Gatos

Antes de desistir de colocar meus netos para adoção, eu havia escolhido a Carlota Joaquina, a tricolor, e o Tião Carmelo, o branco e amarelo, para serem meus para sempre. Como pessoa que sabe bem escolher, eles se saíram os mais medrosos, chatinhos e antissociais dos gatos. Os três inicialmente preteridos são fofos, carinhosos e belíssimos! No fim, pouco importa. Ficarei com todos.

Se eu tiver acertado os sexos, ficam assim: Zacharia, Tião Carmelo, Carlota Joaquina, Jezebel e Rubinho.

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A propagação da ideia de que gatos não gostam dos tutores, mas da casa, me irrita. Eu me sinto amada pelos meus gatos. De fato, apesar de ter negado de pé junto, inclusive neste blog, que seria mãe de gato, admito que o sou. E muito.

Caí da escada tentando alcançar Cristo, mas poderia ter caído, com consequências bem piores, da cadeira sobre o banco ou da árvore ou do muro, tentando alcançar Panqueca, Guapa ou Olívia. Sim, me arrisquei por eles e uma perna quebrada não me trouxe juízo algum, me arriscaria novamente.

Choro todos os dias a falta de Cristo, assim como de Rasputin, Pixie e Guapa, dos quais, além da imensa saudade, sinto imensa culpa por não estarem comigo. Espero que não se sintam abandonados e, sinceramente, que me perdoem. A vida tem sido um pouquinho mais complicada do que eu esperava que fosse.

E confesso que fiz uma oração, a Santa Gertrudes de Nivelles, padroeira do felinos, por causa de Cristo. Sou ateia e não rezo nem por mim, mas já rezei por ele mais do que eu sonharia. Ele, assim como os outros gatos, são, sim, meus filhos. São meus amores, minha responsabilidade, minhas despesas, minha dedicação. E, quer saber? Meu coração está tão repleto deles que o carinha do qual eu gostava, a quem dediquei uns posts, foi expulso de vez. Assumo: sou Crazy Cat Lady e não me envergonho nem um pouco. “Vergonha é roubar, não poder carregar e o dono enxergar”, diria minha avó.

Uma semana sem Cristo

Com pouco mais de cinco semanas de perna quebrada, perdi:

• A evolução e o carinho dos meus filhotes. Meu sonho de ter bebês em casa se realizou, mas ficou pela metade. Depois de quase um mês sem conseguir ir até eles e sem os deixarem vir até mim, eles não me conhecem mais, não se interessam por mim e, principalmente, cresceram e deixaram de ser bebezinhos miudinhos longe dos meus olhos;

• O último fiapo de carinho que eu sentia pelo meu pai. Ele está cuidando dos gatos. Ok, agradeço. Mas ele faz questão de fazer TUDO exatamente ao contrário do que eu peço. Não é à toa que Cristo fugiu. Não é à toa que um dos filhotes quase fez o mesmo. Ele me faz sentir raiva e frustração;

• Oportunidades. Um punhado delas. De todos os tipos;

• Paciência. Depender dos outros é tão insuportavelmente desagradável que eu fiquei mal agradecida por diversas vezes. Shame on me;

• Privacidade;

• Massa muscular, força e equilíbrio. Minha coluna está em frangalhos e estou ferrada para recuperar e/ou consertar tudo que se estragou;

• Até agora, pouco mais de cinco semanas. E, pior, seis fins de semana, incluindo um com uma hora a mais.

Mas o mais terrível de tudo, sem sombra de dúvidas, foi perder Cristo. Faz com que tudo isso aí  em cima tenha sido totalmente em vão. Faz com que meu coração esteja em frangalhos, meu humor, péssimo e minha carência, em potência máxima. Perdi um filho, meu melhor amigo, meu companheiro. E nem tenho ideia se ele está vivo, em perigo, ferido… :'(

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32º Dia

Querido diário, lá se vão 32 dias desde que quebrei a perna.

As pessoas têm gostado de dizer que sou forte, guerreira, como seu eu fosse uma heroína e, não, alguém que está simplesmente arcando com as consequências de uma decisão errada. Como se isso fosse voluntário, só que eu  não tenho escolha. Claro, tenho a escolha de encarar tudo de bom humor e, na medida do possível, é o que faço, já que mau humor não ajuda em nada. Só não imaginei que teria que ser Pollyanna por tanto tempo.

