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Tag: ‘gatos’

  1. Gatos em fuga

    26 de fevereiro de 2013

    Será que tudo vale a pena, mesmo quando começa a ser problema?

    Panqueca fugiu, de novo. Desta vez, pelo miado triste, parece que não tem como voltar. Mas isso era 23:30 e não havia como incomodar vizinhos por causa dela – ainda mais sem saber precisar qual deles incomodar… Marido ficou louco com isso, mal conseguiu dormir e não foi trabalhar, hoje de manhã, para procurá-la. Não achou. Eu fico preocupada, mas penso que se não há o quê eu possa fazer, não há nada a ser feito, senão esperar.

    A associação Quatro Patinhas lançou uma campanha que diz que se seu gato foge é porque você é um péssimo dono. Que eu seja, então, e que eles – os gatos – saiam em busca de novos e melhores.

    Minha casa é gigantesca. São 7 vizinhos de muro, para se ter uma noção. Cercamos os lugares mais perigosos, por causa das cercas elétricas, mas não deu para cercarmos tudo. Tem os pés de frutas e ipês, fáceis de serem escalados, que dão acesso às casas vizinhas e à rua. Podamos alguns, outros, só cortando tudo – e eu não vou cortar tudo.

    Então, o Pudim, que está velho, sobe no muro, mas não consegue descer e chora. Lá vamos nós pegar uma escada para ajudá-lo. A Gasolina e o Will disputam espaço e, vez por outra, um deles sai da casa para caçar em paz. Lá vamos nós ficar atentos para colocá-los para dentro. A Guapa está aprendendo e, daqui a pouco, será mais uma a dar trabalho. A Panqueca deve ter descoberto que um dos vizinhos cria passarinhos. A Pixie sumiu, pela primeira vez na vida, semana passada. Foi dar uns rolés e voltou arrependida e machucada. A Biobio não sai porque tem medo de tudo. Bom para ela.

    Amo meus gatos. Quase todos vieram das ruas, resgatados. Quase todos querem voltar pras ruas, a passeio. Não tenho como prendê-los em casa durante o dia, pois também não quero ser prisioneira, então, não tenho como evitar que saiam. A partir das 17h, todos dentro de casa, sem acesso algum ao quintal. Se não é o suficiente, paciência, não vou viver com culpa por causa disso.

    Animais deveriam me dar prazer, amor, me libertar do meu egoísmo, mas, ultimamente, está dando errado. Eu sinto frustração e medo, raiva e impotência. Gatos são indóceis por natureza. Entendo e acho lindo. Só não entendo porque isso tem que ser um complicador tão grande para minha vida…


  2. Cats to Go

    19 de fevereiro de 2013

    Minha amiga Ana, hoje, me mandou um link de uma discussão no Facebook. Eu não discuto em Facebook, mas resolvi analisar a questão, aqui:

    A começar pelo título da matéria: ‘Donos de gatos não têm ideia do dano que eles causam’

    Então, donos de gatos são tolos. Gatos ficaram em 1º lugar no ranking de maiores assassinos da natureza - porque matam qualquer animal que conseguirem caçar e por prazer - do Animal Planet. Gatos são serial killers em potencial.

    “Outras chegam a assustar os que costumam receber cadáveres de pássaro, lagartixa ou rato de ‘presente’: os bichanos só entregam aos donos 20% do que caçam”.

    Ainda bem que eles não me dão de presente tudo o que caçam. Já me dói encontrar uma lagartixa morta, imagina se me deixarem ao pé da cama as outras 80%?! Aí, sim, eu pensaria em me livrar deles. Em contra-partida, a infestação de pombos - praga, infelizmente - deu uma boa reduzida quando o Will aprendeu a caçá-los – já encontrei dois cadáveres. Não tenho ratos/camundongos em casa. Baratas que ousam entrar são mortas pelos gatos. Pardais não pousam no meu quintal. Uma ou outra lagartixa, libélula ou passarinho gente boa morrem na “brincadeira”, mas faz parte, não faz? Gatos são produto da natureza, não são?!

