Meninos – II

Minha amiga quer que eu namore o João*, porque ele é “bonzinho” e “tem tudo a ver” comigo. E o quê ele tem a ver comigo? Não sei, ela não soube explicar. “Você curte as coisas que ele põe no Facebook, né?!”. É, curto, às vezes, assim como curto de uma porção de pessoas e páginas e nem por isso devo namorar essa porção. E, às vezes, me assusta as coisas que ele posta, me fazendo questionar a inteligência dele. Depois, relevo. Não me cabe julgar e nem o conheço.

Ponto para o João: ele tem MUITO cabelo e é bonito (ele e o cabelo dele). Contra? Ele é devagarzão. Acho que me daria preguiça, eu me irritaria e o chacoalharia. Mas são suposições. O importante é: ele nem sabe de mim, já que nunca respondeu aos meus comentários (nem os mais brilhantes!) e nunca curtiu minhas fotos de perfil (nem as bonitas)! 😀

Eu quero o Leandro*. Ele sabe que eu existo, me diverte e me olha nos olhos, lá dentro, como se estivesse procurando alguma coisa. Será que já achou?

E o Leandro tem o quê a ver comigo? Talvez, nada. Talvez, tudo. Realmente, não faço ideia. Nossas conversas, até agora, foram de uma superficialidade espantosa e não somos “amigos” no Facebook. Ainda bem. Mantenhamos assim. Não na superficialidade, mas longe do Facebook. Apesar de que converso melhor com ele por escrito. Ao vivo, eu ainda tremo na base, fico meio abobalhada e me perco. Ridículo, eu sei, mas é assim que é.

Mas ele gosta de mim, assim, como eu gosto dele? Tem horas que eu acho que sim. Tem horas que eu acho que é viagem minha. E tem horas que eu acho que minha vida já está bastante caótica para eu me dedicar a entendê-lo. Que, em vez de João ou Leandro, eu deveria estar é procurando trabalho e casa.

E, então, o João posta uma música lindíssima do Cole Porter que merece muito o meu “like” ou o Leandro me manda uma mensagem estranha, que me faz rir por dias, e eu esqueço que a vida não está ganha.

*****

Uma outra amiga, que não conhece João nem Leandro, disse que, antes de mais nada, tenho que saber:
1. Se o cara é livre e desimpedido;
2. Se é hetero (ou, pelo menos, bi);
3. Se ele quer me comer.

Outra amiga tem perguntas mais complexas a fazer:
• Gosta de rock?
• Paulo Coelho ou Machado de Assis?
• Já foi em balada no Galopeira (reduto sertanejo)?
• A última novela que assistiu foi “Vale Tudo”?
• Se for para a Flórida, vai à praia, às compras ou à Disney?
• Gosta de gato?

Talvez isso tudo seja importante demais, mas eu estou preocupada com outras coisas (também), tipo, vou gostar dos amigos dele e vice-versa? Ele se entenderia com meus amigos? Ele vai saber lidar com meu veganismo? Ele gosta de bichos em geral? Quanto? É cavalheiro? Se sim, está disposto a evoluir e deixar de sê-lo? O que ele gosta de fazer com o tempo livre? O que ele espera de mim?

*****

Enquanto isso, na sala de bate-papo (ou no chat do FB), Márcio* ressurge das cinzas para saber por que eu não quis saber dele. Vejamos:

• Porque ele é egocêntrico, mas tão egocêntrico que parece um buraco negro que irá me puxar pra dimensão Márcio. O cara passou um mês falando de si e mudando todo e qualquer assunto para si e teve a pachorra de me dizer que não queria conversar sobre nada que não fosse… Ele.

• Pode piorar? Pode. Márcio me chamou pra sair, mas deixou incrivelmente claro que eu não devia criar expectativas nem pensar em envolvimento, porque ele era livre e gostaria de se manter assim. Eu disse “ok” nas três primeiras vezes, porque, de fato, “whatever”, mas, na quarta, me cansei e disse que eu não queria nada com ele, que ele não precisava se preocupar em me alertar, que nada iria rolar nem se ele quisesse. E ele? Ficou PUTO!!! Quem sou eu pra não querer ele?! Quem?! Quem?!

