Eleições

O Di Vasca perguntou, dia desses, se você (ou eu, qualquer um) acha que quem votar em algum candidato que não seja o seu é burro. Não sei responder com “sim” ou “não”, como ele exigiu, porque depende.

Depende… Se você vota no PT… Se você acredita nos dados da ONU sobre o Brasil… Se você “avalia” os números sem avaliar o que está por trás dos números… Se você realmente acredita no “eu não sabia de nada” que tem rolado a cada denúncia de corrupção… Se você tende à falácia, ao sofisma e à esquerda lulopetista… Sim, você é um abobalhado, na minha humilde opinião. Não uso a palavra “burro”, porque são animais que merecem respeito.

E minha humilde opinião casa com a desse senhor:

Boom!!!

“Passe um dia sem reclamar e veja como sua vida muda”. A minha muda de vida pra morte. Se eu não reclamar, eu explodo. Sem exagero.

Sim, eu sou chata, implicante, rabugenta, mas, acima de tudo, eu tenho enorme amor próprio. Eu não aguento engolir sapo ou ser desrespeitada ou ser abusada seja de que forma for. A grande m*rda é que, profissionalmente, é todo dia, o dia todo.

O “faz aí e se eu gostar eu pago à vista” me assusta pela cara de pau e incoerência. Aplica isso na profissão do pidão e veja se ele vai gostar. Não, não pode fazer alusões nem responder mal o cliente. Engole o choro, menina!

E o “te ignorei nesses últimos dois meses e agora preciso do trabalho pra ontem! Faz rapidinho enquanto eu vou te telefonando a cada 10 minutos para saber se já está pronto”. É muito amor! #SQN

Na linha telefônica ainda tem o “acabei de te mandar um e-mail. Chegou? Ótimo! Vamo ler juntos!”

Tem o “eu desmarquei 4 reuniões e nunca mais te liguei. Cadê você?! Tá tudo atrasado e a culpa é sua!!” Ah, a culpa… Que sentimento tão judaico-cristão. Tão atual e tão bíblico!!

Os clássicos “vou te pagar quando eu acabar a reforma lá de casa”, “vou ter que pagar multa? Mas foram só 15 dias de atraso…” e “não paguei porque você não fez o que eu pedi. Ah, eu não pedi? Pois bem, estou pedindo agora. Faz e eu vejo se ainda rola de te pagar” estão sempre presentes! <3

Isso, quando não somos tratados como meros faz-faz. É assim: “tá ótimo! Só muda a cor do fundo. Põe um degradê de laranja para amarelo na diagonal! E a letra, não gosto dessa letra – bota uma Comic Sans, que dá um charme! E põe essa foto, aqui. Está em baixa resolução e tem uma marca d’água, porque eu peguei no Google, mas é a que eu quero. Isso! A logo você pega nesse arquivo de Word e, quando acabar, me manda tudo no Corel, pra seu eu quiser mexer depois, lá na gráfica!”

“Faz do seu jeito, confio em você”, mas vai mudar umas 11 vezes de opinião antes de dar o ok num troço hediondo que não vai dar certo. E você ainda vai dizer que a culpa é minha! Eu sei. Te conheço.

Eu posso continuar até o infinito. Ou posso dar uma dica: Lucas Montagens. Faz do jeito que o clientão precisa e por muito menos!

Até hoje à tarde, eu achava que ainda dava pra largar esse vidão de empresária :’( para ser hippie, vendendo pastel e coco, na praia, mas descobri que, para se ser hippie, é preciso ter dinheiro…

bichinhos-de-jardimTô no caminho concretado da mendicância e, quer saber? Bem feito pra mim! Quem mandou eu não ouvir meu pai? Ele me disse para eu fazer Direito ou Medicina. Fui teimar, me f*di…

Eu poderia estar roubando… Eu poderia estar matando…

A Ceia

Há “milianos”, escrevi um “conto de natal” para um amigo vegetariano-chato! Sim, destes que passam por açougues gritando “assassinos!”. E ele odiou meu conto, disse que passei dos limites. Pode ser. Mas, vendo esta imagem, hoje, numa página de vegetarianos, me lembrei do conto. Deixo para você descobrir se passei de algum limite!

papeis-invertidos

A Ceia

 

Os primeiros raios de sol saudavam o novo dia. Amanhecia na fazenda do Nhô Lau.