Mais uma vez, subestimei minha fratura. Com 30 dias, já me imaginava voltando a caminhar, mas ainda não posso sequer apoiar o pé.

Estou fazendo Fisioterapia e, surprise surprise, não é tão ruim quanto me alertaram. Também não é gostoso, mas é minha oportunidade diária de sair de casa e ver pessoas diferentes. O que também não é gostoso, mas distrai. E meu pé que, apesar de não ter sido fraturado, é o problema, voltou a se mexer. Ainda está MUITO inchado e dolorido, mas está indo. Vejo progressos.

Dona Conceição, companheira de Fisio, 80 anos, 4 vezes graduada em cursos na área da Educação, mãe de uma brilhante mulher com 8 graduações e avó de vários netos que seguem o caminho dos estudos, deu-me o precioso conselho: “esteja sempre linda e bem cuidada”. Para ser bem sincera, nem estou tentando. Meu cabelo está caindo em tufos. Minha massa muscular derreteu todinha e mal tenho forças para dar meus pulos de muleta. A posição em que passo meus dias mais a comilança que me é desnecessária, mas que alegra a vovó, estão me deixando pançuda. Me mantenho depilada e de unhas aparadas e isso é tudo em estética que tenho me empenhado – mesmo porquê tem mais a ver com higiene…

Nesses 32 dias, não vi as 6 peças de teatro que eu queria, não fui à FNAC conhecer o Alexandre Beck, o pai do Armandinho, não fui aos festivais gastronômicos e às exposições que estavam acontecendo. Pelo menos, comemorei meu aniversário, terça, na casa de queridas amigas, que me prepararam uma festinha vegana. Uma pausa maravilhosa para a alegria e o amor. Mas, na maior parte do tempo, estive tão somente definhando, em uma casa que não é a minha. Deixei o Diabo montar sua oficina na minha cabeça vazia e, por vezes, fiquei amarga e infeliz. Mas estava sendo salva, paulatinamente, por Cristo, o gato, que vinha me dar cabeçadinhas, ronronando pouquinho, porque ele é contido, e me fazendo companhia. Só que, na sexta, ele sumiu.

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cristo1Demorou tanto a acontecer que imaginei que não mais aconteceria. Por 30 dias, ele foi livre e não foi embora. Daí, resolveu que era hora e se foi… Quebrei minha perna para evitar que isso acontecesse e, de perna quebrada, inútil, não tive como evitar o inevitável, já que meu pai é teimoso e incapaz de enxergar as coisas pelo meu ponto de vista. As pessoas têm que parar de achar que gatos devem dar suas voltinhas. Não devem, não neste mundo, não nesta época. Há doenças, brigas, cães ferozes, arames farpados e cercas elétricas, pessoas ruins e trânsito intenso, tudo isso, contra os gatos.

Sexta, Cristo se foi, Pollyanna morreu e, desde então, sou só dissabor, um barco sem mar, um campo sem flor…

Peripécias da Pi

O dia havia amanhecido lindo e azul, depois de uma noite de chuva. Acordei às 7h, como em todas as quartas-feiras, e pensei em fazer uma horinha na cama, com preguiça de ir caminhar. Mas os gatos, como sempre, não me permitiram.

Fora do quarto, estava fresco e deixei os gatos saírem pra passear, enquanto eu trocava águas e enchia as vasilhas de comida.

Cristo aproveitou que baixei a guarda e subiu na jaboticabeira. Foi-se lá pra cima, inalcansável. E, claro, me apavorei. Se ele descesse para o telhado, havia o perigo de uma porção de cercas elétricas que, possivelmente, ainda estariam ligadas. Se continuasse pela árvore, havia risco de queda, pura e simples.

Aguardei para ver se ele descia sozinho, sem acidentes, mas ele preferiu o telhado, mesmo. E lá chegando, começou a miar. Um miado sofrido… Quanto mais ele miava, mais eu me decidia a pegar a escada e subir. Só que eu estava sozinha. Meu pai ainda demoraria uns 30 minutos pra chegar - muito tarde – e minha avó não me deixaria subir, muito menos me ajudaria. Fui.

Armei a escada, aproximei do telhado, testei, subi. Ele correu pra longe de mim. Desci. Pensei. Levei a escada para um outro ponto do telhado. Testei. Rearrumei e retestei. Subi. E a escada escorregou e caiu.

