Viagem

Tenho uma amiga morando na França. Outra, em Boca, na Flórida. Tenho um amigo em Florianópolis. Uma prima na Nova Zelândia. Tenho amigas em Recife, Algodões, Cuiabá, Vitória, Fortaleza, Rondonópolis, São Paulo, Rio de Janeiro. Todos já me convidaram para uma visita.

Se eu procurar mais um pouco, encontro mais amigos, mais lugares para ir, mais motivos para viajar. Mas tenho 11 pinos na perna e um pé que se recusa a cooperar. Tenho pela frente bastante fisioterapia e algumas revistas íntimas nas salinhas dos aeroportos.

Quem disse que viver é fácil?! 😉

Deus me livre!

E, um belo dia, você se descobre apaixonada por ele. Obcecada. O livro que você estava adorando foi abandonado. A maratona de Arquivo X, pela qual você havia ansiado, foi deixada de lado. Tudo isso porque você só consegue pensar nele. O tempo todo. Até vai dormir mais cedo, na esperança de sonhar com ele. Às vezes, dá certo.

Como você já decorou todas as reações dele, mas sempre se desconcerta quando ele fala com você, começa a planejar. Tem três frases decoradas para cada possível resposta numa conversa de até 20 minutos. Depois disso, se chegar a isso, estará por sua conta. E se ele não seguir o roteiro? Melhor adiar o encontro até ter pensado em mais possibilidades. Ou não. Quando se encontrarem, ele falará exatamente o que foi esperado e, mesmo assim, nenhuma das três respostas ensaiadas sairá. Você ficará muda, de boca aberta, quase babando.

Talvez, se ele tiver algum interesse em você, até ache bonitinho o seu desespero desconcerto. Pode achar bonitinho sem te querer, também. Pois é, corre o risco dele não te querer. Como viver?! Em negação. Ou num universo paralelo onde ele te queira. Ou no mundo da fantasia que você já criou e vive em repetição, ensaiando para o dia em que tudo for realidade. Vai que…

E por que cargas d’água ele haveria de não te querer? Ele te acha bonita, você sabe disso. Mas é só o que você sabe dele. O resto, além das impressões que você tem (e aumentou em grau máximo para simular conhecimento de causa), é totalmente desconhecido. Você nem sabe se ele tem mulher ou se gosta de homem. Você supõe coisas, mas saber, não sabe. 

Não sabe se ele é casado. Ou petista. Se ele odeia animais ou é fanático por futebol. Se é racista ou se quer ter um punhado de filhos. Talvez, tudo isso junto. Mas no seu universo inventado, ele é tudo o que você sempre quis e, se em realidade ele falhar, você está pronta para perdoar. Ou não?

Não. Nada pior para um ilusão do que uma verdade inconveniente. E, de repente, você tem certeza de que ele não é nada daquilo que você sonhou. Ele é um sacripantas, um energúmeno! Como você foi tola de não ter enxergado isso!! Abra seus olhos, mocinha! Saia dessa fria!! 

Pronto. Já pode voltar para seu livro. Mulder e Scully também esperam por você. Vá ser feliz!

Perícia

Acordei às 5h50, com um mensagem vinda do WhatsApp. Pensei que ele não tocaria antes das 6h, porque o havia bloqueado por 8 horas. Estava enganada.

Fiz uma horinha antes de me levantar, tentei voltar a dormir, mas não obtive sucesso. Às 6h30, estava pronta para sair.

Fomos de carro, eu e minha tia. A Previdência Social fica até bem perto da casa da minha avó e chegamos rapidamente.

Enquanto aguardava a chamada, sentei-me ao lado de uma jovem senhora. Ela aparentava certo mau humor e dei-lhe o melhor dos “bons dias”. É tão evidente a reação às pequenas gentilezas que não entendo como pode alguém sair por aí com cara fechada. A mulher, imediatamente, se tornou solicita, me ajudando a entender os procedimentos. Não era minha intenção obter informações, seja como for, mas ela se mostrou muito satisfeita em ajudar.

A fila estava bastante organizada, a burocracia não comprometeu o atendimento e a espera foi pouca. Mas deu-me tempo de conversar sobre fraturas na perna com uma outra jovem senhora. Esta, ajaponesada, bonita, de certo modo, apesar dos descuidos com a aparência e o ar cansado. Acho que identifiquei-me com ela, nisso. O sorriso resignado, de quem depende ainda de alguém, era triste.

Ela sofreu um acidente tolo, mas terrível: virou o pé direito, descendo degraus, quebrando, assim, a perna e, consequentemente, rolou escada abaixo, luxando o joelho esquerdo. Não penso na dor que, em pouco tempo, fica no passado, mas no incômodo. Este, presente por muitos meses. Estar com as duas pernas comprometidas é o dobro de sofrimento, de dependência.

