Gastando dinheiro – ou investindo em cultura?

Adoro o Catarse. A plataforma de financiamento coletivo parece uma grande bolsa de apostas + liquidação. São, no máximo, 60 dias de prazo para fazer acontecer. A gente tem a oportunidade de fazer parte da História do projeto e, assim, torce, divulga e ainda paga um preço bem legal pelo produto + recompensas.

Eu sou apoiadora compulsiva de quadrinhos. Minha lista tem 14 apoios na área e todos concretizados. Uma ou duas decepções – livros que prometeram, mas não cumpriram -, mas, de modo geral, tenho estado satisfeita.

Estão em fase de apoio e recomendo:

Dois livrinhos: dois livros: Blue, uma coletânea de quadrinhos tragicômicos, e Dúvidas Cruéis de um Idiota, um livrinho recheado de dúvidas sobre o mundo. Muito divertidos, assim como o vídeo de apresentação do projeto, que foi quem me ganhou! Mas corra, porque está chegando ao fim!

Beladona: versão impressa de uma das minhas webseries favoritas.

Nada com coisa alguma: coletânea de tira do quadrinista José Aguiar.

O Homem da Capa Amarela: é sobre um justiceiro contra políticos corruptos. Parece bem legal. Na dúvida, clique aqui e baixe o primeiro capítulo.

Remendos: coletânea de tirinhas do site Sushi de Kriptonita. Ótimo site!

Quad 2: 4 histórias de 4 cartunistas.

Inconcebível: desculpe, Valter, mas seu vídeo dá sono, depõe contra. Mas… Fiquei curiosa com a história e terá meu apoio.

O Catarse tem muitas outras áreas de interesse, caso não curta quadrinhos. Tenho certeza que algum projeto merecerá seu apoio.

P.S.: para quem gosta de bichos, um projeto bem bacana no Catarse: Animal de Estimação Não é Brinquedo Não. É um livro voltado ao público infantil que ensina sobre o respeito aos animais.

Hippie

Parei de pintar as unhas há um bom tempo. Simplesmente, me cansei de ser refém delas. Mantenho-as limpas e curtas e está superbom.

Meus primeiros fios brancos apareceram há outro bom tempo e estão todos aqui, intocados. Talvez eu use henna ou chá de hibisco, se eu encontrar. Talvez, não.

Troquei os hidratantes cheirosinhos por óleos, como o de argan, que marido trouxe de Marrocos, e de amêndoas doces. Meu cabelo e minha pele curtiram.

Troquei o desodorante por bicarbonato de sódio. O sabonete e o condicionador por vinagre de maçã. Tudo certo, não estou suja nem fedendo nadinha.

Fiquei de testar o xampu de mandioca, feito em casa, mas o frio me deixou com preguiça. Minha meta, mesmo, é não usar mais xampu.

Estou em busca de juá para poder trocar o creme dental por ele. Para o fio dental, está mais complicado de encontrar substituto, mas continuo procurando. Filtro solar tem sido  outro desafio…

Estou trocando os produtos de limpeza da casa por vinagre, álcool e bicarbonato. Essência naturais, para dar cheirinho bom, são bem-vindas. Troquei o detergente por sabão de coco e estou procurando, para comprar, aquelas bolinhas que lavam roupa sem sabão. Achei na China…

Aliás, abro um parêntese:

(Achei as bolinhas e outros produtos aparentemente supimpas em um site brasileiro, de uma empresa que se diz “voltada à pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores e de alta performance que facilitam o dia-a-dia das pessoas”. Só se ela pesquisa no Google, porque mandei um e-mail, perguntando se os produtos são fabricados aqui ou importados da China e, em vez de me responderem por e-mail, me telefonaram umas 8 vezes. Minha secretária pediu para me responderem como eu perguntei, através de e-mail. Eles disseram não ser possível, eles não escrevem e-mails! Oi?! Mas confirmaram que é tudo chinês. Dureza…)

Produzo menos lixo, libero menos resíduos na água, gasto bem menos dinheiro no supermercado.

Esse site, aqui, tem me ajudado na busca por uma vida mais sustentável. Se você também quer reduzir seu impacto sobre o mundo – ou só gastar menos com higiene e limpeza, sem perder a qualidade de vida -, eu recomendo.

 

Vá ao teatro – e me convide!