Pois é, posso não saber quem sou, mas sei quem não sou: interessada nele.

Daí ele falou que eu não dei chance dele se mostrar (mais o que?!) e que fui injusta. Que dó. :-(

E eu só pensando: velhinho, eu quebrei a perna em 4 lugares 4 dias depois do último chat (antes desse retorno) e você em NENHUM momento me perguntou se eu estava bem. Faça-me um favor: vá pra casinha!

*****

Em resumo: continuo solteira de marré deci. 😉

* Nomes alterados, porque este é um blog de respeito e responsável! 😛

Manifestações

Ainda não me manifestei sobre as manifestações, né?! Pois é… Preguiça. Gastei meu discurso político nas vésperas das eleições de 2010. Eu avisei. Agora, tudo o que eu tenho a dizer é: “eu te disse, eu te disse, eu te disse.”

Manifestar revolta, indignação com o que tem acontecido é normal, esperado, mas meio tarde demais. Em junho de 2013, a galera saiu às ruas, lindamente, mas, depois, se esqueceu a que foram… Preguiça.

Mas, enquanto eu lia o possível perfil de quem foi às ruas no domingo, eu tentava ver onde me encaixava. E já que o Itaú sabe até onde eu voto (longa história), por que não deixar que todos saibam como eu voto?

Seguindo a lista da matéria, eu:

• AINDA não possuo alguma conta ou prestação em atraso com mais de 30 dias – daqui há 30 dias, já não garanto;

• Concordo totalmente com a liberação do consumo da maconha;

• Não acho que cotas raciais são um erro, mas são somente um paliativo. Governos municipais e estaduais deveriam investir em educação de base de qualidade em vez de passar a bola pras faculdades;

• Não apoio a ideia de cidadãos honestos – ou não – portando armas. Eu bem que queria poder usar taser ou spray de pimenta, mas sou honesta o suficiente para saber que eu causaria muitos danos a inocentes;

• Sou a favor da legalização do aborto no país, mesmo sendo, a princípio, contra o aborto;

• Se a redução da maioridade penal resolvesse algum problema, eu seria a favor, mas não resolve. Mas… Eu acredito que, em certos casos e certos crimes, o menor deveria ser julgado como adulto;

• As pessoas pensarem diferentemente de mim, sendo nordestinas ou não, não faz com que tenham menos consciência política na hora de votar do que eu, ora bolas;

• Pena de morte? Jamais, em tempo algum;

• Há pessoas que precisam ser ajudadas por programas sociais, como o Bolsa Família. E é bem provável que haja pessoas que se acomodem com essa ajuda. Eu não tenho como julgar e não vou nem pensar em generalizar;

• Concordo com o Mais Médicos, não tenho absolutamente nada contra médicos cubanos. Só digo que não sei o suficiente (sobre Revalida, liberdade ou financiamento da ditadura cubana) para dar palpite;

• Concordo totalmente que os pobres são tão desinformados na tomada de suas decisões políticas quanto qualquer outro brasileiro;

• Deixem os militares fora disso.

• Concordo totalmente com a união civil entre pessoas do mesmo sexo, assim como bigamia, poligamia ou qualquer outra relação que não prejudique ninguém;

• Sou contra o Movimento dos Sem Terra;

• Sou contra muita coisa que envolve terras e produção agrícola;

• Cobrança de maior valor aos mais ricos pelo uso do SUS? Ricos lá usam SUS? Se os representantes do povo não usam SUS, que dirá os ricos que não representam nada além dos próprios rabos…;

• Sei nada sobre a regulamentação da terceirização;

• Sei nada sobre a ampliação da idade mínima para aposentadoria. Mas mantenham as contas certinhas, roubem menos, que o dinheiro dá pra tudo. O país paga imposto pra KCT e não se vê muito retorno desse dinheiro, né?!;

• Sou a favor do fim da reeleição para cargos políticos;

• Ainda não tenho opinião sobre da proibição das doações de empresas para campanhas políticas;

