Categoria: ‘opinião’

  1. Titia Shame

    21 de fevereiro de 2012

    Critiquei e não retiro o que disse – aliás, retiro o “desnecessário”, porque acabei descobrindo uma necessidade, sim. Acredito, ainda, que uma mulher adulta e inteligente tem possibilidade, capacidade e recursos para apontar os erros sem ser deselegante. Mas, sinceramente, depois que a gente vicia em catástrofe – me aconteceu -, o tom malvado começa a fazer sentido. Muitas dessas loucas que “escrevem” blogs e postam suas misérias diariamente merecem os tapas na cara que recebem. Feiúra e bobagem tem limite! E sem essa de cada um com seu cada um, porque, sinceramente, isso vale na chuva, na rua, na fazenda ou numa casinha de sapê. Num blog que se propõe a ensinar, a servir de referência, não, né?! Posso até ser obrigada a conviver com as falhas dos outros – e os outros, com as minhas -, mas quero poder rir delas – sinta-se a vontade para rir das minhas! – sempre que elas me aparecem.

    E mais. Titia Shame desmistifica essas F*Hits da vida, que já me cansaram a beleza. É bom ver que ela incomoda quem tem me incomodado muito – e sem cair na ladainha da inveja. Eu adoraria estar em Londres num 5 estrelas, com tudo pago, mas não venderia minha alma para conseguir isso. Prefiro trabalhar honestamente, ganhar dinheiro e não depender de ninguém, muito menos, dever favor. Liberdade não tem preço.

    E as caras de pau? E as contradições? E as cópias descaradas? E as mentiras deslavadas? E as falsidades ideológicas? Tudo ali. Diante do conteúdo encontrado pela Titia nestes blogs de moda e beleza, prefiro as dicas do Fábio Coala. Pelo menos, fazem sentido.

    Não sou – mais – xiita da Língua Portuguesa. Convenhamos, é um idioma muito complicado, cheio de regras e com as atuais mudanças fica difícil acompanhar e acertar sempre. Deslizes são naturais. Nem sempre o corretor ortográfico sabe mais do que a gente. Mas isso não é motivo para se escrever como uma retardada mental.

    Ainda acho a “titia” bem agressiva. Muitas vezes, extrapola nos comentários, mas a compreendo cada vez mais. Das “pinketuchas” não sou fã. São, em grande parte, terríveis e mal educadas. Quanto comentário grosseiro!

    Apesar de não mais condenar o conteúdo, não apoio o anonimato. Não gosto, mesmo, de quem aponta o dedo sem dar a cara a tapa. De certa forma, entendo que ela está mexendo em vespeiro e preservar a própria identidade pode ser de grande valia neste “mundinho”, mas perde-se muito do mérito.

    Não recomendo a leitura, pois vicia. Mas, se quiser arriscar, clique aqui.

    P.S.: fiquei com vergonha de ter feito uma “wishlist” depois de ver este post aqui. Juro que não foi mendiguismo da minha parte, não estava pedindo presentes a você nem nada parecido. Só listei produtos que achei interessantes durante minha falta do que fazer e pobreza assumida, porque pode ser que mais alguém goste. Eu gosto de ver achadinhos dos outros.


  2. Sobre amigos imaginários

    Quando eu estava no colégio, havia uma mocinha que inventou um namorado carioca. Que era invenção, estava bem claro, porque nos idos dos anos 1980 não havia e-mails e a moçoila se correspondia com o rapazola por cartinhas, do tipo que se envia por Correio. Mas as cartas, faltou que ela notasse, tem carimbo e, através dele, vimos que eram enviadas de BH para BH. Ou seja, ela se dava ao trabalho de escrevê-las e postá-las no Correio para si mesma. Até mudava a letra!

    Um dia, a maluquete chegou a se enviar flores, no colégio. Namorado bom é namorado inventado.

    Apesar de todas nós sabermos que era tudo viagem, nunca a desmascaramos. Ok, fofocávamos a respeito e ríamos muito dela, mas, no fundo, dava dó. Como alguém podia ter tão pouco amor próprio a esse ponto? Triste.

