Plástica

Um dia desses, um cara, na fisioterapia, me perguntou se farei plástica no tornozelo. Entendi a pergunta. As cicatrizes estão horrorosas, a base do tornozelo está muito larga, por causa dos pinos, a perna está com atrofia muscular, ou seja, muito fina – mas melhorando! -. No meio do caminho, há uma depressão, causada pela necrose. O trem tá feio! Mas, mesmo feio, não penso em “arrumar” mais do que o necessário. Quero que minha perna funcione, não me importo que ela fique feia.

Em compensação, todo o resto que está feio me incomoda. A atrofia muscular não se limita à perna doente. Ela se expande por todo o corpo sedentário. A bunda cai. A barriga estufa – e cai. O peito cai. O rosto cai. Afinal, o corpo é um circuito onde tudo se comunica. A comunicação geral, hoje, é que eu me acabei.

Envelheci um bocado nestes 3 meses de perna quebrada. Hoje, se eu quisesse fazer um “mini lifting”, teria o que puxar. E se até um ano atrás eu era mortalmente contra (eu) fazer plástica – pelos animais testados, pelo risco desnecessário, pela vaidade desnecessária -, hoje, o que me impede é só dinheiro. Ainda bem!

Sem dinheiro para puxar, esticar e alisar, tenho que me contentar em tentar melhorar aos poucos. Investir em academia – farei sem preguiça, assim que me liberarem, já que aguento firme a tortura da fisioterapia -, em óleos e cremes – veganos! -, em vitaminas C e D – sol! – e tentar manter o bom humor, porque chororô envelhece anos!!

E se depois de tudo isso eu ainda precisar – subjetivamente, eu sei – de plástica… Bem… Tem cirurgião que divide no cartão! 😉

Subnanocelebridade

Quando eu era adolescente, queria fazer algo notável. Aceitaria de bom grado os 15 minutos de fama prometidos por Andy Warhol, mas, infelizmente, eu não tinha nenhum talento notável ou beleza notável ou inteligência notável. Eu era mediana em tudo, o que não é notável. Enfim, fui uma adolescente fadada ao esquecimento… :-(

Desde que quebrei a perna, tenho vivido, tardiamente, intensos minutos de fama. Primeiramente, no hospital, como já contei. Depois, na primeira clínica de fisioterapia. Hoje, na segunda clínica.

Era a primeira consulta, então, conta-se parcialmente a história, omitindo os detalhes sórdidos (o motivo), para evitar-se o choro, e testa-se o pé. E ele não mexe. O fisioterapeuta diz: “se doer, me avisa” e empurra meu pé, com força. E nada. Nem dor, nem movimento. “Vou passar seu caso para todos”, ele diz. E passa. Em pouco tempo, uns 8 fisioterapeutas estão empurrando, puxando, medindo, apalpando, torcendo, estralando meu pé. Mas o movimento necessário quase não existe. Pela medição, faço 8º dos 45º esperáveis.

Ninguém quer se ocupar da doninha que está iniciando os exercícios. Todos gravitam em torno de mim. “Olha, uma fratura no pilão da tíbia! Você nunca tinha visto isso!”

Enquanto gira meu pé, a moça pergunta: “Dói?”

“Não, não dói.”

“Nadinha?” – a cara de desconsolo acompanha a pergunta.

“Não.”

“Mas tem que doer. Se não doer, não há melhora.”

E todos juntos se esforçam ao máximo para trazer a dor.

“Ok, doeu. Deu uma fisgadinha.” – e todos se alegram. Não foi dor, foi só um repuxo nem tão desagradável, mas minto para manter as esperanças.

Pois é. A fisioterapeuta que prometeu que eu voltaria a andar, a correr e a usar salto falhou horrivelmente. O fisioterapeuta que me prometeu dor, ainda não conseguiu. Mas está ok, ele só teve uma chance. Aposto que conseguirá.

Assim, prevejo que as próximas 12 semanas serão de dor intensa. E bom que seja, porque é melhor do que não sentir nada. Segundo a turminha de fisioterapeutas, se não doer, não volta a mexer e entro na faca novamente. Isso, eu não quero!