Minha vida não passou diante dos meus olhos, mas as possibilidades, sim. Se eu caísse pra frente, com a escada, eu poderia bater com a cara no chão e/ou quebrar os braços. Pra trás… A pilastra estava longe, não estava alto, achei melhor. Me projetei pra trás. Mas minha perna esquerda resolveu se enganchar entre os degraus. Ainda tentei puxá-la (tenho um bruto hematoma para provar), mas o pé ficou.

Bati no chão em silêncio, com suavidade e algumas fraturas na perna.

Minha avó apareceu xingando: “vai acordar os vizinhos!” Meu pai apareceu na janela - ele mora exatamente do lado – xingando: “quê que você tá aprontando” emendando com “eu te falei pra não mexer nessa escada!!!”. Enfim, família, eu quebrei a perna. Chamem alguém pra me ajudar.

Depois de meia hora caída no chão, imóvel, com milhares de formiguinhas andando sobre mim, a ajuda apareceu. Três mocinhos me imobilizaram na maca e me levaram para o Life Center. Fiz respiração cachorrinho enquanto eles colocavam a tala. Fiquei pensando: parto não pode doer mais do que isso.

Cheguei ao hospital imaginando que estava tudo resolvido. Seria assim: uma radiografia, constatava-se a fratura, punha-se o osso no lugar, enfaixava-se, engessava-se. Injeções, sessão de bronca do doutor e alta. Ainda chegaria em casa a tempo de descansar e trabalhar na parte da tarde.

Na real, foi assim: espera. “Onde dói?”. Radiografia. “Menina, você fez estrago, hein?”. Espera. “Vai ter que operar. Se der, ainda hoje.” Espera. Xixi na comadre. Espera. Moça veio tirar sangue e quase leva o braço. Espera. Moço veio colocar o catéter. Remédio pra dor – que não fez nem cosquinha. Espera no corredor. Peço água. Médico, já meu íntimo, me chamando de Pat, diz que eu não posso, porque vou ser operada no começo da tarde. “Mas são 10:30!!!” Bebo água escondido. Espera. Desço para a enfermaria, enquanto não vaga um quarto. Vem meu pai, vai minha tia. Dona Nadir, possivelmente com Alzheimer, dá um show na enfermaria. “Deus, vem me buscar. Nenhum velho deveria sofrer assim.” Metade era manha, mas ela tinha pedra nos rins. Não estava fácil para ela, também. Aliás, para ninguém ali.

A dor individual parece menor diante da dor coletiva, mas, ainda assim, precisei de Tilex. E de morfina. E nada foi de muita ajuda. Meu pai se foi, minha tia voltou e conseguimos um quarto. Sobe pro quarto. Espera.

Eram 20:30 quando chegou o enfermeiro para me ajudar a me despir para a cirurgia. “Está de jejum?” Oi? Desde às 19h do dia anterior!!!

O bloco cirúrgico estava lotado! Não havia espaço para manobrar macas. Mas, ali, a espera foi curta. Fui logo pra sala, o anestesista já veio logo se apresentando e me dando drogas das boas!! Apaguei. Acordei com o médico falando dos meus hematomas e me mostrando as fotos da cirurgia.

antes depoisTrês fraturas no tornozelo e uma no pilão da tíbia e tenho minha própria Torre Eiffel!!

À 1:30 desci pro quarto. Não dava mais para comer. Dormir foi tarefa inglória, mas sobrevivi. Recebi alta na tarde de quinta e estou em ritmo de axé (tira o pé do chão!!) desde então.

Passei por 11 enfermeiros – o moço do catéter, Jordano, Jackson, Patricia e Úrsula estão no meu coração. Contei minha história para cada um. Já via o momento da peregrinação para ver a moça que se estropiou buscando Cristo. O anestesista foi uma pessoa maravilhosa e não passei nada de mal com a anestesia. O ortopedista, bonitão, é também competente, simpático e debochado. Deu tudo certo.

Meu pai cuida dos gatos. Minha avó cuida dos cuidados. Minha tia cuida das compras e transporte. Cristo voltou e cuida de me dar carinho todo dia. Tudo certo, aqui também.

Hoje, tive retorno médico – e consegui as fotos que ilustram este post – e conheci mais uma vítima das escadas de armar de alumínio! O cara quebrou o calcanhar! Pela cara do doutor, ele está pior do que eu.

Aprendi coisas nesta aventura!

• A não me precipitar mais. Que chamar os Bombeiros para resgatar o gato em vez de me arriscar a ter que chamar o Samu para me socorrer é o mais sensato.

