O Livro do Riso e do Esquecimento

Li O Livro do Riso e do Esquecimento em 1996. Era emprestado da minha então amiga Vivi. Eu havia lido A Insustentável Leveza do Ser, mesmo tendo detestado o filme, e estava apaixonada por Milan Kundera, e ela sugeriu esse outro. Amei. E, como era do meu costume naquela época, copiei frases e trechos com os quais me identifiquei.

Em 1996, eu não escrevia nem lista de compras. Vivi achava um absurdo eu estar namorando e nunca ter escrito uma carta de amor para o sujeito. De certa forma, foi ela quem me empurrou para a escrita e tomei gosto. Não escrevi a tal carta de amor, nem poeminhas, mas textinhos. Já até postei um aqui. Mas, lendo estes trechos dO Livro, Milan me dissuadiu a avançar na escrita:

“Escrevemos livros porque nossos filhos se desinteressam de nós. Nós nos dirigimos ao mundo anônimo porque nossa mulher tapa os ouvidos quando falamos com ela.”

“A irresistível proliferação da grafomania entre os políticos, os motoristas de táxi, as parturientes, os amantes, os assassinos, os ladrões, as prostitutas, os prefeitos, os médicos e os doentes me demonstra que todo homem sem exceção traz em si sua potencialidade de escritor, de modo que toda a espécie humana poderia com todo direito sair na rua e gritar: Somos todos escritores!

“Pois cada um de nós sofre com a idéia de desaparecer, sem ser ouvido e notado, num universo indiferente, e por isso quer, enquanto é tempo, transformar a si mesmo em seu próprio universo de palavras.

“Quando um dia (isso acontecerá logo) todo homem acordar escritor, terá chegado o tempo da surdez e da incompreensão universais.”

Fiquei com vergonha, me senti desinteressante e pretensiosa por tentar escrever. Ok, eu não tinha intenção de livro, nem de blog, mas achei que realmente eu não tinha nada a acrescentar. Com o tempo, me esqueci do Milan, por pura necessidade. No começo, eu precisava me expressar através dos meus textinhos. Resolvia dores de amores e tentava me entender através das personagens, quase sempre ruivas e problemáticas. Me encontrei, acho, e deixei minha pretensão aflorar. Comecei a procurar “ouvidos anônimos” para minha ladainha. Você, talvez. Ou eu apenas estava seguindo o fluxo, num momento onde todo mundo tinha um blog, todo mundo era escritor, ao menos por 120 dias.

Eu tenho um blog, mais ou menos abandonado, há 5 anos. Tenho inúmeras ideias para posts que nunca saem da cabeça pro computador. Tenho algumas ideias para contos que talvez eu nunca escreva. Estou lendo Sobre a Escrita, do Stephen King, para me situar sobre a escrita e saber se ela é para mim ou se devo tirar o cavalo da chuva de vento que, segundo a minha avó, vem por aí!

Eu gosto de escrever. Não costumo reler posts e textos, mas gosto que eles estejam a minha disposição. Gosto que me leiam, também. Gosto que me gostem.

Nunca vou ter a facilidade de escrita que Milan e Stephen parecem ter. Meus pensamentos fluem direitinho, mas se perdem quando passam pelo teclado. Já perdi boas histórias por pensá-las longe do computador. Mas as histórias que conseguem ser escritas ao mesmo tempo em que o pensamento voa são bacaninhas, eu acho. São surpreendentes e assustadoras por serem independentes do meu eu. Não sei de onde vem nem como chegam onde chegam e, por isso, me dão prazer.

O Livro do Riso e do Esquecimento é de 1978, mas é muito atual e interessante. Recomendo.

Sunnydale

Como Cristo sumiu numa sexta-feira 13, eu ainda nutria a supersticiosa esperança dele voltar na sexta-feira da Paixão de Cristo. Mas ele não voltou. Acredito que não volte mais.

