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Tag: ‘blá blá blá’

  1. Origami

    21 de fevereiro de 2014

    Carol Gerber* disse que corações são fortes, não se quebram, só se dobram. O meu é um origami detalhado. Não sei se desamarrota algum dia.

    Estou protovegetariana. O que quer dizer que ainda não sou vegetariana, mas vou ser.

    Depois de um tempo, não há espaço para voltar, a opção é ir em frente. Eu não sou o Roberto Carlos, sou decente.

    Não tolero mais cheiro de carne. Nem gosto de tocar nela. Se antes eu poderia muito bem passar um bife pro marido, agora eu saio da cozinha quando ele o faz. Não é frescura, é dor.

    Dói, porque eu sei como esse “bife” viveu antes de virar almoço. Marido diz: “mas no Brasil não é assim. O gado é criado solto. Não há confinamento. E a morte é rápida”. É o nível de abstração dele, não tenho o direito de ir contra. Ainda mais, porque uso essa mesma abstração para continuar consumindo laticínios. Por enquanto…

    A maioria das pessoas come carne porque faz questão de ignorar todo o processo. O “produto” chega suculento ao prato delas. Se elas soubessem os bastidores, não comeriam. Mas não sabem e, se sabem, abstraem pela gula. E não estou falando de degolar uma galinha, enquanto o corpo, sem cabeça, sai correndo. Estou falando de qualidade de vida do animal, de doenças, de remédios, de higiene, de armazenamento, de “maquiagem”, de preparo. A morte, para mim, é o menor dos problemas. Morrer faz parte. É todo o resto, é toda a “indústria do alimento” que me aterroriza.

    E pior do que a indústria do alimento, hoje em dia, é a indústria da moda. Isso inclui vestimentas, cosméticos e essa poha toda que as pessoas usam para tentarem ser bonitas.

    Os testes cosméticos têm sido banidos em lugares decentes. A China, sempre ela, insiste. Não entendo o porquê, além de por sadismo e desrespeito. Teste em animais não me impediram de ter alergia à Avon. Eu não sou um coelho. Ele não me representa.

    Não me venha alegar que não há alternativas aos testes. Há. Muitas. Basta procurar – dá um Google aí.

    Não me venha dizer que, mesmo que eu compre Natura, que não testa em animais, nada impede que o fornecedor da Natura faça os testes. Isso não é argumento. Baixar a cabeça para a violência, porque combatê-la parece impossível, nunca foi saída. Eu tento.

    A saída talvez não seja assinar petições, mas eu as assino mesmo assim. Fazer pouco é melhor do que não fazer nada e criticar quem, pelo menos, faz algo. A saída talvez não seja o boicote às marcas que usam animais de alguma forma, já que é praticamente impossível se livrar delas – até absorventes higiênicos são testados em animais. E pra quê?!

    A saída é, sempre, a conscientização. A saída é o amor.

    No Facebook, tenho seguido a página do Anti-Fur Society. Acho que eles erram na abordagem. Eu fico chocada, escandalizada, aos prantos com algumas postagens, mas eu não uso peles – ou qualquer tipo de couro, seda ou lã -, eu não sou o alvo. O alvo nem olha e, ainda, reclama da violência das imagens. Às vezes, os membros da Anti-Fur são agressivos e infantis, mas eu tento entender. Impotência e horror destroem camadas de racionalidade. E o que se tem visto por aí é de se duvidar da razão, é de quebrar o mais forte dos corações.

    Mas o problema deste mundo são os corações fúteis, frios e duros.

    Não vou ilustrar este post com imagens chocantes, não vou falar sobre chineses ou sobre caçadores. Você tem direito ao seu nível de abstração. Mas vou pedir, por favor:

    Diga não ao uso de peles, mesmo as “faux”. Tem muito gato, cão e lebre sendo vendidos como sintéticos, porque são mais baratos, já que matar e esfolar não requer tecnologia. Um dos ratinhos dos meus gatos é feito de pele natural – descobri isso um dia desses… Animais sofrem muitíssimo para enfeitar roupas e acessórios. Isso não é certo.

     anti-furVocê pode viver sem minha pele. Mas eu, não.