    O mundo mudou, mas a auto-estima das meninas continua baixa. Noto isso quando vejo comentários sobre posts inventados, Looks do Dia roubados, festas falsificadas e amigas imaginárias.

    Há algumas semanas, uma mocinha catou um tutorial da Marina Smith e postou como se fosse dela. Disse até que deu um trabalhão. Depois de desmascarada, veio toda “humilde” confessar que nem conhece a Marina, mas que achou o tutorial pelo Google e postou porque achou bonito e que nem tentou fazer parecer que foi feito por ela. Sei… Eu li o post. Ela sabia o que estava fazendo. Só se esqueceu que, em tempos de Google, não rola mais de tomar para si o que é do outro.

    Esta semana, foi uma outra, que havia postado o Look da Leitora que não era de uma leitora, mas de uma blogueira italiana relativamente desconhecida. Desmascarada, tirou a página do ar. Poderia ser um simples caso de ter sido enganada por uma leitora, mesmo. Mas, como não foi o único caso do blog dela, dá para se desconfiar. O que é estranho é que a mocinha parece mesmo rica e até bonita. Não precisava.

    O mais comum de acontecer é “blogueira” fingindo que tem IBOPE. “Atendendo a pedidos de leitoras”, “muitas meninas comentaram”, “fiquei comovida com os e-mails que recebi”… E não há seguidoras, comentários ou leitoras, mesmo. Gente, há uma porção de softwares gratuitos por aí que analisam a frequência dos blogs. Não rola de fingir que recebe mil visitas únicas/dia quando não se tem nem 100. Assuma que não é conhecida e produza conteúdo de qualidade, sente e espere e, quem sabe, um dia, você fique “famuósa” na Internet…

    Enquanto a fama não vem, terapia é aconselhável. E, lembre-se: a mentira tem perninhas cada vez mais curtas. Se for mentir on line, pense que tem fiscal até para isso neste mundo virtual.

     


  3. Sobre desamizades

    20 de fevereiro de 2012

    Há incontáveis situações em que as pessoas que você mais gosta deixam, simplesmente, de fazer parte de sua vida. Acontece de, um dia, você nem sentir mais falta, nem lembrar que aquele amigo era tudo para você. Isso, porque, ao contrário do que uma pessoa que foi “tudo na minha vida por exatos 15 minutos” gostava de dizer, as pessoas mudam, assim como as prioridades delas.

    Eu mudei. Minhas prioridades mudaram. Os meus melhores amigos de colégio sumiram na formatura. Alguns, até mesmo antes disso. Entendo, 3º ano é momento de definição e vestibular toma muito tempo. Quero dizer, naquela época, quando existiam tão poucas faculdades e tão poucas oportunidades.

    E aí, um dia, 20 anos mais tarde, essas pessoas reaparecem. Como lidar?

    O retorno às amizades, para mim, nunca é fácil, é quase traumático. Eu me mantenho uma pessoa difícil e a outra parte pode ter se esquecido do quanto. Num reencontro, para fingir que estou melhor e evoluída, começo a me cobrar uma doçura que eu não consigo sustentar e acabo ficando ansiosa. Louca para desaparecer dali.

    Por isso, essas pessoas tem que valer muito a pena. E, como raramente valem, ainda mais depois de tantos anos de ausência não percebida, há amizades que não devem ser retomadas. Prefiro que fiquem lá, no canto da memória, com a importância que já tiveram e que jamais terão novamente.

    Pensando nisso, fiquei com preguiça das tais “reunions” que tem rolado, ultimamente, entre os antigos colegas de colégio. Se a princípio fiquei enciumada de ter sido deixada pra trás, agora não suporto mais a ideia de estar sendo incluída.

    Dentre os encontros ao acaso, foi terrível encontrar a Tite e não ter mais nenhuma intimidade. Foi estranhíssimo encontrar o Lucas e não ter o que falar e não sentir que havia espaço para um abraço – apesar de ter sido desejado. Foi um saco não saber o que escrever no FB do Richard no aniversário dele. Meu último encontro com a Juliana foi tão pedante. Imaginar tudo isso ao mesmo tempo me apavora. Não quero…

    Sem contar que, enquanto alguns são amigos desde sempre, outros ensaiam um afeto que nunca houve e jamais haverá. Não lido bem com farsas. Sigo acreditando que não devo retomar o que se foi e não me fez falta. E nem lamento.


