuda, mas não deixa a casa pegar fogo com um punhado de gatos dentro!

Depois disso, me choquei quando você EXIGIU testes FELV para uma possível mãe de leite para os filhotes. O problema está na palavra e no caps lock! Você pedia um favor… Não cabe exigência num favor! E já pensou se uma gata saudável e testada fosse para sua casa e saísse morta por um vírus que se espalhou por aí?! Você exige dos outros, mas não apresenta garantias?

Você faz quarentena com os gatos resgatados? Porque a doença, certamente, chegou com algum deles e é sabido que gatos de fora não devem ser misturados aos que estão dentro antes de todas as vacinas e exames. Nem precisava lhe dizer isso, né?!

Escrevi tudo isso sem certeza se iria lhe enviar ou não. Se envio, é por mim, por puro egoísmo, porque eu sinto dó da situação, mas, também, raiva. Não queria estar na sua pele, não consigo sequer imaginar que merda devem estar sendo esses dias para você. Pelos gastos, pelos gastos emocionais, pelas perdas… Me solidarizo com isso, com certeza, mas não consigo não me sentir infeliz com as mortes dos pequeninos e com a doença do meu gatinho favorito dentre os seus.

Desculpa, mas eu não sei lidar com perdas, eu tenho que culpar alguém. Calhou de ser você. Lamento ser a pessoa horrível que aponta o dedo quando você mais precisa de apoio, mas esta sou eu. Provavelmente, estou sendo injusta, mas espero que não me odeie por isso…

Abraço.”

 

Mi mi mi

Desta vez não foi falta de tempo, correria ou falta de assunto. Sumi daqui porque há momentos que a vida fica tão estranha que a gente precisa avaliar tudo em silêncio, de si para consigo.

Avaliei e defini: quero me mudar do Brasil. Minha preguiça de buscar meus antepassados europeus vai ter que acabar. Quero sair daqui pra nunca mais! Sim, antes disso, muita água ainda vai rolar, mas há de rolar na direção certa.

Havia uma propaganda antiga, de banco, que dizia: “a gente não escolhe o país onde nasce, mas constrói o país onde vive”. Sempre achei isso lindo, verdadeiro de montão. Mas o que se pode construir com corrupção, estupidez, ignorância, policiamento politicamente correto totalmente equivocado, burrocracia, leis trabalhistas irreais, impostos abusivos, Marina Dias, Lula e Dilma, abuso de poder e mais corrupção? Eu não consegui construir nem um galinheiro. Cheguei de tentar.

Mas, enfim, enquanto estou aqui, no Brasil, e aguardo a hora do jantar, vamos fazer um apanhado das últimas semanas em minha vida? Então, senta e chora comigo!

Dia 10/09: lançamento mundial do primeiro disco do Gemini Syndrome! Eu já havia escutado, por stream, e já havia decorado todas as músicas! Mas… A coisa real é outra coisa! Não… É a mesma coisa, mas fiquei felizona de receber meus arquivos por e-mail!!

Dia 15/09: eu iria a BH para comemorar o aniversário do meu meio-irmão favorito, quando recebi a notícia da morte de um parente. Meus parentes não morrem, a gente é tudo vaso ruim, que não quebra mesmo. Além do susto, da tristeza, da dor de ver minha avó arrasada, ainda teve uma tal de burocracia para f*der geral. Como o Estado é desrespeitoso com a dor dos outros. Como podem demorar tanto para liberar um corpo e ainda zoar: “ah, pra que pressa? Já está morto!”. E que coisa mais triste ver alguém que você amou, que fez parte da sua infância, que deixou traços na sua personalidade ser colocado embaixo da terra… A vida nunca me preparou para isso…

Dia 23/09: inauguração da nova loja Beth Mendes. Importante? Importantíssimo! Primeiro, porque são minhas clientes do coração. Segundo, minhas amigas. Terceiro, porque a Virgínia, da Doce Deleite, fez os salgados do coquetel! Quatro, porque deu TUDO certo! Valeu cada segundo de estresse anterior a essa inauguração!