    “Morgan diz que ele mesmo já teve gatos e que não é contra os animais em si, mas pede uma posse mais responsável especialmente em seu país, onde quase a metade das espécies de pássaros nativas já foi extinta e uma parcela importante está ameaçada.”

    Concordo com isso. Não só aves, mas marsupiais de pequeno porte morreram aos montes na Austrália e na Nova Zelândia. Alguns, chegaram à extinção. Gatos, com certeza, contribuíram. Humanos, também. Nosso estilo de vida não dá espaço para muitas vidinhas no entorno. De qualquer forma, não é impossível “controlar” seus gatos.

    Limitar o acesso deles à rua é até uma boa pedida. Não pelo risco que eles oferecem, mas pelo risco que correm, graças a humanos e seus hábitos de vida – e morte.

    “Alguém me disse outro dia que os gatos são animais incríveis, até que atravessam a sala e arrancam a cabeça do seu periquito! Eles não ligam tanto para a gente.”

    Tenho galinhas e pintinhos. Já apareceram outras aves, aqui em casa, que foram resgatadas por motivos alheios a gatos – culpa de janela de vidro, coisa de humano, mais frequentemente. O Zafir está vivo e bem. Meus gatos tem muita curiosidade sobre os outros bichos, mas, até hoje, respeitaram. Meus gatos são diferentes? A “criação” que damos é diferente?! Acho que não. Meus gatos tem liberdade durante o dia – dentro dos limites da casa – e os outros animais, como pássaros, tem liberdade de se arriscarem aqui, para “roubar” frutas e a comida das minhas galinhas. É a vida.

    Gatos não me dão a mínima?! Eu dou a máxima a eles. Eu os amo! Eu sou feliz com eles.

    Eu acho desnecessário ter um periquito numa gaiola. Acho injusto e cruel. E sei que cata-vento de energia heólica mata mais passarinho que qualquer gato, assim como chiclete jogado na rua e outros lixos.

    “As pessoas deveriam ser encorajadas a capturar os gatos e entregá-los à administração local. Se não tiver dono, ele deve ser destruído.”

    Se não tem dono, deve ser destruído?! Mas só vale para gatos? Vamos destruir legal! Vamos acabar com tudo que não tenha alguém que se responsabilize por ele! Oh… Wait A gente meio que já faz isso, ?!

    Humanos são os maiores predadores do mundo - homens não aparecem no ranking do Animal Planet. Matam por prazer, por luxúria, por que deu vontade, além de para comer. Gatos estão em segundo lugar. Estamos limitando os acessos dos humanos? Não.

    Humanos não são nativos da Nova Zelândia nem de grande parte do mundo e estamos espalhados por todo este planeta. Estamos devolvendo humanos ao seu lugar de origem? Não. Estamos impedindo que procriem em todos os lugares dos quais não são nativos? Não. E humanos nem são mais legais/mais bonitos do que os gatos, ora bolas!!

    folha

    1- Tenho gatos que sabem se mover sem fazer nenhum ruído, com ou sem guizo. Mas, ?! Vale a pena tentar.

    2- Concordo com a castração.

    3- Se possível, ok, há quem viva em apartamento com bichanos. Se há um quintal sem acesso à rua ou se eles aceitam coleira, deixe-os passear! Viver preso é um saco!

    4- Não compre, adote!


  3. Rapidinhas farmiliares

    14 de fevereiro de 2013

    Eta Carnaval bom! Comi muito, bebi um tiquinho, me diverti bastante, matei saudade de pessoas que eu nem me lembrava que gostava tanto e que sentia falta. Às vezes, a gente perde o rumo e se perde. Ainda bem que me encontrei! Fico feliz por mim!

    Mas o assunto é a bicharada, que tem aprontado horrores na minha vida! E sempre que acho que me meti numa enrascada quando optei por tê-los - e tantos -, eu paro, brinco do “jogo do contente” e concluo: poderia ser pior; eu poderia ter 7 filhos em vez de 7 gatos!! Ou: eu poderia morar em apartamento!! E fico satisfeita com minha vida, exatamente como ela é.

