Fadiga por compaixão

Tanta tragédia no mundo, tanta coisa ruim acontecendo… Mas minha causa continua sendo animal, mesmo com todo o sofrimento humano. Porque animais e homens sofrem pelo mundo que nós criamos e não nos empenhamos em mudar. Nós, nossa culpa/responsabilidade, nosso comodismo/consumismo. Os bichos padecem e morrem num mundo que nós destruímos. Eles são inocentes e, mesmo assim, relegados a um plano inferior.

Segundo Malthus, é a guerra, a fome e a peste que servem à seleção natural, hoje em dia. Não é necessariamente uma seleção justa, já que quem tem poder (quase) sempre vence e não há sistema de cotas, aqui. E aceitamos. Ou pior, sentamos no rabo e apontamos para o outro, culpamos o outro, brigamos com o outro e desencadeamos guerrinhas imbecis (na vida real e em redes sociais), como se isso valesse pra algo mais do que aumentar o conflito e o ódio.

Uma amiga disse que precisamos de amor. Eu amo. Os bichos.

Desculpem-me humanos. Eu sei que teve gente que ficou enfurecida com meu último post “diminuindo” a dor humana em relação a dor animal. Mas não é isso. Bichos sofrem constantemente, o tempo todo, no nosso mundo, por culpa do nosso estilo de vida – que não funciona mais!!! – As tragédias humanas também são constantes, eu sei, mas só se faz caso das estatisticamente maiores. Tudo errado. Não vou ser convencida pela mídia (seja qual for) a me comover. A comoção tem que ser natural e, pelamordedeus!, pode ser offline e inclusiva.

Obs.: o Facebook já foi considerado uma espécie de Second Life, onde as pessoas se empenhavam em ter uma vida mais linda e mais rica do que a real. Hoje em dia, está mais para FPS.

Sobre a escrita

Poxa… Quase um mês sem aparecer por aqui e nem fez falta pra ninguém! Nem pra mim!

Eu tinha até um bocado de coisas a dizer, tipo: O Vilarejo é um livrinho infantil e tolo, repleto de chichês (7 pecados capitais. Jura?) e escrito com ligeireza e superficialidade, quase preguiça. Se eu tivesse uns 16 anos, talvez gostasse, porque tem figuras (!!), mas como fui lê-lo aos 41, acreditando (nem tanto) nas críticas que diziam que Raphael Montes era o Stephen King brasileiro, tive uma tremenda decepção. Stephen cria personagens cativantes, aos quais a gente se apega. Raphael cita personagens que vão morrer dali a pouco e ninguém vai dar falta. Mas confesso que o final da “luxúria” até me surpreendeu. Não, o Raphael não é exatamente ruim, só não é digno de ser comparado ao King.

Motivada por livros mal escritos, resolvi voltar a escrever. Sem pretensões, talvez, mas, a princípio, como um exercício de criatividade. E é surpreendente como as histórias fluem, como se não me pertencessem. Ao contrário, eu pertenço a elas e elas me usam para prendê-las numa página do Text Edit. Me prometi escrever uma por dia (escrevo contos curtos. Já postei uns aqui, em estorinhas) ou, pelo menos, todo dia, mas não rolou. Está muito calor e comprei um tabletzinho para leitura (Lev, da Saraiva), que é uma pequena porcaria que trava muito e me irrita, mas é relativamente barato, leve e mais confortável que o laptop. Ou seja, às vezes, eu começo a ler e não tenho tempo nem para meus contos.

E se não me sobra tempo para escrever o que me dá prazer, imagina para vir aqui dar pitacos neste mundo chatinho? Ou contar sobre a segunda cirurgia no tornozelo (realizada em 08 de setembro, correu bem, mas não adiantou muita coisa em relação ao movimento. Em resumo: ainda manco)? E que o Doutor, diante disso, quer tentar mais uma vez, daqui a uns 4 meses, tirar o restante dos pinos e, se necessário, alongar meu tendão de Aquiles cirurgicamente (aparentemente, ele é o problema)? E que vou começar a fazer hidroginástica totalmente contra minha vontade, somente para a felicidade do Doutor – é sério. Ele disse que ficou muito feliz com a notícia! -? Porque, meu bem, nada muito interessante ou digno de nota tem acontecido. Então, vamos todos nos poupar de blá blá blá, né?!