Mesmo que eu fique manca, e é uma possibilidade, está tudo bem. O importante é que estou fadada a pertencer e me imortalizar no anedotário médico-fisioterápico. Minha história, da queda ao pé que, incensivelmente, se recusa a se mexer, será contada por várias gerações, sempre com o detalhe do gato – porque eu não conto, mas minha tia, fiel escudeira, espalha o “causo”! -. Meus 15 minutos de fama se cumprem e sou uma subnanocelebridade da ortopedia belorizontina.

Evolução

A Louizy, que está em Paris curtindo a vida adoidado!, pediu para eu contar sobre a evolução da minha recuperação, aqui. Por mim, eu não contava! Culpe ela!

Terça, fui ao Dr. Bonitão. Fui à consulta bem menos molambenta do que de costume e valeu a pena: ele me chamou de “minha linda”. Ok, ok, ele teria me chamado assim mesmo que eu estivesse péssima, pelo mesmo motivo que o leva a me chamar de Pat: é da natureza dele. Mas ando me sentindo tão feia que, mesmo não acreditando na minha lindeza, fiquei feliz. Na verdade, o Dr. tem umas expressões faciais sensacionais que, por si só, me deixam feliz. Ele nem precisa falar nada. Se eu fosse um pouco mais tola, estaria apaixonada. Mas não sou.

A boa notícia é que estou liberada a andar com duas pernas! A má notícia é que não sei mais fazer isso. Ele me mandou – mandou, não pediu – trocar de fisioterapeuta o quanto antes, o que me traz um problema: ter que telefonar. Odeio telefone. Por causa do meu ódio, estou com um dente quebrado há um mês ou mais. Mas vou me esforçar. Por ele. Só depois de 20 sessões, volto a vê-lo. E olha que eu não estou apaixonada, hein?! Haha

Tem também o fato de que dente quebrado incomoda, mas não andar é uma porcaria. E tem o fato de que eu quero me mudar logo! Preciso das minhas coisas, do meu espaço, dos meus gatos e da minha responsabilidade de volta!! Se eu ficar mais tempo do que o estritamente necessário na casa da minha avó, além de ficar obesa, enlouqueço e empobreço de vez. Há sites demais me tentando… Não… Consigo… Me… Controlar… Por… Muito… Tempo…

O mais estranho é que quero comprar calçados (Converse e Ahimsa), mas os pinos me impedem de calçar canos altos, porque incomodam muito. E é exatamente o modelo que eu quero. Vai entender. Enquanto preciso de fisioterapia, dentista, emprego/trabalho, academia, casa e liberdade, tenho me empenhado, basicamente, pelos sapatos. Empenhado, não comprado.

Off-topic: Jezebel é macho e, agora, se chama Benjamin. Eu sabia que ele era macho desde que nasceu, mas tinha esperança de ter mais uma menina na família e ele é tão meigo… É menino, boludo e será desbolado em junho. ¯\_(ツ)_/¯

Obs.: sim, sou dessas que muda de assunta e encerra o post.

Peripécias da Pi

O dia havia amanhecido lindo e azul, depois de uma noite de chuva. Acordei às 7h, como em todas as quartas-feiras, e pensei em fazer uma horinha na cama, com preguiça de ir caminhar. Mas os gatos, como sempre, não me permitiram.

Fora do quarto, estava fresco e deixei os gatos saírem pra passear, enquanto eu trocava águas e enchia as vasilhas de comida.

Cristo aproveitou que baixei a guarda e subiu na jaboticabeira. Foi-se lá pra cima, inalcansável. E, claro, me apavorei. Se ele descesse para o telhado, havia o perigo de uma porção de cercas elétricas que, possivelmente, ainda estariam ligadas. Se continuasse pela árvore, havia risco de queda, pura e simples.

Aguardei para ver se ele descia sozinho, sem acidentes, mas ele preferiu o telhado, mesmo. E lá chegando, começou a miar. Um miado sofrido… Quanto mais ele miava, mais eu me decidia a pegar a escada e subir. Só que eu estava sozinha. Meu pai ainda demoraria uns 30 minutos pra chegar – muito tarde – e minha avó não me deixaria subir, muito menos me ajudaria. Fui.

Armei a escada, aproximei do telhado, testei, subi. Ele correu pra longe de mim. Desci. Pensei. Levei a escada para um outro ponto do telhado. Testei. Rearrumei e retestei. Subi. E a escada escorregou e caiu.