    • Então, começando pelos gatos, Panqueca fugiu de casa. Foi dar uns rolés no telhado do vizinho, curtir o Carnaval. O problema foi que, quando ela decidiu voltar pra casa, os vizinhos haviam começado uma festinha, o que a apavorou! Resultado, passei a noite mais mal dormida dos últimos tempos, assim como ela, que só teve coragem de voltar às 9 da manhã. E dormiu na pia o dia todo.

    panks-de-ressaca

    • E por falar em Panqueca, o Zafir reapareceu! A relação de amor não existe mais, mas ele está firme e forte no propósito de tocar o terror no meu quintal. Depois que abandonou a Panks, foi morar no galinheiro. Mais especificamente, dentro do cano que desagua a água de chuva do vizinho. Mas, aí, veio o temporal que alagou tudo lá atrás e Zafir sumiu, voltando a aparecer somente há duas semanas. Ele cresceu, está forte e cagão. É… O pobre do Toro tem visto sua vasilha d’água virar banheiro do Zafir toda santa noite… E não adianta colocar mais vasilhas, ele caga em todas!! Zafir é um sacripantas!

    zafir

    zafir2

    • Uma das galinhas pirou. A loucona começou a arrancar as penas e ficou um troço de feia. Dei um Google e encontrei como possibilidade stress, frustração sexual ou obesidade. Aposto na terceira opção.

    depenadaPessoalmente é pior…

    • Os pintinhos que sobreviveram à tempestade estão vivos!

    familia

    pintinho-off-whiteMeu favorito é este pintinho, off white. Pena que os outros habitantes do galinheiro também o prefiram, só que pra “Cristo”

    • Depois que desisti de tocar os pombos daqui, comecei a receber a visita de uns bem bonitos, com cara de bicho fino, de raça, e com argolinha na perna. As visitas se tornaram frequentes e, hoje, acredito que eles morem aqui. E me esperam todos os dias, às 8 em ponto, para comer milho. Para o azar deles, os gatos também os esperam, às 8 em ponto. Dois pombos vira-latas já pereceram… Então, se os pombos raçudos são seus, faz favor de chamá-los para casa!

    pombo

    pomba

    tocaiaGuapa armando tocaia.


  4. Mundo gato

    24 de janeiro de 2013

    Alguns cartunistas parecem não gostar muito/compreender gatos. Ruim para eles. Gatos são sensacionais.

    ruasUm Sábado Qualquer

    Eu gosto. Amo gatos! São muito simpáticos e agradáveis, mesmo que, às vezes, beirem o insuportável. Normal. Quem não é assim? O cachorrinho chechelento dos vizinhos, que late alto e monotonamente, o tempo todo que está acordado, é insuportável 24X7.

    mentirinhas_377

    E é como disse a Lia Lopes, neste post do Coala, “Amo gatos e que eles dominem o mundo mesmo, antes eles que esses humanos desumanos…” Tô com ela e não abro.

    Se eles conquistarem o mundo, posso ser a humana de 7 deles, que me amarão, me darão leite e farão carinho atrás das minhas orelhas. E o mundo será lindo!

     


  5. A… a… a… atchin!

    10 de janeiro de 2013

    Fui a uma médica de alergia e imunidade, ontem. Contei meu drama, falei que tenho muitos gatos e que, coincidentemente – ou não -, minha alergia começou na primavera e ela me deu uma porção de amostras grátis e um pedido de exame de sangue. Para fazer o teste das picadinhas, preciso “desmamar” do anti-histamínico. Ha!

    E qual é meu drama? Este:

    1 – Tosse de cachorro quando sinto cheiro de cosméticos/flores.

    2 – Coriza quando meus vizinhos incendeiam coisas.

    3 – Vermelhidão intensa no rosto ao tomar vodka – no primeiro gole.

    4 – Coceira absurda nos olhos quando lacrimejam.

    5 – Empolamento quando suo.

    6 – Inchaço e dor por qualquer picadinha de inseto.