Dia 24/09: chegou a superesteira max-plus que compramos – a perder de vista – no Submarino. E chegou com defeito… Para trocar, 30 dias. Ou seja, perdi 30 dias de bunda dura…

Dia 27/09: já que não vou emagrecer tão cedo, comprei uma “Caixa da Felicidade” - 12 brigadeiros de chocolate meio amargo, 3 superpalhas italianas de Nutella, 3 cookies duplos recheados com ganache -, da Doce Deleite, com um plus de 20 amor-em-pedaço. São Glutão, comi como se não houvesse mais tarde! Comi como se não houvesse cárie, diabetes e gordura localizada! Comi e quis mais!

doce-deleiteNhami!

Dia 30/09: ainda bem que comi tantos doces no fim de semana. Acordei feliz, me arrumei para trabalhar, até passei batom! Não durou 2 horas, essa alegria. Que merda de profissão eu fui arranjar…

Dia 02/10: chegou o livrinho do Coala!! Gente, que lindeza!!

o-monstroBloco de notas com capa exclusiva do Monstro + livro autografado +  livreto de esboços e artes conceituais + poster exclusivo do Monstro. Faltou o Monstro, em si, mas o pacote em que ele vinha já tinha acabado…

 Dia 04/10: chegaram as minhas coisinhas do Gemini Syndrome: CD, camiseta - que já estou com ela -, chaveiro e as cartinhas!!

gemini-syndromeCD e cartinhas. A camisa e o chaveiro já estão em uso!!

Chegou minha impressão do Armandinho!!

armandinhoEm breve, vai ter livrinho dele, também!

Pode não parecer que a vida anda tão ruim, mas anda. Claro, há recompensas, às vezes. Um cliente bem agradecido já vale o dia. A chegada do Correio me alegra o coração. Ver coisas legais e saber do sucesso de pessoas legais é ótimo – mesmo que a gente, mesmo, esteja na merda. Abraçar minha avó, ver gente que eu gosto que eu não via há anos é sempre bom! Viver nunca deixou de valer a pena, mas há coisas na vida que não valem nada. E é delas que eu quero me livrar.

Boa sorte para mim.

Feiura

Reforma ortográfica

É sério que “feiúra” não tem mais acento ou isso é coisa do corretor? Eu era muito boa em Português, mas estas novas regras ortográficas me ferraram. Nada mais faz sentido. O pior é a imbecilidade da coisa. Não há como falarmos a mesma língua, é impossível. Portugueses escrevem e falam de forma diferente, simplesmente porque tem vocabulário diferente. Isso não muda!

A Superinteressante fez uma matéria sobre um mundo com uma língua só e, segundo eles, isso não teria como ser, simplesmente porque culturas diferentes criam/usam palavras e expressões diferentes.

Eu não tenho sotaque mineiro, porque o tal sotaque consiste em engolir letras e juntar palavras. Minha tia nunca me permitiu tal disparate. Mas uso expressões típicas da minha terra – isso não inclui, ainda bem, o “olha só procê vê”. Uso a palavra “arredar”, que, para minha surpresa, não é conhecida por aí e, por aqui, é comum demais! “Demais” também é coisa de mineiro!

“Um assunto pentelho”

Eu acho a Nanda Costa – ou Nada Consta, como diria Katylenne – uma mulher sem sal. Ela tem um corpo legal, mas a cara de pobre me incomoda – nem vou tentar ser politicamente correta, porque a expressão é essa mesmo: “cara de pobre”. Apesar da sem-gracesa da pessoa, achei a Playboy dela linda. A mais artística que eu já vi. A mais tudo a ver. O cenário favoreceu demais a moça, porque ela se encaixou feito uma luva, ali. Não pela cara de pobre, mas pela brejeirice, morenice, sudorese. Achei bonito. Achei que os pelos foram uma jogada excelente. Primeiro, porque tem relevância com o personagem. Uma perereca careca não combina com uma mulher cubana gostosa. Segundo, de uma hora para outra, a existência de pelos pubianos se tornou MUITO mais polêmica que mamilos e iria dar – e deu – o que falar. Mídia espontânea! Tanto, que só vi as fotos por causa do reboliço em torno da Chewbacca da moça.

