Solteironas

Hoje mais uma amiguinha postou mais um textinho sobre mulheres solteiras e os porquês. Me abstive de dar palpite sobre o assunto, porque ela me acha agressiva (ui!), mas foi maior do que eu. Vim fazê-lo aqui. Mas, veja bem, é só um palpite, um pitaco, uma opinião pautada única e exclusivamente em minhas experiências de vida e minhas observações cotidianas. Não é um tratado, não é um estudo, não é um fato. Certo?

Então… Não li o texto até o fim, achei chato. O cara começou a analisar estatísticas e blá blá blá. Até agora, entre o texto mimizento de a culpa é da sociedade/minha mãe/dos homens e o debochado “vocês é que são chatas”, só li este último até o fim. Porque não era chato – o assunto, em si, o é.

Minha opinião: se você está solteira e isso lhe incomoda, esqueça tratados sociais e sociológicos, esqueça os psicologismos que, se ajudassem, não teria tanta gente com a cabeça f*dida por aí e parta do pressuposto que a culpa é sua. Avalie-se. Você está fazendo alguma coisa errada? Tipo, você tem saído somente com seu amigo gay, lindo e interessante, mas com o qual você não tem a menor chance e que, por ser lindo e não obviamente gay, afasta os homens que poderiam se interessar por você? Não? Tem certeza? Tem amiguinha minha, solteira, que divulgou o texto culpando os homens, que tem feito isso. Eu vejo as fotos!!

Aliás, você tem saído? Tem encontrado amigos de ambos os sexos, ido a shows, à biblioteca, a bares ou a quaisquer lugares em que possa encontrar pessoas com interesses similares aos seus? Você começa uma conversa com um homem que você acabou de conhecer falando de sua seca sexual ou sobre o fato de que você “resolveu esperar”? Você fala em ter filhos e família logo de cara? Não?! Nada errado com você, então. Ok. Agora, comece a procurar a culpa nos outros. Ou… Dane-se a culpa e siga em frente, vivendo sua vida. Um dia, acontece. Ou não. Faz parte.

Se não acontecer, em vez de ficar fungando solidão, monte uma república e vá viver com pessoas que se assemelham a você – depois de uma certa idade, não rola de ficar aturando diferenças, né? – Ou adote um cachorro, que vai lhe obrigar a dar voltinhas nas ruas e dar um up no traseiro, além de lhe amar incondicionalmente. Não quer sair? Gatos são ótimas companhias, além de quentinhos e engraçados. Caramba, quem tem bicho nunca está sozinho! Sim, sim, você passa o dia inteiro na rua e não tem tempo para cuidar de um bichinho… Entendo… Vá viajar, vá fazer serviço comunitário, vá ao cinema ou curta-se a ponto de não mais sentir solidão, porque você é excelente companhia. Faça qualquer coisa, menos compartilhar texto mimimi sobre ser solteira. #NobodyYesDoor

Valesca Pensadora

Enquanto eu estive ausente, houve uma onda de #mimimi porque um professor falou que Valesca Popozuda é uma pensadora contemporânea. E não é?

Pelas redes sociais, fico vendo o que as pessoas postam, no que elas acreditam - e, no próximo post, desacreditam – e defendem e concluo: Valesca Popozuda pensa mais e melhor do que muito conhecido meu. Ainda mais num mundo em que mulheres acham que a culpa delas estarem encalhadas é da educação que receberam/sociedade/homens, em que uma pessoa me diz: “tá ruim, mas não troco o certo pelo duvidoso” – pausa para um “oi?!”. Prefere o ruim certo ao duvidoso que não se sabe e, vá lá, pode ser até bom? – ou que as pessoas ameaçam bloquear quem discorde delas, porque, apesar delas vomitarem opinião o tempo todo, elas acreditam que “quanto mais a gente amadurece, mais a opinião dos outros se torna irrelevante”. É, tem disso.

Tem coisa que eu sou capaz e abstrair. Tem coisa que não. E, no fim, “beijinho no ombro pro recalque passar longe” é, de longe, muito mais sabedoria do que a maioria das frases feitas postadas em meme e entre aspas que se vê por aí. E mais: a música/o pensamento da Valesca representa a grande maioria das pessoas que estão online. Pessoas egocêntricas, vaidosas, sexualizadas ao extremo, “invejadas” e criadoras de novos significados – e grafias – para as palavras. Mas, pelo menos, Valesca é bem simpática.

