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Tag: ‘pitacos’

  1. Ruído de comunicação

    16 de maio de 2013

    Meu marido me falou que eu escrevo bem e que deveria escrever um livro. Ele nem lê meu blog. Aliás, pouca gente o lê. E é de graça!! Imagina se alguém vai pagar pra me ler?! Nem se a capa for sensacional e o livro estiver cheio de gravuras!! Eu sei bem.

    Pode até ser que eu escreva bem, mas, pelo visto, não estou me fazendo entender. Na minha profissão, isso tem nome: ruído de comunicação. Então, deixa eu tentar limpar o ruído, mais uma vez.

    Eu não tenho preconceito ou sequer conceito sobre nenhuma religião. Não acho que muçulmanos são homens-bomba, que evangélicos são estúpidos/explorados ou que padres católicos são pedófilos. Apesar de existirem muçulmanos homens-bomba, evangélicos estúpidos/explorados e padres católicos pedófilos. Como também existem homens-bomba que não são muçulmanos, estúpidos/explorados que não são evangélicos e pedófilos que não são padres católicos. Entendido? Não?!

    Vamos de novo, sob outra perspectiva: sua religião, para mim, não lhe define. Se você é definido por sua religião, ok, problema seu. Eu vou lhe definir – se chegar a tanto – por seus atos, não por suas crenças.

    Então, quando eu digo que um traficante que se torna pastor não mudou senão a forma de exercer poder, eu escolhi a “profissão” pastor, por pura conveniência, porque me lembrei dum traficante que “se redimiu” na cadeia e se tornou pastor. Simples assim. Eu poderia ter dito político? Sim, mas, conceitualmente, políticos são mal vistos, até mais do que traficantes, então, não haveria mudança nenhuma. Médico? Ok - mesmo que médico não exerça o mesmo tipo de “poder” -, mas para se ser médico são necessários anos de estudos e dedicação. Ser pastor é mais fácil. Ah, mas na sua igreja, não é fácil ser pastor! Logo, por exclusão, eu não falei da sua!

    E todo crente é como viciado?! Não. Não sei contabilizar se isso é regra ou exceção, me faltam estatísticas. Mas sei o que é vício.

    Vício, por definição, é um “hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem” - achou o conceito relevante? Alguns se viciam em drogas, outros, em jogos. Há os viciados em sexo, há os viciados em religião. Quem compra “pau de afastar o capeta“, doa o tênis do filho para a igreja, quem entrega o cartão de crédito para o pastor durante o culto só pode ser um viciado da fé, porque até ignorância tem limite. Você é evangélico, mas não é viciado, ignorante ou explorado?! Bom para você!!

    E, olha, antes que os usuários de drogas, jogos ou sexo venham se defender, deixo claro: nem sempre é vício gostar seja lá do que for que vocês gostem!! Às vezes, é bem saudável!! É vício só quando você passa a depender disso, viu?!

    Outra coisa: quando eu falo de ex-famosos que se voltam para Jesus e voltam a ter fama, mesmo que “localizada”, estou sendo TÃO específica que até limita! Jesus não está, necessariamente, sendo “usado”. A fé pode ser real e belíssima. Mas há pessoas que juntam a fé com a fama e não veem problema nisso. Eu não vejo! Mas não vejo, também, mudança, que era o tema!!

    Há tantas igrejas evangélicas neste mundo que nem sei. E nem quero saber! Não estou buscando uma fé para ter que pesquisar as fés que existem! E se falar de uma é falar de todas, se falar de um crente é falar de todos, pelamor, arrangem um subtítulo aê!! Vamos separar o joio do trigo! Ou escreva você um post explicando porquê sua fé é diferente/mais legal que a do outro! Eu fiz isso sobre a “minha”! Eu “eduquei” as massas! :-P

    Se alguém pode se sentir “atacado” no meu post, é a Xuxa - ou nem ela. O que reforça que meu blog nem é lido, já que nenhum dos 100.000 cyber-fãs dela me jurou de morte – até agora.

    O que me deixa tranquila, no fim das contas, é saber que o problema nem deve estar no que eu escrevi, mas na interpretação que as pessoas insistem em fazer das coisas. Se não fosse assim, não teria equivocado achando que “feio e gordo” e mendigo são a mesma coisa. Bem legal vestir os sem-teto, por si só, mas, como forma de protesto, dar um espelho para o Mike Jeffries seria a coisa mais inteligente.

    Links do Pitacos relacionados a preconceito e religião: aqui, aqui, aqui e aqui.


  2. O vento da mudança

    15 de maio de 2013

    Fiquei pensando na frase da Anne, que postei há uns dias: “nenhum de nós realmente muda com o tempo; apenas nos tornamos mais integralmente o que somos.” Será mesmo?!

    Eu deveria acreditar em mudança, já que vivem me dizendo que eu mudei demais. Mas, para ser sincera, não vejo isso. Eu sou a mesma pessoa “difícil” de 36 anos atrás – minha “dificuldade” se manifesta desde os 3 anos. Sempre fui. Sempre serei. Só cresci, amadureci e aprendi a sobreviver sendo como sou.

