Capa da Veja de hoje:
Sem fazer apologia, afinal, é crime e eu nunca sequer usei maconha para poder falar dequaléqueé, vamos aos fatos:
• Estudos já apontaram o tomate como o principal causador das pedras nos rins. Absolvido, anos depois, estudos confirmam que o tomate ajuda a evitar câncer de próstrata.
• A gema de ovo já foi a maior causadora de colesterol do mundo! Hoje, estudos indicam que a gema mole tem colesterol do bom.
• Tome bastante água, dizem os estudos. Mas há casos de pessoas que morreram de overdose de água.
• Beber uma dose de bebida alcoólica por dia afina o sangue e ajuda o coração. Beber todos os dias pode causar dependência química.
• Sol tanto sintetiza vitamina D quando causa câncer de pele.
• Meu anticoncepcional, aprovado pela ANVISA e comercializado livremente, tem uma página de efeitos colaterais, na bula. Sem contar que meu xixi contamina as águas com hormônios femininos. Homens nunca tiveram tanto câncer de mama.
• Soja é o que há em termos de proteína vegetal, mas, para os homens, aumentam os hormônios femininos e diminuem o desejo e a potência! Talvez, por isso, os orientais matem tantos golfinhos e tubarões em busca dum Viagra natural – e cruel.
• Peixes de mar são tão cheios de ômega 3 quanto de mercúrio, metal pesado que acumula no organismo e causa problemas.
• Cigarro não é ilegal e, além de criar dependência química e psicológica, é letal!
• Nem tão recentes descobertas comprovam que a maconha ajuda no tratamento de convulsões, depressão, enxaqueca, TPM, TOC e esclerose múltipla. Para quem tem glaucoma, ela alivia a pressão nos olhos. Ela desacelera o crescimento de tumores nos pulmões. Ela é uma ótima alternativa à Ritalina e não apresenta os efeitos colaterais causados pelos medicamento farmacêutico. Maconha não causa dependência química.
Tem efeitos colaterais? O que na vida não os tem?! Faz mal? Tudo, até água, em excesso, faz.
A criminalização da maconha aconteceu, no Estados Unidos, nos anos 30, quando Franklin Roosevelt, pressionado pela Du Pont - and friends -, assinou a Lei de Taxação da Marijuana, no dia 2 de agosto de 1937. Tudo para que o cânhamo, a fibra da maconha, não tomasse o espaço nas indústrias petroquímica, farmacêutica, têxtil e de celulose no mercado! A difamação contra a planta e seus usuários foi pesada e correu o mundo e, como o que é bom para os EEUU é bom para o Brasil (será?), acatamos a proibição.
É bem provável que, legal ou não, eu nunca usaria maconha. Não tenho curiosidade nem necessidade. Mas não administro bem a ideia de que o Estado - s Unidos - queira controlar minha vida. Eu posso fumar um Camel, desde que não tenha um camelinho desenhado na embalagem, até o enfisema me consumir. Posso beber aquele veneno de “51″ até meu fígado virar patê. Mas não posso viajar na fumacinha. Dois pesos, uma medida… Nunca é certo.



