Detesto – detesto é uma palavra forte, eu sei, mas acho adequada – pessoas que se dizem humildes. Há uma arrogância latente nessa declaração. Humildade não cobra reconhecimento, não precisa ser esfregada na cara do outro. Prefiro um prepotente assumido do que um humilde auto-declarado. Argh!
Tag: ‘pitacos’
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Humildade
17 de fevereiro de 2012
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Publiciotários
12 de fevereiro de 2012
Fiquei lendo o Fuck Yeah, Publiciotários e fiquei perdida. Eu devo ser uma dona de agência muito otária ou muito boa, porque somos muito diferentes do que é comentado nesse Tumblr.
Eu não pago hora extra, mas não deixo ninguém fazer hora extra. Para a criação, a agência abre às 9h e fecha às 17h. Menos sexta, que fecha às 16h. Meus funcionários não gostam de férias, mas, mesmo sentindo muita falta deles, os obrigo a tirar.
Não proíbo o uso de redes sociais, Internet nem nenhuma forma de ócio durante o expediente, desde que não atrapalhe o rendimento. Aliás, emendamos feriados, porque acreditamos, sempre, no tal do ócio criativo.
Peço, sim, a pretensão salarial de quem eu convido a trabalhar conosco, não por covardia, mas para não impor o meu valor. Eu sempre sei quanto posso desembolsar, mas é bom saber quanto a pessoa pretende receber. Se estiver aquém do meu valor, fica o meu valor. Se estiver além, dependerá. Muito além e não valendo a pena, nem ofendo a pessoa com contra-proposta. Pouco além e valendo, tento um meio termo ou me viro pra bancar.
Não desconto os impostos da folha de pagamento, pago o que foi combinado. Nunca paguei salário ou bonificação após os prazos legais. Assino carteira assim que o funcionário é contratado. Nunca dei cano. Será que é por isso que não tenho uma SUV?
Não pago bem. Mas, também, não ganhamos bem. A agência, por estar onde está, não pode cobrar valor de tabela e, portanto, é sub-remunerada. Isso acaba sendo transferido para os salários, afinal, não posso me endividar para pagar funcionários.
E se não ganhamos bem, ou, pelo menos, o justo, porque o mercado não permite – e, não, não vou me mudar daqui e não é porque eu tenho medo de um mercado maior, como disse um babaca, uma vez, aqui no blog – não deixo o cliente da minha agência agir como cliente de agência. Quer saber como é um cliente de agência? Leia Clients From Hell. E, em geral, são assim em qualquer cidade, estado ou país. Aqui há regras e prazos e são cumpridos.
Somos perfeitos como agência, então? Não, longe disso. Mas somos bons, muito bons – impossibilitados de sermos melhor por falta de verba e de visão dos outros. Mas não deixamos de tentar, evoluir, aprender uns com os outros e com nossas falhas. Por isso, mudamos as regras quando elas deixam de funcionar, nos adaptamos a cada nova realidade. Eu e meu sócio, há quase 6 anos, criamos a agência pensando no lugar em que nós gostaríamos muito de trabalhar. Se ainda não é esse lugar, é porque não depende só da gente. Mas, no que depende, fazemos o possível.
E se você é dono de agência, tem carro bacana, casa bonita, clientes pajeados e funcionários estressados, infelizes e desmotivados, bem, você é mesmo um “publiciotário”. Como tal, vá pro inferno!
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Barraco da semana!
9 de fevereiro de 2012
Eu nem ia entrar no assunto, porque, quer saber?, minha opinião não muda nada. Mas se até a Adri saiu da tumba, me senti na obrigação.
Esta semana, a Melissa abriu loja em NY. E a Camila, do GE, e sua fiel escudeira, Lalá, foram lá (lá) para o regabofe de inauguração. E daí?!
E daí que, nos idos de 2007, Camila falou que Melissa é tudo mais do mesmo e que não cai mais na esparrela de comprar tal marca. É público que as blogueiras Hits não curtem Melissa, elas preferem Louboutin. Mas elas curtem regabofe. Até eu, que sou mais boba.
