Categoria: ‘opinião’

  1. Nigella X Gillian

    25 de março de 2012

    Em mais destes despautérios que rolam em redes social e sites de pseudo-humor, resolveram comprar Gillian à Nigella. Mas, para variar, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

    Nigella (1960) é incomparável. Ela é uma mulher rica, linda, voluptuosa, volumosa e tresloucada – a mulher é viciada em água.

    Gillian (1959) é um mulher feinha, pequena, bravinha, magricela e tresloucada – a obsessão por cocô me assusta.

    Já fiz a “dieta” da Nigella e fiquei gorda, oleosa, preguiçosa, com azia e má digestão – aliás, ela é a imagem disso tudo, quando não está diante da câmera de TV. É delícia? Sim, enquanto estamos comendo um monte de manteiga, cremes, ovos, açúcares, é tudo muito bom. Depois é que são elas. Porque, por mais gostoso que seja, não faz bem. Guardo meu livrinho de receitas dela para ocasiões pontuais e bem especiais. Não dá para viver como ela.

    Já fiz a dieta da Gillian. Emagreci quase 10kg e, mesmo deixando meio de lado – por preguiça, confesso -, não voltei a engordar. A pele ficou boa, a digestão, tranquila, nada de azia, nada de desânimo. Foi uma deita fácil, sem fome. Dá para se viver assim.

    Algumas – muitas – pessoas contestam a especialidade da Gilian e o título de “Doutura” que ela costumava usar sem ser, mas não há nada de errado em se evitar açúcar, sal, frituras, refrigerantes, conservantes e carne! Nada de errado em se exercitar! Eu tenho bom-senso o suficiente para saber que enema não é uma boa prática e que não preciso comer gororobas com sabor ruim para viver bem. Dá para se alimentar de coisas saudáveis e gostosas. Aliás, sabor ruim é relativo. Quando a gente tira os realçadores de sabor das nossas vida, tudo parece insípido, mas melhora, com o tempo. É um questão de costume.

    Equilíbrio é a chave para uma vida gostosa. Nem tanta à Nigella nem tanto à Gillian é minha sugestão.


  2. Padroeiros da semana

    23 de março de 2012

    Toda vez que D. Marina Smith pergunta no Twitter: “quem tem sugestão para o tema do Padroeiro da Semana?”, sugiro: ruivos. E ela SEMPRE me ignora. Então, resolvi eu mesma fazer!

    Nem vai ter votação, porque sei que os corações que visitam este blog pertencem ao Eric Stoltz. Sem dúvida nenhuma, o ruivo mais lindo do planeta. Ei-lo:

    Ok, todo mundo já teve seus dias maltrapilhos. Mas com “menos informação”, ele fica lindo!!

    Outro que todo mundo agora ama é o Harry. Estranho, porque ele sempre foi o ruivinho coitadinho que nunca será rei. Agora que o William ficou careca e se casou, o Harry é TUDO. Sei. Eu sempre adorei as bochechas rosadas desse menino, que, além de ruivo, tem MUITO cabelo!

    Sexy!

    Eu acho o Josh uma delicinha. Adoro qualquer banda que ele faça parte. Acho as tattoos sexys. Adoro o cabelo rockabilly! Nem me importo dele fumar…

    O Damian Lews, que está em “Homeland”, não me atrai. Mas como tem quem goste – né, Nandita? -, eu não o deixaria de fora.

    Rupert Grin, que fez “Harry Potter”, cresceu fofinho! Vejo potencial.

    Zack Ward não virou celebridade, mas tem a mandíbula linda!! Merecia muita fama só por isso. Mas acho que os olhos MUITO pequenos atrapalharam, um pouco, a potencial beleza… Peninha…

    Eu não assisto a “Grey’s Anatomy” desde que a Addison trabalhava em Seattle. Mas vejo propagandas e notei este carinha, aí. Gostei do Kevin McKidd. Dá um caldo.

    “So let’s play doctor, baby, cure my desease”

    Esqueci de algum? Bom, de qualquer forma, tem padroeiro o bastante para uma semana!!

    Mais Eric Stoltz, aqui.

