Problema.

Acabei vendo o clipe da Taylor por puro acaso, graças a um meme que troca partes dos clipes por uma cabra berrando. Fiquei curiosa e fui ver o clipe original. Que coisa… Rolar empatia com Taylorzinha nunca me pareceu ser possível.

Talvez seja, de alguma forma, reconfortante saber que Taylor Swift, linda, loura, magra, rica e famosa, também come o pão que o diabo amassou com alguns carinhas. Ou, talvez, seja ainda mais perturbador.

Mas mais perturbador ainda é saber que, um belo dia, você vai estar carente e sozinha - ou muito de bem com a vida e cercada de amigas – e um carinha pintoso, descolado, interessante, gostosinho vai mexer com você. Você vai resistir por 5 minutos e, quando perceber, sua vida vai estar de cabeça pra baixo.

Ele vai lhe tratar feito lixo na frente das pessoas, vai lhe largar para trás, muita vezes, mas vai ser uma ternura só quando vocês estiverem sozinhos. E ele é bom, beija bem, conversa sobre assuntos variados, é inteligente, sabe fazer você se sentir especial – quando é do interesse dele. Você vai encontrar inúmeras justificativas para o comportamento escroto dele. Vai até dizer que a culpa é sua! Você vai acreditar piamente que ele se importa e que você tem muita sorte de estar com ele. Você vai fantasiar que ele vai mudar. Por você.

Eventualmente, ele muda, mas nunca é por você, nunca em relação ao que você significa para ele. Porque, sua tola, você é apenas um passa-tempo. Uma bonitinha que ele consegue manipular facilmente, por mais inteligente e segura que você tenha sido até ele chegar na sua vida. Ele não lhe respeita e nem vai começar a lhe respeitar. Não vai.

Sorte sua se ele for embora rapidamente, se lhe trocar por outra, se sumir sem justificativas. Sorte sua se ele sair da sua vida enquanto ainda dá para colar os cacos da sua auto-estima, enquanto você ainda tem como voltar a ser quem era. E, mesmo assim, a recuperação vai ser dura. Você vai rememorar cada dia, cada segundo com ele, tentando entender o que aconteceu, porquê ele foi embora. Vai sair perguntando às pessoas o que elas acham, vai acabar escrevendo poemas sobre “este amor”, vai fazer besteiras, vai rejeitar os caras realmente bacanas e que gostam de você de verdade - porque não são ele.

Se tiver o azar de reencontrá-lo, vai receber as atenções dele, novamente. Ele não quer que você o esqueça. Ele vai ser simpático, muito legal. E vai lhe fazer recair. Corra disso! Corra por sua vida! Corra! Porque, um dia, 20 anos depois, você se pega pensando nele e, de repente, uma lágrima sem vergonha lhe escapa. Triste…

Há meninos que são vampiros das nossas emoções. Isso não é romântico, é doentio. Se identificar um deles a tempo - ah, nunca dá… - fuja!

E, menina, se você nunca passou por isso, lhe invejo até os ossos. Se já passou, não sinta saudades, não busque sentir isso novamente. É fria. Taylor tem toda razão: a pior parte não é perder o cara, é se perder e, isto, nem sempre tem volta.

 

Dor de cotovelo

Na verdade, minha coluna travou. Estou com muita dor nas costas. E resolvi assistir a uns clipezinhos para ver se melhora, pelo menos, a alma…

Esgotei Shinedown – amo! Morri de saudade da Vaca com System of a Down. Caí no “Broken”, com Amy Lee + Seether.

Amo a música, o clipe é lindo! Mas a Amy Lee conseguiu me esgotar com a eterna dor de cotovelo que veio em seguida. Sério. O cara te dá o pé na bunda, dói horrores, você fica tristona, chora, faz uma música. Uma música. UMA!!! Não um disco todo! Não uma carreira inteira – né, Adele?! Choramingação de mulher cansa. Primeiro, a gente até se identifica. Depois, fica de saco cheio e cheia de vergonha.

Nunca mais tive vontade de ouvir Evanescence, desde o fim do romance dela com o Shaun Morgan, mas sempre ouço Seether…

Alguém…

Às vezes acontece, não há como negar, da gente ficar meio de saco cheio da vida e das pessoas que estão a nossa volta. Mas há uma musiquinha fofura do Depeche Mode que sempre me lembra que há uma pessoa que me cansa, me irrita, mas é perfeita para mim, porque se encaixa em cada palavrinha da letra e a letra é perfeita.

…”though things like this make me sick
in a case like this
I’ll get away with it”