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Tag: ‘gatos’

  1. Mundo animal

    2 de março de 2014

    Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece… Dos 21 pintinhos que nasceram no fim do ano passado, restaram 6. Como eu decidi deixar a Natureza seguir seu curso, não fiquei resgatando pintos, aquecendo em lâmpadas, dando comidinha especial para eles. Parti para o viver e deixar morrer. Pois morreram aos montes. No fim das contas, lá estava eu resgatando de chuva e levando pra lâmpada para que não morressem todos.

    Os sobreviventes estão mais fracos e menores do que deveriam estar. Não me culpo, culpo as mães, que fazem tudo errado. Nem sei como galinhas sobreviveram ao longo dos tempos com tão pouco instinto de proteção aos pequenos. Elas querem confusão, briga e comida. Amor e cuidados? Nhé…

    Resolvi não deixar mais ninguém chocar, enquanto não colocasse ordem no galinheiro. Pois uma maldita garnisé conseguiu escapar da minha vigilância e chocou. Não sei onde. Só sei que nasceram 11 – ou sobreviveram 11. Estão todos na quadra, cercados de gatos e cães, pipiando e ficando pra trás… Não vou me meter. Juro.

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    Principalmente, porque, além do Anti-Cristo, estou com problemas com o Toro, desde 6 de janeiro. Uma simples bicheira se tornou um pesadelo. Ele ficou internado por um mês. Teve pneumonia, anemia e está na capa. Voltou pra casa há quase um mês e, desde então, está sob cuidados intensivos. E nada de ficar mais forte.

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    IMG_0674Puro Osso

    E, para piorar a situação, não se encontra mais ração de gatos em Itaúna. O Will tem alergia à Whiskas – com o pacote de 3kg custando R$ 40,00, eu também tenho. O Pudim não pode comer Friskies. A Gran Plus, da Guabi, que era a que satisfazia a todos, não é mais vendida na cidade. Estou tendo que pagar R$ 27,00 só de frete por pacote de 10kg de ração. Dá para meio mês… Estou comprando na Meu Amigo Pet. São atenciosos e o preço está muito bom. Com o frete salgado ainda sai mais barato do que quando comprava aqui na cidade. Mas como nem tudo são flores - senão, não seria mais um problema – se o Correio atrasa, eu fico sem ração pros pimpolhos… Aconteceu este mês.

    O Meu Amigo Pet foi uma maravilhosa dica da Bia!

    Ah! O carcinoma da Gasolina regrediu e ela está 100%. Mas fica a dica: filtro solar nas orelhas e narizes brancos! A Pet Society tem um específico para pets. Vale o investimento/trabalheira, porque se cuidar da bicharada saudável já era caro/dureza, quando alguém adoece, eu quase morro.


  2. INRI Cristo, o Anti-Cristo

    27 de fevereiro de 2014

    Eu estou com um mega problema e estou atirando pra todo lado. De repente, você pode me ajudar.

    Eu tive um único gato por 7 anos, o Rasputim. E, de repente, eu tinha 4.

    Rasputim começou a marcar território e foi o fim do sossego. A casa virou um mijódromo, mesmo sendo TODOS castrados e, 3 deles, fêmeas. Mas a gente se acostuma vai limpando.

    Mais 4 anos se passaram e, em poucos meses, apareceram mais 3 gatos na minha vida.

    Rasputim, cada vez mais velho, gagá e doidão, parou de marcar território em casa, se aposentou, mas virou um velho tarado que fica tentando cruzar com qualquer outro gato da casa.

    Dos três novos, uma das fêmeas, a Pixie, é mijona e anti-social. Os outros dois, Guapa e Will, são amigos.

    No fim das contas, eu tinha:

    • Um gato velho e pervertido – Rasputim;

    • 2 gatas castradas tentando dominar o território e demarcando com xixi – Gasolina e Pixie;

    • Um macho mais novo que, de vez em quando, dá uma marcadinha – Will;

    • Uma fêmea, da segunda leva, tão lesada que faz xixi onde dá a vontade – Panqueca;

    • E duas outras fêmeas que sabem usar a caixinha – Guapa e Biobio.