     


  3. Orgulho, preconceito e zumbis

    21 de março de 2012

    Tenho preguiça de quem tem orgulho de bobagem. Hoje, em mais um destes dias inventados e sem sentido – pra mim, nenhuma destas datas comemorativas faz sentido algum, então… Rabugice -, uma mulherzinha falou na TV que seu filho tem orgulho de ter Síndrome de Down. Ele teria outra escolha?! Tempos atrás uma amiga começou a pregar o orgulho de ser brasileira. Mas ela teve outra escolha?! Eu, não. Nasci aqui, assim, sem me perguntarem se era o que eu queria. Também não me questionaram se eu queria ser mulher ou se ser portadora da Síndrome de Down seria uma opção. Não escolhi ser branca – muito, muito branca – nem hetero. Eu não escolhi meus originais de fábrica, minha condição humana, nada. Sou o que sou e só porque não teve outro jeito. Não me orgulho de nada disso.

    Me orgulho de ser um ser humano decente – dentro do que é possível, já que ser um ser humano já não é nada tão decente – e de ser menos louca do que me programaram para ser. Tenho orgulho de algumas escolhas, vergonha de outras. E, na contra-mão do que prega minha amiga e seu orgulho pátrio, às vezes tenho vergonha de ser brasileira. Não é minha culpa, não foi minha escolha, como já disse, mas se “a gente não escolhe o país onde nasce, mas constrói o país onde vive e, trabalhando, construímos o futuro”, como dizia uma linda propaganda de banco dos tempos da ditadura – período em que orgulho cívil era obrigatório -, eu me sinto no direito de ter vergonha. Porque eu não faço parte da solução, então, sou problema, também. Eu pago muitos impostos, gero poucos empregos, voto obrigada e não me sinto com vontade de mais nada. Não ergo um tijolo pela nação.

    Não fui às ruas declarar guerra aos corruptos.

    Não protestei veementemente contra as tomadas jabuticaba.

    Não bradei aos 4 ventos contra as decisões arbitrárias e ofensivamente maternais da Anvisa.

    Não blasfemei contra a bancada evangélica.

    Não invadi o prédio da Ancine em protesto contra a intromissão na programação da minha TV a cabo.

    Não pus fogo no Congresso.

    Não ocupei os Correios em busca das minhas encomendas perdidas/roubadas/extraviadas para impedir que eu cresça os olhos no que é importado e acredite que tenha direito de torrar os centavos que me sobram no fim do mês em roupas mais baratas e melhores que as nacionais.

    Não fui atrás da minha cidadania italiana.

    Não, eu não construí nada. Eu fiz um blog, sentei em frente ao meu MacBook Pro e esperneei virtualmente, enquanto espero, tal qual um zumbi, minha hora de tomar conta dessa joça, destruir legal e comer alguns cérebros – se encontrar algum por aí…


  4. Vegando

    19 de março de 2012

     Ser vegano, para mim, é impossível. Curar uma verminose é eliminar muitas vidas. E não curar mata você e os vermes. É o típico “se correr o bicho pega, se ficar  bicho come”. Na dúvida, atiro me escolho.

    Até morrer prejudica o meio ambiente. Somos um poço de toxinas. Mortos e cremados, poluímos o ar. Mortos e enterrados, poluímos os lençóis freáticos ou coisa pior: ficaremos embalsamados e seremos como as sacolinhas: eternamente poluentes. Se um urso te come – saída digna -, vai lá alguém matar o urso para recuperar seus restos mortais. Sad but true

    Fui dar uma lida nos produtos que usam matéria-prima animal. Porque, como bem me lembrou a Rafaela, nos comentários, não adianta correr de quem testa e cair em quem usa. E há alguns usos que, ok, se você come carne e o animal já foi morto mesmo… Já virou comida, sapato, bolsa… Por que não usar tudo? É o caso do tutano de boi ou da gelatina. Para quem não sabe, a gelatina é uma “proteína obtida de pele, tendões, ligamentos e/ou ossos fervidos com água”. Colocam sabor artificial morango e a gente nem percebe que foi bicho. Mas há algumas barbaridades.

    Álcool Cetílico (Cetyl Alcohol)
    Cera encontrada no esperma de baleias e golfinhos.