Um silêncio suspeito pairava no ar; o galo não cantou, o bebê não chorou. “Sorte”, pensou Lau, “hoje levanto mais tarde”. Infelizmente, Lau levantou-se tarde demais.

“AHHH!!!”, gritou a negra Naná do quarto do bebê. Ele não estava no berço. Logo descobriu-se que nem em lugar algum da casa.

“AHHH!!!”, gritou Tiãozinho do celeiro. Os bichos haviam sumido. Não restou umzinho sequer para contar estória.

Estava explicado, assim, tamanho silêncio naquela manhã. Mas como explicar esses sumiços? O que teria acontecido durante a noite?

Algo estranho e sinistro, definitivamente. Os bichos da fazenda haviam se reunido no celeiro assim que todos na casa foram dormir. Mais um Natal se aproximava e Porco e Peru conseguiam prever o futuro trágico. Mas, se tudo desse certo, este ano seria diferente.

Convocaram a reunião já tendo em mente exatamente o que fazer. Só precisariam da ajuda dos outros bichos.

Na tentativa de evitar a ceia de Natal com leitão à pururuca e peru assado, as futuras vítimas decidiram sequestrar o bebê de Nhô Lau e Rosana para tentar um acordo.

E assim foi feito. Lalauzinho fora levado de seu quarto para uma gruta nos arredores da fazenda. Com ele, foi toda a criação de Nhô Lau. Os bichos se ajeitaram e acomodaram a criança, mas estavam ansiosos pelo fim do sequestro para, enfim, poderem voltar para o aconchego de seus lares.

Porco e Peru voltaram à casa no cair da tarde para a negociação. Mas algo saiu errado; nem Nhô Lau ou Rosana, nem Naná ou Tiãozinho conseguiram entender o sequestro e seu objetivo. Ninguém ali falava a língua dos bichos. Os bichos não falavam a língua dos homens. E estes, famintos e cansados de chorar e de procurar por Lalauzinho, resolveram comer um dos sequestradores no jantar. Prenderam o outro, para não fugir de novo.

Sem notícias, os outros bichos foram voltando à fazenda para ver o que havia acontecido. Quando descobriram o trágico destino do Peru e do Porco, o do Peru ainda mais trágico do que o do Porco, houve revolta geral.

Para a alegria da família, decidiram devolver Lalauzinho. Vingança é um prato que se come frio, é o que dizem. A dos bichos seria comida na ceia.

Véspera de Natal, Naná se preparava para o sacrifício do Porco, quando… “AHHH!!!”, gritou Rosana do quarto. Lalauzinho sumira de novo. Os bichos, também. Inclusive o Porco, resgatado por eles.

Desesperados, Nhô Lau e Rosana não quiseram saber de ceia. Este ano não haveria a comemoração do Natal a menos que Lalauzinho aparecesse.

E Lalauzinho apareceu. E houve uma bela ceia. Preparada pelos amigos do Peru. Mas nem Nhô Lau nem Rosana, nem Naná nem Tiãozinho a quiseram comer… No centro da mesa, Lalauzinho, já frio, mais que pronto para ser servido.

Moral da estória: não coma o filho de alguém. Tenha um Natal vegetariano.

P.S.: sou vegetariana, mas acredito no livre arbítrio. Seria lindo se o mundo me acompanhasse, mas não exijo, aliás, não peço isso a ninguém. “Cada um com seu cada um” é meu lema.

Povo Estranho II

Em BH, na Rua Fernandes Tourinho, 455, para ser mais exata, há um restaurante chinês – Dragon Center -, de chineses, que serve a melhor comida chinesa que já comi na vida. O preço é bom, a variedade é enorme e o ambiente é ok.

Eu costumava passar uma tarde ou outra, lá, comendo muito! Muito! E acaba aí minha simpatia pela China.

Não, eu não conheço a China. George Michael, na época do Wham!, foi e não gostou. George Michael não é meu formador de opinião, mas, nisto, confio nele.

É que a China… Tem chineses… E chineses… Eu sei que é puro preconceito. Generalização grosseira, mesmo, mas…

Como confiar num povo que falsifica ovo?! Como compreender pessoas que dão, acidentalmente (?), descarga em bebêsArrancam olhos de sobrinhos? Escravizam? Falsificam reflorestamento? Se matam a torto e a direito?