    7 – Coceira e coriza quando em contato com mofo e/ou poeira.

    8 -  Sinusite quando os sintomas acima se intensificam.

    Dava para chegar a 10, mas vamos parar por aqui.

    Pelo meu histórico, posso ter alergia a gatos e/ou a pólen, que, por sua vez, desencadeia as demais intolerâncias. Polén é pior, porque é rara no hemisfério em que nos encontramos, então, não há vacina por aqui. Se for a gato, bom, porque temos vacina e cura!!


  6. Mais sobre a farmília

    6 de dezembro de 2012

    Continuamos com 11 pintinhos. Mas, pelo andar da carruagem, vem mais por aí. Sei lá o que acontece com o calor. Ou eu fico displicente e evito o galinheiro como o diabo evita a cruz ou as galinhas ficam mais espertas – ou não - e conseguem me evitar melhor. Porque, é muito ovo sendo chocado neste momento. Muito!

    São 3 galinhas malucas, amontoadas no telhadinho superquente, desprotegidas do sol e da chuva, se espremendo e jogando os ovos lá de cima. Adoráveis!

    Essa penosa simpática tomou o ninho de uma garnisé, que, por sua vez, está entre as três do telhadinho!

    Mudando de pau pra cavaco, a Guapa foi castrada, antes de ontem. Foram R$ 550,00 investidos para não termos mais preocupações – com gravidez, câncer, fuga, brigas. É uma bela grana? É, mas compensa.

    Ela está tão bem que nem parece que sofreu uma cirurgia. Está pulando e brincando como sempre.

    4 pontos

    Nos ofereceram uma cadela bulldog campeira para fazer companhia ao Toro. Será?! O veterinário diz que ela pega galinha, e isso é até positivo nas atuais circunstâncias, mas temo que ela pegue gato…


  7. Ai, ai…

    20 de novembro de 2012

    Só para não deixar o blog abandonadão, vim postar umas rapidinhas:

    • Acabo de quebrar um dente. É lá de trás, daqueles que nem se nota, mas que, agora, a língua, obsessivamente, o procura, ávida por levar um corte.

    • Estou sem algumas funções do teclado externo. V, (, 9, volume e delete. As teclas morreram, assim, sem quê nem porquê. Pode ser pelo de gato, como quase tudo na minha vida. Pode ser a Microsoft mostrando seu valor… O motivo é menos importante que o desespero que a situação me traz.

    • Tentei comentar no blog da Luana, mas, ó só, sou boa nisso, não. Eu comento e some!

    O negócio é que eu tenho 7 gatos. E eu queria ter 2. Não que eu não ame desesperadamente os 7. Claro que amo! Mas 2 gatos seriam o suficiente para mim e perfeito para eles. Rasputin, que foi o primeiro, e Biodisel, que foi a planejada. Eles se toleram e são tranquilos.

    Com 2 gatos, eu não viveria sitiada por mijo e pelo e não gastaria tanto! Mas os gatos foram aparecendo e ninguém adota vira-latas, nesta cidade. Eu não os abandonaria na rua, isso, nunca. Então, eles foram ficando… 7.

    Donde eu concluo: sim, as pessoas são babacas – quase todas. Se não o fossem, eu teria 2 gatos e os outros 5, com certeza, seriam felizes, quentinhos e bem cuidados por outras pessoas, em outros lares. Aliás, talvez eu tivesse 3, porque o Legião não teria sido assassinado. É… Pessoas… Babacas!

    • A Guapa, a última aquisição felina, comeu o fio do meu carregador de bateria do Macbook. E o do fone do iPod. Qualquer dia, fico incomunicável…

    • Estou lendo As Brumas de Avalon, de novo. Li aos 24 e achei bacana. Hoje, estou achando um novelão! Mas me divirto! E lembrei-me porque, apesar de Guinevere ser meu nome favorito pra gatas, eu nunca tive uma. É que a princesa é um pé no saco!!