  4. Sobre a amizade

    Que sou péssima amiga, já disse aqui. E continuo a dizer, pois é sempre um alerta para quem quer se arriscar. Como dizia Saint Seya, quem avisa não pega desprevenido e aviso, porque não vou pedir perdão, depois. Sou egoísta, bruta – as pessoas insistem em dizer que é sinceridade, mas é somente falta de respeito pelos sentimentos dos outros – e intolerante. Péssima. Mas realmente amo quem me tolera. Amo quem me ama e me aceita como sou. Dou valor, porque sei que não sou fácil. A Pi do blog, segundo o marido, é uma versão fofa e doce da Pi da vida real. Não é bem assim, mas é quase isso. Então, imagina só…

    Desta vez, retorno a esse assunto por causa da minha amiga Ana. Ela não está naquela lista das três mais, porque nossa amizade foi marcada por altos e baixos. E os baixos foram bem baixos mesmo. Ela sumiu da minha vida em 1992 e nunca mais a vi. Mas nunca a esqueci. Apesar de não aceitar bem as ausências, as entendo, e pude seguir, por anos, amando-a.

    A Ana sempre foi muito mais madura do que eu. Vai saber por que, ela tinha pressa de crescer, de ser adulta. Aposto que, hoje, se arrepende. Ser criança não é bom pra todo mundo, mas colocar o carro na frente dos bois e apressar a evolução é ainda pior. Perde-se tanto nesse caminho e há coisas que não se tem como recuperar depois, pois só são reais quando somos pequenos. Então, eu, que adiei ao máximo o amadurecimento, obviamente, não consegui acompanhá-la. Seguimos caminhos distintos, mas nos cruzamos, recentemente, no FB.

    Essa semana que passou, a Ana precisou de amigos. E lá fui eu, tentar fazer minha parte. E não ajudei em nada, porque não sei fazê-lo. A brutalidade, supracitada, aparece na falta total de jeito em bordar a realidade para que ela fique palatável. Criticar sem apontar o dedo é difícil. Não julgar uma atitude que, na minha verdade, é errada, é mais difícil ainda. E, tentando acertar, errei mais uma vez.

    E mesmo não tendo paciência para lamúrias dos outros – porque não sou imparcial nem empática -, me proponho a estar com meus amigos quando realmente precisarem – desde que não me tirem do meu conforto – e apoio qualquer decisão tomada – por mais errada que seja, na minha opinião. Depois, juro que não aponto o dedo e digo “eu sabia”.

    Por isso, Ana, não sei se é vantagem ou motivo de orgulho ser amada por mim, mas você é. E, dentro de todas as minhas limitações, pode contar comigo. A gente testa. Vai que eu não sou tão terrível quanto me vejo.


  5. Sobre o perdão

    Minha sogra me disse que eu deveria aprender a perdoar. Mas eu acredito que eu deveria aprender a costurar, desenhar, nadar. Perdoar não é pra mim. Eu não perdoo.

    Perdão, segundo o Wiki, é o esquecimento completo e absoluto das ofensas. E é aí que está o problema, eu não esqueço. E não é porque sou perfeita e não erro. Erro, muito, mas não espero perdão.

    Apesar de não esquecer, não guardo mágoas, só elimino a pessoa da minha vida. Simples assim. Quem me sacaneia uma vez não tem a chance de fazer de novo. Como diria a Theresa, a vida é muito curta para perdermos tempo com quem nos faz mal.


  6. Humildade

    17 de fevereiro de 2012

    Detesto – detesto é uma palavra forte, eu sei, mas acho adequada – pessoas que se dizem humildes. Há uma arrogância latente nessa declaração. Humildade não cobra reconhecimento, não precisa ser esfregada na cara do outro. Prefiro um prepotente assumido do que um humilde auto-declarado. Argh!


