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  1. Sem enrolação, por favor!

    10 de abril de 2012

    A Maguinha costuma dizer que se o “não” já é certo, tente o “sim”. Não custa…

    Por isso, na vida, seja direto. Diga o que quer! E aceite o “não” que vir, se vier, sem dramas.

    Exemplos práticos?

    Quando for pedir demissão, é preferível: “valeu a oportunidade, mas tô puxando o carro” a uma dramática cena, com direito a beicinho, de “preciso tanto lhe falar…ZZZZZZ”. Se a decisão está tomada, vá direto ao ponto, sem perder tempo de ninguém. Se não estiver, vá direto ao ponto, sem perder tempo de ninguém. “Não sei se fico ou se vou… O que você tem a me oferecer?” No máximo, alguém te oferece o pé no traseiro. E, ó só!, definição!!

    Da mesma forma, ao pedir aumento, não barganhe, lamurie-se, não conte sua história triste de Tuim, não ameace ir embora, apenas diga: “mereço mais que essa merreca que você está me pagando. Quero aumento!” A Info falou para você nunca pedir aumento. Em vez disso, você deve esperar que o aumento venha com sua dedicação. Eu, como “chefa”, sei que não é bem assim. Se ninguém reclama do salário, ele até aumenta, mas, talvez, não o esperado, não na hora que você quer. E, enquanto “chefa”, se o sujeito vier cheio de mimimis, com papinho brochante do tipo “me ofereceram mais ali na esquina”, vai me dar impaciência e nojo. Chega chegando, dê seu preço. Se rolar, rolou. Se não rolar e estão oferecendo mais, mesmo, ali na esquina, me indica lá também! Mudar de empresa nem sempre é a melhor pedida, caso você goste do seu trabalho, de como trabalha, de onde trabalha. Se o problema é só o salário, lute por ele, mas sem choro, sem barganha, sem mentira. Se você vale o que está pedindo – você vale? – vai dar tudo certo.

    Notícia ruim é como arrancar pelo. Quanto mais dó, mais dói. Então, vá na lata: “ainda te quero bem, apenas não te quero mais”. Suave, mas firme. Tenho um amigo que escreveu 4 páginas de amor e afeto para uma moça antes de finalizar com três palavrinhas cruéis, para ela: “mas sou gay”. Ela ficou nervosa, irada, psicótica. Eu havia avisado a ele para começar com “eu sou gay” e finalizar com a doçura toda, mas ele disse que eu não entendo nada de mulheres – como se ser uma não fosse o bastante…

    Agora, se a bagaça for pesada, como morte, acidente, doença mais grave ou “seu gato desapareceu enquanto você está na Bahia, longe e distante dele”, aí a pedida é ser sensível, mesmo. Nem que isso signifique dar uma contornada no assunto. Sem entrar de sola, nestes casos, ok?!

    De resto… Quer sair com a mina e ela nem te nota? Vá lá e convide. No máximo, ela rirá da sua cara e dirá “aff… Você não se enxerga, não?” E, quer saber? Você se enxerga, sim, e sabe que é o melhor que está tendo. E se ela é quem não enxerga o quanto você é joia, parta logo pra outra. Não comece com esta história de ter pena de si mesmo, vergonha do toco tomado, trauma, lamúria. Ninguém tolera gente fraca! E o tempo está passando, rapaz! Tic-tac. Tic-tac. Tic-tac.  Você não está ficando mais jovem!

    O negócio é se acostumar a visualizar sua vida como a “fila da sopa”, de Seinfield. Entre já sabendo o que quer e peça logo. No máximo, você va sair com um “no soup for you!“. Mas se não pegar a fila, não corre o risco de tomar sopinha delícia! O que? Referência muito antiga?! Ah, eu também sou!!


  2. Citações

    31 de março de 2012

    Esta semana começou com uma ordem de despejo e termina com uma enxaqueca dos diabos. Aê!!! Mas como bem disse a Theresa em uma de suas citações facebookianas, “não tenha medo da mudança! Coisas e pessoas mais ou menos se vão para que outras excelentes possam vir!!!” Estou contando com isso!

    Mas como “uma semana ruim não vai me fazer acreditar que minha vida é ruim” – citação adaptada do Pinterest – vamo que vamo!!