Minha vida não passou diante dos meus olhos, mas as possibilidades, sim. Se eu caísse pra frente, com a escada, eu poderia bater com a cara no chão e/ou quebrar os braços. Pra trás… A pilastra estava longe, não estava alto, achei melhor. Me projetei pra trás. Mas minha perna esquerda resolveu se enganchar entre os degraus. Ainda tentei puxá-la (tenho um bruto hematoma para provar), mas o pé ficou.

Bati no chão em silêncio, com suavidade e algumas fraturas na perna.

Minha avó apareceu xingando: “vai acordar os vizinhos!” Meu pai apareceu na janela – ele mora exatamente do lado – xingando: “quê que você tá aprontando” emendando com “eu te falei pra não mexer nessa escada!!!”. Enfim, família, eu quebrei a perna. Chamem alguém pra me ajudar.

Depois de meia hora caída no chão, imóvel, com milhares de formiguinhas andando sobre mim, a ajuda apareceu. Três mocinhos me imobilizaram na maca e me levaram para o Life Center. Fiz respiração cachorrinho enquanto eles colocavam a tala. Fiquei pensando: parto não pode doer mais do que isso.

Cheguei ao hospital imaginando que estava tudo resolvido. Seria assim: uma radiografia, constatava-se a fratura, punha-se o osso no lugar, enfaixava-se, engessava-se. Injeções, sessão de bronca do doutor e alta. Ainda chegaria em casa a tempo de descansar e trabalhar na parte da tarde.

Na real, foi assim: espera. “Onde dói?”. Radiografia. “Menina, você fez estrago, hein?”. Espera. “Vai ter que operar. Se der, ainda hoje.” Espera. Xixi na comadre. Espera. Moça veio tirar sangue e quase leva o braço. Espera. Moço veio colocar o catéter. Remédio pra dor – que não fez nem cosquinha. Espera no corredor. Peço água. Médico, já meu íntimo, me chamando de Pat, diz que eu não posso, porque vou ser operada no começo da tarde. “Mas são 10:30!!!” Bebo água escondido. Espera. Desço para a enfermaria, enquanto não vaga um quarto. Vem meu pai, vai minha tia. Dona Nadir, possivelmente com Alzheimer, dá um show na enfermaria. “Deus, vem me buscar. Nenhum velho deveria sofrer assim.” Metade era manha, mas ela tinha pedra nos rins. Não estava fácil para ela, também. Aliás, para ninguém ali.

A dor individual parece menor diante da dor coletiva, mas, ainda assim, precisei de Tilex. E de morfina. E nada foi de muita ajuda. Meu pai se foi, minha tia voltou e conseguimos um quarto. Sobe pro quarto. Espera.

Eram 20:30 quando chegou o enfermeiro para me ajudar a me despir para a cirurgia. “Está de jejum?” Oi? Desde às 19h do dia anterior!!!

O bloco cirúrgico estava lotado! Não havia espaço para manobrar macas. Mas, ali, a espera foi curta. Fui logo pra sala, o anestesista já veio logo se apresentando e me dando drogas das boas!! Apaguei. Acordei com o médico falando dos meus hematomas e me mostrando as fotos da cirurgia.

antes depoisTrês fraturas no tornozelo e uma no pilão da tíbia e tenho minha própria Torre Eiffel!!

À 1:30 desci pro quarto. Não dava mais para comer. Dormir foi tarefa inglória, mas sobrevivi. Recebi alta na tarde de quinta e estou em ritmo de axé (tira o pé do chão!!) desde então.

Passei por 11 enfermeiros – o moço do catéter, Jordano, Jackson, Patricia e Úrsula estão no meu coração. Contei minha história para cada um. Já via o momento da peregrinação para ver a moça que se estropiou buscando Cristo. O anestesista foi uma pessoa maravilhosa e não passei nada de mal com a anestesia. O ortopedista, bonitão, é também competente, simpático e debochado. Deu tudo certo.

Meu pai cuida dos gatos. Minha avó cuida dos cuidados. Minha tia cuida das compras e transporte. Cristo voltou e cuida de me dar carinho todo dia. Tudo certo, aqui também.

Hoje, tive retorno médico – e consegui as fotos que ilustram este post – e conheci mais uma vítima das escadas de armar de alumínio! O cara quebrou o calcanhar! Pela cara do doutor, ele está pior do que eu.

Aprendi coisas nesta aventura!