    É claro que, como não sou uma sociopata completa, tenho algum traquejo social e sei me comportar como “pessoa normal” quando necessário. Sei ser, sem muito esforço, simpática e agradável, mesmo sem sê-lo em essência. É difícil manter “a personagem” por muito tempo, mas, felizmente, não é necessário.

    Então, pensei em avaliar a “mudança” em outras pessoas. Tipo, traficante de drogas que vira pastor na cadeia. Tremenda mudança, não?! Não… O cara só muda a forma de exercer o poder e o tipo de viciado de quem explora.

    Ainda na “linha religiosa”, temos atriz pornô/peladona de revista/”artista” que larga o mundo da fama e luxúria e se entrega a Jesus. Acredito total na entrega, mas esse povo não larga a fama e luxúria, só a redireciona. Ou você acha que a Sarah Shiva ou a Mara Maravilha ainda seriam lembradas se não se esforçassem, em nome de Jesus, para isso? E o público religioso costuma ser mais fiel – assim como Deus o é - do que os mundanos. Por isso, não é, necessariamente, uma mudança de vida, mas um redirecionamento na carreira.

    E a Xuxa?! De puta a madre! Mudou, né?!

    Nadica de nada. Carreirista de nascença. Essa não me engana mesmo! Gosta dela? Bom para vocês. Eu a detesto. E explico: eu tinha uns 10 anos quando ela começou na TV Manchete e eu assistia ao Clube da Criança. O programa era cheio de desenhos diferentes e divertidos, mas a apresentadora era sofrível. Sim, ela empurrava e era desagradável com as crianças. Ok, não havia Paquitas para conter a horda de selvagens, mas não justifica. Outra, ela se vestia (?) assim:

    xuxa_clube_da_crianca_tv_manchete

    Daí, essa pessoa, que começou a carreira como namorada do Pelé, modelo e pelada de revistas, atriz de porno-chanchada e apresentadora erótica de programa infantil, hoje, aos 50 - de fato, há anos -, se faz de pura?! Hein?!

    Apagar o passado na Internet não a levou a nada, além do vexame. Melhor ser Myrian Rios que não se envergonha do que já fez – deveria se envergonhar do que anda fazendo, mas isso é assunto para outra ocasião – e assume que já foi pelada e se sai com “era a época. Hoje, me arrependo”. Aceitável.

    “Amor estranho amor” seria apenas mais um filme meio que erótico da dramaturgia brasileira se Xuxa não fosse o que é – uma falsa. A Marília Pêra, por exemplo, estrelou Pixote com um garoto de rua que foi escolhido para o papel. Tinha erotismo. O menino tinha 14 anos, mas parecia muito mais novo. E, para piorar a situação, abandonado pela fama, Pixote morreu, na vida real, aos 19 anos, alvejado pela polícia. Ninguém critica a Marília por ter feito o papel, o filme é considerado um clássico e não há nenhum processo para retirá-lo do Google.

    Já a Xuxa… Bem, a moça, como eu disse, começou como namorada de famoso. E este famoso contou à Playboy, há uns anos, que ela era virgem quando começaram a se relacionar. Ele, que não “curtia virgem”, falou para ela resolver o problema com outro. E ela topou!!! Chame-me de moralista, mas numa situação dessas, qualquer mulher tem somente 3 opções:

    1. Continuar virgem e manter o namoro assim mesmo. Ele que se alivie de outra forma ou em outra;
    2. Convencer o cara a superar o trauma;
    3. A única saída digna, de fato: pé na bunda do babaca!

    Se sujeitar a ser “estreada” por terceiro para manter o namorado famoso é coisa de… Apresentadora infantil de 50 anos.

    E o que isso tem a ver com mudança, Pi?! Tudo. A Xuxa não mudou. Continua sendo uma pessoa que faz qualquer coisa pela fama. De filme erótico a ficar de mimimi sobre relacionamentos para não sujar a imagem arduamente construída. Sem contar a entrevista para o Fantástico… Mudou a imagem, mas não mudou a pessoa. E não é uma boa pessoa, na minha nada humilde opinião.

    quote“Não me julgue pelo meu passado. Não vivo mais lá.” Resposta esperta de gente que se assume e tapa na cara de gente, como eu, que julga!

    Outra que simula mudança é Angelina. Outra pessoa que não compro. Mas como tá todo mundo de mimimi porque ela tirou os seios - e, pra variar, apareceu/contabilizou um bocado com a história -, vou dar um tempo pra garota.

    E então? As pessoas mudam ou só se reafirmam? Sei lá. Há pessoas demais para que eu conclua isso só com meia dúzia de comportamentos públicos, mas tenho por mim que as pessoas aprendem, com o tempo, a simular melhor. Isso é importante para a sobrevivência de muita gente. O que a gente é, bem lá no fundo, está enraizado no nosso DNA. Isso, acredito que não muda. Mas é sempre válido o esforço para se ser melhor – ou o Batman?! Se o esforço for só para parecer melhor, seja o que você é – ou o Batman!! É mais seguro para os outros.