    E, na medida do possível, se liberte das abstrações. Eu sei que viver neste mundo não é fácil, não mesmo. Mas só é tão duro, porque há gente demais usando venda. Quando as pessoas se libertarem do medo, da preguiça, do comodismo e da vaidade besta, o mundo terá uma chance. E eu queria muito de ter a chance de ver isso acontecer…

    * Personagem em Corações na Atlântida, do Stephen King. Amei o livro.


  2. Hipocrisia

    9 de fevereiro de 2014

    Todo mundo é alegre e contente enquanto acha que está dando as cartas. Todo mundo está supersatisfeito enquanto não tem que assumir as consequências. Todos os outros são insuportáveis e dispensáveis, enquanto não se está perdendo dinheiro. O trabalho é chato, o salário é pouco, mas se pode-se chegar atrasado ou faltar quando bem entende, tá valendo. Todo chefe é bacana até que impõe limites para o excesso de liberdade. Toda chefe é joia enquanto faz vista grossa para a arrogância e incompetência. Todo dedo na cara é válido, desde que não seja na minha. Todo mundo é honesto até que é pego em flagrante. Toda hipocrisia é inocência, toda a culpa é do outro. Mas toda m*rda fede, não importa de quem seja.

    Que espécie de caráter é esse que tem-se construído? Que mundo é este no qual temos vivido? Tem hora que cansa nadar contra a correnteza. E eu lhe digo, eu posso ser má. Eu posso ser péssima. E eu posso até gostar.

    Que sorte que eu tenho bichos em casa.


  3. Meu reality show

    19 de janeiro de 2014

    Eu queria muito ter meu próprio reality show. Iria ser muito bom. Minha vida é um drama sem fim só pra mim. As outras pessoas parecem se divertir com ela, então, por que não capitalizar? Minha grana é sempre curta, mesmo.

    O tema da abertura da primeira temporada poderia ser aquela música do KLB, que diz: “vida, devolva minhas fantasias”, etc.

    Ele se chamaria Farmília e mostraria, com bastante edição, o que é ter uma agência de publicidade em Itaúna, repleta de bichos, insanidade e dramas.

    Agora mesmo, o Toro está internado por causa da bicheira. A assistente do veterinário me disse: “não fica assim, a culpa não é sua”. Sorri para não dizer: “eu sei. A culpa é do seu patrão açougueiro.”

    A Nikita está desconsolada sem o Toro. Sou uma cat person extremamente cansada e não dou conta de lidar com energia e carência de cachorro.

    A Gasolina está com câncer de pele no nariz. E, desta vez, a culpa é minha, que nunca passei filtro solar nela, mesmo sabendo que ela curte ficar ao sol.

    IMG_0600Remelenta, porque o veterinário pediu para não limpar antes de saber do que se tratava, já que poderia ser algo contagioso.

    Do punhado de pintinho que nasceu, só tem um punhadinho. Hoje, nasceram mais, e já morreu, pelo menos, um. Teve parte da cabeça arrancada. Quem matou?! Pode ter sido o galo que peguei em flagrante no ninho. Pode ter sido tiú (ou teiú), já que a Gasolina encontrou um baita de um filhote. Pode ter sido mico. Até camundongo, não descarto.

    Galinhas são bichos muito estranhos. As melhores cenas seriam protagonizadas por elas. É muita loucura e tumulto por muito pouco.

    E “temos” micos. E eu os odeio. Muito! Parecem gente, aquelas pragas. Parecem MST dando rolezinho. Saqueiam e sacaneam as galinhas. Invadiram e se sentem à vontade na minha casa. Comem os ovos, comem os pintinhos, comem as frutas todas do pomar, empesteiam a casa com pulgas, assoviam o tempo todo. E o Ibama nem me deixa matá-los… Micos, eu mataria… Odeio-os.

    Cristo, o gato novo, não se adaptou aos outros. E o pior é que, ao contrário de todas as outras aquisições, a culpa é dele. Todo mundo ficou de boa, tranquilo, com aquela cara de: “mais um, sei…”. E ele fingiu de legal e atacou todos, um por um. Tocou o terror e ganhou a alcunha de Anti-Cristo. Está aqui, sendo lindo e fofo comigo, trancado num cômodo, esperando o Sr. Limite chegar.