Depois de “180 Dias de Inverno”, tive que assistir a “#140 ou Vão”, também da Companhia Afeta. Uma era drama, pesada, densa, linda. A outra, comédia, leve, inteligente, linda.

180-Dias-de-Inverno-book---Cia-Afeta-3140-ou-vao“180 Dias de Inverno” e “#140 ou Vão” (Foto: Samuel Mendes), respectivamente.

Ontem, assistimos a uma peça da Catanduva, SP. O teatro Silvio de Matos, de Itaúna, ajudou a compor o cenário de guerra, mas não contribuiu com a peça, já fraquinha. A voz de Chiquinha da atriz era irritante, mas não foi perda de tempo, de toda forma.

Eu perdi, sim, – e vou lamentar todos os dias por isso até conseguir assisti-la – “Aldebaran”, do Grupo Oficcina Multimédia que, por fotos, me convenceu ser uma peça belíssima. Amigos que foram disseram ser “inacreditável”, “de outro mundo”, “linda”! Frustração me acompanha…

aldebaran

Os grupos mineiros brilharam neste festivalque termina hoje.- Atrevo-me a dizer, sem um pingo de bairrismo, pura justiça, que obliteraram os convidados de fora.

Fui a poucas peças, mas, em se considerando que há uns dias eu sequer gostava de teatro – o melhor do preconceito é perdê-lo – e ainda detesto sair de casa – ainda mais no frio e na chuva – fiz minha parte e, para o meu próprio bem, me apaixonei. Ano que vem, como dizem os mineiros, “tô agarrada” no festival!

“180 Dias de Inverno”, da Companhia Afeta
“180 Dias de Inverno”, da Companhia Afeta
“180 Dias de Inverno”, da Companhia Afeta
“180 Dias de Inverno”, da Companhia Afeta

Documentário

Tá à toa, nada pra fazer? Assista a esse documentário. É interessante e dá muito em que pensar…

Sinopse:

Documentário realizado em 2009. Chris Smith entrevista Michael Ruppert a respeito de suas visões sobre assuntos políticos, monetários e religiosos que estariam no cerne do colapso da sociedade atual. Michael Ruppert é um ex-polícia de Los Angeles que se tornou um investigador e aclamado autor de livros sobre as suas visões radicais de vários fenómenos mundiais.

Os 4 Cavaleiros do Novo Apocalipse

Excelente documentário. Recomendo com emoção.

Sinopse:

Vinte e três pensadores de todo o mundo juntaram-se para quebrar o silêncio e explicar como o mundo realmente está concebido. Os seus pontos de vista descrevem, em termos simples, o que é preciso ser feito se não quisermos enfrentar um futuro ainda mais sombrio.

Ok, tem quase 1 hora e meia de vídeo, falando sobre economia e política… Ficou com preguiça? Aí vai o resumo:

chomsky

Eu queria ficar no FIQ

fiqFIQ!

A Internet é uma terra mágica que nos conecta a todos. E colher os frutos desta conexão é o que há!

Adoro as tiras do Coala. Adoro o trabalho dele, mas adorei, acima de tudo, conhecê-lo pessoalmente. Pensa: eu, um quadradinho numa rede social, ser reconhecida pelo outro quadradinho. Mas, não qualquer quadradinho! Um quadradinho que eu admiro! “Você tem um gato cinza!”

Sr. e Sra. Coala são as duas pessoas mais fofas, simpáticas e cute-cute da vida! Eu e marido ficamos conversando com eles como se fôssemos melhores amigos! E eu me senti simpática! Eu! Simpática!!

familia-coalaMarido, Sr. Coala, eu – fotogenia, a gente se vê por aí… – e Sra. Coala. casalmaislindodedeuscutecutejatocomsaudades

Queria poder ir a FIQ todos os dias - termina domingo – só para continuar fazendo de conta que eles são realmente meus amigos! Queria ter um apartamento no Guarujá só para pegar elevador com o Coala em dia de chuva!!

O estande da Webcomix foi meu paraíso pessoal. Comprei bastante, lá. E viciei nesse negócio de pegar autógrafo em livros. Desenhista desenha no autógrafo!! Como não amar?! Mas apesar de ser o estande do Carlos Ruasídolo mor, pelo que percebemos – , Guilherme Bandeira, Marcos Noel, Digo Freitas, além do Coala, não foi o único paraíso que encontramos!