Não culpe Valesca, não culpe o professor. Cada geração produz o pensador que a representa. Esta, produziu Valesca Popozuda. Aceite.

O que há de errado, meu povo?!

Não assisti a nenhum jogo da Copa. Por que? Porque não.

Não vou dizer que detesto futebol – e detesto -, porque Copa é outra história. Copa é meio que guerra e um tipo de guerra em que o Brasil é bom adversário. A de 1994 foi tão emocionante, tão linda, tão tudo, que tenho a final, em VHS, até hoje. Mas eram outros tempos.

Em 1994, o Brasil estava bem. A hiper-inflação havia acabado de dar adeus, se podia sair às ruas sem medo e não havia muito do que reclamar – por falta de informação, provavelmente.- Sem contar que a seleção não ganhava uma Copa desde 1970 e, pá! Ganhou.

Hoje, tudo é diferente. Muito diferente. Para começo de conversa, a Copa é na nossa casa. Para fim de conversa, nossa economia está f*dida e mal paga. E no meio dessa conversa, você sabe, tem muita treta. A Copa tem servido para anestesiar ânimos e criar clichês. “Meu protesto é nas uras”, para mim, o pior deles. Via fazer o quê? Por fogo na urna?! Eu apóio!

Li um colunista falando que o Brasil já ganhou a Copa, porque está tudo dando certo. Quem compartilhou o texto, acrescentou: “chupa, seus pessimistas!” (sic). A meu ver, o Brasil só perde e mais, a cada dia. Sou pessimista? Então tá, me conta o que deu certo? Natal debaixo d’água? A grana mal gasta? As famílias desabrigadas? Os feriados para que o trânsito flua? Os colombianos buscando abrigo em Rondonópolis, porque agência de turismo credenciada pela FIFA deu cano neles? Assaltos ou tentativas? O pessoal que se propôs a trabalhar de graça ganhando comida estragada? Ou você se esquecendo que o Brasil está em crise porque o Neymar fez gol?

Não estou em clima de Copa. Não quero que o Brasil vença. Quero, sim, nossas merdas sendo espalhadas pelos ventiladores do mundo, porque vergonha na cara é meio caminho andado.

Você tem vergoínha da geral mandando a “presidanta” TNC? F*da-se você! Ela merece. Você merece. Deveria ter vergonha do que nos coloca numa situação dessas. E nem estou falando da Dilma ou do PT, mas de tradição. Somos tradicionalmente deselegantes, mal educados, hipócritas.

Você acha que vaiar o hino chileno é o cúmulo da nossa falta de educação e que isso é um vexame enquanto nação? Sério? Já foi à Disney? Ou a algum outlet em NY? Brasileiro já tem uma fama internacional consolidada de mal educado. Fura fila, fala alto demais, tenta passar a perna, entre outros atributos que generalizam, mas descrevem bem a maioria. Somos, orgulhosamente, mal educados. Nada de macacos, mas idiotas, independente de classe, credo ou cor.

Gregorio Duvivier, aquele fofo, disse que o brasileiro não é problema, mas solução. Mas para ser solução, o brasileiro - que é o problema, sim, e dos piores, porque nem sabe -tem que se propor a mudar. Mas brasileiro é acomodado, se acha esperto, adora falar mal do país, mas só da boca pra fora e sentado no rabo. O tão falado complexo de vira-lata nem sequer existe. Antes fôssemos vira-latas, raçudos, sobreviventes, honestos. Brasileiro se acha. Falta, agora, se encontrar!

Não se engane com meu discurso. Eu amo o Brasil, assim como amo meu pai alcoólatra, supertalentoso, mas inútil e fracassado. Se eu tivesse tido escolha, nem os teria conhecido, mas não tive. Amo meu pai porque é o que tenho. Meu país, idem. Amar não significa aceitar incondicionalmente. Quero que o Brasil mude, que a nação se conscientize e deixe de adiar o inadiável. Do jeitinho que está, vai ruir.

Eu torço, e muito, pelo Brasil da vida real. Para o da Copa, que de dane.

P.S.: me incluo na lama, mas com um atenuante: eu sei no que estou erradando e tento melhorar, todo dia. :-)

Um mundo mais do que enfeitado

A vó Edir costumava dizer que o mundo anda muito enfeitado. Ela era batista e, no geral, se referia à homossexualidade, hábitos e vestimentas. Eu acho que o mundo está mais do que enfeitado, só não sei qual palavra usar pra defini-lo…

Mas eu sei que ando triste que só.