    E ainda tem os outros gatos, loucos e divertidos, fazendo coisas de gatos. E eu, louca e histérica, tentando por ordem nesse imenso galinheiro que é minha farmília.

    Você assistiria e comentaria no Twitter e no FB. Certeza!

    P.S.: querido Ibama, ninguém matou o tiú. Nós o capturamos e soltamos no bairro de rico seguinte, porque há de ter comida lá. Lixo, tem.

    tiu

    lixo


  4. Um mundo mais do que enfeitado

    5 de janeiro de 2014

    A vó Edir costumava dizer que o mundo anda muito enfeitado. Ela era batista e, no geral, se referia à homossexualidade, hábitos e vestimentas. Eu acho que o mundo está mais do que enfeitado, só não sei qual palavra usar pra defini-lo…

    Mas eu sei que ando triste que só.

    O objetivo das redes sociais era, a meu ver, juntar pessoas com interesses em comum. Ok. O problema é o tipo de pessoas e de interesses que têm sido juntados. Às vezes, eu me assusto com os comentários, com a agressividades/ignorância/preguiça/estupidez com as quais as pessoas destilam seus preconceitos.

    1488060_595692070518500_1927261708_nHumano: Por que as pessoas estão cada vez mais intolerantes com as outras enquanto a Internet nos conecta mais próximos?

    Deus: Pessoas não estão diferentes do que sempre foram… Estúpidas. A Internet apenas fez com que fosse possível para nós vermos o quão grande é o abismo da estupidez humana. Tente não afundar.

    Às vezes, eu me assusto com o tamanho dos equívocos que fazem com que uma causa nobre se torne antipatizada. Vegetarianos/veganos, por exemplo, são mestres nisso. Mostram fotos horrendas, de maldade suprema, de sofrimento animal, com o objetivo de convencer aos adeptos da picanha e bacon a se tornarem vegetarianos. Não funciona. Não funciona comigo, que já sou vegetariana. Me dá tristeza, muita. E dá “fortes” argumentos aos adeptos da picanha e bacon para hostilizarem os vegetarianos/veganos, porque esses se sentem atacados e querem contra-atacar. E a causa animal se perde em meio a discussões imbecis.

    Ontem, eu estava lendo uma matéria sobre o consumo sustentável. Nos comentários, um vegano se impondo. Ok… Acontece. Para mim, o que interessou – e me assustou – é que não é possível o consumo sustentável. Não o tempo todo.

    Olha o tamanho do mundo! Olha a quantidade de gente que tem nele! Não dá para controlar tudo! Não dá para ficar sabendo de TODOS os pormenores e ter ânimo para continuar vivo. Em toda e qualquer indústria, seja de moda, de comida, de chá, todas elas cometem merda. Gente, bicho, o planeta sofre com essas merdas. O que fazer? Eu juro que não sei.

    A tal história do mosquito que é pequeno e um só, mas incomoda, é só isso: uma história. Se ele incomoda, você pega a raquete elétrica e acaba com ele. Não há exemplo de superação nisso!

    Eu faço minha pequena parte. Ajuda o mundo? Provavelmente, não. Mas me ajuda. É totalmente pessoal e egoísta cada gesto de bondade que eu tenho. Não como mais carne porque não apoio o modus operandi da indústria alimentícia. Estou a caminho de parar com o leite. Não uso uma porção de cosméticos porque sei que são testado em animais - mas devo usar uma porção de outros que não sei e, neste caso, a ignorância é uma bênção, porque eu não tenho grana para comprar produtos veganos nem condições de fazer meus próprios xampus. Não embrulho presentes, para não gerar mais lixo. E eu separo os lixos e reaproveito sacolinhas de supermercado para recolher os cocôs dos gatos. Não sigo moda/tendência há anos! Só compro o que realmente é útil e vou usar. Castrei os gatos e só não castrei o cão, porque ele não é meu e meu marido ainda não evoluiu em alguns aspectos.