• Já votei no PT. Patrus Ananias para prefeito, em 1992, acho. Foi um prefeito muito bom, no meu ponto de vista daquela época. BH era uma cidade muito legal de se viver. Minha birra é e sempre foi com o Lula e seus filhotes;

• Votei em Aécio Neves no 2º turno na eleição da última eleição, em outubro de 2014;

• Votaria no Eduardo Jorge se as eleições para presidência do Brasil fossem hoje;

• Eu me digo com a cor de pele branca refletiva!!;

• Tenho estudo superior completo em faculdade pública;

• Meu rendimento é quase nada, hoje em dia.

Meninos

O Sávio mandou me falarem que ele NUNCA, jamais, em tempo algum ficaria com uma ruiva. A gente tinha 14 anos e ainda não era modinha pegar ruivas. Quando a modinha começou, eu já tinha peitos. Sávio se arrependeu…

Não sei a opinião do Marco sobre ruivas, porque ele não me quis, aos 15, alegando que eu era muito “oferecida e sem vergonha”. Aos 40, ele esperava que eu ainda fosse assim. Eu talvez seja, mas não para ele.

Graças à censura do Marco, eu não me ofereci ao Diogo. Ele, jeca que só, jamais se ofereceria pra mim. A Fernanda, oferecida e sem vergonha, o pegou. Sobrei.

O Cadinho passava o dia me contando o quanto a mulher do irmão dele, ruiva, era linda. E o quanto eu me parecia com ela. É que, graças às reprises constantes de “A Garota de Rosa Chocking”, “Gatinhas e Gatões” e “Clube dos 5″, Molly Ringwald ficou bem famosa e as ruivas ficaram bem desejáveis!

O Alessandro, vindo do interior, não sabia disso e não me desejou. Mas contaram pra ele que ter uma ruiva no currículo era “demais” e ele, arrependido, veio pedir uma chance.

O outro Alessandro não ficava com virgens. Eu era virgem. Quando ele desconfiou que eu talvez, quem sabe, não fosse mais virgem – eu era, mas também era sem vergonha, de novo -, ele me quis.

O Messias ameaçou largar tudo (lê-se: noiva grávida no altar) se eu quisesse ficar com ele. O cara tinha obsessão por ruivas, mas teve que se casar com a noiva grávida e morena, porque eu era mais esperta que isso.

Eu queria perder minha virgindade com o Rudney. O Anderson não deixou. Não sei exatamente o quê ele fez, mas Rudney jamais foi “meu”. Lamentável.

O Romeu namorava minha amiga, mas babava na minha barriga branca. Quando eu ia de miniblusa pra aula, ele dizia “amém”!

O Oswaldinho e a língua dele me perseguiam em shows de heavy metal. Fez isso até morrer, de acidente…

E foi num show que o Steve Vai olhou pra mim o tempo todo. Me “senti”, mas fui embora sem passar pelo camarim. Acho que eu já tinha vergonha novamente, nessa época…

O primeiro Alexandre queria que meu cabelo crescesse para eu andar na garupa da Harley dele, depois que a gente se casasse. Eu não queria casar. Nem andar de moto.

O segundo Alexandre elogiava meu pescoço longo e me escrevia poesias em inglês. Ele era fofo e bem bonito. Achei que me queria e o convidei para ir a uma festa comigo. Ele foi e passou a noite falando. Só falando. Frustrante.

O terceiro Alexandre… Eu não sei o que ele achava de mim. Acredito que ele estava comigo pelo sexo fácil. E terminou comigo alegando que eu só estava com ele por causa de sexo. Nem era…

O Paulo gostava de ficar comigo porque eu era “adulta, alta e tinha cabelo comprido”. Sei disso, porque foi o que ele disse pra ex-namorada, quando nos apresentou.

Muitos geeks me quiseram por causa das heroínas/mocinhas de Stan Lee. Puro fetiche HQ.

O Corintho disse que me conhecer o salvou do suicídio, mas quando ele me viu com o Gustavo, se decepcionou comigo. Aliás, quem não se decepcionou comigo quando fiquei com o Gustavo levanta a mão!