O objetivo das redes sociais era, a meu ver, juntar pessoas com interesses em comum. Ok. O problema é o tipo de pessoas e de interesses que têm sido juntados. Às vezes, eu me assusto com os comentários, com a agressividades/ignorância/preguiça/estupidez com as quais as pessoas destilam seus preconceitos.

1488060_595692070518500_1927261708_nHumano: Por que as pessoas estão cada vez mais intolerantes com as outras enquanto a Internet nos conecta mais próximos?

Deus: Pessoas não estão diferentes do que sempre foram… Estúpidas. A Internet apenas fez com que fosse possível para nós vermos o quão grande é o abismo da estupidez humana. Tente não afundar.

Às vezes, eu me assusto com o tamanho dos equívocos que fazem com que uma causa nobre se torne antipatizada. Vegetarianos/veganos, por exemplo, são mestres nisso. Mostram fotos horrendas, de maldade suprema, de sofrimento animal, com o objetivo de convencer aos adeptos da picanha e bacon a se tornarem vegetarianos. Não funciona. Não funciona comigo, que já sou vegetariana. Me dá tristeza, muita. E dá “fortes” argumentos aos adeptos da picanha e bacon para hostilizarem os vegetarianos/veganos, porque esses se sentem atacados e querem contra-atacar. E a causa animal se perde em meio a discussões imbecis.

Ontem, eu estava lendo uma matéria sobre o consumo sustentável. Nos comentários, um vegano se impondo. Ok… Acontece. Para mim, o que interessou – e me assustou – é que não é possível o consumo sustentável. Não o tempo todo.

Olha o tamanho do mundo! Olha a quantidade de gente que tem nele! Não dá para controlar tudo! Não dá para ficar sabendo de TODOS os pormenores e ter ânimo para continuar vivo. Em toda e qualquer indústria, seja de moda, de comida, de chá, todas elas cometem merda. Gente, bicho, o planeta sofre com essas merdas. O que fazer? Eu juro que não sei.

A tal história do mosquito que é pequeno e um só, mas incomoda, é só isso: uma história. Se ele incomoda, você pega a raquete elétrica e acaba com ele. Não há exemplo de superação nisso!

Eu faço minha pequena parte. Ajuda o mundo? Provavelmente, não. Mas me ajuda. É totalmente pessoal e egoísta cada gesto de bondade que eu tenho. Não como mais carne porque não apoio o modus operandi da indústria alimentícia. Estou a caminho de parar com o leite. Não uso uma porção de cosméticos porque sei que são testado em animais - mas devo usar uma porção de outros que não sei e, neste caso, a ignorância é uma bênção, porque eu não tenho grana para comprar produtos veganos nem condições de fazer meus próprios xampus. Não embrulho presentes, para não gerar mais lixo. E eu separo os lixos e reaproveito sacolinhas de supermercado para recolher os cocôs dos gatos. Não sigo moda/tendência há anos! Só compro o que realmente é útil e vou usar. Castrei os gatos e só não castrei o cão, porque ele não é meu e meu marido ainda não evoluiu em alguns aspectos.

Em resumo, eu faço o que eu posso. O problema está em quem não faz/não pode nada. E não faz nem pode, porque é ignorante e estúpido demais para se mover. Não se preocupa com o outro e com o planeta, porque não pensa e, se pensa, deve ser algo do tipo: “ah, foda-se! Eu vou morrer, um dia, e deixa de ser problema meu. Vamo apoveitá enquanto tamo aqui!”.

E engana-se quem acha que isso é problema terceiromundista, de pobre, sem acesso a educação. É claro que pobreza e ignorância andam juntas e perpetuam a tragédia, mas, né?, como os digníssimos governos conseguiriam se manter no poder se não fosse a ignorância?! O problema é global, sem fronteiras de credo, raça, condição social. O problema é uma Myle Cyrus - desnececyrus – da vida usando casacão de pele de verdade. Uma riquinha cercada por informação, se lixando para o mundo e o que vão pensar dela. “Sou rebelde”. Sei. Não passa de uma mocinha que conseguiu “se achar” tanto, que achou quem achasse junto!