• Que família é uma formação de elementos difíceis, mas esse amor que (n)os une ajuda a remendar ossos.

Reafirmei coisas:

• Gatos são excelentes companheiros, são solidários e amigos!! Não são cães e não têm que ser comparados a cães.

• Amigos não têm que ser testados nem amizades são medidas em momentos difíceis. Alguns são mais participativos, outros são contemplativos, há os escondidos, que esperam o pior passar para dar um “oi”. Há, até, os totalmente desinformados, que nem sabem o que está – e se está – acontecendo. Todos são ótimos! Todos são bem-vindos!

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E, pra fechar, um conselho de amiga: tenha um bom plano de saúde em dia. Se eu tivesse que pagar por todo o atendimento que tive, que foi o melhor possível, eu teria que vender um rim. Planos de saúde são caros e parece desperdício de dinheiro, mas nunca se sabe… Até às 7h de quarta passada, eu fazia planos de caminhar na Silva Lobo e, depois, entrar em alguma academia, para me matricular na musculação. Jamais esperava terminar – muito menos, começar! – meu dia num hospital…

 

Os ventos da mudança

Oxe, se tivesse ao menos uma brisinha marítima.. Ninguém mandou eu voltar para BH, com tanto litoral neste país! Mas é o que temos.

Ainda estou sem teto. Pirracinha (?) do inquilino, que sumiu sem entregar as chaves do apartamento. Assim, resolvi passar uma temporada na casa de vó, porque Itaúna não me suportava mais e era muito recíproco.

Ex-marido me trouxe com algumas malas e cuias, não tudo, e alguns gatos, não todos. Vieram Olívia, prestes a parir, e Cristo, seu amigo.

A viagem de vinda foi uma aventura. Cristo, novo na arte de andar de carro, entrou em pânico e resolveu manifestar sua indignação defecando. Litros. Durante as duas horas de viagem. Tortura define.

Mas chegamos, desembarcamos e… Perdi Olívia. Cheguei, soltei a menina no quintal e fui me lavar. Quando voltei, cadê? Ficou sumida o dia todo, enquanto a família se reunia em torno do mistério, já que a havíamos procurado por todo canto. Já no fim do dia, a pançudíssima resolveu dar o ar das graças e sair do esconderijo. Ufa!

Resultado do dia? Excesso de estresse e de calor e a imunidade caiu. Daí vem a grande diferença de adoecer em sua própria casa – perdi 6kg em uma semana – e na casa de vó – achei-os todos! – Ô vida…

Mas tenho pouco o que reclamar - falta de casa e só – por aqui. Passei Natal em família. Tive encontrinho com minha turma da oitava série e foi maravilhoso rever todos. Fui ao cinema com eles assistir a um filme nacional – “O Segredo dos Diamantes” -, coisa que não acontecia desde “Jorge, um brasileiro”. Viciei em Shoptime e novela das 9h. E, ontem, Olívia pariu!

Socorro! A Natureza é cruel! Que coisa assustadora é o parto. Tanta gosma, tanto fluido, tanta dor! Ainda bem que tinha a quem recorrer nos momentos de puro pavor! Olívia tirou de letra, mas eu pirei.

Nasceram 4. Depois, nasceu mais um. Dei o nome de Rubinho a ele, claro! Então, em ordem de reconhecimento do mundo fora da mãe, vieram: Branco(a); Tião Carmelo – meu louro de carinha branca -; Alva(o); Carlota Joaquina - minha tricolor imensa! – e Rubinho, o outro louro. Todos lindos, saudáveis e famintos.

Tião e Carlota já são da família para sempre. Por mim, todos os outros seriam, mas criar 10 gatos num (suposto) apartamento de 2 quartos é loucura. Mas aguardemos o desenrolar dos fatos. O importante é que todos sejam felizes e seguros!

E é isso… Estou em BH para uma longa temporada, com planos de negócios traçados – assim como os de lazer! Merecido! – e aguardando minha casa, minha vida.

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Poucas fotos e ruins, porque a lelé da cuca trouxe cuias, mas não trouxe máquina fotográfica.

Olívia Manfrotto

Pois é… Mais um gato…

Há umas semanas, vi na página da Spad, associação que se esforça para cuidar de cães e gatos em Divinópolis, um caso que me deixou muito mal. Entre gatinhos queimados de propósito por seres inomináveis e um lindinho que perdeu a pata para a bicheira, havia uma gatinha numa caixinha. Ela havia sido jogada, por um suposto usuário de drogas, na linha do trem. Teve a perna dilacerada. Para piorar a situação, foi constatado que ela estava amamentando.