    As turmas se dividem por tempo de casa. Tirando a Pixie, que não gosta de nenhum outro, os membros de cada turma se dão bem entre si, mas rivalizam a outra.

    O xixi é limpável, a confusão controlável, então, vida que segue. Ou seguia…

    No Natal passado, entrou mais um gato na minha casa, o INRI Cristo. Como não havia veterinário disponível, deixei-o separado, até ser testado e vacinado. E, mesmo vacinado, testado e castrado, ele continua separado, até hoje. Por que? Bom, ele é um encrenqueiro. Já bateu em todos os outros gatos, todos muito maiores do que ele. Nem sequer permite aproximação e parte pra briga. É assustador. Não sei como fazer para socializá-lo, já que ele é cattus non grato. Não posso mais deixá-lo preso no meu quarto, porque preciso viver e ele, também. E não tenho como doá-lo: eu o amo e ele é um vira-lata comum de um ano de idade.

    O que eu faço com ele?!


  3. Meu reality show

    19 de janeiro de 2014

    Eu queria muito ter meu próprio reality show. Iria ser muito bom. Minha vida é um drama sem fim só pra mim. As outras pessoas parecem se divertir com ela, então, por que não capitalizar? Minha grana é sempre curta, mesmo.

    O tema da abertura da primeira temporada poderia ser aquela música do KLB, que diz: “vida, devolva minhas fantasias”, etc.

    Ele se chamaria Farmília e mostraria, com bastante edição, o que é ter uma agência de publicidade em Itaúna, repleta de bichos, insanidade e dramas.

    Agora mesmo, o Toro está internado por causa da bicheira. A assistente do veterinário me disse: “não fica assim, a culpa não é sua”. Sorri para não dizer: “eu sei. A culpa é do seu patrão açougueiro.”

    A Nikita está desconsolada sem o Toro. Sou uma cat person extremamente cansada e não dou conta de lidar com energia e carência de cachorro.

    A Gasolina está com câncer de pele no nariz. E, desta vez, a culpa é minha, que nunca passei filtro solar nela, mesmo sabendo que ela curte ficar ao sol.

    IMG_0600Remelenta, porque o veterinário pediu para não limpar antes de saber do que se tratava, já que poderia ser algo contagioso.

    Do punhado de pintinho que nasceu, só tem um punhadinho. Hoje, nasceram mais, e já morreu, pelo menos, um. Teve parte da cabeça arrancada. Quem matou?! Pode ter sido o galo que peguei em flagrante no ninho. Pode ter sido tiú (ou teiú), já que a Gasolina encontrou um baita de um filhote. Pode ter sido mico. Até camundongo, não descarto.

    Galinhas são bichos muito estranhos. As melhores cenas seriam protagonizadas por elas. É muita loucura e tumulto por muito pouco.

    E “temos” micos. E eu os odeio. Muito! Parecem gente, aquelas pragas. Parecem MST dando rolezinho. Saqueiam e sacaneam as galinhas. Invadiram e se sentem à vontade na minha casa. Comem os ovos, comem os pintinhos, comem as frutas todas do pomar, empesteiam a casa com pulgas, assoviam o tempo todo. E o Ibama nem me deixa matá-los… Micos, eu mataria… Odeio-os.

    Cristo, o gato novo, não se adaptou aos outros. E o pior é que, ao contrário de todas as outras aquisições, a culpa é dele. Todo mundo ficou de boa, tranquilo, com aquela cara de: “mais um, sei…”. E ele fingiu de legal e atacou todos, um por um. Tocou o terror e ganhou a alcunha de Anti-Cristo. Está aqui, sendo lindo e fofo comigo, trancado num cômodo, esperando o Sr. Limite chegar.

    E ainda tem os outros gatos, loucos e divertidos, fazendo coisas de gatos. E eu, louca e histérica, tentando por ordem nesse imenso galinheiro que é minha farmília.