• A não me precipitar mais. Que chamar os Bombeiros para resgatar o gato em vez de me arriscar a ter que chamar o Samu para me socorrer é o mais sensato.

• Que família é uma formação de elementos difíceis, mas esse amor que (n)os une ajuda a remendar ossos.

Reafirmei coisas:

• Gatos são excelentes companheiros, são solidários e amigos!! Não são cães e não têm que ser comparados a cães.

• Amigos não têm que ser testados nem amizades são medidas em momentos difíceis. Alguns são mais participativos, outros são contemplativos, há os escondidos, que esperam o pior passar para dar um “oi”. Há, até, os totalmente desinformados, que nem sabem o que está – e se está – acontecendo. Todos são ótimos! Todos são bem-vindos!

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E, pra fechar, um conselho de amiga: tenha um bom plano de saúde em dia. Se eu tivesse que pagar por todo o atendimento que tive, que foi o melhor possível, eu teria que vender um rim. Planos de saúde são caros e parece desperdício de dinheiro, mas nunca se sabe… Até às 7h de quarta passada, eu fazia planos de caminhar na Silva Lobo e, depois, entrar em alguma academia, para me matricular na musculação. Jamais esperava terminar – muito menos, começar! – meu dia num hospital…

 

Meu mini (quase) AVC

Li na Superinteressante que é cientificamente comprovado que expressar raiva aumenta a raiva. Que socar um saco e areia, gritar, xingar, etc., só pioram a situação. O melhor é contar até 10 (mil?) e deixar pra lá. Resolvi tentar.

Sexta, depois de receber um e-mail que me aborreceu ao extremo, pela desdém e absurda falta de respeito travestidos em gentileza, achei que era o momento ideal para testar a teoria.

Pois é… Cientistas deveria rever seus conceitos antes de sair por aí divulgando pesquisas, porque pode ser perigoso. Cada um é cada um e eu me conheço há 40 anos. Sei de mim. O teste não deu certo, claro. Além de me sentir mal fisicamente, eu tive pesadelos por dois dias até começar a xingar e deixar sair toda a raiva. Desopilar o fígado, como dizem. Aí, eu comecei a melhorar da nuca tensa, da dor de cabeça intensa, do formigamento no rosto e do desequilíbrio. Veias haviam se rompido numa das minhas mãos.

Desculpa, mundo, mas vou continuar jogando meus demônios para cima de você. Você os cria, eu os aliemento e os emancipo. Eles não vão habitar em mim.

E, pessoas, revejam seus conceitos. Cada vez mais entendo quem se descontrola e sai quebrando tudo. Há motivos. Pare de dá-los aos outros, por favor. Gentileza – a de verdade – gera gentileza. E abusos geram ódio. Ódio gera destruição. E pra quê?

Hippie

Parei de pintar as unhas há um bom tempo. Simplesmente, me cansei de ser refém delas. Mantenho-as limpas e curtas e está superbom.

Meus primeiros fios brancos apareceram há outro bom tempo e estão todos aqui, intocados. Talvez eu use henna ou chá de hibisco, se eu encontrar. Talvez, não.

Troquei os hidratantes cheirosinhos por óleos, como o de argan, que marido trouxe de Marrocos, e de amêndoas doces. Meu cabelo e minha pele curtiram.

Troquei o desodorante por bicarbonato de sódio. O sabonete e o condicionador por vinagre de maçã. Tudo certo, não estou suja nem fedendo nadinha.

Fiquei de testar o xampu de mandioca, feito em casa, mas o frio me deixou com preguiça. Minha meta, mesmo, é não usar mais xampu.

Estou em busca de juá para poder trocar o creme dental por ele. Para o fio dental, está mais complicado de encontrar substituto, mas continuo procurando. Filtro solar tem sido  outro desafio…

Estou trocando os produtos de limpeza da casa por vinagre, álcool e bicarbonato. Essência naturais, para dar cheirinho bom, são bem-vindas. Troquei o detergente por sabão de coco e estou procurando, para comprar, aquelas bolinhas que lavam roupa sem sabão. Achei na China…

Aliás, abro um parêntese:

(Achei as bolinhas e outros produtos aparentemente supimpas em um site brasileiro, de uma empresa que se diz “voltada à pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores e de alta performance que facilitam o dia-a-dia das pessoas”. Só se ela pesquisa no Google, porque mandei um e-mail, perguntando se os produtos são fabricados aqui ou importados da China e, em vez de me responderem por e-mail, me telefonaram umas 8 vezes. Minha secretária pediu para me responderem como eu perguntei, através de e-mail. Eles disseram não ser possível, eles não escrevem e-mails! Oi?! Mas confirmaram que é tudo chinês. Dureza…)

Produzo menos lixo, libero menos resíduos na água, gasto bem menos dinheiro no supermercado.