     


  3. FUMA

    13 de maio de 2013

    Não, este não é um blog - mais um - voltado aos mimimis da profissão Publicidade e Propaganda. Mas é que contaram-me, há umas duas semanas - procê ver quanto tempo faz que eu estou escrevendo este post… -, que um dileto graduado de uma faculdade da qual falei o que penso, aqui no blog – o que não é, necessariamente, mal nem a verdade -, ficou tão furioso, à ocasião, que teria me telefonado e “lavado minha cara”. Como ele não fez isso, muito antes pelo contrário, vê-se que:

    1. O cara é loroteiro e covarde!
    2. Pelo menos, tem bom senso. Porque eu o esfolaria vivo. Pode me xingar nos comentários - muita gente o fez -, mas não ouse me telefonar para discutir bobagem. Nunca!

    De lá pra cá, minha opinião não mudou nem uma vírgula. A tal faculdade, para mim, é ruim – ou era, já que os cursos citados no post foram fechados. Sintoma? – e formou muita gente ruim. Toda gente é ruim?! Não. A minha agência, depois daquele episódio, chegou a contratar uma mocinha formada lá. Ela não apresentou currículo - esperta -, mas apresentou portfolio e este era muito bom! Só fiquei sabendo da formação dela, na verdade, quando ela me adicionou no Facebook.

    E minha formação, foi boa?! Hmmm… A Escola de Design da UEMG, que então era chamada de FUMA, foi ok.

    Eu tinha feito 3 semestres na PUC, em Publicidade e Propaganda, e não tinha gostado do curso. Não, não foi bem isso. Estávamos em 1993 e não havia computadores no curso – mas tinha máquina de escrever e aula de datilografia, juro! Achei terrivelmente limitante criar sem recursos, porque, sim, computador ajuda, e muito, os inaptos. E eu sou limitada no desenho e terrivelmente incapaz na fotografia – ainda mais a de filme. Ter que fazer TUDO à mão me restringia. As ideias existiam e eram boas, mas eu não conseguia colocá-las no papel. Larguei o curso e fui aprender o básico.

    E, assim, cheguei à FUMA para estudar… Decoração. Por quê? Nem eu sei. Achei que poderia ser legal. E foi. Aprendi muito em termos de técnica de desenho. Havia professores-inimigos – um babaca, inclusive, que dizia às alunas de Decoração que éramos donas de casa em potecial esperando pelo casamento -, que não queriam ensinar porque não queriam que os alunos aprendessem e concorressem com eles no mercado. Mas havia professores empenhados, caprichosos, exigentes e bons. Me formei decoradora razoável, paisagista habilidosa e de bom gosto e sabendo mais de estética do que imaginei ser possível. Limitada na arte de fazer um projeto, à mão, que salte aos olhos - em termos de desenho e colorido, mesmo -, mas, considerando que, hoje em dia, decoradoras apresentam fotos de viagens e revistas Vogue como “projeto”, apesar dos inúmeros programas que fazem o 3D sem esforço, eu sou muito boa. Mas amar a profissão, não amo.

    Por isso, fui fazer Design Gráfico. Mais desenho, mas com técnicas diferentes. Mais, mas muito mais professores-inimigos. De fato, havia muito professor recém-formado no próprio curso de Design Gráfico, ou seja, gente sem experiência de mercado, sem distância dos dias de estudante dentro daquela própria escola – imagina se esse povo tinha sequer uma pós-graduação... Gente que nos via, cada vez mais, como adversários e, muitas vezes, como mão-de-obra gratuita. Teve professora de Ergonomia que não ensinou nada, mas reformou as tetas às custas de trabalho de aluno – vendido a um shopping. Teve professor que fez o mestrado com nossa ajuda, já que líamos e resumíamos os livros que ele era obrigado a ler. Teve professor baixando bola de aluno e da profissão, de propósito. Teve professor se envolvendo em intriga e buscando vingança – tão colegial. Mas teve professor que ensinou, exigiu, apoiou e fez de muita gente ali bons profissionais.

    E eu?! A faculdade não me fez. Eu aprendi o que me coube aprender, o que continuava sendo limitado. Sim, eu sou uma profissional cheia de limitações. Ainda não sei desenhar tudo o que preciso. Sei trabalhar razoavelmente com programas de computador que só aprendi depois de sair da faculdade. O mercado, de fato, foi quem me ensinou muito, mas, ainda bem, havia a base que a faculdade me deu, senão, eu estaria perdida! Porque a faculdade me mostrou algo de fundamental: que eu não sou a melhor. Se dependesse do meu ego, eu estaria afirmando que sou excelente, que eu é que sei! Mas a FUMA me mostrou que há melhores, muitos e muito melhores. Reafirmou minhas limitações e me impediu de me enxergar através de lentes que distorcem a realidade, graças a professores cruéis, mas honestos. Pena que não fez isso por todos os meus colegas – sempre há os relutantes, sem noção, que vêem crítica como “inveja” e se recusam a enxergar a verdade. Ou que só tem muito mau gosto mesmo! Tem gente MUITO ruim, formada lá, comigo, neste mercado aí. Dá dó.