    Em resumo, eu faço o que eu posso. O problema está em quem não faz/não pode nada. E não faz nem pode, porque é ignorante e estúpido demais para se mover. Não se preocupa com o outro e com o planeta, porque não pensa e, se pensa, deve ser algo do tipo: “ah, foda-se! Eu vou morrer, um dia, e deixa de ser problema meu. Vamo apoveitá enquanto tamo aqui!”.

    E engana-se quem acha que isso é problema terceiromundista, de pobre, sem acesso a educação. É claro que pobreza e ignorância andam juntas e perpetuam a tragédia, mas, né?, como os digníssimos governos conseguiriam se manter no poder se não fosse a ignorância?! O problema é global, sem fronteiras de credo, raça, condição social. O problema é uma Myle Cyrus - desnececyrus – da vida usando casacão de pele de verdade. Uma riquinha cercada por informação, se lixando para o mundo e o que vão pensar dela. “Sou rebelde”. Sei. Não passa de uma mocinha que conseguiu “se achar” tanto, que achou quem achasse junto!

    É mais gente que acha junto do que gente que pensa por si ou que se alinha a uma causa nobre: sobrevivência. É mais gente obcecada por fama e glamour e menos gente que faz. É medonho.

    Às vezes, penso que o melhor seria cruzar os braços e esperar pelo fim. Talvez, o homem da tabuleta esteja certo e o fim esteja próximo…

    the-end-is-nearSometimes, I hope so…


  5. Memes internos

    30 de dezembro de 2013

    A Adriana nunca veio aqui, mesmo assim, eu havia prometido a ela fazer um post sobre os memes da agência, afinal, a maioria é coisa dela. Então, já que é tempo de Top10, vamos de Top10 – Memes Internos.

    10. “A culpa é da Katienne!”, porque “Se a culpa é minha, eu a coloco em quem eu quiser”*

    Esta pérola de sabedoria evitou muitas crises - de ego ferido.

    *Homer Simpson

    9. “Ai, me deixa!”; “Ai, supera!”; “Morre que passa” e “Cada um com seus problemas”.

    Em junho, parecia que eu havia adotado uma adolescente, pois eu ouvia essas frases o tempo todo. Quanto aos “Ai, mimimi”, não pude fazer nada, senão deixar e superar. O “Morre que passa” foi abandonado após ameaça de denúncia por indução ao suicídio e ”Cada um com seus problemas” foi substituído oficialmente por “O destino de um é partilhado por todos”, porque eu sou time Mestre dos Magos!

    8. “Tá pensando que pipoca é fruta?”

    Perfeito para ser usado quando alguém me pede algo absurdo. Ou seja, sempre.

    7.  “Fulano é rainha,  Beltrano, princesinha”. “Fulano na veia, Beltrano na cadeia”

    Tati Neves (quem?) já foi esquecida, mas graças a ela e Bieba, Xuxa fez, mais uma vez, história no Facebook/Twitter.

    E eu que imaginei que nada superaria “VOCÊS NÃO MERECEM FALAR COMIGO NEM COM MEU ANJO”.

    6. “Você não me serve”.

    Serviu por muito tempo. Depois, acabou substituído por “isso não é Publicidade!!” #clientesqueamamosSQN

    5. “Nooooooo!” Vader, Darth

    Pressione em situações difíceis.

    4. “Aixiiii…”

    Contribuição valorosa da Katienne. Diz-se com tom de desprezo, virando os olhos, para qualquer bobagem que se ouve ou vê. Uso muito!

    3. Sideshow Bob

    Mês passado, tive a infeliz experiência de pisar num rastelo abandonado no galinheiro. Que dor!!! Depois de duas semanas, meu nariz começou a desinchar.

    Para ilustrar o que havia me acontecido, usei este gif:

    Sideshow_bobVirou hit!! Virou camiseta.

    shirt_girls_01Camiseta da Threadless.

    2. Chloe.

    Uma porcaria de mãe criou essa obsessão entre as novinhas da agência. Queria até dividir com ela o fardo de pagar salários, já que minha criação passava horas fazendo montagens da Chloe

    3491348_originalMontagem com a Chloe que catei na Internet.