01

02Comprinhas… E minha bolsa de galinha, um sucesso!!

autografosAutógrafos!!

Marido nadou de braçada no estande The White Russian Society. Parecia menino pequeno com os livros dos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon e do Gustavo Duarteuma simpatia! – nas mãos, pedindo autógrafo! Eu gostei mesmo foi do Murilo Martins! Achei os livros muito criativos e comprei I’m a German Shepherd com muita alegria no coração!

wrs-fiq2013

No Balão Editorial, fiz a festa! Comprei todos os livros do Estevão Ribeiro que haviam lá, além da pelúcia do Héctor! Viciada, fui atrás do meu autógrafo!

Estevão é meu amigo de Facebook, e é tão meu amigo, que nem perguntou meu nome na hora do autógrafo. E lá se foi com “Para Beatriz”.

beatrizMeu nome é Patrícia, mas poderia ser Beatriz!

Gafe?! Que nada! Morremos de rir! Somos amigos o suficiente para não nos importarmos com bobagem e ele se saiu bem: “melhor errar seu nome do que o da minha mulher!” Concordei, claro!

Gafe, quem cometeu fui eu. Duas!

Depois de mais de uma hora procurando pelo Orlandeli, fui atrás do Vitor Cafaggi para saber se ele sabia onde o cara estava. Sabia! Enfim, alguém sabia! Porque o negócio foi sério: ninguém no FIQ, seja organização, produção ou voluntário, NINGUÉM conseguia me dizer se ele estava num estande ou numa das inúmeras mesas. Mas ele e o Vitor são amigos e, aleluia, mesa 25.

Chegando lá, soltei: “Orlandeli, você precisa ficar famoso, porque ninguém sabe quem é você”. Simpática, né?! Fofa! Brilhei infinitamente! E só me dei conta do quando eu fui escrota quando eu cheguei em casa!

Se algo justifica tamanha falta de noção, é a própria falta de noção, em si. A Internet aproxima e a gente se sente realmente próximo, íntimo a ponto de fazer comentário idiota sem achar que isso pode ofender. Eu, falando com um cara que nunca me viu mais gorda, como se ele fosse tão meu amigo que me perdoasse pelas minhas indiscrições…

A gafe 2? Com o próprio Vitor. Ele foi meu colega de faculdade e foi sócio do meu marido, na primeira agência dele. E o cara é meu amigo - distante, vá lá, mas, pelo menos, a gente se conhece em carne e osso há mais de dez anos.

Encontrei com ele algumas vezes, fui atrás dele para me localizar outro autor e simplesmente me esqueci de comprar o livro dele. Eu queria? Sim! Valente é fofo! Fui ao estande para isso, duas vezes, mas ele estava com uma fila imensa de autógrafos e eu não quis esperar. Pensei em voltar depois e… Esqueci do caso! Sou um monstro!!

Justifico que eu estava inebriada de HQ! Não estava com minhas faculdades mentais em plena função! Tanto que, hoje, acordei com ressaca.

Arrependimentos? Claro: voltei para casa sem Valente por Opção, com vergonha do Orlandeli, sem ter conhecido o Laerte – que, ao que parece, só vai no domingo - e com a capacidade só minha de ficar horrorosa em todas as fotos! Mas me diverti a valer e, daqui a dois anos, tô batendo ponto lá, novamente.

Este FIQ acontece na Serraria Souza Pinto, em BH, até domingo, dia 17. Se estiver por perto, vá! A entrada é gratuita e os livros são muito baratos! Ah! Estacione direitinho, porque a polícia não poupou multas!

God – Keep being awesome!

Encontrei Deus no Facebook. É uma página de humor, mas não é baixo nível, é de muito bom gosto! Não fica de zoeira com as fés evangélicas, como se costuma fazer no Brasil, mas fala de fé de forma leve e divertida. Para começar, a descrição da página:

“Às vezes a verdade não é boa o suficiente. Às vezes as pessoas merecem mais. Às vezes as pessoas merecem ter sua fé recompensada.”

A ideia é ótima, mas corria-se o risco de ser mal executada. Não o é. E Ele me ganhou com posts como estes:

1456008_562761213811586_36591696_nTer fome não é pecado. Demonizar os pobres, é.