    Avaliando citações:

    Eu duvido que essa bobagem aí de cima foi dita por Shakespere, porque eu acredito que o cara era inteligente e menos piegas do que isso.

    Vamos aos fatos:

    1. Conquista. Aquele que você ama e que não quer nada com você pode ser conquistado. Se desistir antes mesmo de tentar, aí, sim esse não é o “alguém” da sua vida, porque você não o mereceu.

    2. Que merda eu sou quando só devo gostar de quem já gosta previamente de mim. Devo aceitar o que a vida me reservou, porque não valho nada além disso. Então, por que devo gostar de mim? Por que devo cuidar de mim?

    3. E essa estrada não é de mão dupla, não?! Tipo, por que eu devo gostar de quem já gosta de mim, mas quem eu gosto não deve gostar de mim em contra-partida?! Hein?! Só eu faço sacrifícios?!

    4. Você pode e deve cuidar do seu jardim, mas correndo atrás de borboletas você pode chegar em novos jardins e conhecer outros jardineiros! Por que se contentar com um pedacinho de terra neste mundão grande?!

    5. Vá atrás de novidades e de aventuras em vez de ser um recalcado, infeliz, mal amado, sentado no banquinho do seu jardim, com o chá pronto, esperando por uma visita que, talvez, nunca venha. Sem comodismo!!

    6. E, no final das contas, se você não consegue o que está procurando, não se contente com o que está procurando por você. O segredo é o caminho do meio: o encontro se dá quando somos, um e outro, o que procurávamos um no outro!

    Essa pataquada do “Shakespeare” parece com um dos preceitos budistas de “não ter em sua companhia gente inferior a você, porque o inferior lhe inferioriza. Busque caminhar com os superiores, para aprender com eles”. A frase não é essa, mas o significado é. E é uma bobagem, porque o superior, ao aplicá-la a mim, o inferior, me evitará. E, assim, ninguém aprende nada com ninguém. Besteira!

    Outra citação que me incomoda:

    “Um dia, entrará alguém em sua vida que o fará entender porque nunca havia funcionado com mais ninguém”

    Ah, gente, sério… Sentimentos não duram pra sempre. Nós mudamos, o outro muda, prioridades mudam… O fim de uma relação não significa que ela não deu certo. Se durou o suficiente para você ter sido feliz, se rendeu frutos, é porque deu certo. Se acabou, é porque parou de dar. Sem dramas. Bola pra frente! Vá atrás das borboletas!!

    Só não deixe que o respeito por alguém que já foi importante na sua vida acabe. Você pode até pensar que “ele” não merece seu respeito. Mas você merece respeitar sua história de vida, seu passado, suas lembranças. E essa pessoa fez parte disso.

    Desta, eu gosto muito mesmo:

    “Uma pessoa que é agradável com você, mas não é com o garçom, não é uma boa pessoa”

    E não é?

    Eu fico chocada com o tal do poderzinho. Gente que trata os “subalternos” mal, porque quer se sentir bem consigo mesmo. Geralmente, é um monte de gente inútil que conseguiu um cargozinho de confiança e abusa. Cito, sem nem ter que pensar, pelo menos 5 funcionários de clientes meus que tratam os meus funcionários como se fossem inferiores. Que gritam, desrespeitam, peitam, humilham. Acho o fim. E é engraçado que esse povinho se esquece que a vida dá voltas e que uma pessoa desagradável é muito fácil de ser marcada. E quando elas precisam de mim… Ah, eu sei ser desagradabilíssima!

    Talvez eu tenha uma visão muito romântica dos nativos americanos. Mas talvez eles tenham sido perfeitos, mesmo. De tudo que li e de tudo que sei, não houve um povo – vários povos, na verdade – com mais respeito, sintonia e amor ao planeta. O mundo seria outro, definitivamente melhor, se eles tivessem vencido a batalha. Mas, infelizmente, não se vence uma guerra só com a força de ideais. O poder das armas ainda faz a diferença…

    “Trabalhe por uma causa, não por aplauso. Viva a vida para se expressar, não para impressionar. Não lute para fazer sua presença ser notada, apenas para sua ausência ser sentida”


  3. Maternidade

    28 de março de 2012

    Nunca serei mãe. Não tenho vontade, não sei fazê-lo. Mas não se engane: eu sei o que é ser mãe.