    E, ao mesmo tempo, há tanto profissional autodidata que dá show!

    As minhas duas profissões não exigem diploma, curso técnico ou coisa que o valha. Por que o mau designer só consegue, como dano ao público, promover a feiúra e o mau gosto – como pode-se confirmar nas fotos a seguir. Se bem que duvido que isso seja coisa de designer. Duvido até de sobrinho… -, caso faça alguma grande bobagem. E quem tem noção do belo quase sempre consegue se virar bem sem a teoria, sem a técnica.

    Chaminha-queimados

    testiculo1“Lindos” mascotes! Foi um designer quem fez?

    Minhas faculdades não foram isso tudo, mas tirei proveito de tudo o que era aproveitável e não saí de lá me achando a phoda, sem entendimento de minhas limitações nem me achando a pessoa mais criativa do mundo. Minhas faculdades me deram senso estético e, acima de tudo, consciência. Isso é uma coisa que faz falta em muito formado naquela faculdade da qual falei o que penso – seja jornalista, seja publicitário – e, por isso, existe o tal post. E, agora, me cansei e encerro o caso.


  4. Cotas

    5 de maio de 2013

    Fizeram uma pesquisa - como se fosse necessário isso - sobre o sistema de cotas no Brasil. O resultado - mais do que óbvio - é que os cotistas foram/são alunos menos produtivos e se tornam profissionais menos qualificados.

    Eu mantenho-me martelando na tecla do ensino fundamental. Gente, o nome diz tudo: FUNDAMENTAL!!! É na tenra infância que a pessoa absorve conhecimentos como uma esponja. Pode não ter capacidade de compreensão total da coisa, mas o básico, a base, se forma ali. E por que não cuidar dos pequenos? Porque, aparentemente, não gera votos, não dá status ao Governo… Será?! Quem tentou para saber? Eu faço campanha para qualquer um que comprar esta ideia!

    Dizem que Minas Gerais tem ensino de qualidade para os pequenos. Sei, não… Não que eu duvide, só ainda não vi resultados. E quem diz é o próprio Governo, então…

    Eu acredito que o be-a-bá e a tabuada são extremamente importantes, assim como acredito no valor da Educação Moral e Cívica. “Ah, mas isso é coisa da Ditadura”. Hã-hã. E daí? Conhecer os símbolos pátrios, entendê-los e valorizá-los são atitudes fundamentais para que se forme o caráter cívil, para que se ame e se construa o país onde se vive, para que se respeite a Coisa Pública.

    Falta, também, a participação dos pais no exercício de formação do cidadão. Sim, pais que imponham limites aos seus pequenos ditadores – não, criaças não são símbolo de pureza e ingenuidade. Elas são bem más, porque isso é inerente ao animal humano. Cabe à sociedade e, principalmente, aos pais moldá-las! Assumam a poha dos seus papéis, ô papai e mamãe!! Não é só pagar pelos desejos dos pimpolhos, não! Vocês sabem disso!! – para que eles aprendam a respeitar autoridades e, claro, qualquer um.

    O problema atual – e que vem de muito tempo – é que a criança não aprende nada, chega à vida adulta despreparada, o Governo quer votos e bota todo mundo na faculdade, estas pessoas se formam e, pasme, algumas se formam professores. Professores que não são aptos a ensinar, porque não aprenderam, mas “é o melhor que tá teno (SIC)”. Nova geração de crianças que aprendem ainda menos, mas que crescem para votar em Governo que dá cotas e bolsas para que elas, que não sabem nada, possam prosperar e se reproduzir gerando mais crianças que não saberão nada e que sustentarão Governos que darão cotas e bolsas. No meio do caminho, pais que não dão educação criam pequenos déspotas que se tornam grandes déspotas, ignorantes e violentos, porque, se tem uma coisa que eles sabem, é que a vontade deles vale ouro! Isso tudo se resume numa palavra: Brasil.

    Aí, vem galera defender a diminuição da maioridade penal. Vem Governo do Rio proibir insulfilm em vans. Vem mais uma Lei legislando a respeito do consumo de álcool e direção. Vem mais um paliativo, que não resolve nada. Como diz meu primo Lu, isso é tentar curar câncer com Aspirina. O problema está lá na base, meu povo! Lá na criança que não aprendeu nada - em casa ou na escola. Lá! Pessoas bem educadas não levam as pernas e braços de ciclistas grudadas nos carros. Pessoas bem educadas não esperam que o governo seja o pai que nunca tiveram e as proteja de todo o mal - mal que, em geral, está intimamente ligado ao próprio Governo.

    Então, que tal, em vez de mandar mais gente para a cadeia, criar cidadãos que não precisarão ir para a cadeia, porque sabem diferenciar o certo do errado?! Que tal não aceitar nenhum mau candidato a qualquer cargo público para que se valha a pena votar? Que tal votar certinho – na medida do possível, eu sei… - e eleger pessoas que estão preocupadas com o bem comum?! Que tal exigir professores bem preparados - e bem pagos, por que não? – para dar ensino de qualidade aos seus filhos?! Que tal parar de pedir esmola ao Poder? Que tal ser cidadão que forma cidadãos?! Que tal vestir a carapuça?! É, que tal fazer sua parte?! Hein, que tal?!