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HUMANO – Oi, “Deus”, eu tenho uma pergunta. Você acha que se gay é pecado? Recentemente, andei questionando minha sexualidade e descobri que eu amo homens. E eu sei que nasci assim. Mas há tantos cristãos cheios de ódio hoje em dia, como os “Westboro Baptist Church” que tentam e me me deixam mal. Eu me sinto sozinho e mal, agora… E, bem, eu sinto que preciso de uma pessoas para conversar. O que eu faço? :-(

GOD – Não é um pecado de forma alguma. O maior pecado é tentar viver sua vida para se encaixar no conceito estreito de alguém que não se importa se você é feliz ou não.

Você tem uma vida curta. Você tem que ser verdadeiro com você mesmo e encontrar o amor que se seja o certo para você.

Oh, e os “Westboro Baptist Church” são um bando de lunáticos. Sério. Eles têm problemas mentais. Não deixe que nada daquilo que eles acreditam afete você nem um segundo da sua vida. Continue sendo incrível!

Este é um Deus que aquece o coração e mantém minha – pouquíssima – fé na humanidade viva!

E eu digo “Amém!”

Não contém glúten

Quando vi esta receita no Pinterest, duvidei. Isso não é possível! Como assim, um bolo sem farinha e sem fermento?! Mas marido falou: FAZ! E fiz.

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Maravilhosa!

Para quem quiser fazer, eis a receita, traduzida:

BOLO DE CHOCOLATE SEM FARINHA

Ingredientes:

200g de chocolate de boa qualidade - usei meio amargo, da Garoto
80g de manteiga - e um pouco mais para untar a forma
4 ovos separados
Pitada de sal
50g de açúcar (1/3 xícara)
1 raspas de laranja (opcional)
2 colheres (sopa) Grand Marnier – licor de laranja (opcional) - eu usei conhaque, mesmo!

Creme:
250ml de creme de leite gelado sem soro
1 colher (sopa) de açúcar

Sorvete (opcional)
Frutas vermelhas frescas

Modo de Preparo:

Aqueça o forno a 180C.
Derreta o chocolate e a manteiga em uma tigela em banho-maria, mexendo de vez em quando. Vai demorar 2-4 minutos para o chocolate e a manteiga derreterem.
Nota: certifique-se que a água não está fervendo ao colocar a tigela com o chocolate, pois o chocolate pode cozinhar.
Enquanto o chocolate e a manteiga estão derretendo, unte com manteiga uma forma de +/_ 18 cm e reserve.
Uma vez que o chocolate derreteu, retire a tigela da água fervente e misture o açúcar.
Em seguida, misture as gemas, uma de cada vez.
Por último, acrescente as raspas e Grand Marnier, se estiver usando.
Bata as claras com uma pitada de sal em picos firmes.
Misture delicadamente as claras batidas na massa de chocolate, começando com ⅓ de claras para diluir a massa e, em seguida, delicadamente, adicione o resto. Não mexa demais.
Despeje tudo na forma e asse por 25-30 minutos.
Uma vez assado, deixe-o descansar 5-10 minutos antes de servir.

Creme:

Para fazer o creme batido perfeito, certifique-se não apenas de usar creme de leite muito frio - direto da geladeira - como, se possível, esfriar a tigela antes de bater. Você pode colocá-la por 10 minutos no congelador.
Bata o creme com o açúcar até formar picos firmes.

Sirva o bolo com sorvete de baunilha e/ou creme batido e frutas vermelhas.

Nota 1: se servir com creme batido no topo, verifique se o bolo esfriou completamente, caso contrário, você vai acabar com um xarope.

Nota 2: se você quiser fazer o bolo um dia antes, eu sugiro que você embrulhe-o bem, mas não coloque na geladeira, pois vai afetar a textura.

 

A Torre Negra

Tantos posts para escrever… Uma lista de coisas para eu comentar e não consigo… Tempo?! Também. Mas a obsessão pela Torre Negra me consome. Enquanto não conseguir chegar ao fim, não tem assunto que me prenda mais do que os erros de continuidade ou as expressões idiomáticas usadas nos livros. E Oi! Eu quero um Oi!!

towerbeam

A série A Torre Negra não é o melhor do Stephen King, mas é ousado, criativo, brilhante e obcecante! Recomendo com paixão!

P.S.: para quem não gosta muito de ler – e tem que gostar, pois são 7 livros bem grandes! -, há A Torre Negra em quadrinhos.