    Criar gatos não é ser mãe – apesar de que parece muito, sim -, assim como ter cachorro ou chocar pintinhos não desperta o amor materno em mim. Desperta amor. E só.

    Ser mãe não é para qualquer uma, requer talento. Apesar de umas aí insistirem em se dizer “mães profissionais”, não são nada. Deveriam ser demitidas. São péssimas “trabalhadoras do setor”, do tipo que nem trabalhado de parto fizeram. Não sabem nada sobre os filhos. Não os conhecem. Não os amam. Mães que tiveram filhos apenas para preencher vazios: da cabeça e da alma. Para brincar de boneca.

    Amor é desapego. É doação. É querer bem. Amor de mãe é desapego de si. É doação de si. É querer melhor ao filho do que a si. Exagero? Pois eu não aceito mãe que acredite que não seja assim. Que não coloque o filho em primeiro lugar – não aceitei a minha. Porque ter filhos é um ato de extremo egoísmo – ou de extrema “biologia”, caso seja apenas instinto. Você quer bolsa-família. Você quer uma miniatura sua. Você quer uma continuidade sua, dos seus valores. Você só pode se achar o máximo e quer se perpetuar. Você quer alguém que cuide de você na velhice. Ah, é egoísta, porque VOCÊ quer e é a SUA vontade predomina. Retribua, então!

    “Você culpa seus pais por tudo. Isso é um absurdo”. Às vezes é. Vezes em que não há amor, atenção, doação que conquistem um bom filho, um filho decente, um ser humano digno. Pessoas falham. Mas às vezes, muitas vezes, pais são aqueles que f*dem com a cabeça da sua cria. Que criam traumas. Que criam inseguranças. Que cobram uma tal de felicidade que eles sequer conhecem.

    Eu não vou ter filhos. Como disse o Mike Patton, certa vez, não quero criar um laboratório de seres humanos em casa. Não quero testar teorias e conceitos de como fazer uma pessoa ser feliz e realizada. Não quero ser responsável pela dor de alguém que eu criei – em amplo sentido. E eu seria responsável… Eu causaria dor… Porque eu não sei ser mãe – e tenho plena convicção que não é coisa que se aprenda na marra.

    Outra que provavelmente não será mãe e escreveu um texto bacana é Mônica:

    Se você já é mãe, ou pretende sê-lo, faça isso direito! O mundo não precisa de mais seres humanos em pedaços. Deixe seu umbigo em paz e olhe para fora de si, que é onde seu filho está – mesmo antes de nascer. Respeite-o e ame-o. Sempre.


  4. Nigella X Gillian

    25 de março de 2012

    Em mais destes despautérios que rolam em redes social e sites de pseudo-humor, resolveram comprar Gillian à Nigella. Mas, para variar, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

    Nigella (1960) é incomparável. Ela é uma mulher rica, linda, voluptuosa, volumosa e tresloucada – a mulher é viciada em água.

    Gillian (1959) é um mulher feinha, pequena, bravinha, magricela e tresloucada – a obsessão por cocô me assusta.

    Já fiz a “dieta” da Nigella e fiquei gorda, oleosa, preguiçosa, com azia e má digestão – aliás, ela é a imagem disso tudo, quando não está diante da câmera de TV. É delícia? Sim, enquanto estamos comendo um monte de manteiga, cremes, ovos, açúcares, é tudo muito bom. Depois é que são elas. Porque, por mais gostoso que seja, não faz bem. Guardo meu livrinho de receitas dela para ocasiões pontuais e bem especiais. Não dá para viver como ela.

    Já fiz a dieta da Gillian. Emagreci quase 10kg e, mesmo deixando meio de lado – por preguiça, confesso -, não voltei a engordar. A pele ficou boa, a digestão, tranquila, nada de azia, nada de desânimo. Foi uma deita fácil, sem fome. Dá para se viver assim.

    Algumas – muitas – pessoas contestam a especialidade da Gilian e o título de “Doutura” que ela costumava usar sem ser, mas não há nada de errado em se evitar açúcar, sal, frituras, refrigerantes, conservantes e carne! Nada de errado em se exercitar! Eu tenho bom-senso o suficiente para saber que enema não é uma boa prática e que não preciso comer gororobas com sabor ruim para viver bem. Dá para se alimentar de coisas saudáveis e gostosas. Aliás, sabor ruim é relativo. Quando a gente tira os realçadores de sabor das nossas vida, tudo parece insípido, mas melhora, com o tempo. É um questão de costume.