Sei que esse assunto é super-mês passado, mas retorno a ele, porque se encaixa como uma luva neste post. Se encaixa em feiura. Feiura, para mim, é essa nova mulher, cheia de regras, de paradigmas tolos. Ela tem que ter cabelo de progressiva – de preferência, com babyliss nas pontas. Tem que ter silicone nos seios - pelo menos. Tem que ter barriga tanquinho e pernas de gladiador. Tem que ter a vulva careca.

Para começo de conversa, acho o fim essa padronização. Sei que tem moça que se encaixa aí feliz da vida. Não a julgo. Mas não esperava que os homens fossem reclamar de pelos pubianos. Isso, nunca!

Ninguém tem o direito de dizer que uma mulher não é bonita porque opta por ser natural. O natural, por si só, já é belo. Cabelo crespo, barriga fofa - porque quem tem máquina de lavar em casa não precisa de um tanquinho no abdômen, né não?! -, peito pequeno, partes peludas… Nada disso é feio. Tudo isso junto não é feio. Feio é não se aceitar. Mas feiura mesmo é não aceitar o outro por tão pouco. Viva a diferença, meu povo!

E não me venham culpar a moda, as revistas, a TV, Hollywood ou o escambau, porque quem escolhe seguir padrões são indivíduos. Ninguém obriga.

Almas secas

Esta semana, no Facebook, duas coisas me chocaram. Uma delas me fez chorar.

Nenhuma delas é ligada a violência física, mas ambas são de uma crueldade absurda.

Caso 1:

Um pai colocou em seu próprio Facebook uma foto dele “amamentando” a filha. Esta:

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A história:

A mãe da criança saiu, depois de amamentar e colocar a menina para dormir, para um compromisso rápido. O pai ficou com a menina. Acontece que, ao contrário do esperado, a menina acordou antes da mãe chegar e começou a chorar. O pai, meio que desesperado, imaginou que não seria fome, pois fazia pouco tempo que ela havia mamado, mas carência, talvez. Então, pegou a menina no colo e colocou o peito peludo na boca dela. Ela agarrou o peito com as gengivas, não sugou, mas se acalmou e voltou a dormir.

Moral da história:

Palavras dele: “É assim , eu sou homem, não produzo leite, mas acredito que o amamentar vai muito alem disso, é um contato direto que você tem com o seu filho/filha, é como se você mostra-se pra ele o que é AMOR/CARINHO/ATENÇÃO , mas numa língua em que ambos entendam.”

Eu, pessoa com alma suculenta:

Achei lindo demais! Achei a atitude bacana, o post adorável, a mensagem – que vai além, alerta para a importância da amamentação, num mundo repleto de NAN e mulheres que têm medo de peito caído – é sensacional e a foto, adorável.

Pessoas de almas secas:

O cara foi acusado de pedofilia, de querer aparecer, de tentar tomar “O DIREITO SAGRADO DA MULHER” – assim, mesmo, com Caps ligado! – de amamentar. A mãe foi acusada de negligência, por não prever uma eventualidade e deixar uma mamadeira.

Fiquei passada…

 Caso 2:

A história:

Um garoto, Dudu, viu um dos casos do 4Patinhas: o Steve, um gatinho sofrido, estava “chorando sangue”, por causa de uma infecção nos olhos. Dudu se comoveu e pediu para sua mãe levá-lo à ONG, pois ele iria doar o dinheiro do cofrinho, que  juntava para comprar um videogame, para o tratamento do gato.

Eu, pessoa com alma suculenta:

Fiquei encantada, emocionada com o garoto, com o desprendimento dele. Vi esperança no futuro. Acreditei um tiquinho na humanidade.

Outras pessoas, ainda mais suculentas do que eu, fizeram uma Vakinha para o garoto, para comprar o videogame para ele.