    Almíscar  (Óleo de Civet ou Musk Oil)
    Secreção seca obtida dolorosamente dos órgãos genitais do cervo almiscareiro, castor, rato silvestre e outros. Gatos selvagens são capturados e mantido em gaiolas em condições horríveis e são chicoteados ao redor dos genitais para produzir o odor. Castores são pegos em armadilhas, cervos são caçados com tiros. Usado na fabricação de perfumes.

    Ambergris
    Dos intestinos de baleias. Usado como um fixador em perfumes ou como realçador de sabor em produtos alimentícios ou bebidas.

    Aminoácido da Seda
    “Para a produção da seda o casulo é fervido com a larva dentro. O pobre animal se contorce quando é submetido a essa morte dolorosa.” Discordo da descrição: bichos da seda não sentem dor. Mas é cruel e desnecessário, mesmo assim.

    Esqualeno (Squalene)
    Óleo de fígado de tubarão. Usado em hidratantes, tinta de cabelo, etc.

    Óleo de Castor
    Castores tem duas glândulas anais, com a forma de bolsas ou sacos, e suas paredes internas secretam uma substância de consistência oleosa, usada como fixador em perfumes e incensos – “não os indianos”, segundo o marido.

    São atos de crueldade e mortes descabidas, por muito pouco. Então, vamos ficar de olho nos rótulos para evitar usar produtos oriundos da crueldade? Pode ser? Já é alguma coisa.

    Mas se você, assim como a Rafaela, quer mais, consulte o Guia Vegano. Eles juram que dá para viver e deixar viver. Eu não acredito muito, mas fé não é meu forte… Se é o seu, boa sorte!!

    Fonte: Pea


  5. Meias verdades

    18 de março de 2012

    As minhas verdades são minhas. Eu as fiz sob medida para a minha conveniência. Você pode ter uma parecida ou, talvez, igual, mas a sua é sua. A minha é minha. Eu não ofereço, compartilho, empresto ou doo. Apenas mostro, exponho, defendo. Se você quiser uma das minhas, pode copiar, não cobro direitos autorais. E se quiser contestar minhas verdades, vá fundo. Isso não necessariamente interfere no meu julgamento, mas acho bom saber como é a verdade do outro. Às vezes, ela se soma a minha. Outras, pode subtrair. E a vida é assim. As verdades são assim. Eu sou assim: mutante.


  6. A casa da Dita

    17 de março de 2012

    Que eu tenho sérios problemas, isso não é segredo. Mas há uns mais sérios que outros. Por exemplo: eu achava a Dita Von Teese um luxo. Uma mulher linda! Até ver a casa dela. Ela tem pavões, cisnes e micos empalhados na sala de estar. Isso foi o suficiente para que eu não enxergue mais beleza nela. De fato, eu a enxergo sempre horrorosa. E a detesto!!

    XL Bundchen desfilou casacos de pele? A odeio. Porque odeio esse povinho que vive se dizendo eco-friendly e politicamente correto, mas não vê nada de errado em se usar pele de bicho ou cosméticos testados em animais. Tudo em nome do glamour, juventude e beleza? Eu prefiro ser feia.

    Por causa disso, resolvi fazer um mea culpa e vestir a carapuça das pessoas duas caras. Eu uso Avon. Avon testa cosméticos em coelhinhos. Então, adeus Avon, foi bom enquanto durou, mas é o fim do nosso amor. Ainda bem que a Contém 1g, O Boticário e a Natura são legais. É de vocês meu coração, agora.

    Aderi total à campanha. Não, não vou doar nem um centavo. Costumo duvidar muito de que o dinheiro doado chega onde tem que chegar. E acho mais significativo deixar de comprar cosméticos que são testados em animais, porque dói no bolso. A Avon, a Unilever e a Johnson’s, por exemplo, vão sentir minha falta.

    E, para quem quiser, eis, aqui e aqui listas das empresas que não torturam, cegam e matam coelhinos, ratinhos e porquinhos da índia para que nós possamos nos sentir bonitas. Se há alternativas à tortura, tentem, pelo menos. Porque, se há alternativas aos cosméticos, certamente tentarei.

     


  7. Dia da mulher

    8 de março de 2012

    “Eu nasci assim, eu cresci assim e sou mesmo assim, vou ser sempre assim”…

    E não quero parabéns por isso. Valeu!