O Gustavo, aliás, reclamava que eu não tinha mais sardas. Dezesseis anos depois, o Felipe reclamou que eu não tinha mais sardas. Entre eles, o André reclamou da mesma coisa, mas preferiu focar no fato de estar pegando uma ruiva peituda. E, meninos, as sardas estão todas aqui, como sempre.

O Cristiano, o Rei Lagarto, eu sempre amei. O Richard, gato, eu nunca entendi.

Viagem

Tenho uma amiga morando na França. Outra, em Boca, na Flórida. Tenho um amigo em Florianópolis. Uma prima na Nova Zelândia. Tenho amigas em Recife, Algodões, Cuiabá, Vitória, Fortaleza, Rondonópolis, São Paulo, Rio de Janeiro. Todos já me convidaram para uma visita.

Se eu procurar mais um pouco, encontro mais amigos, mais lugares para ir, mais motivos para viajar. Mas tenho 11 pinos na perna e um pé que se recusa a cooperar. Tenho pela frente bastante fisioterapia e algumas revistas íntimas nas salinhas dos aeroportos.

Quem disse que viver é fácil?! 😉

Deus me livre!

E, um belo dia, você se descobre apaixonada por ele. Obcecada. O livro que você estava adorando foi abandonado. A maratona de Arquivo X, pela qual você havia ansiado, foi deixada de lado. Tudo isso porque você só consegue pensar nele. O tempo todo. Até vai dormir mais cedo, na esperança de sonhar com ele. Às vezes, dá certo.

Como você já decorou todas as reações dele, mas sempre se desconcerta quando ele fala com você, começa a planejar. Tem três frases decoradas para cada possível resposta numa conversa de até 20 minutos. Depois disso, se chegar a isso, estará por sua conta. E se ele não seguir o roteiro? Melhor adiar o encontro até ter pensado em mais possibilidades. Ou não. Quando se encontrarem, ele falará exatamente o que foi esperado e, mesmo assim, nenhuma das três respostas ensaiadas sairá. Você ficará muda, de boca aberta, quase babando.

Talvez, se ele tiver algum interesse em você, até ache bonitinho o seu desespero desconcerto. Pode achar bonitinho sem te querer, também. Pois é, corre o risco dele não te querer. Como viver?! Em negação. Ou num universo paralelo onde ele te queira. Ou no mundo da fantasia que você já criou e vive em repetição, ensaiando para o dia em que tudo for realidade. Vai que…

E por que cargas d’água ele haveria de não te querer? Ele te acha bonita, você sabe disso. Mas é só o que você sabe dele. O resto, além das impressões que você tem (e aumentou em grau máximo para simular conhecimento de causa), é totalmente desconhecido. Você nem sabe se ele tem mulher ou se gosta de homem. Você supõe coisas, mas saber, não sabe. 

Não sabe se ele é casado. Ou petista. Se ele odeia animais ou é fanático por futebol. Se é racista ou se quer ter um punhado de filhos. Talvez, tudo isso junto. Mas no seu universo inventado, ele é tudo o que você sempre quis e, se em realidade ele falhar, você está pronta para perdoar. Ou não?

Não. Nada pior para um ilusão do que uma verdade inconveniente. E, de repente, você tem certeza de que ele não é nada daquilo que você sonhou. Ele é um sacripantas, um energúmeno! Como você foi tola de não ter enxergado isso!! Abra seus olhos, mocinha! Saia dessa fria!! 

Pronto. Já pode voltar para seu livro. Mulder e Scully também esperam por você. Vá ser feliz!

Perícia

Acordei às 5h50, com um mensagem vinda do WhatsApp. Pensei que ele não tocaria antes das 6h, porque o havia bloqueado por 8 horas. Estava enganada.

Fiz uma horinha antes de me levantar, tentei voltar a dormir, mas não obtive sucesso. Às 6h30, estava pronta para sair.

Fomos de carro, eu e minha tia. A Previdência Social fica até bem perto da casa da minha avó e chegamos rapidamente.