Pior, talvez, tenha sido a fala de seu médico: “minha senhora, se precisar correr por sua vida, desista. A senhora não correrá mais. E nem usará salto.” A informação me alarmou um pouco, já que quebramos os mesmos ossos e ela não tem placa e 11 pinos! A fratura no pilão da tíbia, responsável pela fala do médico, é bem complicada. Meu Dr. Gato já havia me dito que terei problemas futuros, mas os imaginava na velhice e, não, num futuro tão próximo. Quero poder correr e, quando muito necessário, usar salto.

A consulta foi tão breve como tudo mais, até então. A médica me perguntou o que aconteceu, eu contei-lhe. Minha tia acrescentou o detalhe “do gato” que, por mais irrelevante que fosse, levou a uma pequena discussão sobre o comportamento dos felinos. Ela avaliou brevemente as radiografias, olhou, mais por curiosidade do que por obrigação, meu pé, sem se levantar de seu lugar, e me desejou boa recuperação. Saí de lá sem saber mais do que sabia quando entrei.

****

Escrevo tantas linhas e tantas palavras para falar tão pouco e de um assunto tão sem interesse em homenagem à Rosamunde Pilcher, de quem estou lendo O Regresso. São 1091 páginas de muitos detalhes e pouca história. Eu teria escrito um conto, quando ela escreveu um livro imenso. Parabéns a ela, é muito difícil ser prolixa.

<3

Neste exato momento, estou pouco me importando com a vida em Marte ou com a volta da CPMF. Nem te ligo pra LDO ou pra Andressa Urach (#forçaUrach). Sou puro egoísmo e introspecção. Me preocupo comigo mesma, com minha volta à Belo Horizonte e com uma única pessoa além de mim. Maldita pessoa que não sai da minha cabeça! Já fez dos meus pensamentos seu habitat…

Teve um tempo, há nem tanto tempo, em que eu achava que jamais me sentiria assim novamente, num misto de alívio e nostalgia. É… Me ferrei. #forçaPi

O que comer?

Minha amiga Jane estava preocupada com o que comer, já que, a cada momento, sai uma pesquisa contradizendo a anterior sobre os malefícios de determinados alimentos.

Diante de tantas pesquisa imbecis e com resultados manipulados e mentirosos, assim como inúteis, cruéis e egoístas, eu tenho acreditado em cientistas da mesma forma com que acredito em pastores e clérigos em geral. Ou seja, eu desconfio…

Sendo assim, eu uso meu bom senso para escolher o que comer. E é fácil!!

Prefiro alimentos orgânicos e de origem conhecida. Se puder ser de uma hortinha caseira, tanto melhor. Aliás, tenho projeto de fazer uma horta aqui em casa, assim que eu conseguir restringir os acessos das galinhas.

Tento variar os vegetais o máximo possível, para conseguir me nutrir com a maior quantidade e variedade de vitaminas e minerais. Ao mesmo tempo, vario os agrotóxicos ingeridos!

Não me empanturro. Como muito, é verdade, mas somente o necessário para me satisfazer, sem me lotar. Isso é bom para mim – que me mantenho saudável e nos 59kg há 4 anos – e para o planeta – que não precisa se sobrecarregar na produção de alimentos para satisfazer minha gula.

Prefiro alimentos integrais aos refinados e os vivos aos processados. Comida congelada industrial? Tô fora! Fast food? Idem! Bolacha, biscoito? Os feito em casa, preferencialmente. E pouco! Refrigerante e suco de caixinha adoçado? Só em caso de sede extrema e nenhuma outra opção de bebida.

Não que eu não coma nada industrializado. Apesar do preço, gosto dos sucos Greenday. A marca Natural One é mais em conta e tem sabores mais variado e também é ótima para aqueles dias de preguiça de lavar, descascar, picar, espremer, lavar o equipamento. Ambos prometem zero de açúcar e de conservantes. Também consumo as geleias 100% da Queensberry. 100% fruta! Apesar do uso de transgênicos, de vez em quando eu mando uns Doritos pra dentro. Cookies Mãe Terra tem muito sódio, mas não é sempre que eu como, então, não pesa. Apesar de detestar soja, estou disposta a experimentar os produtos congelados Mr. Veggy.

Comer direito não é nenhum mistério e você não precisa pirar com pesquisas. Mantenha em mente que o pressuposto de um alimento é alimentar. Conservantes e sódio, açúcares e gorduras em excesso não alimentam, pelo contrário, roubam nutrientes e fazem mal, então, evite-os. No mais, seja equilibrado em sua dieta e seja feliz!