Eu sei que são mais de 1,3 bilhão de pessoas e, apesar de bizarros, são casos isolados e não, necessariamente, representam todo um povo, mas… A China lidera o ranking de mortes por exaustão no mundo. O número de vítimas de ataques cardíacos e AVC provocados pelo estresse de trabalho é de 600 mil por ano! E eles comem cachorro!!!

Não estou dizendo que o Brasil – e o brasileiro – não tenha suas estranhezas. Estou somente sentando no rabo e falando do rabo alheio.

P.S.: havia me esquecido desta falsificação sensacional: leão!!

Dúvida do momento

Me ajude, por favor. Eu quero saber:

1. As pessoas estão mais imbecis?

2. As pessoas sempre foram imbecis e as redes sociais são apenas o meio de expressão da imbecilidade?

3. As redes sociais fizeram a imbecilidade latente se manifestar?

Eu meio que era contra rotular as outras pessoas de imbecis, porque é feio e dá um arzinho arrogante em quem aponta – o que é mais feio ainda. Mas tem sido difícil fazer bonito…

rickA ignorância pode ser uma alegria para o ignorante, mas para o resto de nós, é uma merda!

Sou branquinha, e daí?

Isto, normalmente, não valeria um post. Mas me senti obrigada.

Possivelmente, por eu ser branquinha, às vezes me falha a visualização do racismo contra negros. Tem ocasiões que só vejo quando alguém me aponta onde ele está. Eu nunca o senti na pele e, por mais que já tenha ouvido piadinhas sobre a minha cor e minhas sardas e por mais que isso tenha me magoado, sei que não é a mesma coisa.

Para ser muito sincera, eu não entendo racismo, xenofobia, machismo/feminismo. Eu não entendo, e nem quero, esta separação. Não entender não quer dizer que eu nunca tenha tido uma atitude racista, xenófoba ou machista/feminista. Tenho minhas fraquezas e imbecilidades de tempos em tempos. Também atuo, por mais que eu negue, como parte de um grupo. Se a situação permite o absurdo, muitas vezes chafurdo nele. Mas eu fico me sentindo idiota, depois, e torço para que todos os envolvidos estivessem bêbados demais para se lembrarem do meu comportamento.

Eu sou branca – fenótipo, porque, geneticamente, sou a mesma mistureba de quase todo brasileiro – e sei que pertenço ao “grupo privilegiado” só por isso. Se eu fosse rica, estaria lá no topo, mas, por hora, a base me serve, porque mesmo estar na base do “grupo privilegiado” me traz facilidades. Bom pra mim – e só pra mim.

Tenho uns – poucos – amigos negros que passam por situações desagradáveis por serem negros. Ruim para eles? Sim, mas não só para eles. É ruim pra geral, é ruim pra humanidade, pra alma, pra vida! É ruim pensar que alguns são ruins com os outros só porque não curtem a quantidade de melanina que calhou de ter na pele desses outros.

Então, o pensamento da Fernanda Lima, no contexto certinho, do jeito que saiu no jornalse tiraram do contexto, ela não reclamou ainda – me espanta: “O que eu tenho a ver com isso (racismo)? Só porque eu sou branquinha?” Para mim, tem tudo a ver, Fernanda! Se você é gente, tem tudo a ver.

Não significa que ela seja a causa do racismo, mas leva-se em conta que sua escolha foi uma consequência. Como branquinha, lourinha, gauchinha, ela não representa a nação. Taí o ponto? Dois negros lindos e bem-sucedidos, também não – não, o povo brasileiro não é lindo nem rico, tamo tudo na merda! -, mas se aproxima mais da realidade da geral. Será? Talvez.

Para mim, o que pega, não é a atitude da Fifa – que, aliás, não se cansa de ter atitudes erradas -, mas a da Fernanda, em se excluir. O discurso “eu não faço parte do problema nem da solução, muito antes pelo contrário. Só tô fazendo meu trabalho”, não é a resposta certa. Também não sei qual é. Mas pensar que, por eu ser branquinha e não ser racista, eu não tenho nada a ver com racismo, nunca sequer me passou pela cabeça. O racismo é um problema humano e, como humana, tenho tudo a ver com isso.