    Equilíbrio é a chave para uma vida gostosa. Nem tanta à Nigella nem tanto à Gillian é minha sugestão.


  5. Orgulho, preconceito e zumbis

    21 de março de 2012

    Tenho preguiça de quem tem orgulho de bobagem. Hoje, em mais um destes dias inventados e sem sentido – pra mim, nenhuma destas datas comemorativas faz sentido algum, então… Rabugice -, uma mulherzinha falou na TV que seu filho tem orgulho de ter Síndrome de Down. Ele teria outra escolha?! Tempos atrás uma amiga começou a pregar o orgulho de ser brasileira. Mas ela teve outra escolha?! Eu, não. Nasci aqui, assim, sem me perguntarem se era o que eu queria. Também não me questionaram se eu queria ser mulher ou se ser portadora da Síndrome de Down seria uma opção. Não escolhi ser branca – muito, muito branca – nem hetero. Eu não escolhi meus originais de fábrica, minha condição humana, nada. Sou o que sou e só porque não teve outro jeito. Não me orgulho de nada disso.

    Me orgulho de ser um ser humano decente – dentro do que é possível, já que ser um ser humano já não é nada tão decente – e de ser menos louca do que me programaram para ser. Tenho orgulho de algumas escolhas, vergonha de outras. E, na contra-mão do que prega minha amiga e seu orgulho pátrio, às vezes tenho vergonha de ser brasileira. Não é minha culpa, não foi minha escolha, como já disse, mas se “a gente não escolhe o país onde nasce, mas constrói o país onde vive e, trabalhando, construímos o futuro”, como dizia uma linda propaganda de banco dos tempos da ditadura – período em que orgulho cívil era obrigatório -, eu me sinto no direito de ter vergonha. Porque eu não faço parte da solução, então, sou problema, também. Eu pago muitos impostos, gero poucos empregos, voto obrigada e não me sinto com vontade de mais nada. Não ergo um tijolo pela nação.

    Não fui às ruas declarar guerra aos corruptos.

    Não protestei veementemente contra as tomadas jabuticaba.

    Não bradei aos 4 ventos contra as decisões arbitrárias e ofensivamente maternais da Anvisa.

    Não blasfemei contra a bancada evangélica.

    Não invadi o prédio da Ancine em protesto contra a intromissão na programação da minha TV a cabo.

    Não pus fogo no Congresso.

    Não ocupei os Correios em busca das minhas encomendas perdidas/roubadas/extraviadas para impedir que eu cresça os olhos no que é importado e acredite que tenha direito de torrar os centavos que me sobram no fim do mês em roupas mais baratas e melhores que as nacionais.

    Não fui atrás da minha cidadania italiana.

    Não, eu não construí nada. Eu fiz um blog, sentei em frente ao meu MacBook Pro e esperneei virtualmente, enquanto espero, tal qual um zumbi, minha hora de tomar conta dessa joça, destruir legal e comer alguns cérebros – se encontrar algum por aí…


  6. Eu sou mais eu

    20 de março de 2012

    Não vou dizer que minha vida é difícil, porque nunca foi, apesar de todos os dramas que eu insisti em viver. Também nunca foi o mar de rosas que eu acreditava merecer. E ainda acredito.

    Minha tia me mandou pra terapia, aos 14. Ela acreditava que eu tinha problemas. Ela só errou todos eles. Meu problema era e sempre foi inadequação ao meio. Nunca foi vó, pai, mãe. Sempre tive maturidade para lidar com essa m*rda que é a tal família disfuncional. Não, não é fácil hoje e não era no começo da década de 80, quando eu tinha 6 anos e fui parar num colégio de pequenos déspotas. “Malu Mulher” foi a primeira divorciada da TV e eu era a única menina sem mãe da escola. Minha mãe não havia morrido, ela não existia, mesmo.