    Mas…

    Já que tem dessa bobagem de “dia da mulher”, vamos ajudar minha amiga, a maquiadora Carolina Arcanjo, linda e mulher, a ganhar um concurso?! Não custa nada. É só acessar http://gnt.globo.com/beleza/dicas/Promocao-Minha-Maquiagem.shtml e clicar na bolinha ao lado do vídeo “Make Dourado com Preto” e rolar a barra até o botão roxo “votar” aparecer. Clique nele. Só isso.

    Obrigada!!


  8. Meus Nervos

    3 de março de 2012

    Dia desses, marido estava “discutindo” virtualmente com o Solon Maia, o médico responsável pelas tirinhas “Meus Nervos“. Apesar de gostarmos do trabalho dele, como cartunista, tenho minhas dúvidas sobre a capacidade dele de lidar com doentes. Sei que as tirinhas são de humor e tal, mas a verdade está ali, camuflada em riso. E a verdade é: se você não gosta de pessoas, não irá gostar de pessoas doentes.

    Há uma forte generalização quanto à falta de qualidade dos serviços médicos oferecidos no Brasil. E se não houvesse tanta gente ruim, não haveria espaço para tamanha generalização.

    Existem médicos bons. Mesmo assim, não sei se tenho ou não ovário policístico, porque nenhuma ginecologista achou pertinente descobrir. Para controlar a ovulação de gambá – ovulo até três vezes por mês – e o ciclo confuso, pílula. Ela me faz mal? Dane-me!

    Mas como a Rafaela ficou tristinha deu falar de médicos, assim como a Ana fica toda ofendida quando eu falo de funcionários públicos – gente, se vocês prestam, não vistam a carapuça, né?! -, resolvi enumerar minhas experiências que me fizeram não gostar de médicos:

    • Tenho tendinite há uns 20 anos. Ela melhora e piora, dependendo do tempo. Decidi ir a um ortopedista para saber o que fazer. Ele pediu uns raio-x do meu pé e me disse que tenho pé chato. Achei estranho, pé chato encosta quase todo no chão, o que não é o caso do meu. Mas, ok, pode ter sido apenas uma confusão com palavras: chato/cavo. Ele me mandou comprar uma palmilha caríssima e usá-la. Joia, usei. Voltei lá, para o retorno, e a palmilha não tinha chegado nem perto de resolver o problema. Ele se saiu com essa: “case-se com um preto e garanta filhos melhores do que você. Esse povo branco é cheio de frescura. Para você, então, não tem solução, mas garanta o melhor para seus filhos.” E dane-se meu pé doendo.

    • Óbvio, nunca mais voltei lá e arranjei outro médico. Esse foi ótimo e me falou: “sabe qual é o problema? Você é preguiçosa. Vai enrijecer essa bunda mole! Vai fazer ginástica! Vai subir aquele morro que tem em frente sua casa!” Mas e meu pé?! Ainda dói.

    • Quando eu tinha uns 20 e tantos, fui dar uma olhada no meu fígado, que andava rejeitando remédios. O médico, meio velho demais, me pediu para tirar toda a roupa. Para examinar meu fígado?! Não vi necessidade de ficar pelada para isso e fui embora.

    • E o dermatologista que tinha vitiligo? Fiquei sem graça de tentar descobrir uma solução para as sardas com alguém que tinha problemas maiores… O cara me achou confusa, porque inventei um outro motivo para estar ali, e me receitou anti-depressivos e me encaminhou a uma psiquiatra. Hein?!

    • Passei por 8 oftalmologistas até descobrir que estava com conjutivite causada pela prescrição inadequanda de produto de higienização para minhas lentes. Quase ficou crônica!!

    • E o oftalmo que me deu receita para óculos muito mais alta que meu grau, porque ele queria me convencer a operar e a Unimed só patrocinava cirurgia para quem tivesse mais de 7 graus? Ainda bem que resolvi consultar outro, senão, teria usado óculos errados.

    • E teve a vez que fui ao veterinário para descobrir como tratar de um fungo, porque todos os dermatologistas estavam ocupados demais aplicando botox!!