    1. “Esse povo pensa que o céu é perto.”

    Esta frase foi nos brindada pela Adri Abreu, num comentário, aqui no blog, em abril de 2011. Como, para mim, é uma frase supimpa e polivalente, que já até foi homenageada, aqui, a trouxe de volta em 2013. Foi usada à exaustão. É, merecidamente, o Top – Meme Interno de 2013!


  6. Implicância

    27 de dezembro de 2013

    Gatos são animais lindos, não importa raça. Para o convívio, eu, particularmente, prefiro os de pelos curtos, mais fácil de lidar, e vira-latas, menos propensos a doenças genéticas. Cor? Gosto de pretos, básicos, clássicos. Prefiro as fêmeas, que são menos peraltas, e pegar ainda filhote, porque filhote de gato é vida!

    Mas, apesar da minha preferência, temos duas de pelo longo, dois machos e nenhum pretinho. Só a Pixie – e o Santa, se for ficar – chegou adulta. Isso aconteceu porque eu não escolho gato. Eu fico com os que me aparecem, os que me escolhem. Prefiro assim. Se vou bancar a dona, que seja a dona que eles escolheram ter. E a vida vai bem, obrigada.

    As pessoas mais rasinhas escolhem gato pela aparência. Gatos têm, para elas, que ser lindos. Gato ostentação! Ok. Há outras que gostam de característica próprias de algumas raças, seja física ou comportamental. Ok, também. Desde que tratem direitinho, protegendo, amando, cuidando, castrando e não inventando de abandonar, a motivação da pessoa é o que menos me importa.

    Pessoas têm suas preferências, fazer o quê? Sei que em São Paulo, pelo menos, na ONG Adote Um Gatinho, os pretinhos são preteridos. No Rio, na 4Patinhas, são os frajolas – gatos preto e branco – que ficam para trás. São muito comuns… Em Itaúna, se não tiver raça – ou, pelo menos, “cara de raça” – , difícil encontrar quem queira… Mas, em qualquer lugar, coloque um persa ou sialata - siamês vira-lata – ou uma gata toda amarela – raríssima – ou um gato todo branco com olhos azuis para adoção para ver se não dá briga entre pretendentes. Dá.

    Por isso tudo que acho esta campanha, que tem rolado há um tempo, imbecil:

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    Na minha opinião, ela não faz nada além de confirmar o preconceito, afinal, pessoas são escolhidas ou preteridas pela cor de cabelo e/ou pele o tempo todo.

    Sinta-se totalmente confortável em discordar de mim, principalmente – mas não exclusivamente – se seu coração se encheu de amor e você decidiu, agora mesmo, que quer um gato escaminha para todo o sempre. E, Sávio, se por causa deste post você decidir namorar uma ruiva, lhe perdoarei por tudo o que você me disse na 8ª série!

    E para quem não sabe, gato escaminha são esses de pelagem mesclada, geralmente preta e marrom. Minha avó chamaria de “pano queimado”. A Pixie, minha gata feiosa, é mescla de tigrado com escaminha, ou seja, ela mistura estampas. Há quem ache a Pixie linda, há quem ache escaminhas lindos. Mas, para a maioria, é um gato comum e/ou esquisito. Não é, definitivamente, uma padronagem popular.

    Eu continuo achando que tanto faz a pelagem. Mas, se as escaminhas são as mais rejeitadas da vida, que tal promover a excentricidade, a diferença, a exclusividade – já que os padrões dificilmente se repetirão -, o quanto você é mais bonito ao lado de uma gato feio, o quanto você é mais legal por tê-lo escolhido, sei lá, qualquer psicologismo mais eficiente do que comparar o pobre do gato a uma ruiva.


  7. Povo Estranho II

    21 de dezembro de 2013

    Em BH, na Rua Fernandes Tourinho, 455, para ser mais exata, há um restaurante chinês – Dragon Center -, de chineses, que serve a melhor comida chinesa que já comi na vida. O preço é bom, a variedade é enorme e o ambiente é ok.

    Eu costumava passar uma tarde ou outra, lá, comendo muito! Muito! E acaba aí minha simpatia pela China.