A gatinha foi acolhida pela Jaqueline, que deu lar temporário e cuidou da recuperação dela. Os filhotes não foram encontrados e ela teve que superar essa perda e uma infecção, antes de enfrentar uma amputação.

Quando eu vi essa coisinha suja na caixinha, eu quis dar amor a ela. Tanta tristeza, tantos casos de gatos torturados, tanta crueldade e foi ela quem mais me tocou. Pedi para uma amiga que mora em Divinópolis para testá-la para FeLV/FIV e, se desse negativo, eu a queria para mim.

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Sábado, lá fomos nós até Divinópolis para buscá-la.

Para minha surpresa, ela é um redpoint, linda linda, miudinha, quase uma filhotinha, com os olhos mais azuis deste mundo. E, apesar do sofrimento que causaram a ela, é uma doçura. Supercarinhosa, adora humanos e não deu muito papo pros meus gatos loucos. Se saiu bem entre eles, curiosa, mas tranquila.

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O tal do membro fantasma a incomoda, ainda. De vez em quando, ela grita e tenta pegar a perna que não está mais ali. Não gosta que encostem no espaço que a perna deveria estar, não gosta de colo, não gosta de ser pega. Mas gosta de conforto e carinho, como qualquer gato normal.

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Ainda temos que levá-la ao veterinário para avaliar a saúde dela, ver quando poderemos castrar – ela não foi castrada por causa de toda a situação – e, assim que possível, daremos um bom banho.

Minha gatinha tripé, Olívia Manfrotto, chegou trazendo amor e alegria à casa, no Dia de São Francisco de Assis. Quero retribuir, pelo menos, em dobro. <3

Bicharada

Atualizando os causos:

Cristo continua no meu quarto. Já são 6 meses disso. Ele é lindo, cheiroso, carinhoso com humanos, ronronante, bagunceiro na medida. Seria um gato perfeito se fosse filho único. Numa casa com mais 7, ele é um transtorno, porque é agressivo com outros gatos.

Dias atrás, apareceu uma pessoas interessada nele, mas não se abre mão de um amor, assim… Ele não é infeliz, tenho certeza disso.

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Cristo, logo depois do primeiro banho de espuma

Estou tentando achar o Feliway em spray para ver se funciona com minha cambada. O de tomada eu sei que tem na lojinha da 4Patinhas, mas a casa é grande e os gatos se espalham. Talvez spray seja mais eficiente neste caso, não sei…

Toro está supimpa! Um verdadeiro milagre!

Ele foi diagnosticado com babese, falência dos rins e anemia profunda. Além disso, ao contrário do que o picareta que quase o matou havia dito, ainda não estava curado da pneumonia.

O veterinário – o bom – disse que ele só escaparia por milagre. Como já havia feito uma transfusão, o tratamento seria somente na base de remédios e alimentação reforçada. Considerando que ele nem queria comer e estava mais magro do que na foto do outro post

Fizemos o tratamento à risca e alcançamos o milagre! Depois de 20 dias, ele já estava bem melhor. Agora, uns dois meses depois de finalizado o tratamento, ele está maravilhoso! Gordo, feliz e saudável!

Dou muito crédito disso à Nikita, que o acompanhou e infernizou com tanto amor durante todo o tempo.

Aliás, o Toro está tão bem que encarou um porco espinho – perdeu – e sobreviveu.

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nikita

Pudim vai fazer 14 anos em dezembro, então, achamos que já havia passado da hora de um check up no velhote. Fizemos uns exames e uns raio-X e ele está bem, apesar de uma hérnia na bacia. Dói, mas está saudável. Rins 100%!

pudimO carcinoma da Gasolina regrediu e não deu mais sinal de vida, ainda bem!

Os outros estão todos ótimos.

 

Mundo animal

Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece… Dos 21 pintinhos que nasceram no fim do ano passado, restaram 6. Como eu decidi deixar a Natureza seguir seu curso, não fiquei resgatando pintos, aquecendo em lâmpadas, dando comidinha especial para eles. Parti para o viver e deixar morrer. Pois morreram aos montes. No fim das contas, lá estava eu resgatando de chuva e levando pra lâmpada para que não morressem todos.