Se alguém se interessar pelos meus continhos, depois eu conto onde encontrá-los. E quando algo que não seja uma tremenda perda de tempo minha e sua ocorrer, eu retorno às atividades pitaqueiras.

Beijo e não me deixe só!! 😀

Por que ainda precisamos do feminismo?

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Rosa = meninas | Azul = meninos

Clicando na imagem, chega-se à reportagem. Leia a matéria e alguns comentários lá, também.

A única coisa que tenho a dizer é: Bolsonaro foi condenado a pagar 10 mil à Maria do Rosário, por ter dito, em plenário, que ela não merecia ser estuprada. Depois, acrescentou numa entrevista: porque ela é feia demais.

Cid Gomes foi condenado a pagar 50 mil ao Eduardo Cunha por tê-lo chamado, durante palestra na UFPA, de achacador.

Sem mais.

Tapete

Comprei tela de juta e linha de lã e comecei meu arraiolo. Com pontos inseguros, mas dedicados, fui construindo um futuro bordado, cheio de amor e histórias. Foram meses de trabalho, imaginação, empenho até chegar a perfeição. Pus meu tapete no chão, admirei-me de sua beleza e, delicadamente, pus meus pés sobre ele. E, aí, veio ele e o puxou, sem dó.

Caída, pude vê-lo sorrindo, debochado, dizendo para quem quisesse ouvir: “belo tapete. Mas o chão é meu.”

Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio

Dia 10/09 é Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Não pensei em fazer um post a respeito, ontem, porque estava (e ainda estou) com dor. Fui submetida a uma artroscopia, terça, com retirada de dois dos pinos e não tem sido nada divertido. Nada.

Eu tenho tendências suicidas desde que me entendo por gente. Nunca tentei, mas sempre pensei muito a respeito. Uma pessoa conhecida me disse que eu nunca me mataria, porque sou cheia de esperança. Pode ser, mas sou cheia, mesmo, é de devaneios. Até quando meu discurso é de extremo pessimismo, eu sou otimista. Eu vejo (ou tento ver) o lado positivo das m*rdas todas, mesmo que tenha que construir uma realidade paralela para manter a ilusão. E isso, além de gastar energia produtiva, não é garantia, porque quando vem (e vem!) algo/alguém que me tira dessa ilusão, meu mundo cai. E a altura é grande.

A realidade sempre vem de voadora. Dói. Me tira do rumo. Me faz pensar que nada, nunca, vai dar certo e que estou apenas desperdiçando oxigênio neste planeta. Mas quem não está?! É tudo tão poeira cósmica, não é?! Por que se preocupar (com índios, cães, gatos, refugiados, preconceito, efeito estufa), quando se sabe que o planeta sobreviverá à nossa espécie e que nada realmente faz diferença?

Porque faz. Se você imaginar que toda esta complexidade que vivemos, hoje, começou lá atrás, numas celulazinhas de nada que não desistiram de crescer e multiplicar, é porque faz diferença. Talvez você não queira SE multiplicar, mas cresça. Faça por você (sem egoísmo, visando, sempre, o todo) e o mundo, seu mundo, começa a melhorar. Um pouco por vez.

Eu nunca fiquei deprimida um só dia na vida. Eu fico ansiosa, descrente, infeliz, desiludida. Nada que precise de tratamento ou remédio. Tudo que se resolve com uma conversa boa e abraço. Talvez, por isso, suicídio é uma ideia pra mim, não um fato. E se para você as coisas são mais complicadas e o fardo é mais pesado, procure ajuda. Dê-se chances, todas as que forem necessárias. Não desista. Por favor.

Se precisar de um ouvido amigo, ligue pra CVV: 141. Lá, tem gente pronta pra ajudar, o tempo todo. E, se precisar de mim, talvez eu não saiba o que lhe dizer para você melhorar, mas consigo lhe entender.