Daí vem a questão: Camila e Lalá estão erradas?! São cara de pau e hipócritas? Dã… Claro que não. Elas não foram para NY, com tudo pago, para ou por gostar de Melissa, mas porque milhares de meninas gostam delas e, principalmente, a Camila vende. A Melissa, que é boba e tudo, sabe disso e achou que podia usar o espaço do GE. Seria muito mais legal ter chamado a Tamy ou a Charline, que tem blogs sobre Melissa e tem visitação enorme? Talvez, para elas. Mas elas não são Camila. E Camila é tudo, hoje. Em termos de mídia, a aposta foi certeira.
Mas magoou corações…
A Tamy cogita em mudar o nome do blog. A Charline cogita em mudar o tema do blog. A Adri falou que o marketing da Melissa errou. E eu… Eu tô c***ndo pra tudo isso. O mercado é esse aí. Se a marca erra, ela paga por isso. Se der certo, bom para eles. Eu, como consumidora, compro o que eu gosto, o que me apetece e se encaixa no meu bolso. Não estou nem aí se a Melissa ignora que eu e um monte de fãs postam o lookbook da marca, experimentam os sapatinhos e comentam, etc. Eu posso falar por mim: não faço isso pela Melissa. Nunca fiz. Nunca busquei reconhecimento, inclusive, porque nunca mostrei à marca que eu existo enquanto dona de blog. Faço isso, porque gosto de Melissa e fico felizona quando encontro na Internet informações úteis para quem compra on line. Tento fazer minha parte.
A hashtag melissafail bombou? Sim. Faz diferença para a marca? Pouca. É porque as melisseiras são trouxas? Duvido. Eu não sou melisseira nem trouxa e não vou deixar de comprar Melissas por causa de hashtag, recalque, mágoa, desmerecimento, etc. Não deixo de comprar nem porque são caras, machucam os pés e me dão um chulé colossal! À mim, a Melissa não deve desculpas pelo episódio. Se quiserem mesmo se desculpar, poderiam começar padronizando as formas dos sapatos, para facilitar minha vida na hora de escolher o tamanho ou, pelo menos, colocar a informação de largura e comprimento da palmilha na loja virtual.
E, por fim, aconselho às pessoas a deixarem de bobagem e gastarem seu tempo com coisa mais útil, tipo, lavar uma trouxa de roupa suja, porque, sério, isso tudo é papo de lavadeira – sem desmerecer as lavadeiras, claro.
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Eu, Pi, 37 anos, ateia.
28 de janeiro de 2012
Sou ateia desde os 14 anos. E não tem nada a ver com meu lobo frontal ou qualquer explicação biológica do tipo. Tem a ver com escolha.
Nasci em família católica, fui batizada, fiz primeira comunhão e ia sempre à missa. Mas eu achava Deus mau. Minha opinião. Daí, preferi deixar de acreditar nEle a odiá-Lo. Minha opção.
Quando eu me “converti ao ateísmo”, eu tive meio que aquela reação prepotente de quem “não precisa de Deus” e comecei a me achar melhor do que os crentes (de qualquer religião) e a julgá-los todos fracos e tolos. Mas passou. Hoje, já enxergo a fé como algo positivo, desde que usada para o bem. Percebo que as pessoas que crêem se sentem bem assim e, quando pregam, estão apenas desejando que você se sinta bem, também. Por isso, no dia-a-dia, não me custa responder ao “vai com Deus” com um “amém”, nem mesmo estar de mãos dadas com os fiéis durante um “Pai Nosso”. Não excluo ninguém e não sou excluída.
Há, claro, os impositores, mas não aceito este tipo de postura, já que Deus deu livre arbítrio. Condenar o outro por decisões e escolhas é querer ser mais do que Deus e soberba é pecado. Se Deus sabe o que faz, não interfira.