Pessoas de almas secas:

Perseguiram a mãe do garoto, no FB. Acusaram-na de querer aparecer, de forçar uma situação para não ter que comprar o videogame, mas, sim, ganhar, através de apelos demagogos. Fizeram o menino chorar. Me fizeram chorar. Cabô esperança. Transformaram uma coisa tão bonita em feiura. A mesma que elas carregam na alma.

Vida besta

Minha avó me ligou, nesta terça, para dizer que sonhou comigo, mas que não se lembrava sobre o que era, então, resolveu descobrir se eu estava bem. “Não, estou trabalhando e odeio isso”, eu disse. Ao que ela respondeu: “deveria ter aproveitando quando você era bonita e se casado com um homem rico”.

Meu marido ficou puto com isso – e eu é que fui chamada de feia – e disse que nenhum homem rico me toleraria - mais ofensas… Mas o negócio é: se eu fosse mulher talhada para casar com homem rico - ou até mesmo ter um caso com um - eu não seria quem eu sou. Eu seria tolerável, no mínimo.

Pensando bem, se a pessoa não tem o talento para se casar com cara rico, esse passa ser um dos trabalhos mais árduos do mundo. Bem remunerado, pode até ser, mas muito difícil. E eu não quero TER QUE trabalhar.

Infelizmente, não fui talhada a nada, a não ser a ser uma questionadora, resmungona e infeliz. E, para ser sincera, eu bem gosto de ser assim, já que nunca tentei mudar. Ser feliz não me interessa. Eu só não queria TER QUE trabalhar. Essa poha não enobrece nada. Ao contrário, empobrece – em aspectos mais nobres do que dinheiro -, toma tempo – de dormir, de aprender, de se divertir, de ser criativo -, gera estresse. E para quê? Conseguir – a duras penas, diga-se de passagem – pagar as contas no fim do mês?

Eu só condeno os vagabundos, os encostados, os à toa por pura inveja. Desdém de quem quer comprar.

Há quem argumente que ficar à toa cansa. Nunca me casei. Em todas as vezes que tive a oportunidade, abracei a causa e curti muito! E, mesmo assim, não TER QUE trabalhar não é sinônimo de ficar à toa. Plantar árvores, cuidar da horta, vacinar as galinhas, arrumar o armário, se atualizar em True Blood, ler, escrever, se voluntariar em alguma causa na qual acredita, aprender matemática são atividades - para as quais, infelizmente, não tenho tido tempo e/ou disposição.

E, daí, quando li isso no Pinterest…

668e74281d2e138d4fd1e4c475bd7630Alguma vezes, Deus não muda sua situação porque Ele está tentado mudar seu coração.

… Fiquei pensando: será que eu trabalho porque Deus quer mudar meu coração de “batendo” para “infartado”? Só pode…

Não é por R$ 0,20, mas é por muito de pouco…

Coisas tão pequeninas vão tomando forma, vão crescendo, se agigantando. Vão tomando conta da vida da gente, espremendo, sufocando. Coisinhas tão insignificantes que, de repente, são a razão das imensas tristezas. A Adriana diria: “morre que passa”. Eu, por minha vez, sou mais propícia a matar o que me mata. Enquanto não morro e não mato, reclamo. E saio em protesto!

Não é por 20 centavos.
É por ter que engolir um sapo por dia, sem mastigar, e ser obrigado a sorrir.
É por ser destratado por fornecedor e ter que escutar xingo de cliente - porque fornecedor imbecil, ainda, foi inventar futrica.
É por ser sabotado pelo “concorrente-predador” - que ferra o cliente para culpar você. Sim, ele existe…
É por nunca conseguir pagar a prestação do carro em dia, porque um porção de pessoas nunca lhe paga em dia.
É por ser sacaneado por funcionários cheios de regalias.
É por ter a casa mijada pelo gato que você resgatou e trata muito bem.
É pelas galinhas comendo a ração do cachorro.
É pelos mosquitos-palha e pernilongos.
É pela vizinha que se sente no direito de envenenar seu pomar e de deixar o alarme da casa apitando na sua orelha pelo fim de semana afora.
É por ler gente que você admirava escrever bobagens que ofendem sua inteligência.
É por perceber que a CNN sabe o que está acontecendo no Brasil, mas alguns de seus amigos, não.
É por ser “ameaçado”, por babaca de Esquerda, de perder a amizade dele no Facebook no caso de você ousar pensar diferentemente dele - já era, velhinho!
É por comentários infelizes de infelizes.
É por ter fome e não ter bacon.
É por não ter tempo de ser legal.
É por nunca viajar.
É por sonhar com um mundo melhor e acordar se sentindo um idiota.
É por ser pobre - ou classe média, o que dá quase no mesmo - num país tão incrivelmente rico.
É pela “bancada evangélica”, pela inflação, pelos corruptos e corruptores, pela roubalheira, pelo abuso de poder, pela bolsa-ignorantes, pelo vandalismo - encomendado ou não.
É por pagar imposto pra caramba mais o vale-transporte do funcionário – que é quando os 20 centavos fazem, mesmo, a diferença – e não ter retorno de nada.