    Meus pais nunca se casaram, mas se separaram quando eu tinha 3 anos. Fiquei com meu pai que, por sua vez, passou a “batata quente” para minha avó. Minha mãe era daquele tipinho de mulher que fala mal do pai da gente. Meu pai é aquele tipo de homem… Nunca sei o que dizer dele. Ele é… Diferente. E a única coisa que ele dizia dela é que ela foi o grande amor da vida dele e a mulher que deu a ele o outro grande amor: eu. Sério. Ele me ganhou, ali.

    Odeio mãe que fala mal do pai da gente. Pai é pai. Mãe não é mais importante só porque carregou na barriga, se rasgou pra parir, deu de mamar, etc, etc. Cada um com seu papel, e o do pai é importante, sim. É referência. É o primeiro homem que a gente ama. Não fale mal do homem que eu amo!

    Mas, enfim, não fiquei na terapia. Não tive vontade de contar praquela mulher quem eu era. Eu era mais eu. Sempre fui.

    Meu marido disse que eu deveria ter um pouquinho menos de autoestima. Ele já tentou dar rasteira nela algumas vezes, sem sucesso. Meu firewall ativou-se e só não o destruiu porque eu o amo. Amor tem dessas. Faz a gente relevar o irrelevável. Talvez por isso marido releve tanto de tantos. E me dói. Não humilhe o homem que eu amo!

    E é por isso que hoje eu pus a música no talo e esqueci que havia vida ali fora. O que não me favorece não me pertence!

     


  7. A casa da Dita

    17 de março de 2012

    Que eu tenho sérios problemas, isso não é segredo. Mas há uns mais sérios que outros. Por exemplo: eu achava a Dita Von Teese um luxo. Uma mulher linda! Até ver a casa dela. Ela tem pavões, cisnes e micos empalhados na sala de estar. Isso foi o suficiente para que eu não enxergue mais beleza nela. De fato, eu a enxergo sempre horrorosa. E a detesto!!

    XL Bundchen desfilou casacos de pele? A odeio. Porque odeio esse povinho que vive se dizendo eco-friendly e politicamente correto, mas não vê nada de errado em se usar pele de bicho ou cosméticos testados em animais. Tudo em nome do glamour, juventude e beleza? Eu prefiro ser feia.

    Por causa disso, resolvi fazer um mea culpa e vestir a carapuça das pessoas duas caras. Eu uso Avon. Avon testa cosméticos em coelhinhos. Então, adeus Avon, foi bom enquanto durou, mas é o fim do nosso amor. Ainda bem que a Contém 1g, O Boticário e a Natura são legais. É de vocês meu coração, agora.

    Aderi total à campanha. Não, não vou doar nem um centavo. Costumo duvidar muito de que o dinheiro doado chega onde tem que chegar. E acho mais significativo deixar de comprar cosméticos que são testados em animais, porque dói no bolso. A Avon, a Unilever e a Johnson’s, por exemplo, vão sentir minha falta.

    E, para quem quiser, eis, aqui e aqui listas das empresas que não torturam, cegam e matam coelhinos, ratinhos e porquinhos da índia para que nós possamos nos sentir bonitas. Se há alternativas à tortura, tentem, pelo menos. Porque, se há alternativas aos cosméticos, certamente tentarei.

     


  8. Dia da mulher

    8 de março de 2012

    “Eu nasci assim, eu cresci assim e sou mesmo assim, vou ser sempre assim”…

    E não quero parabéns por isso. Valeu!

    Mas…

    Já que tem dessa bobagem de “dia da mulher”, vamos ajudar minha amiga, a maquiadora Carolina Arcanjo, linda e mulher, a ganhar um concurso?! Não custa nada. É só acessar http://gnt.globo.com/beleza/dicas/Promocao-Minha-Maquiagem.shtml e clicar na bolinha ao lado do vídeo “Make Dourado com Preto” e rolar a barra até o botão roxo “votar” aparecer. Clique nele. Só isso.

    Obrigada!!


  9. Meus Nervos

    3 de março de 2012

    Dia desses, marido estava “discutindo” virtualmente com o Solon Maia, o médico responsável pelas tirinhas “Meus Nervos“. Apesar de gostarmos do trabalho dele, como cartunista, tenho minhas dúvidas sobre a capacidade dele de lidar com doentes. Sei que as tirinhas são de humor e tal, mas a verdade está ali, camuflada em riso. E a verdade é: se você não gosta de pessoas, não irá gostar de pessoas doentes.