  7. Veganismo

    15 de fevereiro de 2012

    Eu tive, há uns anos, um amigo hare krishna. Ele não consumia nenhum alimento de origem animal, a não ser o leite. Nada de carne, ovos ou mel. Mas usava tênis de camurça. Questionado sobre essa dualidade de caráter, ele afirmou que o porco já estava morto quando tiram a pele para confeccionar o tênis. Entendi. Ou não? Porque, pelo que eu saiba, no bacon o porco também está morto. Mas, né?!

    Eu preferiria que nenhum animal tivesse que morrer por minha causa, mas, de todos os males, o alimento é o menor. Se pelo menos fizéssemos como os nativos americanos, que consomem tudo, mas tudo mesmo, de um animal abatido, de forma relativamente justa e minimamente cruel, estaria ok usar o couro. Mas o animal que vira alimento não é, via de regra, o que o curtume usa. Um boi morre para ser comido. Outro, para fazer umas jaquetas perfecto.

    Houve um tremendo esforço da minha parte, mas não consegui ser vegetariana – ou ovo-lacteo-vegetariana ou piscitariana ou coisa do tipo. Não deu certo. Preciso de carne. Em 6 meses de tentativa, comecei a sonhar com carne e a sentir culpa por isso. Fiquei gorducha, anêmica e infeliz. Para se ser vegetariana, é nescessário saber comer vegetais. Eu não sei…

    Como carne. Evito o excesso e evito desperdício. Mas não compro mais artigos em couro ou similares. Poupo um boi, pelo menos. Por isso, gosto de Melissa. E de All Star. Pena que os cadarços dos meus All Star sempre desamarram quando não devem…

    O que eu não entendo, mesmo, é mocinha que coleciona bolsa, sapato, pulseira, cinto, jaqueta e tudo mais o que houver em couro, mas é vegetariana… Não vejo objetivo. Eu, sendo o boi, preferiria virar alimento a futilidade. Mentira, eu, sendo o boi, comeria você e a todos aqueles que você ama*.

    Quem quiser ler um texto mais coerente sobre o assunto, sugiro este link aqui. Eu estou com preguiça e muito calor para fazer sentido…

    *Frase tirada de Os Simpsons


  8. Publiciotários

    12 de fevereiro de 2012

    Fiquei lendo o Fuck Yeah, Publiciotários e fiquei perdida. Eu devo ser uma dona de agência muito otária ou muito boa, porque somos muito diferentes do que é comentado nesse Tumblr.

    Eu não pago hora extra, mas não deixo ninguém fazer hora extra. Para a criação, a agência abre às 9h e fecha às 17h. Menos sexta, que fecha às 16h. Meus funcionários não gostam de férias, mas, mesmo sentindo muita falta deles, os obrigo a tirar.

    Não proíbo o uso de redes sociais, Internet nem nenhuma forma de ócio durante o expediente, desde que não atrapalhe o rendimento. Aliás, emendamos feriados, porque acreditamos, sempre, no tal do ócio criativo.

    Peço, sim, a pretensão salarial de quem eu convido a trabalhar conosco, não por covardia, mas para não impor o meu valor. Eu sempre sei quanto posso desembolsar, mas é bom saber quanto a pessoa pretende receber. Se estiver aquém do meu valor, fica o meu valor. Se estiver além, dependerá. Muito além e não valendo a pena, nem ofendo a pessoa com contra-proposta. Pouco além e valendo, tento um meio termo ou me viro pra bancar.

    Não desconto os impostos da folha de pagamento, pago o que foi combinado. Nunca paguei salário ou bonificação após os prazos legais. Assino carteira assim que o funcionário é contratado. Nunca dei cano. Será que é por isso que não tenho uma SUV?

    Não pago bem. Mas, também, não ganhamos bem. A agência, por estar onde está, não pode cobrar valor de tabela e, portanto, é sub-remunerada. Isso acaba sendo transferido para os salários, afinal, não posso me endividar para pagar funcionários.