    • Teve uma ótima!! Eu estava com prolactina alta e a médica pediu uma tomografia. Levei à neurologista e ela me disse que eu tinha um tumor na hipófise. Por sorte, sou calma e resolvi pedir uma segunda opinião. Levei o mesmo resultado a outro médico, que me disse: “nada de errado.” “E o meu tumor?”, perguntei. “Não passa de uma sombra. Nem de longe isso seria um tumor.” Fiquei com essa opinião e ainda estou viva.

    • E não é só comigo, não. Marido estava com uma dor estranha e foi ao hospital. O médico que o examinou disse que não sabia o que era, receitou uns remédios, mesmo assim, e disse que, se não melhorasse, ele deveria procurar um médico. Sei… Era o que ele estava fazendo, não?!

    Por essas e outras experiências pessoais, não sou fã de médicos. E nem estou contando com o hábito deles de deixar que os representantes de farmácias entrem antes de você, mesmo que você seja o próximo e a sua consulta já esteja atrasada há horas. Só acredito que muitos médicos deveriam ter escolhido uma outra profissão ou uma outra especialização, tipo, legista ou pesquisa. Porque se você não se interessa por pessoas, não lide com pessoas.


  9. Agora, entendi

    23 de fevereiro de 2012

    Só ontem me dei conta de por que o babado da Melissa com as blogueiras não me incomodou em nada: dormência. É que este tipo de marketing equivocado tem acontecido com tanta frequência que eu nem noto mais. Como não me atinge diretamente, não me atinge.

    A Melissa começou errando – ou eu comecei a perceber os erros – ao dizer que seu público são jovens até 25 anos. Eu, a Adri e a Sandra, na época com 35 e consumidoras de Melissa, ficamos meio indignadas com a afirmação. E até chegar à inauguração da loja em NY foram inúmeras atitudes questionáveis.Tantas, que parei de notar.

    Como teve quem não perdesse o fio da meada, culminou no episódio #melissafail, que rendeu muitas reportagens e muitas análises. Mas continuo afirmando que isso pouco importa à Melissa. Ela está numa zona de conforto, porque não tem concorrente direto. Muitas meninas “odeiam plástico no pé”, mas outras, como eu, prefere o plástico ao couro sintético ou ao couro animal.

    Quem mais produz calçados de plástico no Brasil? A Zaxy, que também é da Grendene? Ou o pessoal de Nova Serrana, que plagia à beça? Entre a original que nos maltrata, a versão “pobre” que tem carinha de plágio e o plágio descarado e mal feito, fico com a original. E não estou só. Muito antes pelo contrário.

    Modelos hediondos como Galactic, Making, Fly, Aileron e Wind voltam em novas coleções. O senso comum diz que são horríveis, mas esgotam e retornam. Tem quem goste e tem quem use qualquer coisa que seja odiado, só para ser diferente. Mas, acima de tudo, tem quem ame Melissa cegamente.

    A Melissa pode estar se safando das escolhas erradas – por enquanto -, mas a Marisa vai acabar pagando pela imbecilidade cometida há alguns meses. Para quem não sabe, algumas “blogueiras de moda” andaram mendigando votos num concurso que a Marisa promoveu entre elas. A vencedora ganhou uma superviagem com quase tudo pago para Milão, Paris ou NY, mais vales-compras e mais uma maravilha de R$ 500,00 em vale-compras na Marisa para sortear para as leitoras do blog. A Camila barganhou: “deixar vocês escolherem o destino que eu vou, seguir as dicas de vocês da cidade escolhida para a viagem e trazer um presente bafo para a dica mais legal postada aqui no GE! “. A Lu apelou: “ (votem em miiiim): além dos vouchers que a Marisa enviará pra sorteio, prometo torrar os tais R$2.000 do prêmio só com presentes pra vocês!”. Mas quem ganhou foi a Lalá, que não prometeu nada.

    Quem perdeu foi a Marisa:

    E por que perdeu? Porque lojas como Marisa existem aos montes. Quem frequenta as F*Hits quer ver luxo e glamour, não quer ver “look” de R$ 100,00 – caso contrário, não frequentaria blogs de quem usa Chanel, Louboutin e Prada. Sem contar que essas moçoilas riquinhas não representam a marca nem pagando.