Minha vida também não voltou ao normal, mas acredito que volte. Um dia… Meus ossos ainda ainda não coloram. Mas irão. Devagar, mas irão. Dizem que é falta de cálcio, mas eu sei que é falta de ronrons.

E a falta de ronrons, de atividade física, de lazer, de álcool deve ter feito com que uns hormônios bacanudos, tipo ocitocina, dopamina e serotonina, faltassem, também. Não, não fiz exame de sangue para saber, mas tenho sintomas.

Felizmente, nem tudo está perdido. Netflix tem Buffy e, apesar dos boçais que fazem as legendas; das maquiagens, esmaltes e sapatos horríveis da década de 1990; da terrível destruição que fizeram no lindo cabelo da Sarah Michelle Gellar; dos erros de edição e continuísmo; dos mortos e mortos-vivos que respiram, Buffy ainda é das melhores séries de todos os tempos.

A séria é divertida, inteligente e recheada de personagens maravilhosos! Angel sofrido é patético, mas, mau é muito gato. Boreanaz não é exatamente um bom ator, mas não consigo imaginar mais ninguém nesse papel. Oz é adorável e muito interessante. Drusilla é sensacional: louca, pálida, má e com os melhores vestidos e esmaltes da vida! Spike é divino! De longe, meu favorito.

Comecei a assistir na sexta e já estou na terceira temporada, de sete. Daqui a pouco, revezo com Angel.

spike-dru

Essas fugas para Sunnydale têm mantido um pouquinho da minha sanidade. Mas recomendo Buffy e Angel para quem está bem e só quer se divertir, também.

Ele

Ele não era bonito nem precisava sê-lo. Era másculo, mas de uma maneira não muito boa, quase machista. Olhava como se estivesse avaliando, julgando, mas tudo nele me deixava exitadíssima.

Já estávamos naquele chove-não-molha fazia horas. Ele me olhava o tempo todo e, quando eu o encarava, ele virava o rosto. Para mim, convencida que sou, estava claro que ele me queria, como também estava claro que ele não queria me querer. Alguns homens insistem em dizer que eu os assusto, mas não sabia se era o caso.

Depois de umas cerveja e um pouco de whisky, ele relaxou e começaram-se as provocações. Ora parecíamos duas crianças, ora gato e rato num joguinho de pegar. Mais um pouco e ele já chupava sensualmente meus dedos melados de algodão doce. E eu comecei a iniciar todas as minhas frases apalpando a cocha dele. E como iniciei frases. Mesmo assim, nada.

Talvez não fosse hora nem lugar – lê-se: turma grande -, então, o melhor seria mudar de lugar, porque eu não aguentaria esperar por mais outra hora.

Falei baixinho, só para ele ouvir – mão na cocha, claro:

– Esfriou… Você iria ao carro comigo? Quero pegar minha blusa.

– Quer que eu te esquente?

– É bem essa a ideia – sorri docemente e me levantei.

Avisei à turma:

– Ele vai me esquentar… Digo, escoltar até o carro. Vou buscar minha blusa.

E o puxei mais que depressa, antes que alguém se desse conta de que estávamos saindo juntos.

Ao afastarmo-nos, ele disse:

– Você não está mesmo com frio…

– E você é inteligente…

Puxei-o para bem perto de mim, enlacei seu pescoço e o beijei. Beijo bom, bem dentro das expectativas, que eram altas. Outros tantos se seguiram e, quando imaginei que avançaríamos, mesmo estando encostados num muro, na rua, retrocedemos.

– Eu não sou um cara legal… – ele disse.

– Eu só quero uma foda, não um pai para os meus filhos – erroneamente respondi.

E ele me largou ali. Saiu ultrajado, ferido em seu orgulho. Nunca mais falou comigo. Acho que realmente assusto os homens…

Isso é uma estorinha. Assim como todos os posts da categoria “estorinhas”, é levemente baseada em fatos reais, mas nunca é uma indireta ou totalmente real. Não insista.