Como ateia, acredito que é desrespeitoso o uso constante de símbolos cristão em prédios públicos, citação de Deus no preâmbulo da Constituição e a imposição da religião sobre o Estado. Mas me sentiria assim se eu fosse judia ou de fé islâmica, também. Acredito no Estado laico. É a forma mais inteligente e íntegra dele ser.
E, como pessoa, penso que fé é muito pessoal. Assim como a falta dela. E é por isso que a ATEA me incomoda tanto. Acho a abordagem estúpida e descriminatória. E, poxa vida, são senhores esclarecidos e cultos. Por que tão ignorantes?! Eles apontam o dedo, ridicularizam, menosprezam em nome do direito de não acreditar em Deus? Bobagem. Não acreditem e pronto. Não me ofendo nem um pouco quando o Datena ou qualquer outro diz que o bandido “não tem Deus no coração”. Entendo a premissa, inclusive. Pode ser imbecil, mas não me atinge. Eu sou essencialmente uma boa pessoa, porque minha consciência não me permite ser ruim. Não preciso de uma moral religiosa para me dizer o que devo ou não fazer, mas sei que não é assim para todo mundo. Alguns precisam do “freio de Deus”.
Há mau uso da religião – seja lá qual for? Claro! Mas ela é a culpada por todas as guerras e conflitos? NÃO! Se não fosse a religião, seria outra coisa qualquer. O ser humano adora um conflito e um drama. Deus é uma das desculpas usadas, mas não é o culpado. Há diferenças e elas são sempre o gatilho. Ou seja, não há nada que comprove que “o mundo ateu” não seria a mesma m*rda que o mundo teísta.
Forçar a barra e se colocar como vítima é a proposta da ATEA e é o que gera o preconceito. Ninguém gosta de “vítimas”. Até eu fico furiosa com coisas assim:
Hã-hã… Mas a ATEA pode usar esta imagem em prol da “causa”
Por causa de babacas como os ATEA, só posso pedir que, por favor, não me coloquem neste mesmo balaio. Não sou como eles. Eu respeito a fé de cada um e realmente acredito que o mundo não seja só razão. Pode haver magia, sim. Pode haver milagre. Pode haver espíritos e santos. Pode haver, sim, um Deus. Não há provas que sim ou que não e não sou tão imbecil para dizer que a minha verdade É A VERDADE definitiva. Ela apenas me serve.
E, seja como que for, eu sei que, se há mesmo um Deus e ele é Pai, ele me ama e acredita em mim.
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Regina Duarte
25 de janeiro de 2012
“Eu tenho medo…”
Quando eu fiz a enquete do que é pior para uma mulher: ser burra, ser feia, ser gorda, ser chata ou ser encalhada, ganhou o “ser burra” e discordei geral. Meu argumento: as pessoas burras não sabem que são burras. Assim como, muitas vezes, as pessoas ignorantes ignoram o fato.
A Internet tem me botado medo. Tenho agradecido muito a baixa frequência de visitas e de comentários no Pitacos. Eu não saberia lidar com as pessoas com as quais tenho “topado” em alguns sites. E até aqui. Uma mocinha leu o título e a primeira linha do post sobre a Gretchen e começou a me xingar! Ela nem leu o texto, curtíssimo. Ficou no título e subtítulo e deduziu TUDO! Ok, fiz de propósito, mas, né?! Me decepcionem, poha!
Outro exemplo: eu adoro gatos, mas entendo piadas e sei rir delas. Não acredito que este tipo de piada faça com que pessoas de má índole maltratem gatos – elas maltratam, porque tem má índole, oras. Mas uma “dona” acredita que sim, que o preconceito contra gatos é gerado por piadas e comentários maldosos. Por isso, ela escreveu um longo e-mail expondo o ponto de vista dela. Ok, nada contra, mas, sério, não foi desnecessário, tendo em vista o teor das piadas? O Corvo Assassino, apesar do nome, não incita à violência contra gatos, ursos, macacos ou humanos. Vamos deixar para reclamar de coisas mais relevantes, vamos? O clichê de dona de gatos louca já deu, né?!