  5. Menosquências…

    3 de maio de 2013

    Antes de mais nada, deixe-me esclarecer: a enquete ali do lado não tem nada a ver com minha vida, situação ou coisa que o valha. É apenas curiosidade que surgiu em meio às minhas leituras.

    Minha opinião, se é que interessa a alguém, é que vingança me dá preguiça. Fria, então… Porque, no calor do momento, até vale um descontrole. Mas ficar requentando ódio por muito tempo, ficar revivendo dores, nhé. Não é comigo. E eu tenho aquela crença de que a vida se encarrega. Na verdade, acho que todo filho da p*ta se ferra sozinho, se enrosca, se dá mal no meio do caminho. É típico da raça. Eles se acham espertos demais!

    Agora, se a vida me der a oportunidade de empurrar o cara pra fogueira… Eu topo.

    Mas o objetivo do post é outro! É que minhas orelhinhas estão ardendo! Foram puxadas duas vezes, em três dias…

    Na terça, mereci! Eu estava fofocando, assim, à toa, sem nenhum objetivo e propósito. Minha cunhada sempre disse que o primeiro sintoma de que me enturmei com Itaúna é que passei a fofocar. Mas não é bem por aí. Fofoquinha do tipo: “fulano se casou”, “sicrano se separou”, “beltrana engravidou” é típica da humanidade. É simples constatação de acontecimentos. Em cidade de interior só parece maior porque mais gente se conhece. Mas a intriguinha gratuita, daquele tipo em que a gente fala do outro como se fosse melhor do que ele - e era isso o que eu estava a fazer - é duma feiúra! E por quê eu fiz? Não sei o que me deu. Baixou um espírito de porco - tadinhos dos porcos - ou a má influência ainda anda à espreita. De verdade, não sei. Mas senti tanta vergonha de ter sido chamada à atenção que fiquei vermelha e tentando, em vão, me justificar.

    E, então, parei de fofocar? Duvido. Mas, pelo menos, daqui por diante, fa-lo-ei com vergonha! É, isso é falta de vergonha, eu sei, mas, cara, falar mal do outro é irresistível! É antopológico! É se sentar no seu rabinho, se esquecer que você é um bosta, e avaliar o outro. Julgar e condenar… Ok. É feio. Vou me policiar.

    Outro puxão de orelha veio ontem. A pessoa me disse que me falta elegância – esqueci a palavra exata, mas esta serve, no contexto – em uns posts aqui. Que eu não penso no outro, que eu generalizo sem medir consequências, que eu pego pesado no lado pessoal. E é fato. Esta sou eu. De uma indelicadeza e falta de classe que só. E, quer saber? Essa vai continuar sendo eu. Aqui é minha terapia. Escrevo, você lê - ou não - e vida que segue. A minha, mais leve. Eu escrevo no calor do momento - e já até me aconteceu de me arrepender da bobagem registrada. É o que se passa ali, naquela hora. Se fosse para escrever bem, com classe e bonito, eu deixaria o sentimento de molho até poder formular o texto bem bacana, classudo e emocionante. Quem sabe, virar meme com minhas frases belas?! Não! Não é esse o objetivo!!

    Ofendi alguém?! Realmente lamento, mas não muito – ah, dependendo de quem, nadinha mesmo. Esse alguém sempre tem a chance de revidar nos comentários. Sempre. Posso treplicar partindo pra baixaria, se me der na telha, mas, né?! A vida é assim mesmo. Acontece - e me aconteceu no episódio aí de cima – de cair o nível. Mas, ó, manter a pose no dia a dia, na vida real é tão difícil. É tão frequente o meu uso de focinheira para tratar com os outros que, aqui, eu não me seguro. Não quero me censurar.

    Outro dia, no aniversário do blog, eu cheguei a cogitar me livrar dele. Achei que eu estava ficando velha pra bloggar e talvez esteja. Mas não quero partir pros tarjas-pretas ou pra análise - na qual, para mim, eu não acredito - por isso, o blog ainda me serve. E, nele, vou continuar sem patrulhamento – mas se minha advogada mandar tirar, eu tiro… Aceite-me como sou, bata boca comigo ou caia fora! Ou nada disso. Mas, lembre-se, você é livre para se livrar de mim. Eu sou livre para me ser!

    Não fiquei ofendida ou triste ou arrasada com nenhum dos “puxões de orelha”. Aliás, gostei deles como início de auto-análise. Foi válido e agradeço os toques!

    Segundo minha nova “ídola”, Anne Rice, em A Rainha dos Condenados, “nenhum de nós realmente muda com o tempo; apenas nos tornamos mais integralmente o que somos.” Se é para ser assim, que eu, pelo menos, saiba bem o que sou e o seja direito!


  6. When doves cry

    28 de abril de 2013

    Por falar em propaganda, sou só eu que detesto as da Dove?! De-tes-to!