As epidemias na Ásia, a fome na África, o tufão nas Filipinas, o suposto racismo da Fifa, tudo isso tem a ver comigo, tudo me atinge. Como diria o Mestre dos Magos, “o destino de um é partilhado por todos” e todos nós temos partilhado um mundo repleto de intolerância e ignorância. Se isso não lhe afeta, você não é só branquinha, você não é humana.

Dia da Consciência Negra

Dia 19 de Abril é Dia do Índio. Dia 18 de novembro é Dia de Celebração do Albinismo. Hoje, é Dia da Consciência Negra. Meu discurso está aí, por todo o blog, e não vou repeti-lo. O negócio é: hoje é Dia da Consciência Negra em se concordando ou não. Estabeleceram isso, firmaram em cartório e algumas cidades até comemoram com feriadão! Infelizmente, aqui a gente tem que trabalhar…

Hoje é Dia da Consciência Negra e não o Dia de Se Tirar o Racismo do Armário. Também não é o Dia de se Resmungar que Sua Cor de Pele Não Ganhou Um Dia Só Dela. Não é o Dia de se Jogar na Cara do Negro o Sistema de Cotas Raciais. Não é O Dia do Mimimi em Redes Sociais – aliás, este dia é todo dia. Ou seja, hoje é dia de fazer exatamente o contrário do que está sendo feito por aí.

É dia de você questionar o porquê de ser necessário um Dia do Orgulho Negro. Aproveita e se questiona por que ainda existe racismo e se você tem atitudes racistas em outros dias do ano, também. E não me venha com a balela de “somos todos iguais”, porque somos todos diferentes e de forma muita mais ampla do que a simples cor da pele. E aceitar as diferenças faz bem. É um bom começo.

Talvez, um dia, a gente evolua a ponto de não ser mais necessário dedicar-se um dia somente para a reflexão. Daí, não precisaremos de Dia do Índio nem de Celebração do Albinismo ou da Consciência Negra, assim como do Dia da Mulher ou do Homem, etc. Mas, até lá, pense. O Dia da Consciência Humana já é todo dia. Use-a. Homenageie-a.

O gato é meu!

Um tempo atrás, por causa das inúmeras postagens sobre abandono de gatos pelos motivos mais imbecis, traduzi um post do Geminites para o 4Patinhas e coloquei na página destes. Tudo lindo, até que alguém da patrulha do politicamente correto para gatos comentou: “Só achei errado a frase final…’não sou seu gato’…ele nunca foi e nunca será, não somos donos, somos companheiros nessa vida.”

gato

Acho uma bobagem esta história de não ser o dono de um gato. Por que não? Eles nem se ofendem com semântica. Gatos são seres vivos, mas, perante a Lei, podem ser propriedade. Os meus não são livres e independentes. Eu não os deixo ser!

Mas há situações em que você se vê como o dono do gato, mas ele não é seu.

O gato não é seu quando você o alimenta com restos de comida e não se importa em comprar ração e petiscos de qualidade, com baixo nível de sódio, que não tenham sido feitos na China, para que ele viva muito e bem.

O gato não é seu quando você não o castra, porque é um miserável mão-de-vaca que não se importa se as consequências disso forem tumores, brigas violentas na vizinhança e bebês.

O gato não é seu quando você não se certifica de que ele está em segurança na sua casa, que, não por acaso, deve ter tela nas janelas e/ou proteção nos muros e árvores.

Não é seu quando você não o vacina, não cuida da saúde dele. Quando você vai à farmácia comprar paracetamol em vez de consultar um veterinário.

Definitivamente, o gato não é seu quando você não se dedica a ele o suficiente para que ele o seja.

Os meus gatos são meus! E para sempre.

Politicamente incorreto

Tomei a liberdade de pegar um comentário da Rafa, no Facebook, porque, depois disso, não se precisa falar mais nada:

Rafaela Videira: “Chamar isto de “‘humor politicamente incorreto’ é tentar proteger a falta de talento de Gentili ao sugerir que ali há humor – e não há, como já vimos”. Não há humor nem talento, e ainda prestou um desserviço (gente é assim que se escreve isso?) à Michelle e às crianças ajudadas por ela. Aliás quero deixar registrada minha admiração pela Michelle.”

Para quem não sabe, Danilo Gentili está sendo processado por ter feito piada sem graça e ofensiva. E eu acho pouco.