Ignorar normas de boa educação, respeito ao próximo e ao trabalho dele é, sim, ignorância, além de falta de educação e imbecilidade. Exemplos desse tipo de comportamento eu leio sempre em Di Vasca, Meus Nervos e Manual Prático, sites que contam os apuros de cada qual na sua profissão e que me fizeram até parar de reclamar da minha e do povo a minha volta. Não, não estou cercada por pessoas melhores que as citadas nesses sites, mas eles expõem melhor do que eu as agruras, de forma cômica e debochada. Eu só esperneio. De qualquer forma, eu preferiria que as pessoas tivessem mais noção a ter a possibilidade de ler os “causos” engraçados desses sites. Abriria mão do riso por um mundo melhor!! Eta, eu!!
Reclamar à toa, sem saber do quê, só pelo prazer de causar desprazer, é outra coisa bem comum. Um carinha reclamou que a HQzinha perfeita que o Fábio Coala produziu e postou era chata, porque não tinha graça. Mas, hein?!
Clique e veja se precisa ser engraçado
Um outro, reclamou, aqui no meu blog, que eu uso pontos demais!!!!
Mas nem sempre é o leitor/freguês/cliente/espectador que é o ignorante. A ignorância também figura muito do lado do “postador de opinião”.
O Blogueira Shame, para mim, é exemplo disso. Acho o blog desnecessário, cruel, agressivo e impositivo. Ok, blogueiras de moda andam muito chatas. Ok, muita gente comente erros terríveis de gramática e digitação. E, ok, também, há umas estéticas bem sem noção rolando por aí. Mas não precisa escrachar. Tem gente que aponta, ri e não me constrange, então, é possível criticar sem machucar. E nem o substítulo do blog funciona: “Quem não pode atacar o argumento ataca o argumentador.” Sim, mas ela não argumenta, ataca somente. E muito me impressionou saber que a blogueira é uma senhora de 36 anos. Tenho quase 38 e, por experiência pessoal, nessa idade somos menos cruéis e apontadoras de dedo que na adolescência.
Ah, kidults… Achei que era só uma fase…
Outros casos de postagens ignorantes estão no FB. Credo! Quem são esses que vivem fazendo “artezinha” para “compartilhar”. Eles querem ser formadores de opinião? Mas, né?! Fundamentem a opinião. Usar de bobagens e um monte de lugar-comum como argumento para qualquer questão, desvaloriza total a tal questão:
Então, vejamos… O Kim Schmitz roubou e compartilhou propriedades intelectuais a torto e a direito, visando lucro pessoal (só em 2010, ele teria ganhado 42 milhões de dólares, graças às suas atividades na Internet, segundo as autoridades americanas), ou seja, é um bruto dum ladrão que cometeu crimes internacionais. Nós, que adoramos falar que o outro é corrupto, mas gostamos de sentar no rabo e fingir que baixar filmes e músicas na Internet, de forma ilegal, é legal, adoramos o cara e fingimos que ele estava distribuindo cultura. Um Robin Hood de nossos tempos! E ele foi preso. Tadinho…
Mas, não, Kim não é um tadinho nem só ladrão. Ele é um cara com uma ficha corrida e tanto…
Já o Miguel Carcaño foi condenado a 20 anos de prisão, pelo estupro e homicídio de Marta del Castillo, uma jovem sevilhana de 17 anos, que desapareceu em 2009, e cujo corpo nunca foi encontrado. Terrível, isso. Só 20 anos?!
É triste pensar que o estupro e morte de uma garota condena, na Espanha, ao assassino e estuprador, a uma pena menor do que a que um alemão, ladrão, pode pegar? É. Mas um é alho e o outro é bugalho. São crimes diferentes, cometidos sob leis diferente e não há muito como comparar uma coisa à outra. Se Miguel merecia uma pena maior não quer dizer que Schmitz mereça uma menor. Ponto.