Os sobreviventes estão mais fracos e menores do que deveriam estar. Não me culpo, culpo as mães, que fazem tudo errado. Nem sei como galinhas sobreviveram ao longo dos tempos com tão pouco instinto de proteção aos pequenos. Elas querem confusão, briga e comida. Amor e cuidados? Nhé…

Resolvi não deixar mais ninguém chocar, enquanto não colocasse ordem no galinheiro. Pois uma maldita garnisé conseguiu escapar da minha vigilância e chocou. Não sei onde. Só sei que nasceram 11 – ou sobreviveram 11. Estão todos na quadra, cercados de gatos e cães, pipiando e ficando pra trás… Não vou me meter. Juro.

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Principalmente, porque, além do Anti-Cristo, estou com problemas com o Toro, desde 6 de janeiro. Uma simples bicheira se tornou um pesadelo. Ele ficou internado por um mês. Teve pneumonia, anemia e está na capa. Voltou pra casa há quase um mês e, desde então, está sob cuidados intensivos. E nada de ficar mais forte.

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IMG_0674Puro Osso

E, para piorar a situação, não se encontra mais ração de gatos em Itaúna. O Will tem alergia à Whiskas – com o pacote de 3kg custando R$ 40,00, eu também tenho. O Pudim não pode comer Friskies. A Gran Plus, da Guabi, que era a que satisfazia a todos, não é mais vendida na cidade. Estou tendo que pagar R$ 27,00 só de frete por pacote de 10kg de ração. Dá para meio mês… Estou comprando na Meu Amigo Pet. São atenciosos e o preço está muito bom. Com o frete salgado ainda sai mais barato do que quando comprava aqui na cidade. Mas como nem tudo são flores - senão, não seria mais um problema – se o Correio atrasa, eu fico sem ração pros pimpolhos… Aconteceu este mês.

O Meu Amigo Pet foi uma maravilhosa dica da Bia!

Ah! O carcinoma da Gasolina regrediu e ela está 100%. Mas fica a dica: filtro solar nas orelhas e narizes brancos! A Pet Society tem um específico para pets. Vale o investimento/trabalheira, porque se cuidar da bicharada saudável já era caro/dureza, quando alguém adoece, eu quase morro.

INRI Cristo, o Anti-Cristo

Eu estou com um mega problema e estou atirando pra todo lado. De repente, você pode me ajudar.

Eu tive um único gato por 7 anos, o Rasputim. E, de repente, eu tinha 4.

Rasputim começou a marcar território e foi o fim do sossego. A casa virou um mijódromo, mesmo sendo TODOS castrados e, 3 deles, fêmeas. Mas a gente se acostuma vai limpando.

Mais 4 anos se passaram e, em poucos meses, apareceram mais 3 gatos na minha vida.

Rasputim, cada vez mais velho, gagá e doidão, parou de marcar território em casa, se aposentou, mas virou um velho tarado que fica tentando cruzar com qualquer outro gato da casa.

Dos três novos, uma das fêmeas, a Pixie, é mijona e anti-social. Os outros dois, Guapa e Will, são amigos.

No fim das contas, eu tinha:

• Um gato velho e pervertido – Rasputim;

• 2 gatas castradas tentando dominar o território e demarcando com xixi – Gasolina e Pixie;

• Um macho mais novo que, de vez em quando, dá uma marcadinha – Will;

• Uma fêmea, da segunda leva, tão lesada que faz xixi onde dá a vontade – Panqueca;

• E duas outras fêmeas que sabem usar a caixinha – Guapa e Biobio.

As turmas se dividem por tempo de casa. Tirando a Pixie, que não gosta de nenhum outro, os membros de cada turma se dão bem entre si, mas rivalizam a outra.

O xixi é limpável, a confusão controlável, então, vida que segue. Ou seguia…

No Natal passado, entrou mais um gato na minha casa, o INRI Cristo. Como não havia veterinário disponível, deixei-o separado, até ser testado e vacinado. E, mesmo vacinado, testado e castrado, ele continua separado, até hoje. Por que? Bom, ele é um encrenqueiro. Já bateu em todos os outros gatos, todos muito maiores do que ele. Nem sequer permite aproximação e parte pra briga. É assustador. Não sei como fazer para socializá-lo, já que ele é cattus non grato. Não posso mais deixá-lo preso no meu quarto, porque preciso viver e ele, também. E não tenho como doá-lo: eu o amo e ele é um vira-lata comum de um ano de idade.

O que eu faço com ele?!