    Você assistiria e comentaria no Twitter e no FB. Certeza!

    P.S.: querido Ibama, ninguém matou o tiú. Nós o capturamos e soltamos no bairro de rico seguinte, porque há de ter comida lá. Lixo, tem.

    tiu

    lixo


  4. Microcosmo

    6 de janeiro de 2014

    Há um pombo doente no meu quintal. Não o quero aqui, mas não consegui convencê-lo disso. Ele saiu da minha casa, pela porta da frente, mas entrou novamente. É um belo lugar para um pombo doente: tem abrigo, tem comida e um monte de gatos com calor demais para caçar pombo.

    Há um punhado de pintinhos novos pela casa. O Toro resolveu não comer os que nasceram do lado dele. A mesma galinha que resgatei em setembro, mal criou os sobreviventes e voltou a viver perigosamente. Foi chocar quase que no mesmo lugar. Nasceram ontem e, ontem, contei 7. São 5, hoje. Ok. Ela é péssima mãe. Dos 11 que salvei, vivem 5, e só porque os continuei salvando.

    galinha-louca

    Em outra parte da casa, uma galinha roubou o ninho da outra. A roubada, inconformada, ficou por perto, possivelmente para avacalhar. Nasceram dois e fui colocar comida pros pequenos; ela me atacou. Consegui desviar – já sou craque, nisso -, mas fiquei furiosa. Principalmente, porque ela fez tanto estardalhaço, que a outra galinha, a mãe de fato – os ovos eram dela – , saiu do ninho e largou os pintinhos, novinhos, indefesos. A louca ficou atirando os ovos que ainda estavam por chocar, pra fora. Haja saco. Toquei a galinha, sem nenhum jeitinho, e pus os ovos pra dentro. Esperei a mãe voltar. Pus comida.

    Cheguei lá, agora, para ver se estavam bem. Não. Nasceram mais dois, mas um deles estava fora do ninho, muito machucado, sujo, gelado. Achei que estivesse morto, mas ainda não. Agorinha mesmo, digito com um só mão, para que a outra aqueça o pobrezinho. Não sei se vai sobreviver, mas não quero que morra se sentindo abandonado. Sou destas.

    E sou do tipo que marcou bem a sem-vergonha. Ela vai morrer.

    Os pernilongos estão se divertindo às custas do meu sangue.

    A Gasolina está com uma ferida enorme no nariz, que o veterinário disse ser câncer. “Tem certeza?”. “Não”. Então, por que me apavorar?! Quarta, vamos fazer o exame. Até o resultado, eu morro um pouquinho todo dia…

    O Toro está com berne e não sei lidar com isso.

    Pudim está gagá, andando prum lado e pro outro, sem rumo, miando, dia e noite.

    Will sumindo, todo santo dia.

    Tudo isso parece uma bobagem tão grande, né?! Mas pesa. Ainda mais quando se resolve andar na esteira e se liga a TV. 15 minutos. Desliguei as duas. Ver crianças morrendo queimadas em ônibus me deixou muito mal.

    É uma tremenda maldade ser largado neste mundo sem sequer um manual de funcionamento. Se eu tivesse pelo menos uma pista, uma ideia dos porquês, do sentido disso tudo, talvez fosse mais fácil passar pelas etapas. Andar às cegas, supondo sempre, é o que me apavora. Morrer faz parte. Detesto, mas de que isso adianta?… Viver, até as pequenas coisinhas, é que complicado…

    Atualização (08/01): o Toro estava com mais de 200 larvas comendo a perna dele. Ele não chora, ele não reclama, eu não presto atenção… O pombo doente foi comido pelas galinhas. Sobraram só as asas. O pintinho não sobreviveu e acho que a culpa foi minha… A taxa de “agiotagem” para conseguir o exame da Gasolina antes de 15 dias é de R$ 70,00.


