Meu marido me falou que eu escrevo bem e que deveria escrever um livro. Ele nem lê meu blog. Aliás, pouca gente o lê. E é de graça!! Imagina se alguém vai pagar pra me ler?! Nem se a capa for sensacional e o livro estiver cheio de gravuras!! Eu sei bem.
Pode até ser que eu escreva bem, mas, pelo visto, não estou me fazendo entender. Na minha profissão, isso tem nome: ruído de comunicação. Então, deixa eu tentar limpar o ruído, mais uma vez.
Eu não tenho preconceito ou sequer conceito sobre nenhuma religião. Não acho que muçulmanos são homens-bomba, que evangélicos são estúpidos/explorados ou que padres católicos são pedófilos. Apesar de existirem muçulmanos homens-bomba, evangélicos estúpidos/explorados e padres católicos pedófilos. Como também existem homens-bomba que não são muçulmanos, estúpidos/explorados que não são evangélicos e pedófilos que não são padres católicos. Entendido? Não?!
Vamos de novo, sob outra perspectiva: sua religião, para mim, não lhe define. Se você é definido por sua religião, ok, problema seu. Eu vou lhe definir – se chegar a tanto – por seus atos, não por suas crenças.
Então, quando eu digo que um traficante que se torna pastor não mudou senão a forma de exercer poder, eu escolhi a “profissão” pastor, por pura conveniência, porque me lembrei dum traficante que “se redimiu” na cadeia e se tornou pastor. Simples assim. Eu poderia ter dito político? Sim, mas, conceitualmente, políticos são mal vistos, até mais do que traficantes, então, não haveria mudança nenhuma. Médico? Ok - mesmo que médico não exerça o mesmo tipo de “poder” -, mas para se ser médico são necessários anos de estudos e dedicação. Ser pastor é mais fácil. Ah, mas na sua igreja, não é fácil ser pastor! Logo, por exclusão, eu não falei da sua!
E todo crente é como viciado?! Não. Não sei contabilizar se isso é regra ou exceção, me faltam estatísticas. Mas sei o que é vício.
Vício, por definição, é um “hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem” - achou o conceito relevante? Alguns se viciam em drogas, outros, em jogos. Há os viciados em sexo, há os viciados em religião. Quem compra “pau de afastar o capeta“, doa o tênis do filho para a igreja, quem entrega o cartão de crédito para o pastor durante o culto só pode ser um viciado da fé, porque até ignorância tem limite. Você é evangélico, mas não é viciado, ignorante ou explorado?! Bom para você!!
E, olha, antes que os usuários de drogas, jogos ou sexo venham se defender, deixo claro: nem sempre é vício gostar seja lá do que for que vocês gostem!! Às vezes, é bem saudável!! É vício só quando você passa a depender disso, viu?!
Outra coisa: quando eu falo de ex-famosos que se voltam para Jesus e voltam a ter fama, mesmo que “localizada”, estou sendo TÃO específica que até limita! Jesus não está, necessariamente, sendo “usado”. A fé pode ser real e belíssima. Mas há pessoas que juntam a fé com a fama e não veem problema nisso. Eu não vejo! Mas não vejo, também, mudança, que era o tema!!
Há tantas igrejas evangélicas neste mundo que nem sei. E nem quero saber! Não estou buscando uma fé para ter que pesquisar as fés que existem! E se falar de uma é falar de todas, se falar de um crente é falar de todos, pelamor, arrangem um subtítulo aê!! Vamos separar o joio do trigo! Ou escreva você um post explicando porquê sua fé é diferente/mais legal que a do outro! Eu fiz isso sobre a “minha”! Eu “eduquei” as massas!
Se alguém pode se sentir “atacado” no meu post, é a Xuxa - ou nem ela. O que reforça que meu blog nem é lido, já que nenhum dos 100.000 cyber-fãs dela me jurou de morte – até agora.
O que me deixa tranquila, no fim das contas, é saber que o problema nem deve estar no que eu escrevi, mas na interpretação que as pessoas insistem em fazer das coisas. Se não fosse assim, não teria equivocado achando que “feio e gordo” e mendigo são a mesma coisa. Bem legal vestir os sem-teto, por si só, mas, como forma de protesto, dar um espelho para o Mike Jeffries seria a coisa mais inteligente.
Links do Pitacos relacionados a preconceito e religião: aqui, aqui, aqui e aqui.