Segredo dos Homens

E aí que um sujeito fez um site para ensinar as mulheres a “segurarem” homens. Ele se propõe a educá-las a “merecerem respeito” e se valorizarem ao não aceitarem cozinhar para o cara nem buscá-lo em casa num primeiro encontro. Aposto que o homem tem que pagar a conta sozinho, também, e num excelente (caro) restaurante.

A mulher não deve falar de si (chaaaatoooo!), mas ouvir. Ela tem que aprender sobre ele, claro está. Mulheres existem aos milhares, mas mulher interessante (interessada em ouvir sobre o dia dele), só você (que acompanha os posts e incorpora). E se o homem só quer te comer, aceita, boba, mas não dê de comer. Não tão cedo, não seja fácil. Filminho na casa dele? Arapuca! Fuja disso!

Parei de ler antes de chegar nos tópicos – que, obviamente, existem ali – “ria das piadas dele”, “não mexa no smartphone dele” e, lamentavelmente, não assisti ao Power Point em que ele apresenta as dicas de forma fácil e assimilável. E, assim, me poupei de mais um punhado de clichês machistinhas da mamãe, de lobinho mau tentando se passar por amiguinho. Um babaca.

O que me tem assustado, atualmente, nem é a cambada de caga-regra pra tudo – amigos têm que ser assim. Amores só valem se forem assados. Não perdoe! Perdoe e seja sábio! -, mas a quantidade de gente que compartilha essas bobagens, como se fossem ensinamentos de vida.

Sabe o que funciona pra mim? Não? Nem eu. Mas mesmo se não funcionar, vou vivendo. Às vezes, vou por tentativa e erro, noutras, analiso cada caso como único. Quando em plena consciência, observo. E de toda forma, quebro MUITO e dolorosamente a cara o tempo todo.

Meus relacionamentos são meio que trágicos – ou curtos demais para ser qualquer coisa digna de nota. Eu não faço joguinhos e não escondo quem eu sou por trás de personagens. O que você leva é o que você vê. E, não, eu não vou melhorar com o tempo!!! Já pode correr!

Segundo o educador sentimental, se estou solteira, é porque tenho feito TUDO errado! Segundo eu mesma, ok.

Pode ser que a gente aprenda com a história do outro, com a vivência e filosofia do outro – não um outro qualquer que tem R$30,00 pra registrar um domínio e ficar despejando bobagens na internet -, mas não dependa disso. Eu vivo dando conselho? Sim – olha um aí! -, mas não me siga cegamente. Nem eu me sigo sempre! A vida é sua. Aprenda com ela.

 

Meninos – II

Minha amiga quer que eu namore o João*, porque ele é “bonzinho” e “tem tudo a ver” comigo. E o quê ele tem a ver comigo? Não sei, ela não soube explicar. “Você curte as coisas que ele põe no Facebook, né?!”. É, curto, às vezes, assim como curto de uma porção de pessoas e páginas e nem por isso devo namorar essa porção. E, às vezes, me assusta as coisas que ele posta, me fazendo questionar a inteligência dele. Depois, relevo. Não me cabe julgar e nem o conheço.

Ponto para o João: ele tem MUITO cabelo e é bonito (ele e o cabelo dele). Contra? Ele é devagarzão. Acho que me daria preguiça, eu me irritaria e o chacoalharia. Mas são suposições. O importante é: ele nem sabe de mim, já que nunca respondeu aos meus comentários (nem os mais brilhantes!) e nunca curtiu minhas fotos de perfil (nem as bonitas)! 😀

Eu quero o Leandro*. Ele sabe que eu existo, me diverte e me olha nos olhos, lá dentro, como se estivesse procurando alguma coisa. Será que já achou?

E o Leandro tem o quê a ver comigo? Talvez, nada. Talvez, tudo. Realmente, não faço ideia. Nossas conversas, até agora, foram de uma superficialidade espantosa e não somos “amigos” no Facebook. Ainda bem. Mantenhamos assim. Não na superficialidade, mas longe do Facebook. Apesar de que converso melhor com ele por escrito. Ao vivo, eu ainda tremo na base, fico meio abobalhada e me perco. Ridículo, eu sei, mas é assim que é.