  5. Implicância

    27 de dezembro de 2013

    Gatos são animais lindos, não importa raça. Para o convívio, eu, particularmente, prefiro os de pelos curtos, mais fácil de lidar, e vira-latas, menos propensos a doenças genéticas. Cor? Gosto de pretos, básicos, clássicos. Prefiro as fêmeas, que são menos peraltas, e pegar ainda filhote, porque filhote de gato é vida!

    Mas, apesar da minha preferência, temos duas de pelo longo, dois machos e nenhum pretinho. Só a Pixie – e o Santa, se for ficar – chegou adulta. Isso aconteceu porque eu não escolho gato. Eu fico com os que me aparecem, os que me escolhem. Prefiro assim. Se vou bancar a dona, que seja a dona que eles escolheram ter. E a vida vai bem, obrigada.

    As pessoas mais rasinhas escolhem gato pela aparência. Gatos têm, para elas, que ser lindos. Gato ostentação! Ok. Há outras que gostam de característica próprias de algumas raças, seja física ou comportamental. Ok, também. Desde que tratem direitinho, protegendo, amando, cuidando, castrando e não inventando de abandonar, a motivação da pessoa é o que menos me importa.

    Pessoas têm suas preferências, fazer o quê? Sei que em São Paulo, pelo menos, na ONG Adote Um Gatinho, os pretinhos são preteridos. No Rio, na 4Patinhas, são os frajolas – gatos preto e branco – que ficam para trás. São muito comuns… Em Itaúna, se não tiver raça – ou, pelo menos, “cara de raça” – , difícil encontrar quem queira… Mas, em qualquer lugar, coloque um persa ou sialata - siamês vira-lata – ou uma gata toda amarela – raríssima – ou um gato todo branco com olhos azuis para adoção para ver se não dá briga entre pretendentes. Dá.

    Por isso tudo que acho esta campanha, que tem rolado há um tempo, imbecil:

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    Na minha opinião, ela não faz nada além de confirmar o preconceito, afinal, pessoas são escolhidas ou preteridas pela cor de cabelo e/ou pele o tempo todo.

    Sinta-se totalmente confortável em discordar de mim, principalmente – mas não exclusivamente – se seu coração se encheu de amor e você decidiu, agora mesmo, que quer um gato escaminha para todo o sempre. E, Sávio, se por causa deste post você decidir namorar uma ruiva, lhe perdoarei por tudo o que você me disse na 8ª série!

    E para quem não sabe, gato escaminha são esses de pelagem mesclada, geralmente preta e marrom. Minha avó chamaria de “pano queimado”. A Pixie, minha gata feiosa, é mescla de tigrado com escaminha, ou seja, ela mistura estampas. Há quem ache a Pixie linda, há quem ache escaminhas lindos. Mas, para a maioria, é um gato comum e/ou esquisito. Não é, definitivamente, uma padronagem popular.

    Eu continuo achando que tanto faz a pelagem. Mas, se as escaminhas são as mais rejeitadas da vida, que tal promover a excentricidade, a diferença, a exclusividade – já que os padrões dificilmente se repetirão -, o quanto você é mais bonito ao lado de uma gato feio, o quanto você é mais legal por tê-lo escolhido, sei lá, qualquer psicologismo mais eficiente do que comparar o pobre do gato a uma ruiva.


  6. Há de enlouquecer-se

    Imagina o desespero: a última vez que você viu seu gato, foi às 7:30 da manhã. Ele saiu pela sua janela e nunca mais voltou. Tudo bem. Nunca mais é muito tempo. Mas eram 20h e estava armando uma tempestade de filme “Poltergeist”. Pipocavam um sem número de trovões. Sem tempo de manifestarem-se individualmente, eles rugiam todos juntos. Era tal qual estar dentro de um avião, só que com muito vento e chuva.

    Meu bisa costumava falar que “muito peido é sinal de pouca bosta” e tentei acreditar, já que era muito “peido” de verdade. Mas quando veio a “bosta”!… Foi muita!

