A semana que passou foi puxada! Muito trabalho, muito drama, muito mais do mesmo. Mas, a se notar pela minha esofagite cedendo, devo estar sabendo lidar melhor com isso tudo. Há esperança.
Terminei a semana de trabalho jantando, com amigos, no Jardim Gourmet. Muito bom!
E terminei a semana lendo Fúria, de Stephen King. Estou numa fase muito Stephen King. Eu não gostava dele, mas nunca havia lido nada, só visto os filmes – de horror – horrorosos! Mas alguns romances e contos são excelentes! Fúria é um dos melhores.
Segundo o autor, o livro foi escrito “numa época de grande repressão sexual, envolvimento com entorpecentes e grandes revoltas”, quando ele tinha 19 anos. Nota-se. Fúria conta a história de Charlie, uma adolescente vivendo grande tensão sexual, envolvimento com entorpecentes e grandes revoltas, que invade a sala 16, de sua escola, armado, e mantém seus colegas com reféns durante algumas horas. Apesar do tema violento, e da violência em si, a história consegue ser até suave. Uma espécie de “Clube dos 5″ com revólver.
Saber que ele era tão jovem ao escrever a história me deixa admirada, ao mesmo tempo que me parece óbvio. O fim da adolescência traz uma insensibilidade exacerbada quanto aos grandes temas adolescentes e Stephen conseguiu expô-los muito bem, com coerência e sensibilidade, sem explorar clichês.
Nunca tinha ouvido falar do livro, que, após ter sido encontrado no armário de um dos assassinos de Columbine, foi recolhido, a mando do autor. Mas se qualquer um dos babacas de Columbine tivesse se inspirado nele, o fim do massacre seria outro.
Consegui o livro na Internet e recomendo esta manobra ilegal para quem gosta de ler, porque é um crime o livro não ser mais vendido.