 

As desventuras de Pi

Há uns anos, eu estava numa fase mimimi - embora, naquela época, não existisse “mimimi”, ainda - tipo a deste momento. Resmungava sobre a vida, a humanidade e as cordas de pular*. Tudo ruim, tudo feio, tudo bobo, tudo chato. Percebi o quanto eu estava insuportável quando uma amiga começou com uma conversa CVV pra cima de mim.

Ela acreditou, tadinha, que eu estava tão surtada que poderia me suicidar a qualquer momento. Daí, um outro amiguinho esclareceu a ela que eu nunca me mataria, pois eu tenho uma esperança incurável. Lindo, né?! Só que eles estavam errados. Ela, por achar que eu me mataria. Ele, por me enxergar de forma tão pueril e fofa.

Eu reclamo a valer, sempre. Se eu não reclamar, quer dizer que me suicidaram ou eu desisti. Ok, eu desisto à beça, também. Mas como eu não desisti da vida, eu reclamo. E gosto. De reclamar e da vida que, por mais inexplicável, cruel e sanguinária que seja, é massa!

Por mais que existam pessoas ruins – e, pelo visto, elas são o alicerce da humanidade -, há as mutações, como eu, marido, a Katienne, a Cida, a Luana, a Inaie, a Elaine e outras tantas, que são boas e que, se não fazem o bem, pelo menos, não fazem apologia ao mal! E isso já é muita coisa!

Não vou dizer que sou Madre Teresa de Calcultá ou Gandhi – se bem que nem eles os eram – na minha bondade sem fim. Eu escorrego, muitas vezes, mas tento me manter digna e de pé! E lhe digo que, nas atuais circunstâncias, ficar de pé tem sido bem difícil. Para isso, tenho tido que desfiar o eterno rosário do “He-Man não descendo ao nível do Esqueleto”. Principalmente, por ter meios e vontade de tomar medidas extremas! E eu quero muito! Mas não devo. Será?!

Eu nunca admiti levar rasteira, mas, ao que parece, isso não depende da minha admissão… E a impotência me talha o sangue. Mas, quer saber? Eu hei de me divertir com tudo isso. Levará tempo, vou ter dominar a parada, mas acredito que rirei por último.

É… Viver é o único jogo que me interessa. E enquanto houver vida, há a possibilidade de volta por cima, há a chance de vencer. Eu sigo as regras e vou em frente. Que me acompanhem os bons.

E simbora parar de mimimi, porque já deu!

*Referência à Sally, irmã do Charlie Brown, num episódio em que ela sentia raiva de todo o mundo. Principalmente das cordas de pular!

A… a… a… atchin!

Fui a uma médica de alergia e imunidade, ontem. Contei meu drama, falei que tenho muitos gatos e que, coincidentemente – ou não -, minha alergia começou na primavera e ela me deu uma porção de amostras grátis e um pedido de exame de sangue. Para fazer o teste das picadinhas, preciso “desmamar” do anti-histamínico. Ha!

E qual é meu drama? Este:

1 – Tosse de cachorro quando sinto cheiro de cosméticos/flores.

2 – Coriza quando meus vizinhos incendeiam coisas.