    Acho inadmissível que uma marca que manipula luz, fotos e informações para que toda “mulher Dove” seja “naturalmente” bonita venha me falar de manipulação de imagem e de mercado cruel com a mulher.

    E qual é esse tal de mercado cruel? É a moda? É a publicidade?! Mesmo?! A moda e a publicidade nunca me falaram que eu era feia. Quem me falava que eu era feia eram as pessoas a minha volta, antes que a moda e a publicidade dessem um jeito. A moda fez com que o diastema fosse aceito. Ninguém achou bonito, ninguém correu pro dentista para abrir espaço. Mas muita gente parou de implicar! A moda adora as diferenças! A publicidade adora ruivas! E ver ruivas em campanhas e propagandas fez com que começássemos a ser aceitas. Quando eu era criança, era típico o pensamento: “crianças ruivas são tão fofinhas… Pena que crescem”. Pois eu cresci e pena nenhuma!

    Ah… Mas e a anorexia?! É culpa da moda! Mesmo?!

    Assisti no Discovery, há um tempão, um programa sobre a mais nova anoréxica do mundo. A garota, aos 8, parou de comer. E não foi porque Paris gosta de modelos magérrimas. Foi porque ela assistiu a “The big looser – Perder para ganhar” na TV e associou a perda de peso à satisfação e vitória! O mesmo programa mostra que anoréxicas são meninas perturbadas e controladoras que querem exercer poder e controle sobre as próprias vontades, sobre o próprio corpo. A maioria nunca vai ser modelo, nem quer.

    Mas há as modelos que morrem de inanição, todo ano! É, há. Assim como também há as que vivem anos de glória e fortuna com poucos quilos de peso, sem grandes – ou pequenos - sacrifícios ou problemas. Se você não tem como ser do time dois, não vá para o time um. Bom senso está sempre na moda.

    Se formos pensar um tiquinho, distúrbio de imagem é uma coisa de nosso tempo e não é culpa de um ou de outro. É uma somatória de perturbações. Mulheres loucas + reality shows + Hollywood + cirurgiões picaretas + “avanços” cosméticos + consumo exagerado. Afinal, você já viu alguma modelo com a cara da Donatella? Ela é rica, mas é bonita?! Ela já foi anoréxica, alguém copiou?!

    Ah, mas as publicidades de cosméticos alisam tanto as mulheres que elas nem tem poros, mais. Mulheres famosas não tem poros desde de Rita Hayworth! Se não houver exageros/erros na manipulação da foto, ela fica fantástica! E a gente quer igual. Para alcançar a ilusão, temos cosméticos de “efeito Cinderela” - que saem com o banho - que resolvem o problema. Trabalhar a luz e sombra na maquiagem, nos contornos do rosto e do nariz faz uma plástica instantânea e poderosa. Meio quilo de sérum/primer lhe deixam lisinha por um dia! Igualzinho no Photoshop. Quer algo mais permanente? Botox! Liso intenso por até 6 meses!

    E lábios carnudos?! Podemos ter, também! Cabelos lisos? Claro! Louros?! Intensos!! E olhos claros para todas!! Dentes da Halle Berry são tendência! Até ela comprou pra si!! Pele bronzeada em pleno inverno ártico?! Por que não?! Peitão? Bundão? Combinam com o bocão!! Celulite e estrias ainda não tem solução definitiva, mas, vá, até a Kim as tem…

    kim-kardashian-cellulite-cover

    E precisa parecer natural?! Claro que não!! Precisa ter cara de “mexido”, para mostrar poder aquisitivo!!

    O “nosso novo padrão de beleza” não veio da moda ou da publicidade. Veio da eterna insatisfação do ser humano com a aparência (humana). Veio com a falta de raciocínio e de bom senso. Veio da superficialidade dos nossos dias, veio das empresas de cosméticos que viram o filão! Veio de você, que se emociona com propaganda de Dove, cheia de coitadas que se sentem feias porque não podem fazer plástica… Assistem, choram enquanto pensam “mas ela bem que podia arrumar estes dentes…”. Sei. Tô te vendo!

    E, na sincera total, Dove, foram as pessoas comuns que baixaram minha bola, enquanto eu permiti que elas fizessem isso. As mesmas que, se não estiverem sendo filmadas, são “sinceras” e precisas em apontar defeitos. Que me fariam muito mais feia e triste num retrato falado do que eu jamais poderia me fazer. E, na boa, isso é propaganda e, não, realidade. Se fosse, seria documentário – e, mesmo assim, eu duvidaria e faria pouco, vindo de quem vem. A manipulação já começa em se contratar um cara para fazer dois desenhos em que, obrigatoriamente, o primeiro TEM QUE SER menos bacana que o segundo – tá no roteiro, senão, não tem propaganda. A manipulação se perpetua na musiquinha triste e com a tendência das mídias digitais em promover o politicamente correto de boutique.