It’s my party

Sim, sou dessas que passam dias sem escrever uma linha e, quando resolvem aparecer, saem três posts de uma vez. Mas, como dizia a Lesley Gore, “It’s my party”.

Este post, de fato, serve apenas para dar esperanças, para contrapor às pessoas insuportáveis do mundo! Há pessoas boas, bacanas, lindas e chuchuzinhas!! Pessoas para as quais se pode prometer amor eterno! E elas também frequentam redes sociais!

Estava eu vagando pelo Synner Circle of Friends, uma página sobre o Gemini Syndrome, vendo figurinhas, quando começaram a comentar as músicas do novo disco da banda. Choraminguei que eu queria muito o EP de 2011. Então, o supersimpático Ryan McKenna me ofereceu mandar as músicas por e-mail. Pirata? Não! O pessoal da banda fez o EP independentemente e vendeu aos montes. Depois que assinaram com gravadora, não se acha mais o bendito. Daí que o disco sai dia 10/09 – e eu já comprei o meu!!! – e não haverá duas músicas do EP nele. Sem contar que as versões são diferentes – porque gravadora adora dar pitacos nas coisas. Pois é, a banda autoriza a divulgação desse material e ele foi fofíssimo em disponibilizá-lo para mim! “Não custava nada”, você pode argumentar. Mas quantas coisas que não lhe custam nada e você se recusa a fazer?

Fiquei tão imensamente feliz que nem estou ligando para a enxaqueca galopante que me assola o lado esquerdo do cérebro. Tão feliz que vim aqui compartilhar felicidade! Tão feliz, mas tão feliz que… Nem sei.

P.S.: mas sei é que a imensa maioria de frequentadores do blog ou de aventureiros que passam por aqui não está nem aí para Gemini Syndrome. Mas, “it’s my party” e eu estou imensamente apaixonada pela banda. Adoro as letras, adoro as vozes, adoro os integrantes, adoro a sonoridade, adoro as referências musicais deles – Tool!! Opeth!! -, adoro o bom-mocismo do Aaron. Adoro a mãe dele! Acho tudo bom, estou gostando de tudo. E, com certeza, eles aparecerão aqui algumas vezes, em meio aos meus faniquitos de pré-adolescente de 40 anos.

R-Evolução

Fiz um post na sexta. Fiquei esperando o marido me arranjar uma foto que, para mim, dizia mais do que meu texto. Não postei. Daí, passou-se o fim de semana, passou-se o tempo e o post se autodestruiu. É, ele sumiu. Fiquei arrasada, por puro apego, porque o momento havia passado. Então, fiz um board no Pinterest com as imagens mais significativas para mim.

Sou ativista de sofá, isso não muda. Não sou gente que faz. Fiz um tiquinho nos “caras pintadas”, mas era aquele tipo de coisa: não tinha como não estar ali. E eu tinha 18 anos, não 39. Eu tinha esperança, não desânimo. Mas, enfim, não sou eu, é o gigante se levantando finalmente, contra todas as previsões e, brasileiros e brasileiras, acredito em vocês!

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Pitacos

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Entendido isso, eu não estou aqui para criar ou alimentar polêmicas. Preguiça destas coisas, ao extremo. Mas pretendo palpitar sobre umas coisinhas que tenho visto por aí, afinal, isso aqui é Pitacos da Pi, eu sou Pi e pitaco é o meu hobby.

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Acho um saco estes memes ciniquinhos. Cinismo é uma forma de arte que muito pouca gente é capaz de dominar. Na dúvida, evite. Mas tive que concordar com o Wonka, desta vez, simplesmente porque é fato. As leis contra armamentos não previnem tiroteios – já que criminosos não seguem as leis.

Toda vez que acontece algum massacre provocado por um babaca que não quer se matar sozinho, o Governo corre para criar uma lei. Mas leis já existem. É proibido matar desde antes dos 10 Mandamentos, inclusive. Armas não matam sozinhas. Pessoas normais não saem matando por aí. E o que leva uma pessoa a sair da normalidade? Uma po**ada de coisas. Bullying, por exemplo.

Nos EEUU, a cultura do bullying é tão difundida que vive sendo tema de filme. Nenhum lhe vem à mente?! “Jovens Bruxas”, “Meninas Malvadas”, “Te pego lá fora”, “Carrie”– já na terceira safra –, entre vários. Rir, apontar defeitos, sacanear, puxar cueca, segregar, machucar, isso é comportamento típico de bullers de escola americana, assim como há os personagens típicos na fauna escolar: os populares (os atletas, as piranhas dos atletas líderes de torcida) e os losers (os nerds/geeks, os freaks, os barra-pesadas, os estrangeiros, os gays ou qualquer coitado que ousa ser diferente de alguma maneira).