    E se não ganhamos bem, ou, pelo menos, o justo, porque o mercado não permite – e, não, não vou me mudar daqui e não é porque eu tenho medo de um mercado maior, como disse um babaca, uma vez, aqui no blog – não deixo o cliente da minha agência agir como cliente de agência. Quer saber como é um cliente de agência? Leia Clients From Hell. E, em geral, são assim em qualquer cidade, estado ou país. Aqui há regras e prazos e são cumpridos.

    Somos perfeitos como agência, então? Não, longe disso. Mas somos bons, muito bons – impossibilitados de sermos melhor por falta de verba e de visão dos outros. Mas não deixamos de tentar, evoluir, aprender uns com os outros e com nossas falhas. Por isso, mudamos as regras quando elas deixam de funcionar, nos adaptamos a cada nova realidade. Eu e meu sócio, há quase 6 anos, criamos a agência pensando no lugar em que nós gostaríamos muito de trabalhar. Se ainda não é esse lugar, é porque não depende só da gente. Mas, no que depende, fazemos o possível.

    E se você é dono de agência, tem carro bacana, casa bonita, clientes pajeados e funcionários estressados, infelizes e desmotivados, bem, você é mesmo um “publiciotário”. Como tal, vá pro inferno!

     


  9. Barraco da semana!

    9 de fevereiro de 2012

    Eu nem ia entrar no assunto, porque, quer saber?, minha opinião não muda nada. Mas se até a Adri saiu da tumba, me senti na obrigação.

    Esta semana, a Melissa abriu loja em NY. E a Camila, do GE, e sua fiel escudeira, Lalá, foram lá (lá) para o regabofe de inauguração. E daí?!

    E daí que, nos idos de 2007, Camila falou que Melissa é tudo mais do mesmo e que não cai mais na esparrela de comprar tal marca. É público que as blogueiras Hits não curtem Melissa, elas preferem Louboutin. Mas elas curtem regabofe. Até eu, que sou mais boba.

    Daí vem a questão: Camila e Lalá estão erradas?! São cara de pau e hipócritas? Dã… Claro que não. Elas não foram para NY, com tudo pago, para ou por gostar de Melissa, mas porque milhares de meninas gostam delas e, principalmente, a Camila vende. A Melissa, que é boba e tudo, sabe disso e achou que podia usar o espaço do GE. Seria muito mais legal ter chamado a Tamy ou a Charline, que tem blogs sobre Melissa e tem visitação enorme? Talvez, para elas. Mas elas não são Camila. E Camila é tudo, hoje. Em termos de mídia, a aposta foi certeira.

    Mas magoou corações…

    A Tamy cogita em mudar o nome do blog. A Charline cogita em mudar o tema do blog. A Adri falou que o marketing da Melissa errou. E eu… Eu tô c***ndo pra tudo isso. O mercado é esse aí. Se a marca erra, ela paga por isso. Se der certo, bom para eles. Eu, como consumidora, compro o que eu gosto, o que me apetece e se encaixa no meu bolso. Não estou nem aí se a Melissa ignora que eu e um monte de fãs postam o lookbook da marca, experimentam os sapatinhos e comentam, etc. Eu posso falar por mim: não faço isso pela Melissa. Nunca fiz. Nunca busquei reconhecimento, inclusive, porque nunca mostrei à marca que eu existo enquanto dona de blog. Faço isso, porque gosto de Melissa e fico felizona quando encontro na Internet informações úteis para quem compra on line. Tento fazer minha parte.

    A hashtag melissafail bombou? Sim. Faz diferença para a marca? Pouca. É porque as melisseiras são trouxas? Duvido. Eu não sou melisseira nem trouxa e não vou deixar de comprar Melissas por causa de hashtag, recalque, mágoa, desmerecimento, etc. Não deixo de comprar nem porque são caras, machucam os pés e me dão um chulé colossal! À mim, a Melissa não deve desculpas pelo episódio. Se quiserem mesmo se desculpar, poderiam começar padronizando as formas dos sapatos, para facilitar minha vida na hora de escolher o tamanho ou, pelo menos, colocar a informação de largura e comprimento da palmilha na loja virtual.

    E, por fim, aconselho às pessoas a deixarem de bobagem e gastarem seu tempo com coisa mais útil, tipo, lavar uma trouxa de roupa suja, porque, sério, isso tudo é papo de lavadeira – sem desmerecer as lavadeiras, claro.