    E nada de Will.

    Ele devia estar na laje, sob o telhado da casa. Só pode. Não tem como ele sair da casa. Os stray cats que entram aqui, passam por arame de contenção para muro - aquela porcaria enrolada, cheio de navalhinha – e cercas elétricas dos amados vizinhos. Meu gato é de casa, mimado, não passa por isso, porque não precisa. Mas nada me impediu de surtar. Quero dizer, quase nada.

    Numa última tentativa, abri a porta da frente e fui procurá-lo no jardim. Vai que. Nisso, entra um gato. Não qualquer gato, mas um gato que andava visitando meu quarto, desde o Natal. Quando fechei a porta, lá estava ele, na sala.

    IMG_0510Manhã de Natal e Santa cheirando as toalhas que iam ser lavadas. Em primeiro plano, Pudim!

    Pus comida, água e caixa de areia para o sacudo e tentei firmar amizade. Ele comeu, usou a caixa, mas não quis saber de mim. Tá lá, na sala, agora mesmo, dormindo dentro do sofá, depois de ter passado a noite destruindo as persianas…

    persianas

    E foi quando eu ia indo levar a caixa de areia pro Santa – como ele chegou pela primeira vez no natal, com um saco gigante, o apelidei de Santa Claws, ou Papai Garras! – que vi Will, do lado de fora da janela, totalmente molhado. Abri e ele entrou, como se estivesse tudo supernormal. Fanfarrão!

    A chuva passou, transpôs o asfalto da rua para meu passeio, arrancou galhos das árvores, não matou minhas galinhas e trouxe mais um amiguinho. Sim, este vaga-lume!

    IMG_0547 Me falta uma macro boa e talento, eu sei, mas eu não sou fotógrafa e não preciso!!

    E enquanto tudo isso acontecia, a Panqueca estava fechada no quarto de roupas. Ninguém se lembrou dela e ela passou a noite lá…

    panqueca


  7. Feliz 2014!

    23 de dezembro de 2013

    natal


  8. O gato é meu!

    9 de novembro de 2013

    Um tempo atrás, por causa das inúmeras postagens sobre abandono de gatos pelos motivos mais imbecis, traduzi um post do Geminites para o 4Patinhas e coloquei na página destes. Tudo lindo, até que alguém da patrulha do politicamente correto para gatos comentou: “Só achei errado a frase final…’não sou seu gato’…ele nunca foi e nunca será, não somos donos, somos companheiros nessa vida.”

    gato

    Acho uma bobagem esta história de não ser o dono de um gato. Por que não? Eles nem se ofendem com semântica. Gatos são seres vivos, mas, perante a Lei, podem ser propriedade. Os meus não são livres e independentes. Eu não os deixo ser!

    Mas há situações em que você se vê como o dono do gato, mas ele não é seu.

    O gato não é seu quando você o alimenta com restos de comida e não se importa em comprar ração e petiscos de qualidade, com baixo nível de sódio, que não tenham sido feitos na China, para que ele viva muito e bem.

    O gato não é seu quando você não o castra, porque é um miserável mão-de-vaca que não se importa se as consequências disso forem tumores, brigas violentas na vizinhança e bebês.

    O gato não é seu quando você não se certifica de que ele está em segurança na sua casa, que, não por acaso, deve ter tela nas janelas e/ou proteção nos muros e árvores.

    Não é seu quando você não o vacina, não cuida da saúde dele. Quando você vai à farmácia comprar paracetamol em vez de consultar um veterinário.

    Definitivamente, o gato não é seu quando você não se dedica a ele o suficiente para que ele o seja.

    Os meus gatos são meus! E para sempre.


  9. Desabafo anônimo

    24 de outubro de 2013

    Aconteceram umas coisas felinas que me destruíram, esta semana. É… Sou daquele tipo de gente que assume a dor dos outros. Só que também sou do tipo de gente que odeia quem me faz sofrer.