Na mesma linha:
Por que eu não compartilho isso no meu FB? Porque é bobagem. Não é a memória nem a opinião do povo quem deve julgar um assassino. Para isso, há leis. E são elas, e não a nossa vontade, que regem o tempo de pena e os abonos. Se não concordamos com as leis, aí, já é outra história. Acredito que, primeiramente, deveríamos tentar conhecê-las, entendê-las e, se mesmo assim, não concordarmos com elas, deveríamos nos mobilizar e utilizar os caminhos disponíveis para tentar mudá-las. E o FB não é esse caminho, mas o voto é…
Outra delícia:
Ã-hã… Vamos, sim, ficar um dia sem Globo. Amanhã, a gente tudo compra os jornais para ver o que perdeu…
Estou sem Globo há uns 4 anos e não deixo de saber das bobagens que ocorrem na rede do seu Roberto por causa disso… Não faz diferença para eles nem para mim.
E teve uma campanha dessas sobre o “Mulheres Ricas”, que não achei mais – meu amigo que compartilhou ficou com vergonha do meu comentário e tirou o banner… Pena…
Nele, comparava-se as moçoilas com esta criança e diziam para protestarmos contra o programa para tirá-lo do ar. Porque, enquanto elas esbanjavam, a criança morria de fome.
É óbvio que o fim do programa acaba, imediatamente, com a miséria. A Val vai deixar de tomar champagne para alimentar a criancinha da foto e o mundo ficará lindo!! Sei.
Ademais, sem essa de censura! Assiste a “Mulheres Ricas”, “BBB”, “Zorra Total” ou a qualquer bobagem que seja quem quiser – pois mais vale um gosto que um caminhão de abóbora. Como a pessoa assimila as informações que recebe desses programas, não há como os formadores de opinião controlar/impor. Cada um é cada um. Claro que acredito que alguns programas de televisão servem somente para legitimar o escárnio e a estupidez e que a desigualdade social no Brasil é cruel. Mas também me é claro que não assistir à programação da Globo no dia 25 ou banir “Mulheres Ricas” da TV não vai mudar nada. Países mais cultos e mais civilizados do que o nosso produzem este tipo de lixo, também… As pessoas gostam, dá lucro, é a lei de mercado…
São essas “campanhas compartilhem pataquadas” e outras, no mesmo tom, que nivelam o entendimento geral sobre as coisas por baixo. São bobagens como essas que legitimam, aos olhos dos outros, as invasões criminosas do MST, a ocupação da USP pelos playboys maconheiros e o levante de hoje contra o Kassab, por exemplo. A opinião pública, massivamente manipulada por redes sociais – e não mais por veículos de comunicação – começa a achar que nós, o povo, somos a lei. Nossa opinião é a que vale. Se você não pensa como nós, nós te odiaremos e você irá nos pagar por isso! Seja porque você apoia a ação da polícia contra invasores de terra, seja porque você gosta de Restart!
E é assim que confirmo: a burrice e a ignorância não são ruins para os burros e ignorantes, mas para os inteligentes e cultos que não são amorais a ponto de explorar a falha do outro em proveito próprio ou que, simplesmente, são obrigados a conviver com essa cruel diferença, num país em que ela é a maioria e, portanto, são os burros e ignorantes quem definem quem nos governa.
E como eu tenho medo de burrice, aconselho – gratuitamente – que, disso tudo, tiremos, ao menos, duas lições:
1. Vamos treinar a tolerância, o respeito, a educação, o bom senso. Sei que custa, mas não dói. Vamos nos policiar. Na maioria da vezes, ninguém quer saber nossa opinião sobre as coisas, então, se quisermos dá-la, mesmo assim, não a imponhamos. Vamos com calma, racionalizemos os argumentos e, se não soarem bem em nossa cabeça, que desistamos de opinar. Ofender, chatear, humilhar, não, né?! Seguremos a onda, minha gente!!