Amigo culto

Minha turma da oitava série é minha atual turma de sair e falar bobagens. No começo do ano, resolveu-se fazer um tal de “amigo culto”, onde se trocam presentes não materiais. Minha “amiga culta” ganhou uma estorinha. Ei-la.

Opostos

Ele é Armando. Eu sou Zaíra,

Ele havia levado um fora e amargava uma tremenda dor de cotovelo. Eu havia levado um fora e comemorava a liberdade recém-adquirida.

Ele chorava por ela. Eu curtia a vida. Ele sofria. Eu sorria.

E assim estávamos quando nos conhecemos: eu, me esbaldando no abre alas. Ele, tentando consertar o último carro alegórico, empacado na avenida. A Escola do coração não ficou com o título, mas me arrisco a afirmar que este foi o carnaval das nossas vidas.

Armando chegou ao final da Sapucaí aos prantos, exausto, derrotado. O contraste com minha alegria de “sonho realizado” era enorme e, talvez por isso, eu gostei dele.

A autoindulgência de Armando era irritante. Nenhum homem é tão coitado assim. Bem… Ele parecia ser. Mas, de alguma forma, essa existência meio trágica, meio patética dava um toquezinho de graça a ele, tinha seu charme.

Ou… Era carnaval e pierrôs, colombinas e arlequins apaixonados tinham tudo a ver com o cenário. Enfim, o importante é que eu o beijei como havia muito tempo eu não beijava alguém. Beijei com vontade, sugando todo aquele veneno que corroía o coração de Armando. E, quando finalmente nos afastamos, ele era outro! Eu, também.

Armando já não tinha ares de pierrô abandonado. Havia um novo brilho em seus olhos. Pude ver, então, que era um homem bonito. Não bonito demais, mas na medida. Já eu sentia uma doce melancolia dentro do peito. Uma saudade do futuro, daquilo que nós não viveríamos, porque, em breve, a vida voltaria ao normal e eu, à Minas.

Foram dias intensos. Armando descobriu que “amor” e “dor” é rima pobre. Eu descobri que nem tudo é “tanto faz”. Nossa história durou uma eternidade… Ou quatro dias. Mudou as trajetórias das nossas vidas e nos ensinou a sermos mais leves, mais inteiros, mais vivos.

Voltei para Minas. Armando ficou no Rio. Não trocamos contatos. Não me arrependo. Foi lindo, será inesquecível.

E é assim que estamos: ele ainda é Armando, eu ainda sou Zaíra – versões aprimoradas.

Em um relacionamento sério

E lá se vai Arnaldo, em desabalada carreira. Não é mais tão moço, deveria poupar-se para as coisas boas, usar tamanho vigor em atividades que dão prazer. No entanto, ele foge. Fico olhando.

O que Arnaldo não sabe é que o mundo é grande, mas nossos caminhos hão de se cruzar. É inevitável. Também não sabe, ou não acredita, que não há o que temer. Não, de mim.

Eu e Arnaldo nos encontramos enquanto eu saía da escura e sufocante masmorra do relacionamento sério. Eu estava cansada, porém, eufórica, tentando me desvencilhar dos últimos grilhões. Devo tê-lo assustado com minha empolgação. Ou com as correntes. Justo. Mas se ele acreditou que eu gostava da prisão e que o levaria para lá, é louco! Eu estava feliz por sair, não por ter estado dentro!

Não era de todo ruim, na masmorra. Eu via a luz do sol, sentia o vento no rosto, ouvia os passarinhos, mas era sob outra perspectiva. Liberdade abrilhanta e adoça a vida. Então, por que eu, logo eu, a quereria tirar de alguém?!

Arnaldo… Uma legítima força da natureza. Abrandada pelo passar dos anos, mas, ainda assim, intensa. No momento em que o vi, ele era a luz do sol, que não se aprisiona, não se possui, somente se aprecia. E assim o fiz! Talvez com muita vontade? Não sei. Mas sei que, logo, ele pôs-se a correr.