  10. Eu, Pi, 37 anos, ateia.

    28 de janeiro de 2012

    Sou ateia desde os 14 anos. E não tem nada a ver com meu lobo frontal ou qualquer explicação biológica do tipo. Tem a ver com escolha.

    Nasci em família católica, fui batizada, fiz primeira comunhão e ia sempre à missa. Mas eu achava Deus mau. Minha opinião. Daí, preferi deixar de acreditar nEle a odiá-Lo. Minha opção.

    Quando eu me “converti ao ateísmo”, eu tive meio que aquela reação prepotente de quem “não precisa de Deus” e comecei a me achar melhor do que os crentes (de qualquer religião) e a julgá-los todos fracos e tolos. Mas passou. Hoje, já enxergo a fé como algo positivo, desde que usada para o bem. Percebo que as pessoas que crêem se sentem bem assim e, quando pregam, estão apenas desejando que você se sinta bem, também. Por isso, no dia-a-dia, não me custa responder ao “vai com Deus” com um “amém”, nem mesmo estar de mãos dadas com os fiéis durante um “Pai Nosso”. Não excluo ninguém e não sou excluída.

    Há, claro, os impositores, mas não aceito este tipo de postura, já que Deus deu livre arbítrio. Condenar o outro por decisões e escolhas é querer ser mais do que Deus e soberba é pecado. Se Deus sabe o que faz, não interfira.

    Como ateia, acredito que é desrespeitoso o uso constante de símbolos cristão em prédios públicos, citação de Deus no preâmbulo da Constituição e a imposição da religião sobre o Estado. Mas me sentiria assim se eu fosse judia ou de fé islâmica, também. Acredito no Estado laico. É a forma mais inteligente e íntegra dele ser.

    E, como pessoa, penso que fé é muito pessoal. Assim como a falta dela. E é por isso que a ATEA me incomoda tanto. Acho a abordagem estúpida e descriminatória. E, poxa vida, são senhores esclarecidos e cultos. Por que tão ignorantes?! Eles apontam o dedo, ridicularizam, menosprezam em nome do direito de não acreditar em Deus? Bobagem. Não acreditem e pronto. Não me ofendo nem um pouco quando o Datena ou qualquer outro diz que o bandido “não tem Deus no coração”. Entendo a premissa, inclusive. Pode ser imbecil, mas não me atinge.  Eu sou essencialmente uma boa pessoa, porque minha consciência não me permite ser ruim. Não preciso de uma moral religiosa para me dizer o que devo ou não fazer, mas sei que não é assim para todo mundo. Alguns precisam do “freio de Deus”.

    Há mau uso da religião – seja lá qual for? Claro! Mas ela é a culpada por todas as guerras e conflitos? NÃO! Se não fosse a religião, seria outra coisa qualquer. O ser humano adora um conflito e um drama. Deus é uma das desculpas usadas, mas não é o culpado. Há diferenças e elas são sempre o gatilho. Ou seja, não há nada que comprove que “o mundo ateu” não seria a mesma m*rda que o mundo teísta.

    Forçar a barra e se colocar como vítima é a proposta da ATEA e é o que gera o preconceito. Ninguém gosta de “vítimas”. Até eu fico furiosa com coisas assim:

    Hã-hã… Mas a ATEA pode usar esta imagem em prol da “causa”

    Por causa de babacas como os ATEA, só posso pedir que, por favor, não me coloquem neste mesmo balaio. Não sou como eles. Eu respeito a fé de cada um e realmente acredito que o mundo não seja só razão. Pode haver magia, sim. Pode haver milagre. Pode haver espíritos e santos. Pode haver, sim, um Deus. Não há provas que sim ou que não e não sou tão imbecil para dizer que a minha verdade É A VERDADE definitiva. Ela apenas me serve.

    E, seja como que for, eu sei que, se há mesmo um Deus e ele é Pai, ele me ama e acredita em mim.


Embaixadora pi_mg Bolsas Betty Boop Coleo BORDERLINE 2011
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