2. Aquele troço que parece chiclete mastigado que temos dentro da cabeça não é de fazer bola de ar. O nome dele é cérebro e tem que ser usado para o bem. Não se deixe ludibriar por imagens aparentemente interessantes ou textos entre aspas. Geralmente, são bobagens e sofismas. Pense, bote suas engrenagens cerebrais para funcionar, pesquise, leia livros bons, entenda as coisas e forme opiniões coerentes. Celebremos essa força incrível que é o raciocínio e usemo-nos sem moderação!! Vamos evoluir, moçada, porque o ser humano hoje é tudo, menos um animal racional.
P.S.: o título do post é uma referência a esta tirinha, aqui.
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Hyperlink
20 de janeiro de 2012
Passei o último fim de semana lendo blogs. É interessante como uma coisa leva a outra.
A Katylene havia falado do Volta para a escola, há algum tempo. Gostei do Tumblr e, passando por lá, vi um link para o Look do Dia do Dia. Fui conferir. Achei a proposta bem legal e até comentei aqui. E achei um link interessante, lá, também: De Chanel na Laje. Devorei o blog até o fim e fiquei tristíssima quando acabou.
O De Chanel era um blog anônimo, de uma moça que, aos 27 anos e um monte de bagagem cultural, decidiu expressar opiniões sobre o mundo do consumo. Gostei por dois motivos: 1. evolução. A linguagem, a princípio, bem agressiva, foi mudando de tom e se tornando bem eloquente e interessante. 2. cultura. Muitos assuntos tratados lá também foram tratados no Pitacos. A diferença é que ela parecia saber mais do que eu sobre o que estava falando. Eu me baseio em achismos e observações. Ela se baseava em fatos e cultura geral. Afinal, eu moro em Itaúna, MG. Ela, em Barcelona, Paris, Londres, Milão… Sim, o meio faz muita diferença. Eu me escondo em casa. Ela explora o mundo. Cobicei…
No Chata de Galocha, que tenho lido com certa preguiça, mas, ainda, com regularidade, achei o link para o Já Matei Por Menos. Outra mocinha nova e interessante. Adorei a linguagem e a maioria dos temas. Tão bom ler gente que sabe escrever! Apesar do blogholl com inúmeros sites que desconheço, não fiquei a fim de clicar em nada. Talvez, depois…
De lá, pulei para o Desilusões Perdidas, de um jornalista e o lado B de sua profissão. Muito bom. Foi dica da Michels, no Facebook, provando que a rede social tem utilidade, sim.
Pelo Twitter – não me sigam, não sou interessante em 140 caracteres!! -, cheguei a uma lista de termos ateus, duma associação chamada ATEA. Os termos são divertidinhos e tal, mas achei a ATEA bem picareta. Que história é essa de doar dinheiro para combater o preconceito contra o ateu?! Sou ateia há 23 anos e nunca fui humilhada, excluída ou discriminada por causa disso. Achei tudo tão desnecessário e apelativo. Mas deixo para dissertar sobre isso em outra ocasião.
Esta dissertação, termino com a conclusão: a Internet pode ser um terreno fértil, cheio de coisas interessantes, ou um amontoado de bobagens orkutizadas – seja lá o que isso signifique. Tudo depende de onde e do quê você procura. Se você só vê os memes da semana, a culpa é sua!!
Aliás, por falar em meme, amei isso!
Update: esqueci de recomendar dois bons blogs. Ácidos e divertidos, para quem gosta: Manual Prático de Bons Modos em Livrarias e Meus Nervos.
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Cansei
17 de janeiro de 2012
Cansei das piadas. Cansei do deboche. Cansei.
Não vi a cena, não estava lá, a mim, nada foi confidenciado e não sei o que foi dito ou feito. Mas li, logo cedo, no domingo, uma pessoa denunciando o estupro no BBB, pelo Twitter. Li o texto e não vi o vídeo, mas me convenceu pelos argumentos. Para mim, houve estupro.