Desolada, gritei: “Ah, Arnaldo, não me temas! Eu não tiraria de ti o que mais me encanta. Quero que o mundo veja, aprecie e experimente meu encantamento. Meus sentimentos são por ti, mas são todos meus. Não têm peso, cor, volume, não têm cheiro ou sabor, não te fazem sombra. Portanto, não te preocupes com o que não vês ou sentes e, portanto, para ti não existe.”

Mas era tarde. Ele já ia, ao longe… Ainda hoje, meses depois, pode-se vê-lo a correr e correr.

E pode-se me ver no aguardo, incansável, ansiosa e com todas as portas abertas, desejando que o querer de Arnaldo cruze o meu.

Mude

Mude

Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.O novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
A nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde, ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.

Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.

Só o que está morto não muda!
Edson Marques.

P.S.: e o cara que escreveu este poema lindo e tão repleto de sabedoria disse que eu escrevo “bem e gostosamente”. E eu tive que compartilhar isso com os gatos pingados que vêm aqui, porque meu ego está sedento de aplausos e reconhecimento! Sim, esta sou eu na beirada da mudança.

Edson Marques é Filósofo e Poeta reconhecido, mas não famoso – bom pra ele? – e tem um blog delicioso!

Gastando dinheiro – ou investindo em cultura?

Adoro o Catarse. A plataforma de financiamento coletivo parece uma grande bolsa de apostas + liquidação. São, no máximo, 60 dias de prazo para fazer acontecer. A gente tem a oportunidade de fazer parte da História do projeto e, assim, torce, divulga e ainda paga um preço bem legal pelo produto + recompensas.

Eu sou apoiadora compulsiva de quadrinhos. Minha lista tem 14 apoios na área e todos concretizados. Uma ou duas decepções – livros que prometeram, mas não cumpriram -, mas, de modo geral, tenho estado satisfeita.

Estão em fase de apoio e recomendo:

Dois livrinhos: dois livros: Blue, uma coletânea de quadrinhos tragicômicos, e Dúvidas Cruéis de um Idiota, um livrinho recheado de dúvidas sobre o mundo. Muito divertidos, assim como o vídeo de apresentação do projeto, que foi quem me ganhou! Mas corra, porque está chegando ao fim!

Beladona: versão impressa de uma das minhas webseries favoritas.

Nada com coisa alguma: coletânea de tira do quadrinista José Aguiar.

O Homem da Capa Amarela: é sobre um justiceiro contra políticos corruptos. Parece bem legal. Na dúvida, clique aqui e baixe o primeiro capítulo.

Remendos: coletânea de tirinhas do site Sushi de Kriptonita. Ótimo site!

Quad 2: 4 histórias de 4 cartunistas.

Inconcebível: desculpe, Valter, mas seu vídeo dá sono, depõe contra. Mas… Fiquei curiosa com a história e terá meu apoio.

O Catarse tem muitas outras áreas de interesse, caso não curta quadrinhos. Tenho certeza que algum projeto merecerá seu apoio.

P.S.: para quem gosta de bichos, um projeto bem bacana no Catarse: Animal de Estimação Não é Brinquedo Não. É um livro voltado ao público infantil que ensina sobre o respeito aos animais.

Vá ao teatro – e me convide!

Depois de “180 Dias de Inverno”, tive que assistir a “#140 ou Vão”, também da Companhia Afeta. Uma era drama, pesada, densa, linda. A outra, comédia, leve, inteligente, linda.

180-Dias-de-Inverno-book---Cia-Afeta-3140-ou-vao“180 Dias de Inverno” e “#140 ou Vão” (Foto: Samuel Mendes), respectivamente.