3 – Vermelhidão intensa no rosto ao tomar vodka – no primeiro gole.

4 – Coceira absurda nos olhos quando lacrimejam.

5 – Empolamento quando suo.

6 – Inchaço e dor por qualquer picadinha de inseto.

7 – Coceira e coriza quando em contato com mofo e/ou poeira.

8 -  Sinusite quando os sintomas acima se intensificam.

Dava para chegar a 10, mas vamos parar por aqui.

Pelo meu histórico, posso ter alergia a gatos e/ou a pólen, que, por sua vez, desencadeia as demais intolerâncias. Polén é pior, porque é rara no hemisfério em que nos encontramos, então, não há vacina por aqui. Se for a gato, bom, porque temos vacina e cura!!

Encerrando 2012 – Parte III | Recapitulando

Vamos ver qual o tamanho do fiasco da lista de promessas projetos do ano passado?! Pega o rolo de papel, porque lencinho é pouco pra você chorar por mim…

TOP-Pi 12 | PROJETOS PARA 2012:

1. Terei total controle sobre minhas finanças. Isso significa que saberei exatamente quanto dinheiro entra e quanto dinheiro sai, e para onde sai. Não terminarei o ano – seja quando for que ele acabe – no vermelho. Falhou total.

2. Manterei total ciência dos produtos que tenho (sejam roupas, cosméticos, alimentos) de modo a não comprar nada que não precise. Só não falhou, porque não tenho mais muita coisa. Doei, vendi, mantive o mínimo. Ou não?!

3. Respeitarei meu corpo, meu sono, minha alimentação e cuidarei da minha aparência: cabelo, pele, dentes, tudo, todo dia!! Manterei-me magra, farei exercícios físicos com frequência e ficarei em forma. Academia? Duvido. Falhou total 4x. A não ser pela academinha, que continuo duvidando.

4. Usarei batom e hidratante TODOS OS DIAS!!! Falhou total 2x.

5. Terminarei o que eu começar. Não abandonarei projetos, não desistirei de nada por preguiça. Mas não insistirei em erros. Falhou total.

6. Terei minha casa arrumada e limpa, minha geladeira organizada e o jardim bonito. Nem que alguém tenha que morrer – ou ser demitida – por conta disso. Falhou total 4X. Ninguém morreu ou foi demitido por conta disso e a casa continua um caos. O jardim, bom, tinha até cobras, nele. A casa continua puro pelo de gato e mijinhos marcadores de território. A geladeira… Deixa pra lá.

7. Aprenderei a ter uma casa com gatos. Darei a eles o que ele precisam. Falhei. Arranjei mais dois gatos, tudo o que eles não precisavam…

8. No fim do mundo, quero meu trabalho no Top 10 dos melhores do ano. Nem de longe. Nem se fosse Top 100.000.

9. Farei plástica – ou peeling, aplicações de treco-trecos na cara, entre outros babados estéticos. Não quero me enxergar tão velha, mais… Ainda bem, falhou total! Aceito a velhice de boa! Pode vir chegando!

10. Viajarei! Para mais longe do que BH!! Fui pra Maraú, Bahia. E só.

11. Aprenderei a costurar, desenhar e qualquer outra coisa que eu sempre quis e até então, achei que seria incapaz. Entra em projetos abandonados pelo caminho…

12. Farei meditação ou adotarei qualquer outra técnica que me mantenha menos ansiosa. Falhou total. Mais tensa e anciosa do que nunca antes!

E, diante do terceiro fiasco consecutivo, parei de fazer listas. Seja o que eu tiver condições de querer.

Natal…

Eu detesto o natal. Certeza que Jesus também detesta.

1949Um sábado qualquer

E, quer saber?! Quando os cheques sem fundos começarem a voltar, certeza que o dono da loja de presentes também detestará!

lojaÚltima Quimera

Por isso, se o mundo não acabar em 21/12, processo os Maias! Os da minissérie, que seja! Mas não vai ficar por isso mesmo, nunca!

profundezas

Porque, te juro, nunca entendi a metáfora…