Enquanto aguardava a chamada, sentei-me ao lado de uma jovem senhora. Ela aparentava certo mau humor e dei-lhe o melhor dos “bons dias”. É tão evidente a reação às pequenas gentilezas que não entendo como pode alguém sair por aí com cara fechada. A mulher, imediatamente, se tornou solicita, me ajudando a entender os procedimentos. Não era minha intenção obter informações, seja como for, mas ela se mostrou muito satisfeita em ajudar.

A fila estava bastante organizada, a burocracia não comprometeu o atendimento e a espera foi pouca. Mas deu-me tempo de conversar sobre fraturas na perna com uma outra jovem senhora. Esta, ajaponesada, bonita, de certo modo, apesar dos descuidos com a aparência e o ar cansado. Acho que identifiquei-me com ela, nisso. O sorriso resignado, de quem depende ainda de alguém, era triste.

Ela sofreu um acidente tolo, mas terrível: virou o pé direito, descendo degraus, quebrando, assim, a perna e, consequentemente, rolou escada abaixo, luxando o joelho esquerdo. Não penso na dor que, em pouco tempo, fica no passado, mas no incômodo. Este, presente por muitos meses. Estar com as duas pernas comprometidas é o dobro de sofrimento, de dependência.

Pior, talvez, tenha sido a fala de seu médico: “minha senhora, se precisar correr por sua vida, desista. A senhora não correrá mais. E nem usará salto.” A informação me alarmou um pouco, já que quebramos os mesmos ossos e ela não tem placa e 11 pinos! A fratura no pilão da tíbia, responsável pela fala do médico, é bem complicada. Meu Dr. Gato já havia me dito que terei problemas futuros, mas os imaginava na velhice e, não, num futuro tão próximo. Quero poder correr e, quando muito necessário, usar salto.

A consulta foi tão breve como tudo mais, até então. A médica me perguntou o que aconteceu, eu contei-lhe. Minha tia acrescentou o detalhe “do gato” que, por mais irrelevante que fosse, levou a uma pequena discussão sobre o comportamento dos felinos. Ela avaliou brevemente as radiografias, olhou, mais por curiosidade do que por obrigação, meu pé, sem se levantar de seu lugar, e me desejou boa recuperação. Saí de lá sem saber mais do que sabia quando entrei.

****

Escrevo tantas linhas e tantas palavras para falar tão pouco e de um assunto tão sem interesse em homenagem à Rosamunde Pilcher, de quem estou lendo O Regresso. São 1091 páginas de muitos detalhes e pouca história. Eu teria escrito um conto, quando ela escreveu um livro imenso. Parabéns a ela, é muito difícil ser prolixa.

<3

Neste exato momento, estou pouco me importando com a vida em Marte ou com a volta da CPMF. Nem te ligo pra LDO ou pra Andressa Urach (#forçaUrach). Sou puro egoísmo e introspecção. Me preocupo comigo mesma, com minha volta à Belo Horizonte e com uma única pessoa além de mim. Maldita pessoa que não sai da minha cabeça! Já fez dos meus pensamentos seu habitat…

Teve um tempo, há nem tanto tempo, em que eu achava que jamais me sentiria assim novamente, num misto de alívio e nostalgia. É… Me ferrei. #forçaPi

O que comer?

Minha amiga Jane estava preocupada com o que comer, já que, a cada momento, sai uma pesquisa contradizendo a anterior sobre os malefícios de determinados alimentos.

Diante de tantas pesquisa imbecis e com resultados manipulados e mentirosos, assim como inúteis, cruéis e egoístas, eu tenho acreditado em cientistas da mesma forma com que acredito em pastores e clérigos em geral. Ou seja, eu desconfio…

Sendo assim, eu uso meu bom senso para escolher o que comer. E é fácil!!

Prefiro alimentos orgânicos e de origem conhecida. Se puder ser de uma hortinha caseira, tanto melhor. Aliás, tenho projeto de fazer uma horta aqui em casa, assim que eu conseguir restringir os acessos das galinhas.