Ontem, assistimos a uma peça da Catanduva, SP. O teatro Silvio de Matos, de Itaúna, ajudou a compor o cenário de guerra, mas não contribuiu com a peça, já fraquinha. A voz de Chiquinha da atriz era irritante, mas não foi perda de tempo, de toda forma.

Eu perdi, sim, – e vou lamentar todos os dias por isso até conseguir assisti-la – “Aldebaran”, do Grupo Oficcina Multimédia que, por fotos, me convenceu ser uma peça belíssima. Amigos que foram disseram ser “inacreditável”, “de outro mundo”, “linda”! Frustração me acompanha…

aldebaran

Os grupos mineiros brilharam neste festivalque termina hoje.– Atrevo-me a dizer, sem um pingo de bairrismo, pura justiça, que obliteraram os convidados de fora.

Fui a poucas peças, mas, em se considerando que há uns dias eu sequer gostava de teatro – o melhor do preconceito é perdê-lo – e ainda detesto sair de casa – ainda mais no frio e na chuva – fiz minha parte e, para o meu próprio bem, me apaixonei. Ano que vem, como dizem os mineiros, “tô agarrada” no festival!

“180 Dias de Inverno”, da Companhia Afeta
“180 Dias de Inverno”, da Companhia Afeta
“180 Dias de Inverno”, da Companhia Afeta
“180 Dias de Inverno”, da Companhia Afeta

Vida

Quinta foi a abertura do 6º Festival Nacional de Teatro de Itaúna. Ralo um bocado fazendo o material de divulgação, então, tenho xodó pelo evento, mesmo eu não sendo muito fã de teatro…

A peça da estreia foi “Na Comédia de Edgar, Alan Põe o Bico”, do Grupo P’Atuá. Tendo achado o título meio bobão e não gostando de teatro, estava com preguiça de ir, mas fui. Para você ver como são os preconceitos… A peça foi sensacional! Divertida e inteligente. Cláudio Márcio e Glicério do Rosário são engraçados na medida, sem forçar. Gostei tanto, que vou assistir a mais uma, amanhã: “180 Dias de Inverno”, da Companhia Afeta.

Quase nada, quase nunca, acontece em Itaúna e, quando acontece, galera não dá muito valor. Quem mora em interior assim, paradão, que nem um cineminha tem, tem mais é que apreciar bem as novidades, as maravilhosas quebras de rotina.

Depois da peça, teve coquetel – ser vegetariana é tenso nessas horas – e beberiquei um espumante enquanto aguardava ansiosa e faminta o momento de ir ao Sandoval.

Sandoval é o único estabelecimento comercial – um botecão – 24 horas da cidade. Clássico, frequentado por todo tipo de gente. Todo mesmo! Lá é servido um PF maravilhoso, temperado com esmero – estou salivando só de escrever…– Por mim, almoçava e jantava lá, todo santo dia!

No sábado, fui tomar caldo de abóbora na casa da Bianca. A mãe dela fez sem carne, para mim! Delícia! Noite divertida, família divertida! Tudo muito bom!

Domingo, fui a um rodízio de japa em Mateus Leme – cidade entre Itaúna e BH –. Eu não como japa, então, belisquei um tempura de vegetais e tomei sake com abacaxi e gengibre.

Ontem, quis fazer happy hour numa cafeteria/bistrô que já existe há uns dois anos e na qual eu nunca tinha ido, a Alfajor. Eu estava com vontade de bolinho e café, mas acabei tomando suco de amora + uva e comendo de tudo – sem carne –. Tudo muito bom!

Amanhã, como eu já disse, tem mais teatro. Depois da peça, caldo. Quinta, inauguração de uma empresa de cliente. Domingo, provavelmente, mais japa – vou de Yakisoba de vegetais, desta vez. 

O que? Virei uma pessoal sociável?! Nunca!! Meu problema é que moro numa casa gigante, cheia de gatos e sem faxineira. Estou fugindo daqui a qualquer custo, porque, se eu ficar, vou ter que faxinar… Pena que não dá para escapar para sempre…