E não é menos ofensivo ou menos mau se não houve “violência física” – porque houve, sim. Ele se aproveitou de uma moça desacordada que, se em sã consciência estivesse, talvez dissesse sim, talvez gostasse. A violência está no fato dele não ter se importado com isso, com ela. Em ele não ter querido saber a opinião da moça sobre o “mão naquilo/aquilo na mão”. Dele ter buscado o prazer dele, nela, sem a participação dela. É para isso que fizeram a boneca inflável, mas não é para isso que serve uma mulher.
E se não teve dor, se ela não reclamou, até “gemeu e gostou”, se ela nem ficou sabendo, nada disso faz com que seja normal. Se muitos caras já fizeram e fazem isso, “porque c* de bêbado não tem dono” e talz, não quer dizer que esteja certo. E não é crime porque ela é “lourinha bobinha” e ele “negão gatão”, é crime porque a Lei diz que é. E é. E não cabe piada.
Se ele é inocente, e não parece ser, lamento. Mas se for provado que é culpado, lamento mais ainda, e espero que toda essa situação sirva de alerta aos rapazinhos de plantão e às mocinhas alcoolizadas: a lei considera estupro não só a conjunção carnal mediante violência ou ameaça, mas qualquer tipo de envolvimento sexual/libidinoso com alguém que não pode oferecer resistência. A pena para o crime varia de oito a quinze anos de reclusão.
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Blogueiras de moda
12 de janeiro de 2012
Pode parecer inveja, implicância, velhice, mas, quando vejo que não é só comigo que acontece, fico até feliz. Porque, muitas vezes, eu mesma acho que é inveja ou implicância minha.
Eu estava de saco cheio das blogueiras de moda. De ler a Fulana falar, em 2010, que moda é sempre a mesma coisa e que perdeu o tesão, até notar que o nicho dá grana e banca comprinhas e, de repente, virar ícone de moda. De ler Ciclana falar das inúmeras viagens à Europa pagas pela popularidade do blog. É sacar que os patrocinadores do blog são, em grande parte, produtos que elas não usam e não indicariam, se não pagassem pelo espaço. É ver que Fulana, Ciclana e Beltrana usam o mesmo par de óculos Prada com os rococós laterais, que custam uns 2 mil contos.
Por isso, mais do que o texto muito bom da Nina, gostei mesmo foi dos comentários. Me deu esperança de que há pessoas que gostam de ler, de trocar ideias, de se vestir de forma única e não pasteurizada – sem cair no caricato, de preferência.
Não gosto de moda, gosto de roupas. Não gosto de blogueiras de moda, gosto de opiniões sinceras. Sério, não acredito mais nelas. Mas, confesso, não deixei de passar pelos blogs que eu acompanho por causa dessas chatices relativamente novas. Seleciono o que dá para ler, pego as dicas que se encaixam na minha vida e, se a dica foi furada, tenho, aqui, meu espaço para falar.
Apesar de achar que dá, sim, para se ganhar dinheiro com blog e que não há problema nisso, ainda acho que não rola de vender a alma em troca de viagens e cosméticos. Dá para ir com calma, dá para se manter real. É só despertar o bom senso.
P.S.: há outra coisa que tem me incomodado: a insistência em formar opiniões. E eu não gosto de Adele, Florence Welch, não acho a Christina Hendricks bonita e nem vou ficar fã da Lana Del Boca de Pato só porque todo blog fala delas. Favor não insistirem!!!
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Resoluções de ano novo
5 de janeiro de 2012
Essa história de me maquiar todo o dia me cansa. Assim como pensar em ginástica. É, não cumpri a meta da ginástica… E acredito que nem vou.
Tem gente que libera endorfina, serotonina e outros hormônios ligados ao prazer quando se exercitam. Eu libero adrenalina e não é bom. Fico estressada, irritada, enfim, odeio.