Normalmente, losers “bulinados” são os que piram e saem atirando em escolas/universidades. Porque um dia nego cansa de ser humilhado e quer vingança. Ok, ter acesso a armas ajuda a por o plano em prática, concordo. Mas evitar que haja um plano, coibindo a cultura do ódio, não seria mais legal?! Pessoas mais felizes, com menos medo da vida, com mais amor no coração não querem matar pessoas.

Mas, em vez disso, o Governo deles não faz coisa alguma a respeito (se faz, é o mínimo) e a nossa gente, criativa que só, tem importado o American Way of Life versão high school! Temos bullying! E não temos ninguém a quem responsabilizar, chamar na xinxa, apontar o dedo e falar: “resolva”. Porque os pais estão nem aí. Esse povo não anda mais educando os filhos. As escolas  estão nem aí. Filhos mal educados não entendem o que é hierarquia e não respeitam professores ou diretores. O Governo? Se dependesse só dele, nem teríamos escolas!

e69b4de293efb7d84bea351f4ac5eb0eBem assim.

Qualquer dia, nego sai por aí, atirando em inocentes, e o Governo vai querer culpar as armas. Peraí… Já fizeram isso…

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Este país é o Brasil, e explico a você, Juan Arias: é que na última vez que a população se mobilizou efetivamente contra a corrupção, lá nos idos de 1990, acabou criando isso:

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Um dos líderes do movimento Cara Pintada virou um Sr. Cara de Pau. Collor foi eleito, novamente. E, num escândalo mais recente, Renan, que renunciou para não perder os direitos políticos, não perdeu sequer os eleitores. Mobilização pra que?! A maioria continua sem educação, ignorante, interesseira, egoísta, imbecil, corrupta e continua votando em corrupto, porque é aquele que a representa.

Eu sou minoria. Feliciano nem nenhum de seus pares me representa – e na mesma medida. Meu voto não vale, meu protesto não vale, minha mobilização não vale… Esperneio na Internet e, eu sei, isso também não vale.

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sX4R0Eu odeio a palavra homofobia. Não é uma fobia. Você não está com medo. Você é um imbecil.

Verdade.

541bff1491283e24b8014089b87d0df2Eu não sei como as pessoas ficam tão anti-alguma coisa. Preocupe-se com sua vida, cuide de seus próprios assuntos e não se preocupe tanto com outras pessoas.

Isso vale tanto para gays, anti-gays, evangélicos, anti-evangélicos e outros tipos que querem impor suas verdades para os outros. Vivam suas vidas, cuidem de suas almas imortais e deixem os outros em paz. Para que se preocupar com o sabor do sorvete que o outro está tomando?

julia-baxde Júlia Bax

Citando uma das “polêmicas” fabricadas da semana, Joelma – aquela da banda Calypso – disse ser contra casamento gay. Redes sociais em chamas! Morte a Joelma e a sua opinião. O que eu tenho a dizer é: eu sou contra casamento, então, não me casei. Joelma, se for gay, que não se case. Quanto aos outros, casamento homossexual não fere ninguém, tampouco a Bíblia, porque ela é só um livro que, aposto, você nem leu. Se leu, nem entendeu. Se entendeu, nem se casou com a primeira moça virgem que você deflorou. Se casou… Cara, Deus deu livre arbítrio. Quem é você para revogar isso?!

Que a Igreja Católica seja contra o casamento gay, eu entendo. Claro, se o casal gay quiser se casar na Igreja Católica. Porque o catolicismo prega o sexo reprodutivo e gays não se reproduzem com seus pares. Então, os gays não seguiriam o princípio básico do casamento católico: crescei-vos e multiplicai-vos com seu cônjuge, depois de ser abençoado por um sacerdote de Deus – suponho que o mesmo vale para diversas outras igrejas. Mas se for casamento civil, qual o problema?

O problema é que todo mundo quer ter razão, mesmo que seja em relação a algo que não é da sua conta, que não lhe interessa nem lhe faz diferença. Aí, começam as disputas imbecis que fazem as pessoas perderem o foco do que, em termos locais, é o mais importante: o Brasil não é nada legal e é por culpa do brasileiro.

 

π Day

Hoje é o Dia do Pi e, segundo li no Wiki, a data corresponde a “3/14″, que é a notação norte-americana para data, já que 3,14 é a aproximação mais conhecida de π. O auge das comemorações acontece à 1:59 da tarde (3,14159 = π arredondado até a 5ª casa decimal).

Pi é phoda! Pi é demais! E viva Pi!!

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