É mais gente que acha junto do que gente que pensa por si ou que se alinha a uma causa nobre: sobrevivência. É mais gente obcecada por fama e glamour e menos gente que faz. É medonho.

Às vezes, penso que o melhor seria cruzar os braços e esperar pelo fim. Talvez, o homem da tabuleta esteja certo e o fim esteja próximo…

the-end-is-nearSometimes, I hope so…

Implicância

Gatos são animais lindos, não importa raça. Para o convívio, eu, particularmente, prefiro os de pelos curtos, mais fácil de lidar, e vira-latas, menos propensos a doenças genéticas. Cor? Gosto de pretos, básicos, clássicos. Prefiro as fêmeas, que são menos peraltas, e pegar ainda filhote, porque filhote de gato é vida!

Mas, apesar da minha preferência, temos duas de pelo longo, dois machos e nenhum pretinho. Só a Pixie – e o Santa, se for ficar – chegou adulta. Isso aconteceu porque eu não escolho gato. Eu fico com os que me aparecem, os que me escolhem. Prefiro assim. Se vou bancar a dona, que seja a dona que eles escolheram ter. E a vida vai bem, obrigada.

As pessoas mais rasinhas escolhem gato pela aparência. Gatos têm, para elas, que ser lindos. Gato ostentação! Ok. Há outras que gostam de característica próprias de algumas raças, seja física ou comportamental. Ok, também. Desde que tratem direitinho, protegendo, amando, cuidando, castrando e não inventando de abandonar, a motivação da pessoa é o que menos me importa.

Pessoas têm suas preferências, fazer o quê? Sei que em São Paulo, pelo menos, na ONG Adote Um Gatinho, os pretinhos são preteridos. No Rio, na 4Patinhas, são os frajolas – gatos preto e branco – que ficam para trás. São muito comuns… Em Itaúna, se não tiver raça – ou, pelo menos, “cara de raça” – , difícil encontrar quem queira… Mas, em qualquer lugar, coloque um persa ou sialata - siamês vira-lata – ou uma gata toda amarela – raríssima – ou um gato todo branco com olhos azuis para adoção para ver se não dá briga entre pretendentes. Dá.

Por isso tudo que acho esta campanha, que tem rolado há um tempo, imbecil:

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Na minha opinião, ela não faz nada além de confirmar o preconceito, afinal, pessoas são escolhidas ou preteridas pela cor de cabelo e/ou pele o tempo todo.

Sinta-se totalmente confortável em discordar de mim, principalmente – mas não exclusivamente – se seu coração se encheu de amor e você decidiu, agora mesmo, que quer um gato escaminha para todo o sempre. E, Sávio, se por causa deste post você decidir namorar uma ruiva, lhe perdoarei por tudo o que você me disse na 8ª série!

E para quem não sabe, gato escaminha são esses de pelagem mesclada, geralmente preta e marrom. Minha avó chamaria de “pano queimado”. A Pixie, minha gata feiosa, é mescla de tigrado com escaminha, ou seja, ela mistura estampas. Há quem ache a Pixie linda, há quem ache escaminhas lindos. Mas, para a maioria, é um gato comum e/ou esquisito. Não é, definitivamente, uma padronagem popular.

Eu continuo achando que tanto faz a pelagem. Mas, se as escaminhas são as mais rejeitadas da vida, que tal promover a excentricidade, a diferença, a exclusividade – já que os padrões dificilmente se repetirão -, o quanto você é mais bonito ao lado de uma gato feio, o quanto você é mais legal por tê-lo escolhido, sei lá, qualquer psicologismo mais eficiente do que comparar o pobre do gato a uma ruiva.

Encerrando 2013 – Parte II

TOP-Pi 10 | O PIOR DE 2013:

1. Morte. Morreu gente que eu amava; morreu gente que eu admirava e morreram muitos gatinhos que eu acompanhava… Mas vaso ruim continua inquebrável.

2. Futebol – incluem-se: Copa, torcidas, times, jogadores, tapetão.

3. Patifaria generalizada. Em uma palavra: Brasil.

4. A mesma pindaíba de sempre.

5. Trabalhar com publicidade:

6. Enxaquecas. Por quê? :-(

7. Vizinhos. O de sempre e cada vez mais: barulho, sujeira, desrespeito e até veneno no meu abacateiro!

8. Serviços básicos: Internet rápida mais lenta e cara do mundo, serviço autônomo de água e esgoto que manda água suja e com pressão variável – quando manda – e luz que desliga quando menos pode e, quando volta, destrói tudo. As mazelas da vida no interior…

9. Self e outras manias chatas.

10. Visitas indesejadas: pernilongos, cobras, aranhas, hordas de pombos piolhentos e de micos pulguentos. Tenho horror a micos. Tenho horror a pulgas. Como seres tão pequenos conseguem ser tão incômodos e indestrutíveis?