    Há uma forte generalização quanto à falta de qualidade dos serviços médicos oferecidos no Brasil. E se não houvesse tanta gente ruim, não haveria espaço para tamanha generalização.

    Existem médicos bons. Mesmo assim, não sei se tenho ou não ovário policístico, porque nenhuma ginecologista achou pertinente descobrir. Para controlar a ovulação de gambá – ovulo até três vezes por mês – e o ciclo confuso, pílula. Ela me faz mal? Dane-me!

    Mas como a Rafaela ficou tristinha deu falar de médicos, assim como a Ana fica toda ofendida quando eu falo de funcionários públicos – gente, se vocês prestam, não vistam a carapuça, né?! -, resolvi enumerar minhas experiências que me fizeram não gostar de médicos:

    • Tenho tendinite há uns 20 anos. Ela melhora e piora, dependendo do tempo. Decidi ir a um ortopedista para saber o que fazer. Ele pediu uns raio-x do meu pé e me disse que tenho pé chato. Achei estranho, pé chato encosta quase todo no chão, o que não é o caso do meu. Mas, ok, pode ter sido apenas uma confusão com palavras: chato/cavo. Ele me mandou comprar uma palmilha caríssima e usá-la. Joia, usei. Voltei lá, para o retorno, e a palmilha não tinha chegado nem perto de resolver o problema. Ele se saiu com essa: “case-se com um preto e garanta filhos melhores do que você. Esse povo branco é cheio de frescura. Para você, então, não tem solução, mas garanta o melhor para seus filhos.” E dane-se meu pé doendo.

    • Óbvio, nunca mais voltei lá e arranjei outro médico. Esse foi ótimo e me falou: “sabe qual é o problema? Você é preguiçosa. Vai enrijecer essa bunda mole! Vai fazer ginástica! Vai subir aquele morro que tem em frente sua casa!” Mas e meu pé?! Ainda dói.

    • Quando eu tinha uns 20 e tantos, fui dar uma olhada no meu fígado, que andava rejeitando remédios. O médico, meio velho demais, me pediu para tirar toda a roupa. Para examinar meu fígado?! Não vi necessidade de ficar pelada para isso e fui embora.

    • E o dermatologista que tinha vitiligo? Fiquei sem graça de tentar descobrir uma solução para as sardas com alguém que tinha problemas maiores… O cara me achou confusa, porque inventei um outro motivo para estar ali, e me receitou anti-depressivos e me encaminhou a uma psiquiatra. Hein?!

    • Passei por 8 oftalmologistas até descobrir que estava com conjutivite causada pela prescrição inadequanda de produto de higienização para minhas lentes. Quase ficou crônica!!

    • E o oftalmo que me deu receita para óculos muito mais alta que meu grau, porque ele queria me convencer a operar e a Unimed só patrocinava cirurgia para quem tivesse mais de 7 graus? Ainda bem que resolvi consultar outro, senão, teria usado óculos errados.

    • E teve a vez que fui ao veterinário para descobrir como tratar de um fungo, porque todos os dermatologistas estavam ocupados demais aplicando botox!!

    • Teve uma ótima!! Eu estava com prolactina alta e a médica pediu uma tomografia. Levei à neurologista e ela me disse que eu tinha um tumor na hipófise. Por sorte, sou calma e resolvi pedir uma segunda opinião. Levei o mesmo resultado a outro médico, que me disse: “nada de errado.” “E o meu tumor?”, perguntei. “Não passa de uma sombra. Nem de longe isso seria um tumor.” Fiquei com essa opinião e ainda estou viva.

    • E não é só comigo, não. Marido estava com uma dor estranha e foi ao hospital. O médico que o examinou disse que não sabia o que era, receitou uns remédios, mesmo assim, e disse que, se não melhorasse, ele deveria procurar um médico. Sei… Era o que ele estava fazendo, não?!

    Por essas e outras experiências pessoais, não sou fã de médicos. E nem estou contando com o hábito deles de deixar que os representantes de farmácias entrem antes de você, mesmo que você seja o próximo e a sua consulta já esteja atrasada há horas. Só acredito que muitos médicos deveriam ter escolhido uma outra profissão ou uma outra especialização, tipo, legista ou pesquisa. Porque se você não se interessa por pessoas, não lide com pessoas.