Se, e somente se, meu digníssimo marido liberar o Wii, eu gostaria de tentar voltar à Yoga. Eu gostava muito quando fazia. Pena que tive tendinite no dedão direito e não conseguia fazer muitos dos movimentos na aula. Tive que parar por um tempo e, quando pude voltar, a academia mudou e não havia mais Yoga. Vamos ver se agora vai…
Mas voltando à maquiagem… Ainda não acertei o blush em pó. Só sei passar o cremoso, porque vai com os dedos. Pincel gordo me borra a cara toda. E, como sou branca em excesso, para ficar com cara de palhaça é um pulinho.
O hidratante eu estou usando. Cada dia um, no corpo, porque preciso variar texturas e cheiros para não enjoar: Nivea – cheiro hediondo! -; Avon Naturals – um de baunilha -; Victoria’s Secret – qualquer um -; um ótimo, da Aveeno, sem cheiro, e o que mais tiver. A pele tem agradecido muito! No rosto, Effaclar Duo, da La Roche-Posay, que promete o fim da oleosidade – tem cumprido -, combater a acne – piora para depois melhorar – e melhorar o aspecto dos poros – ainda não cheguei nesta fase. Para falar a verdade, não sei se hidrata, não. Mas minha pele está melhor e estou gostando. Sobre ele, tenho usado uns Renew, da Avon. Para minha idade, o vermelhinho. O para área dos olhos – Reversalist – não fez cosquinha, ainda, mas o Sérum Concentrado Restaurador é muito delicinha. A pele fica um pêssego. Parece laminação fosca!! A dermatologista disse que é puro efeito-cinderela, ou seja, lavou, acabou, mas enquanto não lavo, fico com vontade de ficar alisando o rosto.
Falta cuidar do cabelo. Não vou mais cortar daquele jeito. Fiquei com medo de fazerem barbeiragem e eu me arrepender e ter que começar do zero – máquina zero… E ele está ondulando, com tamanho bom para se fazer um rabo e tenho gostado. Precisa de um corte e de uma hidratação. Fim de semana vou testar as Cápsulas de Brilho e Maciez, do Marco de Biaggi para Avon, que dizem ser perfeitas. Ah! Lou!! Se tivéssemos apostado, eu ganharia!! Não cortei mais cabelo em 2011!!
E no fim de semana, se der tempo, vou começar a dar uma avaliada nos meus batons todos. Não são muitos, mas há, entre eles, os Lime Crime que ainda não postei e o Extra Lasting da Avon que todo muito elogiou e eu tenho opinião diferente.
Categoria: pele/cabelo | Tags: cabelo, pele, pitacos | 2 pitacos
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2012, bem-vindo!!
2 de janeiro de 2012
Ontem, estava lendo o post da Manu sobre o fim de ano e ainda não sei o que eu acho disso: “nada acontece sem que você faça algo”. Talvez porque muita coisa acontece, apesar da gente e do que a gente faz. Sim, muitas realizações dependem exclusivamente de esforço, planejamento, trabalho. Mas, para mim, a grande magia do Ano Novo está na ideia – idiota? – de que TUDO muda só porque o ano mudou. “Renovação” é a palavra. Eu realmente preciso disso. E eu realmente tento mudar o que não deu certo em mim e para mim no ano anterior.
Até agora, estou amando 2012. Os pintinhos continuam vivos, apesar da chuva incessante. Minha encomenda da Lime Crime chegou no dia 30, mas eu não estava em casa e só a recebi hoje. Lindo! E temos um cachorro novamente!! Perfeito!!!
El Toro
Amanhã, começo a trabalhar, novamente, e já começo a não gostar do ano tanto assim, mas tenho esperança de que as coisas mudem aí também. E para melhor. Afinal, estamos em 2012!
Categoria: animais e outros bichos, blogosfera/redes sociais, fofuras | Tags: farmília, pitacos | 7 pitacos