Encerrando 2013

Todo ano, nesta época, eu faço os Top-Pi. Este ano, só por tradição autoimposta, teremos, também… Bora lá.

TOP-Pi 10 | O MELHOR DE 2013:

1. Nikita Cristina: chegou há duas semanas roubando corações. Ela é feiosa, fedorenta, carente, late agudo – e muito -, mas fez a vida do Toro tão mais feliz! Só por isso, já é a melhor do ano!

2. Amizades: antigas e novas, virtuais e reais – vocês são cada vez em maior número! Estou me sentindo sociável! E sinto que existe uma boa parte da humanidade que ainda vale a pena.

3. FIQ! Se ano passado foram: “tirinhas hilárias – preciso delas para viver. E cada vez mais!”, este ano foram os autores das tirinhas e seus livrinhos. São pessoas lindas com trabalhos lindos! Amei conhecê-los e descobrir que são “real deal”.

4. Vegetarianismo. Mesmo manco, me fez muito bem. E melhor.

5. Trabalho voluntário. Não sei desde quando admiro a 4Patinhas. Nem sei como a conheci, mas é a ONG que eu mais procuro ajudar, porque eu acredito piamente. Sim, eu sei, pessoas tendem a falhar. Mas como disse meu amigo Estevão Ribeiro, “errar é complicado, mas quem pode nos culpar por algo tão genuinamente humano, né?” Né?! Eles fazem o melhor que podem e ajudam muito a muitos! Este ano, comecei a fazer trabalho pro bono para eles e me sinto muito feliz com isso! Queria poder fazer mais.

6. Stephen King continua sendo o dono do meu coração. Amei ler velharias e amei ler livros novos. Mostra que ele ainda tem muita estrada para rodar! Tentei Anne Rice, tentei Agatha Christie, estou tentando Isaac Asimov, mas o Stephen é King.

7. Ideias! Elas não param de chegar! Se eu tiver tempo/boa vontade, pô-las-ei em prática, em 2014!

8. Mobilização popular. Pode ter sido fogo de palha, mas me acalentou o coração. Por alguns instantes, eu acreditei…

9. Facebook. Eu, de verdade, detesto o Facebook. É um troço muito do chato, bagunçado e cheio de regrinhas e pessoas tolas, mas… Todo mundo tá lá e, no meio de muita bobagem, tem gente boa. Encontrei God, uma pessoa que, se não for boa, mente muito bem. Encontrei Awkward Moments Childeren’s Bible, que me diverte muito. Entrei em grupos de loucos por gatos, porque é bom ter companhia nas neuroses.

10. Livramo-nos do mal. Amém!

 nikitaNikita, Chispita, Pequetita, Chiquita, Chiquitita. Princesinha da casa!

Povo Estranho II

Em BH, na Rua Fernandes Tourinho, 455, para ser mais exata, há um restaurante chinês – Dragon Center -, de chineses, que serve a melhor comida chinesa que já comi na vida. O preço é bom, a variedade é enorme e o ambiente é ok.

Eu costumava passar uma tarde ou outra, lá, comendo muito! Muito! E acaba aí minha simpatia pela China.

Não, eu não conheço a China. George Michael, na época do Wham!, foi e não gostou. George Michael não é meu formador de opinião, mas, nisto, confio nele.

É que a China… Tem chineses… E chineses… Eu sei que é puro preconceito. Generalização grosseira, mesmo, mas…

Como confiar num povo que falsifica ovo?! Como compreender pessoas que dão, acidentalmente (?), descarga em bebêsArrancam olhos de sobrinhos? Escravizam? Falsificam reflorestamento? Se matam a torto e a direito?

Eu sei que são mais de 1,3 bilhão de pessoas e, apesar de bizarros, são casos isolados e não, necessariamente, representam todo um povo, mas… A China lidera o ranking de mortes por exaustão no mundo. O número de vítimas de ataques cardíacos e AVC provocados pelo estresse de trabalho é de 600 mil por ano! E eles comem cachorro!!!