    Ia mandar esta falação toda, abaixo, à minha algoz, mas achei que ela já tem seus próprios problemas. Como escrever isso me liberou de uma enxaqueca dos infernos, resolvi postar aqui, só para desabafar, mesmo…

    “Ei… Sei que não é momento de te chatear, mas preciso…

    Eu tenho um certo pé atrás com você desde que você saiu xingando todo mundo pelo baixo número de compartilhamentos de um post. Como se a responsabilidade de cuidar dos bichanos que você pega fosse compartilhada. Não é. É sua. Eu só lhe “sigo”. Ajudo quando vejo possibilidade, mas sob minha responsabilidade já estão 9 gatos, dos quais eu cuido com a mixaria que eu ganho sendo designer no interior de Minas.

    Daí, para tentar apagar o mal estar, e para tentar conhecer a pessoa por trás da página, resolvi ver seu perfil no FB, o que não ajudou. Achei “sua religião” agressiva demais. Não que eu seja ovelha pagadora de dízimo, longe disso, sou ateia – sem orgulho, só me aconteceu de ser assim -, mas achei feio você escrever daquela maneira. Ofensivo. Principalmente para alguém que vive pedindo orações. E vive pedindo orações, porque as coisas ao redor não estão legais.

    Sei que os seus “resgatinhos” são frágeis, na maioria, têm probleminhas, mas eles estavam morrendo dia após dia e eu ficava me perguntando: o que ela está fazendo de errado? Talvez, nada. Pode ser que estivesse tudo certo, mas, sei lá… Muita morte em pouco tempo… Eu investigaria. Mas, né?, eu ouço cascos e penso em zebras…

    E, então, sua casa quase pega fogo por negligência. Você sabia do problema e não o resolveu por falta de dinheiro? Você colocou bichos e pessoas em risco! Falta de dinheiro não justifica isso! Faz vakinha, faz empréstimo, pede ajuda, mas não deixa a casa pegar fogo com um punhado de gatos dentro!

    Depois disso, me choquei quando você EXIGIU testes FELV para uma possível mãe de leite para os filhotes. O problema está na palavra e no caps lock! Você pedia um favor… Não cabe exigência num favor! E já pensou se uma gata saudável e testada fosse para sua casa e saísse morta por um vírus que se espalhou por aí?! Você exige dos outros, mas não apresenta garantias?

    Você faz quarentena com os gatos resgatados? Porque a doença, certamente, chegou com algum deles e é sabido que gatos de fora não devem ser misturados aos que estão dentro antes de todas as vacinas e exames. Nem precisava lhe dizer isso, né?!

    Escrevi tudo isso sem certeza se iria lhe enviar ou não. Se envio, é por mim, por puro egoísmo, porque eu sinto dó da situação, mas, também, raiva. Não queria estar na sua pele, não consigo sequer imaginar que merda devem estar sendo esses dias para você. Pelos gastos, pelos gastos emocionais, pelas perdas… Me solidarizo com isso, com certeza, mas não consigo não me sentir infeliz com as mortes dos pequeninos e com a doença do meu gatinho favorito dentre os seus.

    Desculpa, mas eu não sei lidar com perdas, eu tenho que culpar alguém. Calhou de ser você. Lamento ser a pessoa horrível que aponta o dedo quando você mais precisa de apoio, mas esta sou eu. Provavelmente, estou sendo injusta, mas espero que não me odeie por isso…

    Abraço.”

     


  10. Ajude o Bielzinho!!

    22 de outubro de 2013

    Será que alguém ainda vem aqui, depois de todo esse tempo de abandono? Se você chegou aqui e tem Facebook, chegue lá e vote no Biel! Por favor! É por uma excelente causa! Se ele ganhar, a ONG 4Patinhas ganha uma tonelada de ração para alimentar seus quase 200 abrigados. Eles são sérios e competentes e ajudam muito os bichinhos!

    bielzinho

    O link para a votação está aqui! Se quiser conhecer o trabalho da 4Patinhas, clique aqui. Votem!

    Obrigada!


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