    Não, eu não conheço a China. George Michael, na época do Wham!, foi e não gostou. George Michael não é meu formador de opinião, mas, nisto, confio nele.

    É que a China… Tem chineses… E chineses… Eu sei que é puro preconceito. Generalização grosseira, mesmo, mas…

    Como confiar num povo que falsifica ovo?! Como compreender pessoas que dão, acidentalmente (?), descarga em bebêsArrancam olhos de sobrinhos? Escravizam? Falsificam reflorestamento? Se matam a torto e a direito?

    Eu sei que são mais de 1,3 bilhão de pessoas e, apesar de bizarros, são casos isolados e não, necessariamente, representam todo um povo, mas… A China lidera o ranking de mortes por exaustão no mundo. O número de vítimas de ataques cardíacos e AVC provocados pelo estresse de trabalho é de 600 mil por ano! E eles comem cachorro!!!

    Não estou dizendo que o Brasil – e o brasileiro – não tenha suas estranhezas. Estou somente sentando no rabo e falando do rabo alheio.

    P.S.: havia me esquecido desta falsificação sensacional: leão!!


  8. Uma semana boa

    8 de novembro de 2013

    Semana danada!

    Começou com coleguinha de trabalho nova! Realizando o sonho de tê-la conosco!! Espero que ela goste da agência tanto quanto a agência gosta dela!!

    Terça, tivemos que ir à BH. Aproveitei para comer hambúrguer, no Eddie, para matar vontade! Que delícia de hambúrguer de soja! Nem acreditei que o fosse! Valeu cada caloria e cada centavo! Muito bom!

    Depois de alimentar o corpo, fui alimentar a alma. Comprei uns livros, inclusive o Manual Prático de Bons Modos em Livraria, e fui ultra-bem atendida pelo livreiro. Coisa linda!

    Quarta, fomos fazer happy hour no Gula e Gole. Quanto tempo fazia que eu não bebericava com os amigos durante a semana! Foi muito muito bom! O atendimento, a comida e a caipiríssima estavam excelentes! Vou querer repetir a dose mais vezes.

    povo-lindoEta, povo desfocado!!

    Quinta, apesar do soninho, fiz trabalhos bacanas para clientes bacanas! Tão bom trabalhar para quem aprecia o trabalho da gente!

    Hoje, o dia começou com brigadeiros! E bolo de cenoura! E foi um dia daqueles que passam rapidão, de tão bom que estava!

    Semana que vem tem sessão de fotos de comida!! E FIQ!!! E feriado!!!!


  9. Diversão e arte

    26 de outubro de 2013

    Acredito que, hoje, minha vida se resume a três interesses:

    1. Gatos

    Amo cachorros, mas eles precisam de uma coisa que eu me recuso a dar a eles: voltinha na rua. Então, me dou melhor com gatos, que não precisam de mim para passear e não choramingam atenção. Eles vêm e a tomam de você.

    Meu Facebook e meu Pinterest são típicos de “a louca dos gatos”. Sigo gente como Kitty LoveThe Geminites, Zombie Kitty Attack, Nicinha de Fraldinha, Noah Henrique, Tony, o Gato Foquinha, Dicionário Miaurélio e, claro, 4Patinhas. Sem contar Simon’s cat, Grumpy e Pusheen, que são clássicos!

    Off line, tenho os 7 enlouquecidos - e enlouquecedores – que habitam esta casa e os três – sim, três! Um clone da Guapa surgiu no nosso quintal! – que comem da nossa comida de gato, mas não querem nosso amor…

    2. Artesanato

    Ainda não comecei a exercer este hobby, mas estou empolgada. Já tenho milhares de moldes e exemplos. Assim que minhas férias começarem, dedicar-me-ei a ser uma artesã supimpa!

    Criar sem ter cliente dando palpite errado e fazer do jeito que a gente quer/pode/tem vontade é o sonho de qualquer criatura com um mínimo de criatividade e coordenação motora.