    • Por falar em princesa, a Panqueca estava curtindo um sapo. Passou o dia o abraçando ou o olhando ou o protegendo. Aí, anoiteceu, e o sapo foi embora… Como a gata ficou triste…

    Perdemos o clique do abraço. Estava lindo…

    A propósito, o nome do sapo é Zafir.

    • Depois de anos, fiz uns projetinhos de decoração. E gostei! Sou boa!

    • E a pergunta que não quer calar é: que barulho é esse? Eu escuto demais ou estou com algum tumor/possessão? Ou simplesmente as pessoas desapegaram dos sons e eu fiquei pra trás? Eu escuto coisas que ninguém mais parece perceber… Solitário, isso…

    • Eu trocaria o Dia da Consciência Ruiva - minha reivindicação, há anos. Sou minoria e em risco de extinção, poha! – pelo Dia da Consciência. Sem cor, sem credo, sem rótulo, sem particularismo. Nem precisaria ser feriado, mas apenas um dia dedicado à reflexão sobre o papel do ser humano – babaca -  neste mundo. Um dia para se pensar.


  8. Comparando inteligências

    21 de outubro de 2012

    Claro! Pode C ou pode num C.

    Li uma reportagem sobre um suposto estudo que comprova: cães são mais inteligentes do que gatos.

    Baseado em quê? Sociabilidade e tamanho do cérebro.

    Tenho cão - tive alguns, durante os últimos anos - e tenho gatos – vários - e garanto que, independente dessa bobagem de socialização e da anatomia do bicho, meus gatos sempre foram muito mais f*da.

    Enquanto os cães obedecem - aliás, me disseram que esta é a medida para o comparativo de inteligência entre raças de cães: obediência -, gatos conquistam. Enquanto o Toro - um bulldog campeiro que, segundo o veterinário, é uma assumidade - tromba na porta de vidro, os gatos passam pelas frestas das grades das janelas com habilidade, mesmo saltando de baixo pra cima, de uma altura de 2m.

    O Pudim sabe vocalizar, pelo menos, 8 palavras. Ele pede água, ele pede para sair, ele pede carinho, miando de forma que a gente consegue entender. Ele já até falou “vou morrer” quando estava muito doente - tenho testemunhas de que não sou louca ou ouvi errado. Ele percebe quando estou irritada e se afasta e também sabe quando estou doente/carente e vem lamber minha testa.

    A Guapa, a mais novinha, soube que eu era a salvação e veio direto pro meu colo. E foge de quem ela não percebe boas intenções. Enquanto isso, o cachorro late para quem é grande e rosna para quem ele já viu inúmeras vezes, mas não sabe se é legal ou não.

    A Gasolina é um doce na frente do Marido e uma peste quando ele se afasta. Ou seja, ela sabe se fazer amar, por ele, e não se importa em se mostrar pra mim, que não “mando nada”.

    O Will sabe sair das armadilhas que Marido arrumou para que nenhum gato escape da casa. Ele escapa.

    Os gatos dominam a casa enquanto o cachorro, grandalhão, não manda nem na casinha dele.

    A Vaca, nossa boxer que morreu ano passado, era fera. Ela ensinou todos os cães que vieram depois dela a mijar nos lugares certos. Ela nunca atacou um pintinho da casa - nem o Toro, aliás - mas não se oporia a matar um passarinho ou pintinho forasteiro – o Toro, inclusive, comeu um. Supimpa?! Claro! Mas os gatos já nasceram mijando no lugar certo – menos quando não o querem, mesmo! - e nenhum dos meus confundiu pinto com passarinho. Eles caçam no galinheiro, onde as rolinhas vem ciscar, e sabem diferenciar o que pode do que não pode - mesmo que seja por medo das galinhas.

    Cães e gatos são diferentes e encantadores, cada qual a sua maneira. E se for para comparar inteligência, eu apostaria minhas fichas nos gatos. Não que isso faça qualquer diferença, principalmente se pensarmos que somos o ápice da inteligência na Terra. Só acho que as pessoas estudam, estudam, mas não entendem poha nenhuma sobre os gatos. Eles - e os humanos deles - não se importam com classificações, porque os gatos já nasceram pobres, porém, já nasceram livres.