    Eu nunca comprei na Marisa e olha que eu conheço a marca desde que a Virgínia Nowicki era a garota-propaganda deles. Sempre foi uma lojinha de centro de cidade, popularesca demais. Não orna ver Marisa em moça rica. E se a questão é reposicionamento de mercado, ou evitar, como a Seda fez, a perda do público C – que se espelha no povinho A -, associe-se a Globais, não a blogueiras. Isso é tiro no pé.

    Como sou joia, fica meu conselho, gratuito, pra Melissa: forme seu marketing e seus mídias a partir de seus fãs. Tem melisseira que estuda publicidade, sabiam? E elas entendem o que é ser melisseira e amar a marca. Com certeza não vão fazer bobagens como as que estão sendo feitas.

    E para a Marisa: não perca a identidade se associando a biscate. Marisa sempre foi de “mulher pra mulher”. A F*Hits é uma excelente ideia, mas eles ainda não sabem o que estão fazendo. A associação ao grupo tem queimado mais as marcas do que as enaltecido. Cuidado!

    Fonte dos prints: Shame on You, Blogueira


  10. Titia Shame

    21 de fevereiro de 2012

    Critiquei e não retiro o que disse – aliás, retiro o “desnecessário”, porque acabei descobrindo uma necessidade, sim. Acredito, ainda, que uma mulher adulta e inteligente tem possibilidade, capacidade e recursos para apontar os erros sem ser deselegante. Mas, sinceramente, depois que a gente vicia em catástrofe – me aconteceu -, o tom malvado começa a fazer sentido. Muitas dessas loucas que “escrevem” blogs e postam suas misérias diariamente merecem os tapas na cara que recebem. Feiúra e bobagem tem limite! E sem essa de cada um com seu cada um, porque, sinceramente, isso vale na chuva, na rua, na fazenda ou numa casinha de sapê. Num blog que se propõe a ensinar, a servir de referência, não, né?! Posso até ser obrigada a conviver com as falhas dos outros – e os outros, com as minhas -, mas quero poder rir delas – sinta-se a vontade para rir das minhas! – sempre que elas me aparecem.

    E mais. Titia Shame desmistifica essas F*Hits da vida, que já me cansaram a beleza. É bom ver que ela incomoda quem tem me incomodado muito – e sem cair na ladainha da inveja. Eu adoraria estar em Londres num 5 estrelas, com tudo pago, mas não venderia minha alma para conseguir isso. Prefiro trabalhar honestamente, ganhar dinheiro e não depender de ninguém, muito menos, dever favor. Liberdade não tem preço.

    E as caras de pau? E as contradições? E as cópias descaradas? E as mentiras deslavadas? E as falsidades ideológicas? Tudo ali. Diante do conteúdo encontrado pela Titia nestes blogs de moda e beleza, prefiro as dicas do Fábio Coala. Pelo menos, fazem sentido.

    Não sou – mais – xiita da Língua Portuguesa. Convenhamos, é um idioma muito complicado, cheio de regras e com as atuais mudanças fica difícil acompanhar e acertar sempre. Deslizes são naturais. Nem sempre o corretor ortográfico sabe mais do que a gente. Mas isso não é motivo para se escrever como uma retardada mental.

    Ainda acho a “titia” bem agressiva. Muitas vezes, extrapola nos comentários, mas a compreendo cada vez mais. Das “pinketuchas/shametes” não sou fã. São, em grande parte, terríveis e mal educadas. Quanto comentário grosseiro!

    Apesar de não mais condenar o conteúdo, não apoio o anonimato. Não gosto, mesmo, de quem aponta o dedo sem dar a cara a tapa. De certa forma, entendo que ela está mexendo em vespeiro e preservar a própria identidade pode ser de grande valia neste “mundinho”, mas perde-se muito do mérito.

    Não recomendo a leitura, pois vicia. Mas, se quiser arriscar, clique aqui.

    P.S.: fiquei com vergonha de ter feito uma “wishlist” depois de ver este post aqui. Juro que não foi mendiguismo da minha parte, não estava pedindo presentes a você nem nada parecido. Só listei produtos que achei interessantes durante minha falta do que fazer e pobreza assumida, porque pode ser que mais alguém goste. Eu gosto de ver achadinhos dos outros.


Embaixadora pi_mg Bolsas Betty Boop Coleo BORDERLINE 2011
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