    Vamos cair na real mesmo, de verdade? Quase ninguém é lindo. Somos quase todos meramente razoáveis, esteticamente. Com ou sem maquiagem, como ou sem banho de loja. E não precisamos de mais do que isso para nos amarmos e sermos amados. Afinal, não foram as minhas leitora que me disseram que o importante para uma mulher é não ser burra?! Que beleza nem é fundamental?! Então, quem de nós está preocupada com defeitinho besta? Quem aqui precisa ser perfeita para se sentir segura?!

    Outra coisa que me incomoda é que, segundo as estatísticas da Dove, somente 4% das mulheres estão satisfeitas com a aparência. Mesmo?! Você tem Facebook? Já viu quanta amiga posta fotos horrendas, em frente ao espelho, fazendo bico, de batom Snob, se achando lindona?! Elas representam mais de 4% das pessoas que você conhece?! Aposto que sim. Então, onde estão essas 96% de infelizes?! Escondidas?!

    Sabe, no fim das contas, há vantagens nesta loucura coletiva! Se antes, só era feio quem não tinha grana, hoje só é muito destrutivamente feio quem tem grana o bastante! E viva a mediocridade física!

    Update: a Luana me passou a dica de um texto, muito bom, porém, em inglês, de uma moça que viu além na propaganda de Dove. E concordei demais. Vale a leitura – peça ajuda ao Google Tradutor, se necessário!


  7. 3 anos de Pitacos

    14 de abril de 2013

    3anos


  8. Mais polêmico que mamilos!

    27 de março de 2013

    Mostrar os peitos é tão 2012 – ou 1800, como sugeriu a Luana. A tendência, agora, é mostrar a vulva.

    A Folha trouxe uma matéria sobre alguns Tumblrs/blogs criados para enaltecer a vulva, essa perseguida… Acontece que, como atrizes pornô, Panicats, Geisys Arruda e outras grandes formadoras de opinião, no mundo todo, tem feito labioplastia, as mulheres comuns, que não tem grana e coragem de se submeter a uma cirurgia dolorosa e fútil para ter pererequinha de criança, tem se sentido inferiorizadas e traumatizadas, por causa da comparação. Como superar este trauma? Fotografando e postando para o mundo suas vergonhas, acompanhado de um texto fofo de superação.

    Dei uma passada d’olhos num deles e, sinceramente, não entendi o drama. Marido, em compensação, ficou horas avaliando, lendo os textos - sei - e se solidarizando com as bucetas. Assim como qualquer nome que venha a ser dado à coisa, ela é feia. É da natureza da genitália. Não existe órgão sexual bonito e ponto. A grande questão é, se seu namorado fica avaliando a sua e constata que ela é feia, duvide da orientação sexual dele - e/ou ria do pinto dele! Aposto que é risível! Se você fica avaliando a sua - num contorcionismo estranho, diante do espelho -  e constata que ela é feia: parabéns, você brilhou! Se você acha que isso é motivo para plástica, pelamor!

    Motivo para se submeter a uma labioplastia é ter uma menina que incomoda fisicamente. Existem casos de lábios tão grandes que se machucam durante o ato sexual ou ficam muito sensíveis em contato com as roupas. Em outros casos, a ex-bombada de academia desenvolveu um pequenino pênis e não é mais uma moça. E, é claro, se você vive de aparência e sua racha surge em close para as câmeras, é bom que seja fotogênica!

    Mas se você não é atriz pornô nem se encaixa nas outras categorias de “justificáveis”, esqueça isso! Filme pornô é igual Hollywood, onde nada é real. Os peitos, as ereções, a trepada, o gozo, é tudo fake. É de se admirar que alguém exija realidade logo numa xoxota exposta ali. É de admirar que alguém compare o que acontece ali à realidade do dia a dia de pessoas comuns e pudorentas. Se seu namorado cospe em você para lhe lubrificar e você diz “oh, yeah! oh, yeah” durante o ato, bom, vocês precisam de terapia, mas não há necessidade de plástica…

    Mulheres normais, saudáveis e inteligentes não se preocupam com a estática da parte pudenda, mas com a saúde e a higiene dela. Homens heterossexuais normais, saudáveis e inteligentes não comparam e põem defeito nos corpos das suas mulheres - se sabem o que é melhor para eles.

    As pessoas andam doentes. As pessoas andam buscando problema onde nunca existiu. Como diria a vó Edir: “este mundo está muito enfeitado”. E como diz minha vó Tereza: “não gostou? Come menos”. É… Na época de nossas avós, a busca por uma xavasca estética não tinha espaço para existir.

     


  9. Papo de tia

    24 de março de 2013

    Acredito que seja ponto pacífico que as moçoilas do FEMEN são ridículas. Mostrar os seios, a bunda, o dedo médio não são e nunca serão forma de protesto válida. Mas, né… Entre ser ridícula e ser condenada à morte há uma longa distância… Ou não?!

    Não é argumento válido dizer que a nudez pode ser ofensiva. Dependendo da situação, pessoa toda vestida me ofende, mas engulo o choro – porque já sou adulta e sei que minha moral não serve para todo mundo – e olho pro outro lado. Como marido costuma dizer: “não quer ver estrelas, não olhe pro céu”. Vale para seios na Internet.