    3. Tirinhas e quadrinhos

    Graças à Lou eu conheci o Mentirinhas e, graças ao Mentirinhas, conheci uma galera!! Hoje em dia, não vivo sem o humor e o talento de pessoas como: Will Tirando, Walmir Orlandeli, André Dahmer, Guilherme Bandeira, Clara Gomes, Estevão Ribeiro, André Farias, Alexandre Beck

    Minha agência apoiou o projeto do Catarse do Fábio Coala, eu apoio o projeto do Guilherme e meu marido apoiou um livro de zumbis. E apoiamos o projeto independente do Alexandre, porque eu simplesmente amo o Armandinho!!

    Hoje, a gente praticamente só tem investido dinheiro em algum conforto – ventiladores, pois não! – e cultura. O bom é que cultura não precisa ser cara. Apoiar um bom projeto no Catarse pode sair por R$ 25,00, com recompensas! Para mim, vale muito à pena. Esses cartunistas dão tanta graça de graça, que custa muito pouco retribuir…

    De resto, minha vidinha se resume em trabalhar muito para dar uma vida melhor aos meus gatos, ouvindo Gemini Syndrome para suportar a rotina, e comer e dormir, porque é bom e é necessário. Uma vida insuportável, alguns diriam, mas que tem me servido bem.

    E você, o que lhe faz feliz?


  10. Ai, me deixa!

    25 de outubro de 2013

    A Adriana gosta pegar no meu pé, porque eu curto água benta. “Você é a única ateia que acredita em água benta”! Talvez seja. E também curto benzedeiras, São Longuinho e fitinha do Senhor do Bonfim. Sei mais orações do que minha secretária, católica praticante. Às vezes, chamo meu anjo da guarda – e o xingo um bocado pelo péssimo serviço prestado! Agradecer, jamais! Ele nunca faz mais do que a obrigação dele!

    Mas, veja bem, ser ateu é não acreditar em Deus. A=não. Teu=Deus. Ser ateu não é religião e, para mim, não é nenhuma filosofia de vida. Não há dogmas nem regras. É só não ter ou crer num Deus. Eu não acredito na existência de Deus todo poderoso, Criador do Céu e da Terra. O Pai misericordioso. O onipotente, onipresente, onisciente. Meus santos e anjos são todos autônomos, não têm patrão. Viva o empreendedorismo!!

    Também gosto de coisas místicas, tipo leitura de cartas e quiromancia. Adoro mapa astral! Ser ateia não é, necessariamente, ser descrente em tudo o que é místico. E não acredito que o místico e Deus andam juntos. “Meu” místico também é autônomo: Mysticism Inc.

    Não uso a ciência para explicar todos os fatos. Não preciso explicar todos os fatos. Não preciso explicar nada!

    Se você acha que eu não sou realmente ateia porque não me encaixo num padrão… Bom, tanto faz. O que é meu é meu, o que eu sou sou eu e não é da sua conta, assim como não é da minha seus conceitos e crenças pessoais. Liberdade de credo é garantida pela Constituição, pela ONU, pelo Universo em expansão. Creia no que quiser, eu creio em mim.

    E por que estou divagando sobre isso? Porque uma pessoa questionou meu ateísmo – não foi a Adriana, ela só se diverte às minhas custas! -, assim como também questionou meu vegetarianismo manco. Essa pessoa acha que não posso ser ateia e que não comer carne não é natural – e cita a bíblia. Mas eu não sou natural. Sou humana, nada mais distante do natural. Não estou à mercê da Natureza. Nem meus gatos e meu cão o estão.

    E por falar em gatos, se até eles, que são naturais, optam por não comer meus pintinhos, eu, não-natural, naturalmente posso optar por não comer o que eu não quiser comer! Não é instinto, é escolha. E olha que até Deus é a favor do livre arbítrio…

    SANTO-AGOSTINHO-X-BOECIO

    Ou será que não?…

    Uma pessoa repleta de cultura inútil e vazia de sentido não vai encontrar alento para sua necessidade de gastar “conhecimento” comigo. Nem vai se preencher às minhas custas. Não sou obrigada, não tenho paciência e nem sou solidária deste tanto. Mas tenho uma sugestão a dar: seja legal, modere o prolixismo e faça amigos/escreva num blog. Em outras palavras: vá caçar quem lhe queira e me deixa!!

     


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