Tento variar os vegetais o máximo possível, para conseguir me nutrir com a maior quantidade e variedade de vitaminas e minerais. Ao mesmo tempo, vario os agrotóxicos ingeridos!

Não me empanturro. Como muito, é verdade, mas somente o necessário para me satisfazer, sem me lotar. Isso é bom para mim – que me mantenho saudável e nos 59kg há 4 anos – e para o planeta – que não precisa se sobrecarregar na produção de alimentos para satisfazer minha gula.

Prefiro alimentos integrais aos refinados e os vivos aos processados. Comida congelada industrial? Tô fora! Fast food? Idem! Bolacha, biscoito? Os feito em casa, preferencialmente. E pouco! Refrigerante e suco de caixinha adoçado? Só em caso de sede extrema e nenhuma outra opção de bebida.

Não que eu não coma nada industrializado. Apesar do preço, gosto dos sucos Greenday. A marca Natural One é mais em conta e tem sabores mais variado e também é ótima para aqueles dias de preguiça de lavar, descascar, picar, espremer, lavar o equipamento. Ambos prometem zero de açúcar e de conservantes. Também consumo as geleias 100% da Queensberry. 100% fruta! Apesar do uso de transgênicos, de vez em quando eu mando uns Doritos pra dentro. Cookies Mãe Terra tem muito sódio, mas não é sempre que eu como, então, não pesa. Apesar de detestar soja, estou disposta a experimentar os produtos congelados Mr. Veggy.

Comer direito não é nenhum mistério e você não precisa pirar com pesquisas. Mantenha em mente que o pressuposto de um alimento é alimentar. Conservantes e sódio, açúcares e gorduras em excesso não alimentam, pelo contrário, roubam nutrientes e fazem mal, então, evite-os. No mais, seja equilibrado em sua dieta e seja feliz!

It’s my party

Sim, sou dessas que passam dias sem escrever uma linha e, quando resolvem aparecer, saem três posts de uma vez. Mas, como dizia a Lesley Gore, “It’s my party”.

Este post, de fato, serve apenas para dar esperanças, para contrapor às pessoas insuportáveis do mundo! Há pessoas boas, bacanas, lindas e chuchuzinhas!! Pessoas para as quais se pode prometer amor eterno! E elas também frequentam redes sociais!

Estava eu vagando pelo Synner Circle of Friends, uma página sobre o Gemini Syndrome, vendo figurinhas, quando começaram a comentar as músicas do novo disco da banda. Choraminguei que eu queria muito o EP de 2011. Então, o supersimpático Ryan McKenna me ofereceu mandar as músicas por e-mail. Pirata? Não! O pessoal da banda fez o EP independentemente e vendeu aos montes. Depois que assinaram com gravadora, não se acha mais o bendito. Daí que o disco sai dia 10/09 – e eu já comprei o meu!!! – e não haverá duas músicas do EP nele. Sem contar que as versões são diferentes – porque gravadora adora dar pitacos nas coisas. Pois é, a banda autoriza a divulgação desse material e ele foi fofíssimo em disponibilizá-lo para mim! “Não custava nada”, você pode argumentar. Mas quantas coisas que não lhe custam nada e você se recusa a fazer?

Fiquei tão imensamente feliz que nem estou ligando para a enxaqueca galopante que me assola o lado esquerdo do cérebro. Tão feliz que vim aqui compartilhar felicidade! Tão feliz, mas tão feliz que… Nem sei.

P.S.: mas sei é que a imensa maioria de frequentadores do blog ou de aventureiros que passam por aqui não está nem aí para Gemini Syndrome. Mas, “it’s my party” e eu estou imensamente apaixonada pela banda. Adoro as letras, adoro as vozes, adoro os integrantes, adoro a sonoridade, adoro as referências musicais deles – Tool!! Opeth!! -, adoro o bom-mocismo do Aaron. Adoro a mãe dele! Acho tudo bom, estou gostando de tudo. E, com certeza, eles aparecerão aqui algumas vezes, em meio aos meus faniquitos de pré-adolescente de 40 anos.