    O problema é que seios na Internet já causaram a morte de, pelo menos, uma menina: Amanda Todd. Uma história triste, uma morte estúpida, porque pessoas são cruéis. Na Internet, quem tem conexão é rei e compartilhar as misérias alheias – ou criar misérias para alguém – é praticamente lei. Por que?! Vai saber… Algum desses fenômenos da coletividade que me recuso a aceitar. Mas, como eu disse ali em cima, minha moral não vale para todos e, no fim das contas, a vida é assim… O que nos resta? Evitar a fadiga. Sim, o corpo é seu e você faz dele o que quiser, mas tenha em mente:

    1. Caiu na rede, não tem volta. Taí a Xuxa que não me deixa mentir…

    2. Suas escolhas tem consequências. E não conte que a Lei Carolina Dieckmann vá lhe proteger. Ela é só um paliativo com um nome bobo. O negócio é prevenir.

    Sério, mocinha, não se exiba por aí, não faça filminho pornô caseiro – nem profissional. Aliás, não tatue nome – e rostos – de namorados ou ídolos. A vida não é curta, não. É a coisa mais longa que lhe acontecerá! Não faça coisas que, agora, parecem legais, mas que podem trazer dores de cabeça logo ali, na frente. Se quiser mesmo fazer, não vá no impulso. Pense muito bem, pese muito as consequências e converse com alguém (mais) adulto, confiável e responsável - se possível, antes! Você pode ter sorte e tudo terminar bem, mas se você não é Paris Hilton ou Kim Kardashian, não conte com isso como o certo.

    Você não pode mais se considerar inocente/ingênua quando há precedentes e informação. A culpa pode não ser sua, como não foi da Amanda, mas quem paga por isso é você. Pense. Não dói e não custa nada.

     


  10. Problema.

    22 de março de 2013

    Acabei vendo o clipe da Taylor por puro acaso, graças a um meme que troca partes dos clipes por uma cabra berrando. Fiquei curiosa e fui ver o clipe original. Que coisa… Rolar empatia com Taylorzinha nunca me pareceu ser possível.

    Talvez seja, de alguma forma, reconfortante saber que Taylor Swift, linda, loura, magra, rica e famosa, também come o pão que o diabo amassou com alguns carinhas. Ou, talvez, seja ainda mais perturbador.

    Mas mais perturbador ainda é saber que, um belo dia, você vai estar carente e sozinha - ou muito de bem com a vida e cercada de amigas – e um carinha pintoso, descolado, interessante, gostosinho vai mexer com você. Você vai resistir por 5 minutos e, quando perceber, sua vida vai estar de cabeça pra baixo.

    Ele vai lhe tratar feito lixo na frente das pessoas, vai lhe largar para trás, muita vezes, mas vai ser uma ternura só quando vocês estiverem sozinhos. E ele é bom, beija bem, conversa sobre assuntos variados, é inteligente, sabe fazer você se sentir especial – quando é do interesse dele. Você vai encontrar inúmeras justificativas para o comportamento escroto dele. Vai até dizer que a culpa é sua! Você vai acreditar piamente que ele se importa e que você tem muita sorte de estar com ele. Você vai fantasiar que ele vai mudar. Por você.

    Eventualmente, ele muda, mas nunca é por você, nunca em relação ao que você significa para ele. Porque, sua tola, você é apenas um passa-tempo. Uma bonitinha que ele consegue manipular facilmente, por mais inteligente e segura que você tenha sido até ele chegar na sua vida. Ele não lhe respeita e nem vai começar a lhe respeitar. Não vai.

    Sorte sua se ele for embora rapidamente, se lhe trocar por outra, se sumir sem justificativas. Sorte sua se ele sair da sua vida enquanto ainda dá para colar os cacos da sua auto-estima, enquanto você ainda tem como voltar a ser quem era. E, mesmo assim, a recuperação vai ser dura. Você vai rememorar cada dia, cada segundo com ele, tentando entender o que aconteceu, porquê ele foi embora. Vai sair perguntando às pessoas o que elas acham, vai acabar escrevendo poemas sobre “este amor”, vai fazer besteiras, vai rejeitar os caras realmente bacanas e que gostam de você de verdade - porque não são ele.

    Se tiver o azar de reencontrá-lo, vai receber as atenções dele, novamente. Ele não quer que você o esqueça. Ele vai ser simpático, muito legal. E vai lhe fazer recair. Corra disso! Corra por sua vida! Corra! Porque, um dia, 20 anos depois, você se pega pensando nele e, de repente, uma lágrima sem vergonha lhe escapa. Triste…

    Há meninos que são vampiros das nossas emoções. Isso não é romântico, é doentio. Se identificar um deles a tempo - ah, nunca dá… - fuja!

    E, menina, se você nunca passou por isso, lhe invejo até os ossos. Se já passou, não sinta saudades, não busque sentir isso novamente. É fria. Taylor tem toda razão: a pior parte não é perder o cara, é se perder e, isto, nem sempre tem volta.

     


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