Esse site, aqui, tem me ajudado na busca por uma vida mais sustentável. Se você também quer reduzir seu impacto sobre o mundo – ou só gastar menos com higiene e limpeza, sem perder a qualidade de vida -, eu recomendo.

 

O que comer?

Minha amiga Jane estava preocupada com o que comer, já que, a cada momento, sai uma pesquisa contradizendo a anterior sobre os malefícios de determinados alimentos.

Diante de tantas pesquisa imbecis e com resultados manipulados e mentirosos, assim como inúteis, cruéis e egoístas, eu tenho acreditado em cientistas da mesma forma com que acredito em pastores e clérigos em geral. Ou seja, eu desconfio…

Sendo assim, eu uso meu bom senso para escolher o que comer. E é fácil!!

Prefiro alimentos orgânicos e de origem conhecida. Se puder ser de uma hortinha caseira, tanto melhor. Aliás, tenho projeto de fazer uma horta aqui em casa, assim que eu conseguir restringir os acessos das galinhas.

Tento variar os vegetais o máximo possível, para conseguir me nutrir com a maior quantidade e variedade de vitaminas e minerais. Ao mesmo tempo, vario os agrotóxicos ingeridos!

Não me empanturro. Como muito, é verdade, mas somente o necessário para me satisfazer, sem me lotar. Isso é bom para mim – que me mantenho saudável e nos 59kg há 4 anos – e para o planeta – que não precisa se sobrecarregar na produção de alimentos para satisfazer minha gula.

Prefiro alimentos integrais aos refinados e os vivos aos processados. Comida congelada industrial? Tô fora! Fast food? Idem! Bolacha, biscoito? Os feito em casa, preferencialmente. E pouco! Refrigerante e suco de caixinha adoçado? Só em caso de sede extrema e nenhuma outra opção de bebida.

Não que eu não coma nada industrializado. Apesar do preço, gosto dos sucos Greenday. A marca Natural One é mais em conta e tem sabores mais variado e também é ótima para aqueles dias de preguiça de lavar, descascar, picar, espremer, lavar o equipamento. Ambos prometem zero de açúcar e de conservantes. Também consumo as geleias 100% da Queensberry. 100% fruta! Apesar do uso de transgênicos, de vez em quando eu mando uns Doritos pra dentro. Cookies Mãe Terra tem muito sódio, mas não é sempre que eu como, então, não pesa. Apesar de detestar soja, estou disposta a experimentar os produtos congelados Mr. Veggy.

Comer direito não é nenhum mistério e você não precisa pirar com pesquisas. Mantenha em mente que o pressuposto de um alimento é alimentar. Conservantes e sódio, açúcares e gorduras em excesso não alimentam, pelo contrário, roubam nutrientes e fazem mal, então, evite-os. No mais, seja equilibrado em sua dieta e seja feliz!

Feliz aniversário para mim

Então… Graças à tecnologia, me livrei dos incômodos telefonemas de aniversário e recebi mensagens de “felicidades”. Mas, enquanto até gente que não me conhece – mas é meu amigo em FB. Pois é, eu também sou dessas – me desejava “tudo de bom”, eu fiz de tudo para não realizar nenhum dos votos. “Saúde” e “felicidade” foram os primeiros a serem derrubados.

Primeiro, acordei com enxaqueca. Das completas, com direito a náuseas e tudo mais. Depois, comecei a empolar. Alergia, de novo? Pois não é que a pessoa, aqui, me resolve ter uma urticária – completa, com direito a angioedema nos olhos – assim, sem quê nem porquê?! Eu mesma! Essa pessoa…

39 anos. Sem festa, sem bolo – no dia seguinte, a Katz me fez o melhor bolo de laranja da vida!! -, sem jantarzinho especial, sem Absolut Tune, sem alegria, sem o pombo que o Will me trouxe – ele conseguiu escapar, obrigada!