Mas ele gosta de mim, assim, como eu gosto dele? Tem horas que eu acho que sim. Tem horas que eu acho que é viagem minha. E tem horas que eu acho que minha vida já está bastante caótica para eu me dedicar a entendê-lo. Que, em vez de João ou Leandro, eu deveria estar é procurando trabalho e casa.

E, então, o João posta uma música lindíssima do Cole Porter que merece muito o meu “like” ou o Leandro me manda uma mensagem estranha, que me faz rir por dias, e eu esqueço que a vida não está ganha.

*****

Uma outra amiga, que não conhece João nem Leandro, disse que, antes de mais nada, tenho que saber:
1. Se o cara é livre e desimpedido;
2. Se é hetero (ou, pelo menos, bi);
3. Se ele quer me comer.

Outra amiga tem perguntas mais complexas a fazer:
• Gosta de rock?
• Paulo Coelho ou Machado de Assis?
• Já foi em balada no Galopeira (reduto sertanejo)?
• A última novela que assistiu foi “Vale Tudo”?
• Se for para a Flórida, vai à praia, às compras ou à Disney?
• Gosta de gato?

Talvez isso tudo seja importante demais, mas eu estou preocupada com outras coisas (também), tipo, vou gostar dos amigos dele e vice-versa? Ele se entenderia com meus amigos? Ele vai saber lidar com meu veganismo? Ele gosta de bichos em geral? Quanto? É cavalheiro? Se sim, está disposto a evoluir e deixar de sê-lo? O que ele gosta de fazer com o tempo livre? O que ele espera de mim?

*****

Enquanto isso, na sala de bate-papo (ou no chat do FB), Márcio* ressurge das cinzas para saber por que eu não quis saber dele. Vejamos:

• Porque ele é egocêntrico, mas tão egocêntrico que parece um buraco negro que irá me puxar pra dimensão Márcio. O cara passou um mês falando de si e mudando todo e qualquer assunto para si e teve a pachorra de me dizer que não queria conversar sobre nada que não fosse… Ele.

• Pode piorar? Pode. Márcio me chamou pra sair, mas deixou incrivelmente claro que eu não devia criar expectativas nem pensar em envolvimento, porque ele era livre e gostaria de se manter assim. Eu disse “ok” nas três primeiras vezes, porque, de fato, “whatever”, mas, na quarta, me cansei e disse que eu não queria nada com ele, que ele não precisava se preocupar em me alertar, que nada iria rolar nem se ele quisesse. E ele? Ficou PUTO!!! Quem sou eu pra não querer ele?! Quem?! Quem?!

Pois é, posso não saber quem sou, mas sei quem não sou: interessada nele.

Daí ele falou que eu não dei chance dele se mostrar (mais o que?!) e que fui injusta. Que dó. :-(

E eu só pensando: velhinho, eu quebrei a perna em 4 lugares 4 dias depois do último chat (antes desse retorno) e você em NENHUM momento me perguntou se eu estava bem. Faça-me um favor: vá pra casinha!

*****

Em resumo: continuo solteira de marré deci. 😉

* Nomes alterados, porque este é um blog de respeito e responsável! 😛

Veganos

Faz um tempo que peguei birra de blogueira. Elas mentem! Ok, nem todas, mas muitas delas, as mais famosinhas, maquiam as informações sem um pingo de vergonha. Outras são só afetadas, mesmo. Criticam e xingam com toda a propriedade das pessoas que não têm razão. Daí, que parei de confiar, de seguir, de me importar com a opinião delas.

Mas… Como não sou blogueira – sou designer! – vim dar minha opinião sobre coisinhas veganas que comprei e gostei ou não. Deixo claro, é somente minha opinião/experiência, sem validação científica, sem estatísticas confirmadas.

Comprei, no Vista-se, o desodorante Crystal stick. Ele parece uma pedra, que você umedece e passa nas axilas e/ou pés. Sem perfume, não mela, não mancha e segura a onda por várias horas. Tenho gostado muito. Para quem prefere spray ou rol-on, tem também.