Não estou dizendo que o Brasil – e o brasileiro – não tenha suas estranhezas. Estou somente sentando no rabo e falando do rabo alheio.

P.S.: havia me esquecido desta falsificação sensacional: leão!!

O Livro do Esquecimento

Acho que foi nO Livro do Riso e do Esquecimento que Milan Kundera comentou sobre a prepotência de se escrever um livro. Afinal, o que você poderia ter de tão interessante e novo a contar que faria com que outras pessoas quisessem lê-lo? O quê? Apesar de minha resposta ter sido: “nada, né?”, cá estou eu, escrevendo opiniões em público. Mas me justifico: aqui, não há a pretensão em ser lida.

De toda forma, deixei de lado a ideia de ser escritora. Não que eu tivesse alguma intenção de o ser quando li Milan Kundera. Naquela época, eu havia desistido até do jornalismo. Eu não queria escrever. E, quando eu comecei a querer, mantive o Milan em mente. Deixei passar a vontade.

Então, escrevo uns continhos lá, umas crônicas ali, dou uns pitacos aqui e vou gastando minhas histórias, assim. Às vezes, dá vontade de ir além, mas ainda prefiro não.

E é esse “prefiro não” que tem faltado à muita gente. Prefira não escrever um livro quando o que você tem a oferecer é um misto do Velho Testamento + o pior de Anne Rice + Cavalheiros do Zodíaco. Arcanjo usando o golpe “Ira dos Deuses” numa batalha? Poupe-me, por favor!

Eu sei que, apesar deu amar ler, não sou o público de qualquer autor. Até leio Dan Brown, mas nunca serei seu público. Acho os livros dele todos iguais. Ele não sabe variar temática nem caracterização dos personagens e, invariavelmente, explica demais, como se o seu leitor fosse tonto. Talvez o seja… Mas ele me entretém e dou valor a isso. Se eu leio um livro de 400 páginas, xingando, mas querendo chegar ao fim, o mérito é do cara. Ruim é chegar na página 15 – de 395 – me perguntando: “falta muito, ainda?”. Pois é…

Esta semana, abandonei dois livros pelo caminho. Coincidentemente, os dois tinham relação com o Velho Testamento. Os dois eram prepotentes. Não só o conteúdo, em si, mas a forma de escrevê-lo. Perdoo um autor pretensioso, mas não perdoo uma escrita pretensiosa. Não!

Por isso, volto para a segurança do Stephen King – que é bom até quando é ruim – e me rendo a Isaac Asimov e seus robôs, porque a vida é muito curta para ser gasta com livros ruins.

Obs.: aceito dicas de leitura, caso alguém passe por aqui!!

Geração Y

Não vou generalizar, porque nem todo indivíduo que nasceu entre 1980 e 1990 e poucos se encaixa na definição. Mas, quem se encaixa, me explica: que poha é essa que passa pela cabeça de vocês? Se é que passa alguma coisa…

Trabalho não é sinônimo de farra. Fazer só o que se tem vontade e na hora que se tem vontade, chegar quando quer, faltar quando der na telha e ficar o dia TODO pendurado no celular/Facebook/Twitter/chat PESSOAL é o extremo oposto de trabalho. Trabalho não é prazer. Pode-se – deve-se – ter prazer, mas não é pressuposto. Você pode ser funcionário do Google ou do Facebook, você pode ser seu próprio chefe que, até assim, trabalho é compromisso. É cumprir tarefas, ame-as ou não.

Seu salário é pago pela sua função, não porque você é simpático/alegre/gente boa. E cumprir sua função é o que justifica seu salário. Você NÃO ESTÁ FAZENDO FAVOR em cumprir suas funções. Nem é injusto você levar “puxão de orelha” – entre aspas, viu?, ninguém feriu sua sagrada orelhinha que mamãe passou cotonete! – quando não faz o que deveria ter feito. Para com isso de “não sou obrigado”, porque é sim!!!!!

A vida não gira em torno do seu umbigo. Você não é melhor do que ninguém - e corre o risco de estrelar no TOP 10 dos piores do mundo. Arrogância é falta de educação. E sua infelicidade é plenamente justificada pela sua falta de visão de mundo. Acorda!

yVOCÊ NÃO É ESPECIAL!!!