Mas, enfim… Obrigada àqueles que se manifestaram de coração, aos que só fizeram por “obrigação”, aos que não se sentiram em obrigação de desejar nada – e não desejaram -, aos que até desejaram, mas ficaram com preguiça de mostrar. Ano que vem tem mais e prometo ser uma menina mais boazinha – comigo.

I’m going down

Te contá um negoço…

Meu cérebro virou purê…

Faz sei lá quanto tempo que começou a alergia… Primeiro, ao meu desodorante. Minhas axilas – ou sovaco, mesmo – ficaram em brasas, como se estivessem queimadas de sol. Troquei de desodorante e passou.

Depois, veio a coceira nos olhos. Como só consegui oftalmologista para janeiro, vamo aguentando – ou não.

Daí, o funga-funga diário. Empolamento causado por suor. Os calombos provocados por qualquer picadinha de mosquito. A intolerância ao cheiro do repelente. Enxaqueca. Ontem, o ápice: sufoquei com o cheiro do hidrantante. Tossi meu pulmões pra fora  e só voltei a respirar depois de me lavar toda…

Hoje, lerdeza total, por conta de 4mg de Polaramine que mal fizeram efeito – de anti-alérgico, porque, de sonífero, 100% de eficácia.

Estou babando, fungando, tossindo, sucumbindo…

Faz mal

Capa da Veja de hoje:

Sem fazer apologia, afinal, é crime e eu nunca sequer usei maconha para poder falar dequaléqueé, vamos aos fatos:

• Estudos já apontaram o tomate como o principal causador das pedras nos rins. Absolvido, anos depois, estudos confirmam que o tomate ajuda a evitar câncer de próstrata.

• A gema de ovo já foi a maior causadora de colesterol do mundo! Hoje, estudos indicam que a gema mole tem colesterol do bom.

• Tome bastante água, dizem os estudos. Mas há casos de pessoas que morreram de overdose de água.

• Beber uma dose de bebida alcoólica por dia afina o sangue e ajuda o coração. Beber todos os dias pode causar dependência química.

• Sol tanto sintetiza vitamina D quando causa câncer de pele.

• Meu anticoncepcional, aprovado pela ANVISA e comercializado livremente, tem uma página de efeitos colaterais, na bula. Sem contar que meu xixi contamina as águas com hormônios femininos. Homens nunca tiveram tanto câncer de mama.

• Soja é o que há em termos de proteína vegetal, mas, para os homens, aumentam os hormônios femininos e diminuem o desejo e a potência! Talvez, por isso, os orientais matem tantos golfinhos e tubarões em busca dum Viagra natural – e cruel.

• Peixes de mar são tão cheios de ômega 3 quanto de mercúrio, metal pesado que acumula no organismo e causa problemas.

• Cigarro não é ilegal e, além de criar dependência química e psicológica, é letal!

• Nem tão recentes descobertas comprovam que a maconha ajuda no tratamento de convulsões, depressão, enxaqueca, TPM, TOC e esclerose múltipla. Para quem tem glaucoma, ela alivia a pressão nos olhos. Ela desacelera o crescimento de tumores nos pulmões. Ela é uma ótima alternativa à Ritalina e não apresenta os efeitos colaterais causados pelos medicamento farmacêutico. Maconha não causa dependência química.

Tem efeitos colaterais? O que na vida não os tem?! Faz mal? Tudo, até água, em excesso, faz.

A criminalização da maconha aconteceu, no Estados Unidos, nos anos 30, quando Franklin Roosevelt, pressionado pela Du Pont – and friends –, assinou a Lei de Taxação da Marijuana, no dia 2 de agosto de 1937. Tudo para que o cânhamo, a fibra da maconha, não tomasse o espaço nas indústrias petroquímica, farmacêutica, têxtil e de celulose no mercado! A difamação contra a planta e seus usuários foi pesada e correu o mundo e, como o que é bom para os EEUU é bom para o Brasil (será?), acatamos a proibição.

É bem provável que, legal ou não, eu nunca usaria maconha. Não tenho curiosidade nem necessidade. Mas não administro bem a ideia de que o Estado – s Unidos – queira controlar minha vida. Eu posso fumar um Camel, desde que não tenha um camelinho desenhado na embalagem, até o enfisema me consumir. Posso beber aquele veneno de “51” até meu fígado virar patê. Mas não posso viajar na fumacinha. Dois pesos, duas medidas… Nunca é certo.