Precisei de uma máscara para cílios. Eu uso a Elf incolor para as sobrancelhas e gosto bem, mas não gosto dela para os cílios, então, procurei outras marcas veganas para experimentar. O problema, na minha humilde e pão-dura opinião, é que é tudo bem caro. R$ 80,00 por uma máscara é além do que eu gostaria de pagar, mas fui. Duas vezes.

Primeiro, com a Alva: Máscara para Cílios Orgânica – Black. Orgânica, livre de parabenos, substâncias petroquímicas e fragrâncias sintéticas que causam alergia. As pessoas elogiam por aí. Nos sites de venda, então, só amor. Mas eu não curti. Primeiramente, porque a máscara parece que não seca nunca e ficar uns 10 minutos sem piscar não rola. Então, o jeito é passar, esperar e limpar em volta dos olhos, que estarão carimbados. Depois que, enfim, ela seca, começa a esfarelar. Eu uso lente e farelo no olho está fora de cogitação. Sem contar que suar, chorar e pegar chuva com ela não estão permitido! Então, abandonei-a.

Comprei um punhado de coisas na Granado – no site, mesmo depois de ter reclamado do atendimento deles. Sou só perdão! -, inclusive Máscara Duo Cílios Perfeitos. Estava na promoção.

Nos meus parcos cílios, mais de duas camadas dele já são o suficiente para empelotar. Ficamos nas duas, então – inclusive, a recomendação é usar uma camada de cada lado do duo. Seca e, depois de um tempo, esfarela um pouquinho. Nada demais. Mas tirar com água e sabão, no banho ou lavando o rosto, não rola. Aí, sim, ela esfarela com gosto! Como estou sem demaquilante, no momento, eu sofro. Então, não virei fã.

Os outros produtos Granado, de sabonetes a hidratantes, adorei tudo! A manteiga corporal é meu item favorito. O cheiro é mais forte do que eu gostaria, mas o resultado compensa. Minha pele está maciínha e lisinha!

Comprei, também, um batom Lime Crime da linha Velvetines, o Red Velvet. Eu adoro os Unicorn Lipstick e os Carousel Gloss que eu tenho, então, nem me importei com a alta do dólar quando surgiu a oportunidade de comprar o batom líquido que seca e fica super matte.

É fácil de aplicar, a cor é linda, quase não transfere e é difícil de sair… A não ser que você use sua boca. Porque ele sai até com água. Se desfaz igual tinta guaxe e fica só o contorno. E eu, que evito batom vermelho exatamente porque me deixa insegura, não vou usar esse. :-(

Pra fechar o carrinho: henna. Me enchi de pessoas falando: “mas você não é ruiva, mais?”. Sim, eu sou, mas tenho 41 anos, for crying out loud! Tenho amigas totalmente grisalhas ou caminhando a passos rápidos para isso. Deixa meu cabelo desbotar!! Mas, depois do chilique, eu resolvi passar Surya em pó vermelha, porque a cobre não existe mais :-( , e minha tia aplicou pra mim.

Tem cheiro de chá? Tem. Faz bagunça pra passar? Sozinha, definitivamente. Com a ajuda da tia, bem pouca. Lavar pra tirar é uma aventura? Sim e com certeza. Não sai fácil, mas meu cabelo é liso e pouco, então, foi relativamente tranquilo. Mas meleca o banheiro todo! Mancha toalhas e fronhas por uns dias? Sim. Está na bula do produto, inclusive. Desbota igual tonalizante ruivo? Não. Desbota com as lavagens, mas BEM menos. Meu cabelo é tingido e a raiz está virgem. Vai colorir igualmente? Não, não vai. Tem chumbo? Não! É tudo plantinha inofensiva.

Gostei muito, deu supercerto e volto a usar assim que precisar. Mas vou comprar henna purinha para experimentar, também.

frente-versoDe frente: máscara para sobrancelhas Elf, para cílios Granado, batom Red Velvet, da Lime Crime. Verso: cabelo precisando de corte, mas ruivo, novamente, graças à Surya.