  10. Agora, entendi

    23 de fevereiro de 2012

    Só ontem me dei conta de por que o babado da Melissa com as blogueiras não me incomodou em nada: dormência. É que este tipo de marketing equivocado tem acontecido com tanta frequência que eu nem noto mais. Como não me atinge diretamente, não me atinge.

    A Melissa começou errando – ou eu comecei a perceber os erros – ao dizer que seu público são jovens até 25 anos. Eu, a Adri e a Sandra, na época com 35 e consumidoras de Melissa, ficamos meio indignadas com a afirmação. E até chegar à inauguração da loja em NY foram inúmeras atitudes questionáveis.Tantas, que parei de notar.

    Como teve quem não perdesse o fio da meada, culminou no episódio #melissafail, que rendeu muitas reportagens e muitas análises. Mas continuo afirmando que isso pouco importa à Melissa. Ela está numa zona de conforto, porque não tem concorrente direto. Muitas meninas “odeiam plástico no pé”, mas outras, como eu, prefere o plástico ao couro sintético ou ao couro animal.

    Quem mais produz calçados de plástico no Brasil? A Zaxy, que também é da Grendene? Ou o pessoal de Nova Serrana, que plagia à beça? Entre a original que nos maltrata, a versão “pobre” que tem carinha de plágio e o plágio descarado e mal feito, fico com a original. E não estou só. Muito antes pelo contrário.

    Modelos hediondos como Galactic, Making, Fly, Aileron e Wind voltam em novas coleções. O senso comum diz que são horríveis, mas esgotam e retornam. Tem quem goste e tem quem use qualquer coisa que seja odiado, só para ser diferente. Mas, acima de tudo, tem quem ame Melissa cegamente.

    A Melissa pode estar se safando das escolhas erradas – por enquanto -, mas a Marisa vai acabar pagando pela imbecilidade cometida há alguns meses. Para quem não sabe, algumas “blogueiras de moda” andaram mendigando votos num concurso que a Marisa promoveu entre elas. A vencedora ganhou uma superviagem com quase tudo pago para Milão, Paris ou NY, mais vales-compras e mais uma maravilha de R$ 500,00 em vale-compras na Marisa para sortear para as leitoras do blog. A Camila barganhou: “deixar vocês escolherem o destino que eu vou, seguir as dicas de vocês da cidade escolhida para a viagem e trazer um presente bafo para a dica mais legal postada aqui no GE! “. A Lu apelou: “ (votem em miiiim): além dos vouchers que a Marisa enviará pra sorteio, prometo torrar os tais R$2.000 do prêmio só com presentes pra vocês!”. Mas quem ganhou foi a Lalá, que não prometeu nada.

    Quem perdeu foi a Marisa:

    E por que perdeu? Porque lojas como Marisa existem aos montes. Quem frequenta as F*Hits quer ver luxo e glamour, não quer ver “look” de R$ 100,00 – caso contrário, não frequentaria blogs de quem usa Chanel, Louboutin e Prada. Sem contar que essas moçoilas riquinhas não representam a marca nem pagando.

    Eu nunca comprei na Marisa e olha que eu conheço a marca desde que a Virgínia Nowicki era a garota-propaganda deles. Sempre foi uma lojinha de centro de cidade, popularesca demais. Não orna ver Marisa em moça rica. E se a questão é reposicionamento de mercado, ou evitar, como a Seda fez, a perda do público C – que se espelha no povinho A -, associe-se a Globais, não a blogueiras. Isso é tiro no pé.

    Como sou joia, fica meu conselho, gratuito, pra Melissa: forme seu marketing e seus mídias a partir de seus fãs. Tem melisseira que estuda publicidade, sabiam? E elas entendem o que é ser melisseira e amar a marca. Com certeza não vão fazer bobagens como as que estão sendo feitas.

    E para a Marisa: não perca a identidade se associando a biscate. Marisa sempre foi de “mulher pra mulher”. A F*Hits é uma excelente ideia, mas eles ainda não sabem o que estão fazendo. A associação ao grupo tem queimado mais as marcas do que as enaltecido. Cuidado!

    Fonte dos prints: Shame on You, Blogueira


Embaixadora pi_mg Bolsas Betty Boop Coleção BORDERLINE 2011
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