  9. O Misterioso Caso do Desaparecimento da Panqueca

    7 de outubro de 2012

    Sábado. Acordei às 7h15, com dor de cabeça. Ressaca. Bebi uma latinha de cerveja – ruim – na sexta-feira.

    Fiz o café da manhã. Comemos. Pegamos a Guapa e a levamos ao veterinário. Tudo OK com ela.

    Voltamos pra casa, a deixamos aqui e fomos ao supermercado.

    Compras feitas, voltamos pra casa. Fui trocar de roupas e meu armário estava aberto. Verifiquei se havia gato dentro. Não. Fechei a porta.

    Lavei roupas. Assisti a TV. Fiz almoço e comi. Escrevi um monte de borracha.

    17h. Hora de colocar os gatos pra dentro da casa. Todo mundo aqui… Menos a Panqueca e a Gasolina.

    Gasolina mordeu o Marido. Ele ficou tristão. E a Panqueca? Nada.

    Assistimos a um filme – ruim. Fui fazer o jantar.

    O Cyclops e o Marido me fizeram companhia. Como estávamos tensos com o sumiço da Panqueca, resolvi fazer muffins, para relaxar. Fiz 6 de chocolate chips + manteiga de amendoim e 6 de goiabada.

    Fiz chá. Comemos bolinho. Ficaram ótimos.

    Guardei o jantar para o almoço de hoje.

    Voltei pra frente da TV. Algum acidente de carro aconteceu em frente minha casa. Deu pra ouvir que um dos envolvidos, um carro, fugiu. Marido foi ver. O motoqueiro estava lá, estendido no chão. Pessoas pararam para ajudar.

    Aperto no coração. Cadê a Panqueca?

    Escrevi mais um monte, pois não era possível ir dormir. Quando não dava mais, fui pro meu quarto.

    Miadinho. Fui à janela e chamei. Nada. Outro miadinho. Abro a porta do armário e lá estava ela. 12 horas presa no armário. 7 horas de desespero. Mas acabou bem.


  10. Muy Guapa

    6 de outubro de 2012

    Sim, meio que sumi daqui. Não, não é porque eu quero, não é porque não ligo pros meus 5 fiéis leitores – ligo, sim, e muito! É só porque a gente vive numa sociedade maluca que valoriza dinheiro e desvaloriza o ócio e, assim, me faltam os dois. Com deficit orçamentário brabo e dois funcionários de férias, tendo que correr quase que literalmente atrás do prejuízo, antes que eu o perca de vista e não consiga mais detê-lo, tenho tido pouco tempo para filosofar. Sem contar com a novidade: 7 gatos.

    Toda vez que apareço no veterinário com mais um gato, ele me diz que há uma doença característica de quem tem mais de um gato. Nunca me lembro do nome da danada, mas sei que eu a tenho e ela me consome. O princípio é: gatos não precisam e não querem a companhia de outros gatos, a não ser quando estão no cio. Então, quando se tem mais de um gato, se tem confusão. O doente cria, voluntariamente, essa confusão ao “acreditar” que seu bichano quer companhia, quando a real é que criamos dependência emocional dos bichanos e, assim, a gente quer sempre mais. Exatamente como tatuagens.

    Considere que dinheiro e tempo me são problemas. Casa mijada e peluda, também. A solução seria um sétimo gato?! Não, não responda.

    Mas a Guapa Lúcia – antiga Guacamole – é linda. Adorável. E se deu bem com o Will. E não se deu espetacularmente mal com nenhum outro. E nenhum humano a quis.

    (Não entendo as pessoas. Pagam caro por uma animal de raça, mas não querem um vira-lata nem recebendo para isso – porque vacinas, vermífogo e frontline custam uma nota e ela está com tudo em dia.)

    Então, seguimos nossa vocação para São Francisco de Assis e ficamos com ela. 7 gatos. Nenhum tempo. Nenhum dinheiro. Eta vida!


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