 

 

Manifestações

Ainda não me manifestei sobre as manifestações, né?! Pois é… Preguiça. Gastei meu discurso político nas vésperas das eleições de 2010. Eu avisei. Agora, tudo o que eu tenho a dizer é: “eu te disse, eu te disse, eu te disse.”

Manifestar revolta, indignação com o que tem acontecido é normal, esperado, mas meio tarde demais. Em junho de 2013, a galera saiu às ruas, lindamente, mas, depois, se esqueceu a que foram… Preguiça.

Mas, enquanto eu lia o possível perfil de quem foi às ruas no domingo, eu tentava ver onde me encaixava. E já que o Itaú sabe até onde eu voto (longa história), por que não deixar que todos saibam como eu voto?

Seguindo a lista da matéria, eu:

• AINDA não possuo alguma conta ou prestação em atraso com mais de 30 dias – daqui há 30 dias, já não garanto;

• Concordo totalmente com a liberação do consumo da maconha;

• Não acho que cotas raciais são um erro, mas são somente um paliativo. Governos municipais e estaduais deveriam investir em educação de base de qualidade em vez de passar a bola pras faculdades;

• Não apoio a ideia de cidadãos honestos – ou não – portando armas. Eu bem que queria poder usar taser ou spray de pimenta, mas sou honesta o suficiente para saber que eu causaria muitos danos a inocentes;

• Sou a favor da legalização do aborto no país, mesmo sendo, a princípio, contra o aborto;

• Se a redução da maioridade penal resolvesse algum problema, eu seria a favor, mas não resolve. Mas… Eu acredito que, em certos casos e certos crimes, o menor deveria ser julgado como adulto;

• As pessoas pensarem diferentemente de mim, sendo nordestinas ou não, não faz com que tenham menos consciência política na hora de votar do que eu, ora bolas;

• Pena de morte? Jamais, em tempo algum;

• Há pessoas que precisam ser ajudadas por programas sociais, como o Bolsa Família. E é bem provável que haja pessoas que se acomodem com essa ajuda. Eu não tenho como julgar e não vou nem pensar em generalizar;

• Concordo com o Mais Médicos, não tenho absolutamente nada contra médicos cubanos. Só digo que não sei o suficiente (sobre Revalida, liberdade ou financiamento da ditadura cubana) para dar palpite;

• Concordo totalmente que os pobres são tão desinformados na tomada de suas decisões políticas quanto qualquer outro brasileiro;

• Deixem os militares fora disso.

• Concordo totalmente com a união civil entre pessoas do mesmo sexo, assim como bigamia, poligamia ou qualquer outra relação que não prejudique ninguém;

• Sou contra o Movimento dos Sem Terra;

• Sou contra muita coisa que envolve terras e produção agrícola;

• Cobrança de maior valor aos mais ricos pelo uso do SUS? Ricos lá usam SUS? Se os representantes do povo não usam SUS, que dirá os ricos que não representam nada além dos próprios rabos…;

• Sei nada sobre a regulamentação da terceirização;

• Sei nada sobre a ampliação da idade mínima para aposentadoria. Mas mantenham as contas certinhas, roubem menos, que o dinheiro dá pra tudo. O país paga imposto pra KCT e não se vê muito retorno desse dinheiro, né?!;

• Sou a favor do fim da reeleição para cargos políticos;

• Ainda não tenho opinião sobre da proibição das doações de empresas para campanhas políticas;

• Já votei no PT. Patrus Ananias para prefeito, em 1992, acho. Foi um prefeito muito bom, no meu ponto de vista daquela época. BH era uma cidade muito legal de se viver. Minha birra é e sempre foi com o Lula e seus filhotes;

• Votei em Aécio Neves no 2º turno na eleição da última eleição, em outubro de 2014;

• Votaria no Eduardo Jorge se as eleições para presidência do Brasil fossem hoje;

• Eu me digo com a cor de pele branca refletiva!!;

• Tenho estudo superior completo em faculdade pública;

• Meu rendimento é quase nada, hoje em dia.